Justiça não dorme
Multado por guiar burra embriagado
O agricultor que há uma semana foi apanhado a conduzir embriagado uma carroça puxada por um burra, na EN 17, em Celorico da Beira, foi ontem, quinta-feira, condenado, em processo sumário, a pagar 450 euros de multa. Pena pode ser substituída por trabalho comunitário.
Jorge Rodrigues, de 34 anos, agricultor, foi condenado pelo Tribunal Judicial de Celorico da Beira a uma pena de 90 dias de multa, à razão de cinco euros por dia, por ter sido apanhado a 11 de Agosto a conduzir o veículo de tracção animal com uma taxa de alcoolemia de 2,85 g/l no sangue.
O valor mínimo da multa aplicada, que totaliza 450 euros, teve em conta, segundo a juíza de turno que ditou a sentença, a situação social do arguido e o facto de ser primário. Foi-lhe ainda aplicada, como pena acessória, a inibição de conduzir qualquer veículo motorizado por um período de sete meses.
A pena exclui a proibição de o arguido guiar a carroça puxada pela burra, o meio de transporte que mais utiliza, pese embora ter licença, segundo o próprio, para conduzir tractores e motociclos.
Neste caso, a juíza Cláudia Jesus, que considerou “muito grave” o crime pelo qual o agricultor ia acusado, aconselhou-o a nunca pegar num veículo, seja ele a motor ou de tracção animal, depois de ter bebido. “Venda a burra se ela for uma tentação”, desafiou.

“Venda a burra se ela for uma tentação”
ahahahahahahahah
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Se em vez da burra conduzisse um Ferrari, a frase seria:
“Venda o carro se ele for uma tentação”
… e não tinha piada nenhuma!
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Quase que aposto que se está a cometer uma injustiça. Pois é muito provável que o homem não fosse a conduzir a carroça, o mais certo é ele preferir andar de burra por ela já saber o caminho de casa e ser ela a conduzir. Resta saber se ela estaria ou não com os copos.
“Venda o carro se ele for uma tentação”
… e não tinha piada nenhuma!
Tinha, pis, a burrice continuaria presente.
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PS: coiso
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Para uma burra nada como burra e meia. Realmente, temos uma justiça a cair de podre. Desde os tempos mais remotos que as burra(o)s (animais inteligentes, por sinal, ao contrário de muitos juízes) se responsabilizam por conduzir os donos a casa mesmo quando estes estão em estado menos consciente. Por outro lado, sendo uma carroça puxada por uma burra um veículo inteligente, pergunto eu, será que quando os automóveis forem suficientemente inteligentes para saberem o caminho para casa os seus “condutores” não poderão estar bêbados. Pergunto ainda se por acaso não havia ainda um cachorro envolvido na história. É que estes também são capazes de conduzir a burra pelos caminhos certos.
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forte com os fracos, e fraco com os fortes=tuga
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LOL
estes juízes são a coisa mais ridícula deste país.
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Quanto mais corrupta é a República, maior é o número de leis…”In, Tácito, Anaïs
Esta nossa para além de corrupta, está podre, fede…
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…
Piu piu piu
Tentado pela burra…
Então ele foi apanhado com a carroça e fica inibido de conduzir a moto e o tractor?
Porra que isto não se entende…
É à portuguesa!
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os nossos magistrados são uma anedota:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=182033
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Assim se prova que a «justiça» portuguesa é célere.
Não como um Ferrari, mas como o trote duma burra, o que já não é mau!…
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O agricultor ainda devia agradecer só ter tido essa punição pois segundo soube não tem carta de condução para aquele tipo de veículos.
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Assim, tal como o ministro afirma, prova-se que em portugal a justiça funciona.
Claro que se o homem , em vez de conduzir uma burra, estivesse a conduzir duas (ou mesmo três) isso levaria inevitavelmente a mais um mega-processo.
Em vez de uma semana levaria pelo menos seis meses, e o facto de o homem conduzir mais que uma burra ao mesmo tempo, seria de certeza uma complicação acrescida para a juíza.
Lembro-me vagamente de um caso célebre em que um pastor ao conduzir uma junta de bois em pleno estado de embriaguês (a junta), foi obrigado a tirar carta de pesados.
Segundo consta, vendeu a junta e casou com a juíza.
Bem feito.
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Este caso aconteceu, acho eu, no Kirguistão.
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Desculpem a inconveniência mas este tipo de notícias cheiram-me a pré-revolta…
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A falsidade nas investigações é que ninguem investiga o caso do despedimento colectivo de 112 familias do casino estoril uma empresa com milhoes de lucros e o governo nada faz QUEM GANHA COM A DESGRAÇA DE 112 FAMILIAS.
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Notícias como esta fazem-nos matutar, mas mais ainda quando aparecem juntamente com outras, como a que é intitulada «Burla e fraude deixaram de ser crime» – ver [aqui].
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Lembro-me (outros tempos)quando Lisboa era abasecida de *frescos* pela Região Saloia (Loures, Malveira)galeras cheias de hortaliças puxados por burros (ou mulas) em que o condutor embrulhado no seu capote negro dormitava no banco da frente e os animais lá seguiam compenetrados e atentos. Por vezes lá tinham um arrepio quando algum raro * veiculo autmóvel * cruzava com eles em sentido contrário.
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Acho muito bem o homem ter sido condenado!
A maxima que diz se beber não conduza não faz referencia ao tipo de veículo que se conduz!
E digo mais,se o gajo tem o azar de não lavar cinto e desrespeitar os limites de velocidade ainda levava mais!
Alem disso esses carroceiros não costumam levar a burra á inspecção periódica!
Ou há moralidade ou comem todos!
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