Protecção total (actualizado)
30 Agosto, 2010
Na zona de protecção total do Parque Nacional da Peneda Gerês, arderam 724 hectares (a maior parte na Mata do Cabril), correspondendo a 26 por cento da área de protecção total do Parque.
Como é possível?
A explicação aqui, com agradecimento ao José Manuel Pinto Varela.
Afinal, protecção total, só mesmo para a direcção do Parque que tem a sua sede… fora do Parque, bem longe. Talvez com medo dos incêndios. Ou do pó.
53 comentários
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pela sua teoria os bombeiros deviam ter os quarteis no meio dos incendios.
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De facto, esse post com tom inflamatorio, é um piromante intelectual. A dificuldade de acessos a certas areas do parque não é brincadeira, escarpas sem estradas, ou com estradas ingremes só possibilitam o ataque ás chamas por meios aereos. E como ainda existem povoaçoes que quando em risco têm prioriade, não se pode exigor muito.
A falta de meios não é meramente ao jivel do equipamente, os bombeiros voluntarios que pouco ou nada recebem, são uma grande fatia das coorporaçoes de bombeiros que existem no pais.
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Se o Parque Nacional da Peneda-Gerês apresenta grande risco de incêndios, devido aos difíceis acessos e à imensa densidade de vegetação, e constitui uma importantíssima peça do nosso património natural, considero ridículo esse comentário aí acima. Não se vê justificação possível para não haver um quartel de bombeiros na vila do Gerês. Se, efectivamente, na zona considerada de ‘protecção total’ arderam 724 hectares, penso que haverá aqui algum erro de linguística. Ou então a protecção é total mas, vamos lá ver, não queremos que ninguém se queime por causa das árvores.
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Ao referir-me a «esse comentário aí acima» quis dizer o comentário nº 1
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É como os anti-vírus.
Protecção total, mas as infecções acontecem.
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TODA ESSA GENTE DEVIA SER DESPEDIDA!
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Em zonas de proteção especial, pelo seu valor, devem existir tanques de água dispersos pela mata por forma a que os incêndios possam ser atacados pelo ar, já que as viaturas não chegam lá. Perguntem quantas charcas há na zona do Gerez .Na Estrela há as barragens…
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Charcas para os helios puderem abastecer, claro…
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Na zona do Gerês, barragens são quatro: Caniçada,Vilarinho das Furnas,Alto Lindoso e Salamonde.Próximo ainda há Alto-Cávado e Alto-Rabagão. É capaz de não ser por falta de barragens…
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Não conheço bem as serras em causa (Amarela, Peneda e Gerês), mas tratando-se da região onde ainda existem verdadeiras florestas em Portugal, não deveria haver guardas-florestais a tempo inteiro nas áreas florestais mais sensíveis? Prefiro pagar com os meus impostos umas dezenas de guardas distribuídos pelo território do que milhares de funcionários públicos inúteis distribuídos pelos ministérios ou autarquias.
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É público que durante este ano deixou de existir vigilância no Gerês porque as viaturas ou estavam avariadas ou não tinham dinheiro para o gasóleo.
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A questão é que após a primeira meia-hora arde tudo. Se as barragens estiverem a uma distância considerável, o que há a fazer é fazer zonas tampão” mas o que tem que arder mesmo.Com tanque portáteis no meio da serra não vão as viaturas mas os homens e os helios vão. Há muito que é utilizado nestas zonas com valor.
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Os incêndios são os melhores “limpadores” de florestas!
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Para perceber um pouco melhor estas barbaridades dos incêndios não percam este post:
http://ecotretas.blogspot.com/2010/08/homens-e-tomates.html
Apenas um extracto de um autarca do Norte:
“Isto é administrado por pessoas de Lisboa que não sabem o que é o PNPG. Querem fazer disto uma reserva de “índios”, põem todo tipo de entraves à população que reside no PNPG, e este sem população não é nada”
Vejam mais posts sobre fogos aqui: http://ecotretas.blogspot.com/search/label/fogos
Ecotretas
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Com o aquecimento global do planeta julgo que já nem os bombeiros, e muito menos os incendiários, têm poder para controlar o processo. A Mãe-natureza promulgou novas leis que são para cumprir e nem o Piscoiso lhes poderá escapar.
