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“Do boxe e da política” *

7 Setembro, 2010
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«No presente momento político, os maiores aliados da táctica socrática são os que desejam que o PSD hiberne até Fevereiro próximo. Marcelo Rebelo de Sousa converteu-se no porta-voz daqueles que requerem uma auto-anulação do principal partido da oposição até depois das presidenciais. Na sua inenarrável lição na Universidade de Verão dos social-democratas sustentou que a única estratégia válida para o PSD nos próximos seis meses seria facilitar a eleição de Cavaco Silva – leia-se, evitar uma crise política a todo o custo, admitir qualquer espécie de Orçamento, eventualmente abraçar mais acordos com o governo ainda que o seu conteúdo contenda com o ADN ideológico do PSD, enfim, desistir de ser alternativa ao PS, falar fininho e baixinho para que Cavaco Silva não tenha obstáculos na sua caminhada presidencial.»

* Ontem, no Jornal de Notícias

14 comentários leave one →
  1. ramiro marques's avatar
    7 Setembro, 2010 12:31

    Lamentável, este Cavaco Silva. Não votarei nele em circunstância alguma. Sempre o achei mais interessado em defender a sua carreira política do que o país. Foi o criador do monstro e é o maior adversário da actual liderança do PSD. Tudo fará para enfraquecer o PSD e derrotar PPC.

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  2. ramiro marques's avatar
    7 Setembro, 2010 12:32

    Quanto a Marcelo, há muito que deixei de o ouvir. Tem alguns ódios de estimação que o perseguem e lhe retiram objectividade.

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  3. Alves's avatar
    Alves permalink
    7 Setembro, 2010 12:34

    O PSD está perante um dilema estratégico que vai determinar o seu futuro na próxima década. Aparentemente, caminha-se para um novo bloco central.

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  4. Pedro Pisco's avatar
    7 Setembro, 2010 13:27

    Lamentável, lamentável, é darem a este povo lascivo, veraneante, piscineiro e amigo do churrasco permanente, uma Universidade de Verão… Ela há gente com cada mau gosto….

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  5. o sátiro's avatar
    7 Setembro, 2010 13:33

    Então, CAA, não andou durante muito tempo a deitar abaixa as lideranças do PSD (excepto LFM…, imaginem) e a defender Sócrates?

    O que aconteceu agora?

    MRS tem toda a razão: que lucra o PSD e o PPC em criar uma crise política agora?

    Para o povo dizer: bem, estamos em crise, mas estes gajos são uns irresponsáveis.

    E claro, para CAA e o #2 e #3, na sua imensa inteligência, será melhor para o PPC e o PSD que o MAlegre seja eleito!!!

    Vejam-se ao espelho….

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  6. António P. Castro's avatar
    António P. Castro permalink
    7 Setembro, 2010 13:48

    Marcelo perdeu todo o pouco crédito que ainda tinha.
    De intriguista-mór passou a varina.
    Acho que o CAA está a ser demasiado brando para o cheché.

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  7. Piscoiso's avatar
    7 Setembro, 2010 13:49

    Um Cavaco marcelado, nem para pequeno almoço.

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  8. Eduardo F.'s avatar
    7 Setembro, 2010 16:44

    Alguém falou em rupturas?

    As trapalhadas em que o PSD, sem ajuda externa, se envolveu, nomeadamente o projecto-de-revisão-constitucional-que-era-mas-não-era-não-se-sabendo-quando-será-e-o-que-irá-conter, as deduções-fiscais-que-não-eram-mas-que-passaram-a-ser-mas-que-afinal-já-não-são, a privatização da CGD que já “foi” e afinal se pretende agora (porque “não há condições”) transformar num banco de “desenvolvimento”(?) à semelhança do bom “exemplo” de um banco no Brasil(!), as PPP que-afinal-podem-ser-algo-diferente-mas-não-muito ou, ainda, a defesa de alterações à legislação laboral que-a farão-muito-diferente-da-actual-mas-não-promoverão-uma-solução-“liberal”, etc., etc., antecipam que uma “ruptura” neste momento seria apenas a continuação, ainda que outros protagonistas, do pântano em que estamos atolados.

    Ruptura sê-la-ia – alguém tem dúvidas disso? – a eleição de Manuel Alegre para a Presidência da República.

    É de outro tipo de rupturas que precisamos. Precisamos de quem, de uma vez só, nos conte toda a verdade quanto à situação a que chegou o país; do que é necessário fazer para ultrapassar estes tempos muito difíceis e do caminho a seguir para que consigamos voltar a um ciclo de prosperidade, ou seja, de retoma do crescimento económico, para o que é estritamente necessário que o papel do estado “recue” significativamente dos níveis absurdos a que chegou, razão primeira do nosso empobrecimento. Precisamos (muito) de rupturas, sim, mas deste tipo.

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  9. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    7 Setembro, 2010 16:58

    Na fotografia estão os dois responsáveis pela destruição do PSD e pela ascenção e apoio do socretenismo!

    Como disse uma vez o Alberto João, só um bom processo para pôr aqueles dois no olho da rua!

    Talvez a partir daí o PSD venha a ser um partido coeso!

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  10. MJRB's avatar
    7 Setembro, 2010 18:52

    OK !
    Eleja-se Alegre(*) e apeie-se Cavaco.
    Reeleja-se Sócrates e rejeite-se Coelho(**).
    Portugal tem futuro com Alegre e com Sócrates. Péssimo futuro, mas futuro.

    (*) Uma extensão em Belém dos interesses do PS, de Sócrates e dos boys ‘crescidinhos’. Alegre só quer pavonear-se, mainada !
    (**) Politicamente (outro) aventureiro, manobrável e se como PM, fracalhote(***)
    (***) Estamos dependentes disto, desses…

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  11. Ana C's avatar
    Ana C permalink
    7 Setembro, 2010 21:53

    Estou-me nas tintas para o PSD.

    Mas vai ser a 1ª vez que voto em branco para o presidente da república.

    Não gosto mesmo nada dele. Armado em “conciliador” é, afinal, um inseguro

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  12. Ana C's avatar
    Ana C permalink
    7 Setembro, 2010 21:55

    O Marcelo não tem nada de parvo. depois da eleição do Cavaco (com o meu voto branco) vai preparar-se para morder as canelas do Passos Coelho. Ó, se vai.

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  13. o sátiro's avatar
    8 Setembro, 2010 00:55

    Mr MJRB:

    pelos vistos, há muito ceguinho que não percebe nada do que está a acontecer.

    Entretanto, preparem-se:

    http://mentesdespertas.blogspot.com/2010/09/vem-ai-o-socratismo.html

    Vem aí o Socratinismo: será a prova provada de quem rasteja perante Sócrates e o largo do rato, ou de quem quer ser livre!!!

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  14. MJRB's avatar
    8 Setembro, 2010 12:08

    O Sátiro 13,

    Há umas quantas pessoas com efectiva influência na opinião pública dependente do que outros pensam; há mais e em barda, umas pessoas que pensam que orientam –mas não orientam– as actuações de quem os ouve.
    Uns e outros actuam mais por deleite e vaidade pessoal, pela conta bancária reforçada, para se insinuarem no poder ou junto do partido/líder putativamente governante, do que pela racionalidade de propostas que interesse ao país.
    É o que há…

    Raros são os analistas, comentadores, inquestionavelmente independentes de partidos, de seitas, e efectivamente preocupados com este desorientado e massacrado país.

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