Duas formas de ver a pedofilia
Há duas formas de ver a pedofilia. Uma é pelo olhos da comissão de investigação independente. Deste ponto de vista os casos são às centenas. Para terem uma ideia foram 13 suicídios de vítimas confirmados, fora os não confirmados.
Note-se que a perspectiva da comissão independente pode dar jeito, afinal esta não tem que ter critérios formais de prova nem precisa de dar direito de defesa aos acusados.
Outra forma de ver a pedofilia é pela perspectiva dos tribunais, de preferência pela perspectiva dos tribunais superiores. Desta perspectiva, as centenas de casos dividem-se em:
- casos prescritos
- casos não provados
- casos que seriam provados mas que não podem ser porque houve alteração legislativa
- casos provados mas sem pena porque se aplica a lei mais favorável
- casos provados na primeira instância, mas com provas anuladas pelos tribunais superiores
- casos que levam a condenação
Note-se que num sistema ultra-garantístico só há condenação efectiva nos casos em que o acusado confessa, desiste ou não tem meios para recorrer de todos os pormenores da acusação.
A perspectiva que se escolhe depende do papel que se quer desempenhar no debate político. Se o objectivo for atacar a Igreja Católica, a perspectiva da comissão independente serve perfeitamente. Se o objectivo for defender membros do Partido Socialista, então é mais sensato adoptar a perspectiva dos tribunais.

O adultério, a homossexualidade, a pedofilia, seguem a mesma evolução; à medida que o número de praticantes aumenta vai também aumentando a tolerância da sociedade a essas práticas desviantes do bom comportamento social. Na Holanda já existe um partido (que não foi ilegalizado) que se propõe despenalizar a pedofilia, para já lutam por baixar a idade de consentimento para os 12 anos.
Havendo muita gente influente a praticar actos condenados socialmente, a tendencia é para que esses actos se tornem legais.
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Excelente. É mesmo assim que eles pensam.
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Essa ideia de o João fazer um cocktail para o pequeno-almoço de domingo, misturando pedofilia com o partido socialista e a igreja católica, parece incompleto sem um benfiquista.
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Piscoiso :
Inclui também : um apito ( dourado ),muita fruta,putedo,relógios de marca,marfim,cacetada a autarcas,SD (super dementes),noites brancas,etc,etc…………..
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Não lhe basta haver Camaradas safos à surrelfa da Justiça por obra e graça da corrupção larvar : O Ultra-Socialista Adesivo Piscosico teria que achar abusiva a mistura ente o PS e a pedofilia . . .
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Também (fora e dentro da Vaticano S.A.) existe outra opção:
http://lishbuna.blogspot.com/2010/09/apresenta-se-primeira-candidata.html
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é como a f.cancio durante estes ultimos dias – proc casa pia – o seu silencio foi, é ensurdecedor…
defende animais, vitimas abuso sexual da igreja, mas dos amigos socialistas é outra loiça…
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Um bom post.
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Um excelente post, mas sobre o tema, eu não colocaria – estou como o outro: tenho medo do País em que vivo.
É por mais evidente
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Mas que grande verdade!!
Sobre esta questão aconselho leitura dos meus posts:
– Prós & Prós na RTP
– Carlos Cruz: Incoerência, má fé e cobardia
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Não será a pedofilia uma forma degenerada do machismo?
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#10
E quando é praticada por mulheres, é uma forma degenerada de feminismo, ó toino?
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A Palmira diz que “nenhum abusador será levado a tribunal uma vez que a arquidiocese de Bruxelas ganhou a acção legal contra o Estado”
No processo Casa Pia os arguidos já foram indiciados, acusados, pronunciados e condenados, contudo a Palmira nunca se referiu a ele por “abusador”
Depois não se percebe se a Palmira está a criticar o facto da Igreja ter exercido um direito ao ter interposto recurso sobre as buscas de que foi alvo ou o facto do tribunal lhe dar razão e entender que essas buscas foram mesmo ilegais.
Bem se sabe que o Vaticano não consegue manter aquele distanciamento do Partido Socialista em relação à justiça. Mas enfim, é o que temos.
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O Marinho Pinto compara Carloz Cruz a Cristo. O homem está alucinado?
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1660631&opiniao=Ant%F3nio%20Marinho%20Pinto
Há dois mil anos, na Palestina, um Nazareno inocente foi condenado à morte por uma multidão de pessoas fanatizadas naquele que é até hoje o mais famoso julgamento da história da humanidade. O que mais me impressiona nesse julgamento não é o facto de o arguido estar inocente, pois sempre houve e haverá inocentes condenados; também não é a brutalidade da sentença, pois a pena máxima sempre foi a preferida das multidões; não é sequer a certeza irracional da turba sobre a culpabilidade do acusado, pois todas as multidões (as massas, como dizem alguns) são sempre irracionais e só têm certezas (por mim fujo sempre delas, seja nos estádios de futebol, seja nas procissões políticas ou sindicais, seja nas manifestações públicas de qualquer religião). (…)
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João Miranda, tem toda a razão!
Aliás, a julgar pela desproporção dos tribunais sobre os jornalistas e o jornal Sol, qualquer coisa que toque nos assuntos privados dos socialistas é muitíssimo grave. Nunca vi um tribunal a reagir com tanta energia a uma desobediência como a este caso que poderia envolver a vida privada de Sócrates.
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Excelente post!