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Sobre essa do aquecimento global, já vão uns bons 60 anos no pico do Verão quando o Relógio de Sol não fazia sombra, por exemplo nas covadas das serranias beirãs os termómetros batiam nas calmas os 50º centigrados. Os aldeões usavam aquela expressão lindissima: ‘está um calor que não se escora’. E curiosamente nem de longe havia tanto incêndio como hoje, sequer com a dimensão dos actuais, havia rebanhos a pastar no mato, algum pouco roçado ia para fazer estrume no pátio e na ‘cama’ do gado.
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É o que se passava então.
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Termómetros nas serranias das Beiras a bater os 50ºC é pura ficção. As únicas regiões do país com potencial para ultrapassar os 45ºC são áreas muito localizadas no vale do Guadiana, no Tejo Internacional e na Terra Quente Transmontana (já bem próximo da fronteira com Espanha).
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A temperatura deve ser tirada à sombra a uma determinada distância do solo, obviamente que termómetros ao sol atingem valores exorbitantes. Essa dos 50ºC nas serras das Beiras é uma grande asneira.
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Caro Ecotretas, e quando não há intervenção estatal e os proprietários se recusam a cuidar dos terrenos, apenas por negligência? Não será esse, afinal, o principal problema?
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A maior parte dos proprietários dos terrenos do interior t~em 70 e 80 anos e mal conseguem cuidar deles próprios, quanto mais dos terrenos. E os restantes há muito que emigraram para França, Alemanha e outras terras.
É preciso conhecer a realidade demográfica do interior antes de vir com soluções miraculosas.
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#18,19 AntiSocialista,
o amigo é um teórico. Olhe ainda o ano passado e este ano, bateram os 52º C ao Sol, a mesma que bate nos pinhais e eucaliptais comop há mais de 60 anos. E no Inverno é o gelo a ‘queimar’ tudo. Claro é diferente imaginar Portugal debaixo dum guarda-sol ali no Rossio com a brisasinha maritima do Tejo ou na Ribeira à beira do Douro. Desculpe mas relata impropriamente a realidade do País. Também acredita que o País todo é um ‘clima temperado marítimo’ ?
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Caro Paulo Morais, denuncie isto, é um escandalo, e pelos vistos pouca gente tem conhecimento disto, eu soube-o por fontes seguras ligadas ao comando distrital de bombeiros de aveiro.
No que respeita os meios aéreos pesados é uma vergonha de todo tamanho o que se passa em Portugal.
O senhor do MAI sabe muito bem que os nossos 2 canadair’s são insuficientes, contudo prepara a época de fogos a contar com os candadair’s espanhóis, ou seja, em vez de termos os nossos, não temos que pedir a Espanha, ate ai a soberania do pais já esta entregue a Espanha.
Porque motivo desistiu em 2005 este senhor do MAI e este governo da aquisição de 6 canadair’s financiados em 25 % pelo banco europeu de investimento.
Para agora sermos os pedintes europeus de canadair’s.
Desde o dia 28 de Julho até dia 19 de Agosto, data em que foram embora os 2 canadair’s Franceses, todos os dias o pais teve que recorrer a aviões estrangeiros, fossem franceses, italianos ou espanhóis, então espanhóis foi quase todos os dias, e não pontualmente como dizia o senhor Gil Martins no breefing aqui há uns dias na sede dos SNB.
Já ontem vieram cá 2 canadair’s espanhóis a Monção, e hoje quando os incendios no distrito de vila real já duram há 3 dias, o de sabrosa há 3 dias, já reacendeu 2 ou 3 vezes, o de chaves há 2 dias, e o de vila pouca de aguir há mais de um dia, passado este tempo tod, e quando o estrago já esta feito e é mais que muito é que eles vão mendiagra canadair’s ao estrangeiro, vem ai de novo a rteserva tactica da união europeia, 2 chegaram hooje de tarde pelos vistos, xconfirme aqui no site da anpc.
http://www.prociv.pt/Publico/smaListDetails.asp?OcurId=13416&numOcorrencia=17634
Isto não é normal, este gente não dota o pais de meios suficientes, apenas para andar nesta pedinchice a Espanha, é de propósito, para o povo achar que já estamos entregues aos espanhóis.
Pensam que a população não faz estes comentários, a população sabe bem que os aviões são espanhóis.
Começou com as maternidades e serviços de urgência, agora já vai no combate aos fogos.
