Cenas do debate intelectual em Portugal
Filipe Ribeiro Menezes, autor de uma biografia de Salazar dá a seguinte resposta numa entrevista ao jornal i:
Pergunta:Nos primeiros escritos, Salazar aceita a democracia…
Resposta:Salazar era um democrata-cristão convicto. A ideia de democracia-cristã vai evoluindo ao longo dos tempos e graças à revolução russa vira mais à direita ainda, porque os perigos se tornam muito maiores. Dá uma guinada para a direita mais radical e Salazar acompanha. Salazar faz parte desta corrente, mas não é por ser um cristão-democrata que é chamado ao poder. É por ser o professor de Finanças, que vai endireitar as Finanças.
Note-se que a pergunta se refere primeiros escritos de Salazar que datam dos anos 10 e 20. Note-se que a resposta se refere ainda a esses primeiros escritos. Note-se ainda que Filipe Ribeiro Menezes reconhece que a democracia-cristã significou muitas coisas ao longo do tempo, tendo sofrido um período de radicalização (que deverá corresponder aos anos 20 e 30).
Ora, esta resposta, mereceu um comentário indignado da Fernanda Câncio sob o título “obviamente infame”:
pode-se dizer, hoje, em Portugal, “Salazar foi um democrata-cristão convicto”. Pode. Não é proibido nem dá prisão. É só aviltante. É só estulto. É só falso.
Claro que a Fernanda não explica porque é que é falso. Seria interessante que tentasse rebater com argumentos sólidos a razão pela qual considera que nos primeiros anos Salazar não era um “democrata-cristão convicto”. Citar acontecimentos que ocorreram 30 a 40 anos mais tarde não serve.
Eu não sei se Salazar era um “democrata-cristão convicto”, mas quem passou 7 anos a estudar Salazar não fui eu, foi o Filipe Ribeiro Menezes. Para se manter um nível adequado ao debate intelectual talvez seja melhor perguntar-lhe porque é que ele pensa assim. Ou então ler o livro.

Ler o livro? a Câncio? Isso seria mesmo um “passanço big time”.
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Caro João Miranda, é melhor leres o livro para não dizeres aquilo que especulas… depois critica!
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Pelos cânones actuais, sou um social democrata.
Se Salazar era um democrata cristão, eu comparado com ele talvez seja comunista, anarca ou outra coisa qualquer.
Grande calinada de quem fez tal afirmação.
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Bom, estive a ler a entrevista do “i” e parece-se claro que o entrevistado diz que a democracia-cristã não era democrática.
“Tinham soluções semelhantes, que o fascismo foi buscar à democracia-cristã, o corporativismo. E estavam dispostos, quando necessário, a recorrer à força.(…)
A ideia de democracia-cristã vai evoluindo ao longo dos tempos e graças à revolução russa vira mais à direita ainda, porque os perigos se tornam muito maiores. Dá uma guinada para a direita mais radical e Salazar acompanha.”
Ora se Salazar era um democrata-cristão não era um democrata, pois a democracia-cristã não é democrática. Basta para isso que queira impor princípios religiosos. Tal como qualquer hezbollah
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Escreveu Ortega y Gasett: «O homem é o homem e as suas circunstâncias»
Não tem grande interesse pensar, no que Salazar podia ter sido e não foi: importa bem mais, perceber as circunstâncias que o levaram e o mantiveram no poder, durante 36 longos anos, a que se devem somar mais quatro, como ministro das finanças, já com plenos poderes ditatoriais.
Se Salazar se afastou da democracia – se é que alguma vez a defendeu na teoria, como parece que agora se admite -, fê-lo, sobretudo, por razões de pragmatismo político puro e duro. Também derrotou, com gélida frieza, todos os que a ele se podiam opor, em vários momentos do seu governo: monárquicos; católicos; fascistas; integralistas; nacional-sindicalistas; republicanos e muitos outros.
A melhor imagem do que foi o Estado Novo, deu-a Hipólito Raposo no fim da vida: o regime de Salazar era mesmo uma… «Salazarquia!»
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Mas desde quando é que a Cãncio sabe ler?
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A Fernanda Cancio demonstrou com aqueles comentarios que é ignorante e mal intencionada. Que moral tem quem passou anos a confraternizar com um aldrabão como José Socrates para falar de “falsidades”? Basta ouvir o que ela diz, e ler o que ela escreve, para percebermos a pobreza intelectual daquela alma.
