Notícias Sábado, 4.IX.2010
Políticos de fraldas borradas
Passos Coelho redisse as condições para viabilizar o Orçamento: reduzir a despesa pública e não aumentar os impostos (ideias tenebrosas e sinistras já se vê). Pelos vistos, nas primeiras vezes que as tinha afirmado (em Junho e Julho) quase ninguém prestou atenção – após o discurso do Pontal, a questão foi içada até ao cúmulo do dramatismo político. Sócrates viu-se forçado a antecipar a sua reentré para replicar: quem não está de acordo com as opções do futuro Orçamento é “irresponsável” e as condições de Passos Coelho revelam uma irrefreável propensão para o estouvamento, garantiu. Em seguida, fustigou o líder do PSD por pretender manter as deduções fiscais na Saúde e na Educação – fê-lo de um modo quase tão eficaz como no debate de há um ano, com Francisco Louçã, quando increpou ferozmente o Bloco por este querer fazer aquilo que agora, afinal, o próprio Sócrates está a defender…
Depois, Sócrates barafustou contra o suposto demónio do liberalismo presente no projecto de revisão constitucional do PSD. Mas, em vez de se ficar pelas generalidades em que se realçou, quis objectivar, citou normas e, claro, equivocou-se: jurou que o PSD queria suprimir a progressividade do imposto por ter desaparecido o artigo 104.º, mas não reparou que essa norma apenas mudou de número e consta do artigo 103.º…
Fiel aos seus princípios, Sócrates não reconheceu os erros nem pediu desculpas. Logo, os seus adversários se encarniçaram em demonstrar que o primeiro-ministro faltou à verdade. Esforço excessivamente ocioso, a meu ver, já que os seus resultados práticos serão sempre inconsequentes: se alguma coisa de útil se consegue discernir na política destes últimos cinco anos, é que acusar José Sócrates de ter uma relação desconfortável com a verdade será equivalente a uma tentativa de ralhar a um recém-nascido por estar constantemente a sujar as fraldas.
Todos somos ciganos
O mundo inteiro está a execrar Sarkozy devido à expulsão de centenas de romenos de etnia cigana. As organizações do costume, líderes políticos franceses e estrangeiros de todos os quadrantes ideológicos, o Vaticano – um padre em excesso de zelo piedoso até pediu aos Céus um ataque cardíaco para o presidente francês. Com uma desconcertante falta de talento político, Sarkozy, filho de emigrantes húngaros, arrisca-se a ficar como um exemplo de xenofobia sem redenção.
Sarkozy entende que só está a cumprir a lei – mas não há lei capaz de derrogar a igualdade entre as pessoas, que hoje também reside na proibição de discriminação em razão da raça.
Há quem jure que se trata da ancestral aversão aos ciganos que aperreia a Europa há cerca de cinco séculos.
Outros apontam razões económicas – o modelo social francês é um dos mais protectores e generosos. Logo, custa muito dinheiro. Inserir nesse esquema de resguardo social aqueles que em nada contribuíram para o seu financiamento pode ser desastroso.
Uma vez mais, a resposta é apenas política – Sarkozy faz o que faz porque sabe que a opinião pública francesa o apoia. Porque aqueles que estão incluídos num esquema de agasalho social estatizado não querem nada que possa pôr em causa a sua continuidade. E, sobretudo, porque Sarkozy está em baixo nas sondagens: a dez pontos do seu provável adversário, Strauss-Kahn.
Já agora, uma pista para uma possível investigação jornalística: em Portugal nunca terão ocorrido casos semelhantes mas feitos pela calada? O que foi feito dos ciganos romenos que por aí vagueavam há dois anos? Sabemos que, em 2009, o SEF executou 779 ordens de expulsão e avisou 5537 pessoas que deveriam regressar aos seus países. Já alguém se preocupou em averiguar quem eram e para onde foi essa pobre gente?