E os canadair’s a Espanha não são requisitados através do mecanismo europeu como acontece com os que são requisitados á França, ou Itália, são requisitados pelo comando nacional da ANPC directamente ao comando espanhol, claro está em castelhano, que futuramente e se os planos destes traidores iberistas que desgovernam Portugal correrem bem, mudara novamente de nome e deixará de se chamar espanhol e passará a ser designada de língua ibérica, é que se os senhores da ANPC falarem em Português eles já não enviam os canadair’s.
E os que vem são sempre os mesmos, e pertencem á mesma firma que aluga os dois de Seia, pertencem á firma espanhola CEGISA, e que anteriormente eram alugados pela Aerocondor.
Os dois que estão em Seia Têm a matricula espanhola EC-HET, e o EC-HEU, no fim da temporada de fogos regressam a matacan, vejam aqui as fotos dos dois, algumas em Seia , outras em Matacan
http://www.airliners.net/search/photo.search?regsearch=EC-HEU
http://www.airliners.net/search/photo.search?regsearch=EC-HET
Sendo assim, quando a capacidade os 2 canadair’s de Seia se esgota, o que acontece quase todos os dias, basta um incêndio para os ocupar, os senhores da ANPC pedem em castelhano aos homólogos espanhóis, que façam o favor de lhe enviar os canadair’s que também pertencem á CEGISA e que estão baseados em Matacan, em Salamanca e os que estão na Galiza.
É óbvio que vem apenas quando os espanhóis não necessitam deles, e são pagos à hora à CEGISA pelo estado português, o que deve focar num balúrdio ao erário publico.
Desiludam-se aqueles que pensavam que os canadair’s espanhóis vinham de borla como os Franceses ou os Italianos, era bom era.
Vejam aqui as fotos dos canadair’s da CEGISA em Matacan.
http://www.airliners.net/search/photo.search?placesearch=Salamanca%20%28-%20Matacan%29%20%28SLM%20%2F%20LESA%29&distinct_entry=true
E em Santiago de Compostela.
http://www.airliners.net/photo/CEGISA/Canadair-CL-215-1A10-CL-215-II/1346163/&sid=dc108fd92e9f277c7ceb68926265690a
Se no Alentejo ou Algarve estes meios fizerem falta, esta parte do pais está entregue a dois que estão perto de badajoz, em Talavera la Real, e que já ca vieram em anos anteriores ao Algarve, vejam aqui as fotos:
http://www.airliners.net/search/photo.search?airlinesearch=DGCN&distinct_entry=true
Faz de conta que a ibéria já existe e que nós somos apenas mais uma província espanhola, onde apenas estão estacionados 2 canadair’s, e se forem precisos mais vêm de províncias vizinhas.
E isto não é inocente, o objectivo fazer o chamado “mind control” da população, dando a entender que espanha e os espanhóis são bons e amiguinhos e que ate canadair’s nos enviam, é sem duvida iberismo a todo o vapor, e já chegou ao combate aos fogos.
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JCA,
em termos científicos, tirar a temperatura ao sol é um erro de bradar aos céus. A temperatura tira-se a dois metros do solo à sombra. Repito, à sombra. E a mim não me dá lições de climatologia. Conheço certamente melhor o clima de Portugal do que o caro JCA. O recorde oficial de temperatura em Portugal é de 47.4ºC, registados na Amareleja. Apenas pontos muito localizados no vale do Guadiana, no Tejo Internacional, nas imediações de uma aldeia chamada Rosmaninhal, e na Terra Quente, mormente no vale do Côa ou no vale de Águeda, é que existem condições para que se atinjam temperaturas superiores a 45ºC. Fora desses locais, temperaturas dessa ordem são muito, mas muito pouco prováveis. Quanto ao clima temperado marítimo, comete outro erro grosseiro, porque Portugal tem um clima temperado mediterrânico, Csa ou Csb, de acordo com Koppen. Clima temperado marítimo apenas existe indubitavelmente nas ilhas do Corvo, Flores, e nas vertentes ocidentais das montanhas do Nordeste.