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Pode-se dizer hoje em Portugal que Sócrates, é um bom e honesto 1º ministro? Pode, não é proibido nem dá prisão. É só aviltante. É só estulto. É só falso.
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E, ao contrario de todas essas boas democracias nórdicas, Salazar nunca foi chefe da Igreja.
Agora explica lá se estes países também são ditaduras.
Na volta só a URSS e China e coisas assim, com a religião proibida é que são os teus exemplos de bom governo democrático.
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Sobre Salazar – cada um escreve o que quer, o que dá dinheiro – engole a pastilha quem quer. – já esgotei os meus contributos
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não estou a ver porque é que Salazar não pode ter sido , em tempos , democrata e tal convicto. eu até perceber que esquerda e direita tem a ver com a mão com que se rouba e que os de centro são ambidextros , tb era de esquerda convicta. agora deixei-me de tonterias.
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Essa Câncio já cansa. Quando é que deixam de lhe ligar?
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João Miranda
Por favor, para quê perder tempo com ela?
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Essa fluasina sofre convulsões por um rapaz dizer uma banalidade?! Sem mais, remeto para um artiguinho que está on-line e data de… 1978!
M. Braga da Cruz, As origens da democracia cristã em Portugal e o salazarismo, Análise Social, vol. XIV (54), 1978-2.°, 265-278
Gente insuspeita como Reis Torgal fiz o mesmo, pois se AOS pontificou durante algum tempo no CADC… Sabem lá o que é – ainda existe… – o CADC… A cancia é uma espécie de toni carreira, julga que sabe cantar e ganha a vida assim.
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Mas eu acho que, ou o historiador ou o jornalista também quis provocar essa reacção para chamar as atenções – ele poderia perfeitamente ter dito “Salazar era um católico social convicto” ou “Salazar era um social-cristão convicto” (há época “democracia cristã” era mais ou menos sinónimo de “catolicismo social” e não tinha o significado que tem hoje de defesa da democracia enquanto regime politica); porque razão então foi ele escolher a expressão “democrata-cristão” (sabendo que actualmente a maior parte das pessoas associam ser “democrata-cristão” a ser “democrata”)?
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Lembro-me muito bem da *boca* do A.O.S., julgo que altura de uma * eleição * para Presidente da República: Democrata? Eu é que sou o verdadeiro Democrata . . .
Tirada SOCRÁTICA que mereceum, no segredo do lar, pois a PIDE tinha ouvidos piscoisicos por todo o lado e batia com força, uma completa e merecida casquinada.
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Meu Deus, que importância se dá à f. Tão ocioso pedir carne de porco a um pato.
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Um escrito de Vasco Polido Valente, no jornal Público, levou-me à compra do livro “Salazar – Uma Biografia Política” que estou a ler com muito interesse. Sem qualquer competência específica nos domínios da História, parece-me que o autor justifica plenamente a afirmação agora feita.
Que interessante seria se, em vez de “peixeiradas” (que compreendo que têm a vantagem de evitar trabalho e conhecimento), estudassem primeiro e falassem depois se, e só se, continuassem a achar valer a pena.
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Não se deve ligar a uma histérica que se intitula madrinha dos gays (e do PM, suponho que também era)…
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Debate intelectual em Portugal?
Onde é que isso acontece?
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O que não percebo é porque vai buscar frases de gente desse jaez.
O que interessa o que diz ou não diz mais uma empregada do amigo Joaquim? Estava à espera de quê?
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“Cenas do debate intelectual em Portugal”
Muito (boa) ironia!
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Para essa senhora, tudo aquilo que vá para além dos conteúdos das “novas oportunidades”, talvez seja “obviamente infame”.
Mesmo assim, só lhe faria bem informar-se sobre a “democracia exemplar” da 1ª república, sob a égide do Partido Republicano Português, aqui:
http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1218801724P6vJH2tu0Cu16NU4.pdf”
Rui Ramos (2000). O fim da república, Análise Social 34(153): 1059-1082
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A Fernanda C. tornou-se numa tonta.Houve uma altura em que era jornalista e escrevia umas coisas girar, de opinião, agora é uma tonta.
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Salazar bem podia bater no peito, ir à missa e ter a bênção hierárquica. Mas a sua fé era uma mentira, desprezava as palavras mais simples e profundas de Jesus Cristo: um ditador nunca pode ser cristão, católico, isso violenta toda a mensagem do Evangelho. E fosse nos seus tempos do CADC, fosse no poder ditatorial e fascista que impôs a este país, para atraso do mesmo e para atraso da Igreja portuguesa, o seu pensamento era anticristão.
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