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é uma intrujice: só há redução das despesas publicas se houver Politicos e Partidos com coragem que a forcem OBRIGATORIAMENTE com uma FORTE REDUÇÃO DE IMPOSTOS ou uma reforma radical do modelo da Fiscalidade. Com dois efeitos: força-se a redução da despesa publica e resolvem-se os problemas da ECONOMIA REAL em destruição propositada e empobrecimento generalizadoporque há asolução.
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O resto são tretas e ‘chico-espertismo elitista de trazer por casa’ ouvidas há tantos anos.
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JCA com esta equipa de políticos que por lá anda, coragem é palavra inexistente no vocabulário.
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“reentré”?
E eu a pensar que era “rentrée”…
Mas, pelos vistos, o acordo pornográfico já chegou ao Francês.
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este fascismo só cai quando o bce fechar a torneira.
metade do país trabalha e paga impostos para sustenter a outra metade
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Gostava que o PSD especificasse a que se refere, quando fala em Despesa e sobretudo percebesse a tempo os malefícios de passar por canadiana da elite insaciável socratista.
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Era o que eu gostava, Carlos. Será assim tão complicado?
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Mas o PSD opõe-se à redução dos limite das deduções fiscais? A que dias da semana? E nos outros? As afirmações valem para quando faz sol ou também quando há neblina? A defesa pela manutenção das deduções é para todos ou só para alguns? Se só é para alguns, quem são eles? Os ricos? Serei eu, afinal, rico!!? E quais são os dirigentes do PSD que contam para este efeito?
Cavaco apela a que se fale verdade. Mais que um bom conselho, parece-me um imperativo! Sem taticismos indiciadores de quem navega à bolina.
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E, claro está, toda esta história das deduções é, sobretudo um sinal, ainda que importante, e represente a continuação da rapina insaciável do estado socialista. Mas apenas um, mais um, sinal.
O que NÃO EXISTE e teima em não existir – e a culpa vai inteirinha para o PSD (como partido alternante de poder) – é o combate político relativo à inversão à espiral do empobrecimento em que caímos.
Bem pode Passos Coelho, por interpostas figuras, lamentar-se de Cavaco por este não lhe facilitar a vida. Mais mais valia que se lamentasse de si mesmo e da manifesta incapacidade de construir uma alternativa de política a Sócrates e de lhe conseguir emprestar credibilidade. No terreno de Sócrates, na guerrilha “social”, Passos é pior. Ou percebe isto depressa ou irá sair-lhe caro. Eu estou quase a desistir.
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Ainda por cá se encontram muitos ciganos romenos. Muitos já terão sido expulsos no cumprimento de mandatos de expulsão, Até aqui nada a dizer: eram emigrantes ilegais, cumpriu-se a lei. Coisa diferente é a perseguição de uma etnia, politicamente orientada por um governo. Não é preciso recordar anteriores exemplos de semelhante feito.
Nota: trata-se, evidentemente, de uma agressão deslocada e cobarde. Perseguem-se os Ciganos (três mil?!) para não incomodar os Muçulmanos (seis milhões).
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Os politicos sao como as fraldas.. Devem ser mudados periodicamente e pelas mesmas razoes…
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CAA, o que fez perder popularidade e avanço nas sondagens não foram essas bandeiras de PPC e do PSD.
É com elas que pode voltar ao topo.
E são bandeiras absolutamente necessárias ao País.
Para derrotar a super poderosa máquina administrativa-partidária do Estado XUXA-Socratino, empestado de milhares de lacaios (DGs; Intitutos Públicos com dirigentes equiparados a gestores públicos; observatórios cheios de milhões de mordomias; E.P.E.s, idem; fretes-empreitadas aos lobbies amiguinhos, etc…) é imprescindível insistir na diminuição drástica da despesa pública.
Os grandes erros de PPC e PSD são a estupidez da Revisão Constitucional proposta e os arremedos de enfrentamento a Cavaco.
SE continuar por aí, não tem futuro.
Mas só se pode culpar a ele…e aos conselheiros
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