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#20,
o facto dos proprietários serem idosos não os deve impedir de vender os terrenos se chegarem à conclusão que não os podem manter cuidados, ou alternativamente, arrendar a quem os cuide. E aqui colocam-se dois problemas, por um lado a lei do arrendamento, a qual segundo consta, coloca alguns receios nos proprietários, por outro lado, há um problema cultural por resolver. Li uma entrevista de Salazar, feita já no final da vida, onde ele se lamentava do tamanho médio da propriedade agrícola em Portugal, que impedia o desenvolvimento de projectos agrícolas mais viáveis e produtivos. Relatava que tinha tentado adquirir um terreno a um vizinho em Santa Comba Dão, e que o proprietário se tinha recusado a vender porque tinha ali pastado cabras desde criança. Salazar então concluía que os portugueses tinham um «problema sentimental». Dizia ainda que o povo português era pouco racional e dado a «paixões». Chamam-lhe ditador provinciano, mas conhecia melhor o povão do que as «iluminadas» elites da capital e da Foz. Os portugueses preferem abandonar a vender ou arrendar, tendo em conta os prejuízos que isso traz no contexto das nossas especificidades climáticas já era hora de atacar o problema pela via legislativa e fiscal através de uma nova lei do arrendamento, tributação das mais valias imobiliárias, identificação dos proprietários ou penalização de herdeiros que não façam as partilhas (tornar a justiça célere nestas situações também é outro ponto a reter). Parte do país está parado porque está ao abandono e ninguém parece estar preocupado.
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Entrevista a Salazar, 1968:
«Extra: Hemos tenido 7 presidentes en 22 años. Más de 200 ministros…
Oliveira Salazar: Claro, la continuidad es muy importante. Pero, además, los pueblos de América y los países del sur de Europa no pueden darse el lujo –creo yo- de vivir en una democracia representativa liberal parlamentaria. Porque tenemos mucha pasión. Y la pasión escinde. Desordena. Impide construir. Tuve que renunciar a la emoción para gobernar… No puedo evanecerme, puesto que no realicé todo lo que deseaba… Pero ejecuté lo suficiente para que no se pueda decir que fallé en mi misión. No siento, pues, la amargura de los que merecida o inmerecidamente no vieron coronados sus esfuerzos y maldicen a los hombres y a la suerte. Ni siquiera me acuerdo de haber recibido ofensas que me lleven a ser menos justo. Por el contrario; en este país donde tan a la ligera se aprecia y desprecian los hombres públicos, gozo del raro privilegio del respeto general… Pude servir…
(…)
Extra: Hemos visto mujeres y hombres de larga edad torcidos, sobre los hermosos campos, en minifundios marcados por el tiempo. Sin asistencia técnica casi… ¿Es un problema económico, educacional?
Oliveira Salazar: Es un problema sentimental. Nacieron allí. Trabajaron así… Los estamos convenciendo de que acepten por lo menos las Cooperativas para unirse allí, adquirir maquinaria y cambiar el método. ¿Pero usted cree que a mí, realmente me puede halagar que la gente se sienta esclava de la tierra, encorvada por la vida…? Una vez yo tenía un campo similar al de un vecino. Igual dimensión, igual cultivo. Lo quise cambiar. Entonces él me contestó: “NO SEÑOR DOCTOR… Yo sé que es igual que el suyo… Pero aquí yo venía cuando tenía 8 años con mi abuelo y la cabra… No lo puedo trocar…”»
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é de estranhar que a grande maioria dos incendios, sejam a cima do mondego. alguma coisa se está a passar neste país.
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O modelo de governação/gestão dos Parques Naturais está completamente ultrapassado.
Não deixa de ser curioso que as sedes dos parques naturais do norte (não conheço os outros casos), Gerês, Montesinho e Alvão, sejam fora das áreas desses parques.
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#23, antisocialista,
não me preocupa se é antisocialista, salazarista ou neo-socialista ou deste ou daquele, é um direito seu.
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“em termos científicos, tirar a temperatura ao sol é um erro de bradar aos céus. A temperatura tira-se a dois metros do solo à sombra. Repito, à sombra”. Ora seguindo teoricamente o fio do seu raciocinio talvez meter os pinhais, a serra, os matagais, as silvas e os eucaliptais dentro de casa, à sombra, resolveria os fogos, a temperatura era à sombra.
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“E a mim não me dá lições de climatologia.”. Não pretendi sequer ofender os seus conhecimentos: eu não dou lições de climatologia a ninguém nem teorizo sobre o tema. É tão simples como olhar para o termómetro e ter a oportunidade na vida de viver tanto calor que ‘até as cobras assobiam e os sardões se esparrelam em cima das pedras”. Os mais de 50º C estão lá, não é nos livros (que também li).
