2,5 milhões de Euros…
… por hora (sim, por HORA e por agora!).
Segundo a imprensa de hoje, é este o ritmo actual de crescimento da dívida pública portuguesa.
Perante este número redondo, das duas uma: ou caminhamos todos alegremente para o abismo, inclusivamente, com a benção presidencial que acha necessário um acordo de regime – mais um! – relativamente ao próximo OGE (que não poderá deixar de ser aprovado, sob pena de emergir a “desgraça total”) ou então agimos.
Como? Claro está que berrando inflamadamente contra as tentativas de se acabar com o nosso simulacro de “Estado social”, a propósito de um projecto de revisão constitucional ultra-neo-liberal que apenas se limita a propor, entre outras coisas, medidas que ajustem a Constituição à realidade: acabar-se com a (má) saúde e a (péssima) educação “tendencialmente gratuitas” (coisas que não existem!)
Mais do mesmo porque o que é preciso é sermos competitivos em termos de crescimento (recorde) da dívida pública!

Seria bom que as pessoas não estivessem dependentes dos media para essa informação por isso,
Ir a:
http://www.igcp.pt/
clicar “Publicações” depois em “Boletim Mensal”
Ir ao ano 2010 e clicar em Setembro.
Abre um ficheiro .Pdf
Na Página 2 consultar linha Dívida Total / coluna Saldo Outstanding
ver as datas.
Na data de 31Dez09 está o valor de 132,746 mil milhões de Euros(13274 Euros/Português)
Na data de 31Ago10 está o valor de 146,999 mil milhões de Euros(14700Euros/Português)
A diferença entre os dois é o aumento da dívida nos 8 meses do ano: 14,25 mil milhões de Euros. Ou seja +1425 Euros de dívida por Português ( +5700 Euros para uma Família de 2 pais e 2 crianças). Um aumento da Dívida de quase 11%.
Para quem for curioso consultar a dívida existente nos pdf’s de 2004…
P.S não inclui a dívida das EP’s etc..
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Aproveitando a “boleia” de Lucklucky, refira-se a estranheza que me causa por só agora este assunto atingir notícia de caixa até porque, por sinal, os “2.5 milhões de euros/hora” (em rigor ,2.444) eram, no mês passado, 2.645 milhões de euros/hora e Medina Carreira não se tem cansado de referir estes números assustadores de há anos a esta parte.
Sempre achei – e confirmo-o todos os dias – que a generalidade dos jornalistas que escrevem sobre matérias económicas tem muitas “incompatibilidades” com a operação aritmética da divisão a que, por regra, foje como o diabo da cruz (tal como o governo).
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Os políticos (de todos os partidos) deviam há muito tempo ter dito a verdade aos portugueses sobre a situação económica e financeira do país e principalmente o montante de toda a dívida portuguesa (estado, empresas públicas, bancos, etc.). A estafada desculpa que não o fazem para não alarmar o marcado não serve pois os investidores e agências sabem muito bem qual a nossa verdadeira situação. Não nos informam para poderem continuar a usufrir as benesses dos cargos e adiarem a revolta popular que têm medo, que mais tarde ou mais cedo, lhes caia em cima. Se estivessem informados , os portugueses teriam exigido ao PR a queda do governo, como ele merecia.
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+ ou – o que a PT acaba de oferecer
a dois antigos leais servidores.
A bem do Regime.
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