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Uma vergonha… Até sites da especialidade já falam nos problemas de Word da nossa justiça:
http://yro.slashdot.org/story/10/09/12/0217248/Child-Abuse-Verdict-Held-Back-By-MS-Word-Glitch
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Ah o WORD . . . Formatar ou não formatar eis a questão ou , melhor, no engavetar ou não engavetar é que a coisa se põe.
Li algures por aqui que há países em que os condenados aguardando o resultado de RECURSO o fazem EM PRISÂO. Cá andam de capelinha em capelinha nos PRÓS e PRÓS e outras Conferências de Imprensa.
FEITIOS . . . ISALTÍNICOS (DES) MORALIZADORES. . .
(de uma sã Justiça).
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. . . DE RECURSO EM RECURSO,
ATÉ À PRESCRIÇÃO FINAL . . .
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Post intelectualmente mortífero para certos e bem delimitados destinatários. Parabéns!
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Agarrando em muitos dos comentários por aqui expostos, certamente se vai chegar à conclusão que o Caso Maria Pia ou Carlos Cruz, como lhe queiram chamar, não passou de vulgares fantasias sexuais, dadas as escassas ocasiões em muitos anos, de factos «provados».
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Pois quem *provou* foram os alunos da Casa Pia . . .
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Mas como pode haver dúvidas?
http://lishbuna.blogspot.com/2010/09/o-pensamento-de-santo-agostinho.html
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“num sistema ultra-garantístico”
Ainda bem que é assim, caso contrário o que seria das condenações na praça pública, tantas vezes vistas aqui, sem prova, apenas sustentadas pelo rancor politico, pela inveja social, pela vaidade, ou simplesmente pelo prazer de ver o ” país arder”.
Aconselho sinceramente que escolha outro sistema, com menos garantias, eles estão disponíveis para todos os gostos.
“num sistema ultra-garantístico, também existe a separação de poderes…”
VIVA PORTUGAL
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Um sistema ultra-garantístico é aquele que permite que num julgamento se apresentem 800 testemunhas de defesa para factos que não foram presenciados por nenhuma delas.
É o que permite que as declarações prestadas perante um juiz de instrução, com a presença de advogado e contraditório assegurado, nada valham na fase de julgamento.
É um sistema cujas possibilidades de recurso se estendem até ao limite do trib Constitucional por dá cá aquela palha julgada inconstitucional por quem a invoca.
É um sistema cuja decisão em primeira instância é sempre entendida como provisória, o que justificaria julgamentos em primeira instância logo na Relação.
É um sistema tão preocupado em não condenar inocentes que deixa as vítimas á míngua de fome e sede de justiça, quase sempre.
É um sistema iníquo, em que os acusados são os mais prestigiados num processo pelas regras processuais, como se fosse de desconfiar sempre da Justiça, à outrance e com sucessivas válvulas de segurança que fazem pensar terem sido aprovadas pra safar delinquentes.
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O sistema ultra-garantístico advém do “porreirismo” soixante-huitard. É ver a filosofica desse tempo e a idiossincrasia de quem lhe deu forma. A saber, Figueiredo Dias, em primeiro de todos.
Foi acabar o doutoramento à Alemanha e ficou deslumbrado com a retórica académica dominante. E isto nem é segredo algum porque o escreveu nos preâmbulos das obras e até dos códigos.
Já dura há umas boas décadas e quem o substituiu foi outro, “sem eira nem beira” ideológica, como Germano Marques da Silva.
Enquanto não se discutirem esses paradigmas utópicos e errados, teremos sempre mais do mesmo.
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O melhor exemplo actual desta proto-aberração é a professora catedrática de Direito Penal, Fernanda Palma. Essa ainda é mais papisa que os papas.
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O último ponto do post,
“. casos que levam a condenação”
talvez fosse melhor redigido assim:
“. casos que eventualmente poderão um dia levar a condenação”.
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…
O sr. Gabriel Silva não me deixa dizer que liberdade de expressão é poder dizer a toa a gente para retornar para dentro das suas mãezinhas.
N-ao há aqui asneira feia nenhuma, pois não?
Nuno
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No que respeita à pedofilia na Igreja Católica, acho as medidas tomadas contra os padres pedófilos um tanto quanto leves de mais…
Para além das vítimas dos abusos, foi a própria instituição da Igreja Católica que foi alvo de um grave crime: ALTA TRAIÇÃO!!!
Como é sabido, o crime de Alta Traição tem sido punido com PENA DE MORTE!!! Até agora não vi os responsáveis da Igreja Católica ponderarem esta medida… Seria uma forma de se lavarem da imundice provocada por alguns SUB-HUMANOS admitidos ao engano nesta tão IMPORTANTE instituição!
EU SOU CATÓLICO E, COMO TODOS OS OUTROS, SINTO-ME TRAÍDO E EXIJO QUE COMECEM A ROLAR AS CABEÇAS DOS PADRES PEDÓFILOS!!!
P.S.: Já agora dêem-nos algumas para nos divertirmos a jogar Futebol! Depois de esses facínoras quase terem levado a nossa Igreja quase à ruína, ao menos, queremos ter a compensação e o gozo de poder rebentar e desfazer algumas CABEÇAS-DE-PEDÓFILO!!! Talvez não sejam mais do que melancias podres…
P.S.: E na Igreja Protestante? Porque é que ninguém tem a coragem de a investigar? Será que é porque aí a situação é ainda mais hedionda? Só a Igreja Católica é que tem que ser HIGIENIZADA? Também, decerto, existirão umas cabeças protestantes a precisar de começar a rolar…
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