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construtivamente deixo-lhe um link sobre o tema ‘climatologia’ para não recordar as operações sobre Pequim para não chover na abertura dos Jogos Olimpicos:
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Rainbow Clouds & Chemtrails over Dallas
http://www.wfaa.com/younews/101368309.html
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JCA,
não me vou meter muito na conversa mas tenho de dizer que a temperatura se mede à sobra nas condições descritas (não é dentro de casa é sempre numa altura de solo considerável e num local arejado – onde o ar é livre de circular em cima/baixo/esquerda/direita/frente/trás numa área considerável).
Se medir ao sol os termómetros de mercúrio não pararão de aumentar o indicador da temperatura já que, como metal pesado, absorve a radiação solar. Poderá chegar a marcar, com tranquilidade, mais de 100 graus centígrados.
Mas quanto mais “calor ao Sol” mais “calor à sombra”, por isso essa conversa dos 50 e tal ao sol não interessa nada.
Nunca, em Portugal, a temperatura chegou aos 50 graus.
Só uma nota final, se apontar um desses termómetros novos de infravermelhos a uma pedra escura debaixo de um Sol daqueles que temos visto nestes dias nem vai acreditar na temperatura a que ela está. Algumas estão a mais de 80 graus.
E sim as árvores aguentam-se expostas ao mesmo Sol mas a temperatura delas não sobe a esses valores. Tem tudo a ver com a física e química dos elementos a absorver/reflectir a radiação solar.
Fui
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Ta certo,
mas não é o caso, não foram usados termómetros de mercurio. Diz bem, está convencionado medir a temperatura como relata mas tudo o que está sujeito a radiação solar directa (ao Sol) sofre uma temperatura superior á obtida à sombra.
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Fui
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Rosmaninhal, grande terra.Não sei se chega aos 45 g mas que em Castelo Branco no verão derrete o asfalto das estradas, é verdade, vi eu.
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Em meteorologia mede-se a temperatura do ar, ou quando muito da água do mar. No caso da temperatura do ar, essa medição é feita à sombra, no exterior, a 2 metros do solo. E são esses dados que são utilizados para elaboração das normais climatológicas, estudos climatológicos, etc. Não se mede a temperatura das rochas, ou das paredes, ou ainda das árvores!
Quanto aos 50ºC em Portugal, não dispomos de uma rede de estações meteorológicas suficientemente vasta para termos mais certezas sobre a possibilidade de algumas vez se ter atingido esse valor no nosso país. Neste momento o recorde permanece nos 47.4ºC, na Amareleja. Contudo, a vila não está no ponto mais quente do Alentejo. Se alguma o país ultrapassou os 47.4ºC é pura especulação, e é muito pouco provável. Tal só poderá acontecer em pontos muito localizados do vale do Guadiana, no Alentejo Interior, ou em pleno vale do Tejo, junto da fronteira com Espanha, ou ainda no vale do Douro e nos vales de alguns afluentes, também junto da fronteira. São locais com pouca vegetação, protegidos dos ventos por colinas ou montanhas e com elevada exposição solar.
Resta dizer que a maior parte do país tem máximas médias inferiores a 30ºC nos meses de Julho e de Agosto, com excepção do Alentejo Interior, da planície de Idanha e de Castelo Branco, do Nordeste algarvio ou da Terra Quente.
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A título de curiosidade, a temperatura mais alta de sempre da Europa foi registada em Atenas algures nos anos 70: 48ºC.
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Anti Socialista,
A origem dos fogos em Portugal tem a ver com a indústria do fogo. Ponto.
Ecotretas
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Ecotretas,
não só, mas em parte sim. E tomando o crime como causa principal, não serão cabras que resolverão o problema. Pastos e arbustos também ardem, e bem.
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#31
Castelo Branco está longe dos pontos mais quentes da Beira Baixa! Imagine como será, por exemplo, em Salvaterra do Extremo, junto do vale do rio Erges!
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Segundo a publicação internacional ‘The Best, Worst and Unusual” de Bruce Felton, and Mark Fowler, editada pela Galahad Books, N.Y, a temperatura record em Portugal foi em 6 de Julho de 1949 durante 2 minutos no Centro de Portugal:
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158º Farheneit = 70º Centigrados
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#37
A sua ignorância é gritante. Aconselho-o a enviar esses dados para o Instituto de Meteorologia, eles agradecerão pelo bom momento de humor.
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#37,
envie também um e-mail à Organização Meteorológica Mundial; de acordo com este organismo, a temperatura mais alta registada no planeta foi de 58ºC, em 1922, na Líbia.
Click to access Libya.pdf
As Novas Oportunidades dão nisto, ignorância científica para dar e vender.
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70º Centigrados?
eheheh
Devem ter deixado o termometro ao Sol durante esses dois minutos.
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Se eu me armar em chico espertalhão, meto um termómetro na praia da Manta Rota, ao sol do meio-dia, em pleno mês de Janeiro, e com sorte aquilo ultrapassa os 30ºC. Depois anuncio que no Algarve há praias com temperaturas típicas das Caraíbas em pleno Inverno!
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#38, antisocialista,
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não se enerve, então chama de sopetão ‘ignorannte’ e ‘chico-espertalhão’ a quem não escreveu esse livro, apenas o citou ? Ora, ora ….. e os que cita são mais certos que os outros ? Escreveu-os ou é quem os escreveu que tem a obrigação de provar o que escreveu ? Assim não vale.
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Boa disposição, como citou essa do ‘clima temperado mediterrânico em todo o Portugal, quiçá ilhas incluidas’ bem explorado geraria lógica por exemplo numa Campanha Mundial para promover o Turismo Português ‘goze o prazer das calidas praias mediterranicas nas aguas mornas do Atlântico da Eiceira, Peniche, Nazaré, F Foz, Forte do Cão, Moledo, Ancora”. Apenas humor saudável, a vida são dois dias. Livros e autores há para todos os gostos. Vale o que cada um lê mas principalmente o que VIU e LHE PASSOU PELA PELE, o mundo que ‘mordeu’ ou teve a oportunidade de ‘morder’. E há tanto mundo, amigo (olhe por exemplo, se é sensivel nem sequer abra este link excepcionalmente triste e violentissimo http://www.mandaba.la/brazilian-indians-bury-their-children-alive)
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Abordei o tema relacionando-o com ‘aquecimento global’ afirmando sem qualquer hesitação que há mais de 60 anos havia temperaturas iguais ou acima das de hoje. E está absolutamente certo.
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Sobre incêndios em Portugal os tais ‘aldeões ignorantes’ ´há muito tempo que sabem bem o que se passa e como resolver …. o fosforozito, a mecha, aquela coisa que fica a piscar como espelho depois do fogo apagado etc.
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Agradecendo-lhe a educação com que polemizou proponho-lhe, a tema está esgotado. Acabou, está tudo dito dum lado e do outro. Há mais ‘aflições’ em Portugal. Aceita ?
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Para definir um clima utiliza-se basicamente a temperatura e a precipitação, a temperatura da água do mar não é chamada para nada. A costa da Califórnia tem um clima de tipo mediterrânico e tem águas frias a banhar a sua costa, isto só para dar um exemplo. Repito, temperatura e precipitação, e não temperatura da água do mar.
O termo mediterrânico diz respeito a um tipo de clima que ocorre não só na orla deste mar, mas também na Austrália, África do Sul, Chile , Península Ibérica, Açores, Madeira, Marrocos ou Califórnia.
Mas se não concorda, escreva um livro científico sobre o tema e proponha uma nova designação para o clima português. A título de curiosidade, já houve quem tentasse no passado, sem sucesso.
Por falar em água do mar, existe uma região em Portugal com temperaturas praticamente iguais às que ocorrem no Mediterrâneo: a baía de Monte Gordo. Aí, a temperatura da água do mar pode atingir os 28ºC. No ano passado, a bóia de Faro, situada a mais de 40 km da referida baía, numa zona bem mais fria, registou 27ºC.
Quase todas as regiões de Portugal, com excepção da montanhas do Minho, das ilhas das Flores e do Corvo ou dos pontos mais altos das restantes ilhas açoreanas têm pelo menos dois meses secos, portanto o nosso país tem um clima Csa ou Csb, segundo Koppen, a classificação actualmente mais utilizada.
http://www.meteo.pt/pt/areaeducativa/otempo.eoclima/clima.pt/index.html
Como é que afirma que há 60 anos o clima era igual? Com que dados? Dados oficiais, onde estão? Na minha casa de férias tenho registos dessa altura compilados numa obra de Orlando Ribeiro e Suzanne Daveau, e o que se mostra é que há alguma variação entre décadas, por exemplo, houve décadas tão ou mais secas que a actual, outras muito chuvosas, os anos 70 foram frios, etc.
Sabe que mais? Dava um bom comentador da Sic Notícias ou da RTPN. Daqueles que falam de tudo, mas de nada sabem.
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Não aceitou, remeto-o para mais papelada em que pode acreditar:
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IPCC told to stop lobbying and restrict role to explaining climate science
An independent investigation into the UN’s climate change body has warned it to stop lobbying and to restrict its role to explaining the science behind any changes in global temperature
http://www.telegraph.co.uk/earth/environment/climatechange/7972034/IPCC-told-to-stop-lobbying-and-restrict-role-to-explaining-climate-science.html
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E parece (tome nota: não afirmo porque não sou o autor da noticia) ‘que uns sacam na rua com a ponta da pistola ou da ponto-e-mola, outros nos laboratórios e gabinetes com a ponta da caneta’:
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Climate ‘sceptic’ Bjørn Lomborg now believes global warming is one of world’s greatest threats
One of the world’s most prominent climate change sceptics has called for a $100bn fund to fight the effects of global warning, after rethinking his views on the severity of the threat
http://www.telegraph.co.uk/earth/environment/globalwarming/7972383/Climate-sceptic-Bjorn-Lomborg-now-believes-global-warming-is-one-of-worlds-greatest-threats.html
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Mas o que é que tem a ver isto com a RTPN ? Essa não percebi, desculpe.
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Citando alguém anterior, polidamente FUI, agradecendo-lhe o contributo que deu ao tema.
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Disse uma série de asneiras científicas, vitimizou-se por eu ter exposto a sua ignorância e agora vem com a treta do aquecimento global para desviar a discussão.
Mas já que fala no tema, isso é outra asneirada pegada, e o que os jornalistas portugueses escrevem é de bradar aos céus. A climatologia não está suficientemente desenvolvida para se afirmar com todos os pontos nos i’s que há «aquecimento global», pegam em modelos, estudos não sujeitos a peer review, estações colocadas em áreas urbanas que anteriormente estavam em áreas rurais (desconhecem o efeito ilha urbana) e esquecem um factor chave que é a actividade solar. Segundo os dados oficiais, repito, oficiais, de estações como Lisboa, Coimbra ou Faro, Portugal até já terá sido mais seco no início do século XX, por isso toda a histeria em torno das últimas secas pareceu-me exagerada.
Este ano, por exemplo, registaram-se 4 graus negativos em Aljezur, em Dezembro, algo surpreendente dada a latitude, a altitude e a proximidade da costa a que se encontra a estação. Em 2007, registou-se 1 grau negativo em Braga, em pleno mês de Outubro. Em 2005, bateu-se o recorde de temperatura mínima em Sagres, em pleno Inverno. Mas a culpa é do «aquecimento global».
Outra mentira que vi há uns tempos nos jornais foi dizerem que o mês de Julho foi o mais quente de sempre. Nada mais falso. Teve a média das temperaturas máximas mais alta desde 1931, mas não foi o mais quente, a realidade foi o terceiro mais quente.
«Em Julho em Portugal continental, a média da temperatura máxima do ar foi de 31.75ºC, valor este que é o maior valor observado, para este mês, desde 1931, com um desvio de + 3ºC em relação ao valor normal de 1971-2000. A temperatura mínima registou um valor médio de 16,7ºC, com uma anomalia de + 1,1ºC, o que constitui o 7º valor mais alto desde 1931. A temperatura média do ar, com um valor de 24,2ºC, apresentou uma anomalia de + 2,0ºC, o que constituiu o 3º valor mais elevado desde 1931.»
Dados oficiais do INM
Se há aquecimento global, ou não, devido às actividade humanas, nem eu sei, nem ninguém sabe.
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“Disse uma série de asneiras cienticas”. Menos uma “Sobre essa do aquecimento global, já vão uns bons 60 anos no pico do Verão quando o Relógio de Sol não fazia sombra, por exemplo nas covadas das serranias beirãs os termómetros batiam nas calmas os 50º centigrados. Os aldeões usavam aquela expressão lindissima: ‘está um calor que não se escora’.”. Temperaturas registadas em termometros DIGITAIS, e não um só; com a mesma tecnologia dos espalhados ao sol por aí nas cidades que decerto são uns ‘mentirosos’.
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Tudo a informação que transcreveu encontra-se num quarto de hora através do Google (INM, Wikipedia etc). Quere os links ?
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Clarifico, temperaturas semelhantes às registadas no ano passado e este ano com termometros DIGITAIS, e não de mercurio como sugeriu no seu raciocinio.
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Recomendo-lhe que encomende este livitro à Galahad Books de Nova Iorque, o leia e se informe quem são Bruce Feltion e Mark Fowler : ‘The Best, Worst and Unusual” de Bruce Felton, and Mark Fowler, editada pela Galahad Books, N.Y, a temperatura record em Portugal foi em 6 de Julho de 1949 durante 2 minutos no Centro de Portugal: 158º Farheneit = 70º Centigrados” e depois faça-nos o favor de provar o contrário. É uma abordagem que presta a bem do esclarecimento da verdade.
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Anti Socialista,
assim não vale.
Isto:
…”4 graus negativos em Aljezur”…” 1 grau negativo em Braga”…”recorde de temperatura mínima em Sagres”
São argumentos que contrariam a tese de aquecimento global?
Um cadito populuxos. Ao tipo da TVI24.
Esses argumentos só mostram que a temperatura em Aljezur atingiu os 4 graus negativos na data x, 1 grau negativo em Braga na data y e que em Sagres se bateu o recorde de temperatura mínima lá registada.
O que isso tem a ver com o aquecimento global ou falta dele?
Isto: “estudos não sujeitos a peer review”
também não é verdade. Talvez o fosse há dez anos atrás.
O que tem acontecido deste então é o aparecimento de muitos artigos “peer reviewed” a dizer que o aquecimento global não é real. O curioso destes estudos é que a esmagadora maioria é encomendada por empresas com interesses no status quo no uso da energia ou com imensa publicidade (alguns até colocados no site do senado norte americano por senadores que receberam dessas empresas a grande fatia do financiamento das suas campanhas). Mais recentemente outros estudos deste tipo foram patrocinados pelo Discovery Institute (com muito mais sucesso que os encomendados para provar cientificamente o criacionismo – é verdade, também os há peer reviewed aos molhos). Ora os grandes financiadores do Discovery Institute são… e etc etc etc.
Não estou a dizer que o GW é verdadeiro ou falso. Estou a dizer que há artigos peer reviewd para todos os gostos. Curioso é a esmagadora maioria dos que negam o GW serem patrocinados por quem são. Alguns com argumentos como o que você indicou acima, reviewed por colegas como sendo excelente. Ora quer os autores quer os colegas são quase desconhecidos no mundo académico e todos andam a aparecer com grandes casas, carros e contas bancárias que os académicos jamais terão quantos anos vivam.
Se tiver muita paciência, encontre uns estudos destes, arregace mangas e veja quem patrocina (muito difícil online) e google fundo os autores. É preciso paciencia mas os dados são muito curiosos. Ai são são.
Se o objectivo não é espalhar a dúvida não serei qual será.
Cumpts
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TáCerto
Na minha área científica também há muitos mecanismos para vender «verdades científicas»… Mas já os topo à légua… Pena que depois os consumidores não estejam preparados e informados e acabem por ser ludibriados por clínicas médicas e por farmacêuticas… um exemplo de um negócio chorudo são os tratamentos para a calvície. Há mil e um diferentes nas farmácias, cabeleireiros e clínicas estéticas, mas na realidade só duas substâncias são eficazes a travar a progressão do problema. E muitos médicos, utilizam aparelhos e tratamentos que não estão recomendados ou cuja eficácia não está demonstrada e fazem fortunas. Alguns são bem conhecidos. Se na saúde é assim…
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O meu cepticismo em relação ao aquecimento global veio do contacto com membro da University College of London. Sou liberal mas não sigo a cartilha de forma cega. Nem eu, nem ninguém, sabe ao certo se as actividades humanas estão a provocar um aquecimento global, e qual o impacto desse aquecimento. Aqueles que dizem religiosamente que sim estão ao nível daqueles que negam religiosamente.
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É uma asneira cientifica afirmar que o clima Português é temperado mediterrânico:
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#23, Anti Socialista
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Segundo o abaixo, é uma asneira cientifica afirmar que o clima Português é Temperado Mediterrânico:
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CLIMA DE PORTUGAL
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