Partidarização das comemorações da República
16 Setembro, 2010
O grande momento de proselitismo político na escola pública está marcado para o 5 de Outubro. Vão ser inauguradas 100 escolas públicas um pouco por todo o país. O governo conseguirá dessa forma associar uma das suas princiapis bandeiras políticas às comemorações dos 100 anos da República, partidarizando um evento que deveria ser nacional.
22 comentários
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Nacional? Seria uma novidade, pois se nem sequer em 1910 o foi, quanto mais agora?
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E quem acha que deveria inaugurar as escolas?
A oposição?
Ou não deviam ser inauguradas?
Deviam ser abertas discretamente?
Camufladas?
Também podiam escolher outra data, 6 de Setembro.
Aniversário de Sócrates.
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Humm, 6 de Setembro não, porque poderia ser confundido com o signo de Virgem, e nós não queremos isso, pois não. Eu acho é que deviam ser inauguradas a 28 de Maio, como homenagem ao regime que mais escolas construíu pelo país fora, aquém e além mar.
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ahhahah
Os imbecis. Fecham umas e depois inauguram outras em nome da república.
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A coisa já está em marcha: as ministras da Saúde e da Educação andam pelas escolas a dar aulas de catequese socialista. Ontem, numa delas, tiveram a ajuda de um tal Arnaut, dito “pai” do SNS (mais valia ser órfão…), que propôs a criação de um “imposto especial consignado à saúde”.
Excelente! E que tal se se criassem “impostos especiais” também para a justiça, a educação, as autoestradas, o tgv, etc.? Isto, claro, a juntar aos milhentos impostos que já pagamos.
Até quando aguentaremos esta palhaçada no poder?
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Artigo 43 da Constituição da Republica Portuguesa
2. O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.
http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx
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Os regimes morrem por causa dos pais, que julgam que são donos deles. A primeira república morreu porque, mesmo aos 15 anos, a maçonaria, por mais birras que ela fizesse, nunca a deixou sair de casa. A segunda república morreu, porque, mesmo com 48 anos, parecia mal à Igreja e às 7 famílias que ela gozasse a liberdade (e bem fizeram, porque mal lhe deram um cheirinho, ela foi-se). E a terceira república, que já vai com 36 anos, se diz que quer sair à noite, leva logo como o Arnault, o Vital, o Miranda e claro o Mário Alberto Nobre a dizer que “nem pensar”. E pronto, enquanto a Europa for dando dinheiro para a playstation, a internet, e uma outra ida à bola ou ao cinema, ela vai ficando. Mas, mais dia menos dia…
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Quando era o Cavaco a inaugurar tudo bem.
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O PS opos-se durante anos às duas grandes revisões de Constituição: a de 82, que acabou com o poder dos militares, e a de 89, que abriu a economia à iniciativa privada, apenas por motivos ideologicos,causando por isso enormes prejuizos ao desenvolvimento do país. Mas apesar de atrasados, vieram comer à mão do PSD. Desta vez tambem vai ser assim.
O PS foi e é cada vez mais uma enorme pedra atada ao pescoço dos portugueses, levando-os para o fundo do oceano do atraso, e do subdesenvolvimento.
No panorama actual, as comemorações dos 100 anos da Republica, serão mais o funeral desta Republica do que outra coisa, com cem escolas, ou sem escolas.
Vem depressa FMI, pode ser que os portugueses acordem de vez.
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Há muito que estas comemorações foram partidarizadas. Basta observar, com alguma atenção, os movimentos dos intervenientes para perceber que República é sinónimo de Partido Socialista. Ainda recentemente alguém teve a peregrina (perdão, bovina) ideia de associar o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães ao Centenário da República. Conhecido o responsável pelo espaço museológico – militante do PS – ficamos, afinal, com a sensação de que a ideia, apesar de estapafúrdia, até faz “sentido”. É o reconhecimento dos boys ao mecenatismo partidário desta República.
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Nojenta (!!!) essa decisão do governo !!!,
numa época em que encerram escolas por uma diferença de dois ou três alunos, num Século em que outras escolas não possuem condições adequadas para o ensino e bem-estar dos docentes e dos alunos, etc, etc, etc.
Propaganda partidária pura !!!, e “simbolismos” oportunistas !!!
Aliás, basta reparar em algumas criaturas acéfalas do regime que compõem a Comissão Comemorativa…
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Chavismo ou Kim Il-Sunguismo “esplendoroso” importado (e imposto !) por Sócrates !
(Provavelmente também com bandeirinhas agitadas pelas crianças tugas…).
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Isto está cada vez mais parecido com a 1ª República. Até já temos o mapa cor-de-rosa (o “semestre europeu”) para fazer brilhar os nacionalistas do BE (Manuel Alegre incluído) e do PCP.
Já só falta a formiga-branca, mas é dar tempo ao tempo.
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Qqer historiador sério e objectivo sabe que a 1ª república foi uma verdadeira desgraça para o País.
Inflação altíssima, perda brutal do poder de compra, desemprego cruel, emigração maciça para o Brasil (na ratio população/emigração é a maior da História, muito pior do que a do fássschismo), perseguições policiais como não havia memória (estilo gritar viva a república em público e toda a gente berrar como cabras sob pena de chibatadas!!!), mortandade na guerra mundial, permanente instabilidade, matanças organizadas…que por ex., levou o A Granjo e o Machado dos Santos, enfim, um rol interminável de actos ignóbeis.
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A maior reforma da educação do sec XX foi de salazar…os factos não mentem.
foi o plano dos centenários.
a 1ª república nada fez..manteve o analfabetismo.
agora esta cambada de mentecaptos anda a demolir as escolas do plano para tentar esconder e matar as provas físicas da reforma
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Vão abrir 100 escolas?
E quantas centenas fecharam?
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Nada de espantar.
A República em Portugal foi feita por uma minoria e existiu, apenas, para servir essa mesma minoria.
Fê-lo durante 16 anos e continua, pelo que se vê, a fazê-lo.
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António Lemos Soares,
E as monarquias tugas, foram padronizadas, feitas, por maiorias (pelo voto, pela eleição de representante máximo, por uma ‘regra’ democrática ?), ou apenas para servir minorias “de sangue azul”, pavoneantes, “superiores” ?
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MJRB:
Quando a república foi implantada, em 1910, Portugal era um regime democrático e liberal, idêntico aos que existiam nos países mais desenvolvidos da Europa.
Existia um partido republicano que participava em eleições livres. Se este partido tivesse vencido umas eleições nacionais ou se tivesse, pelo menos, obtido um resultado eleitoral significativo , como aconteceu em Espanha em 1932, o debate poderia e deveria ser diferente.
O problema é que a maior votação obtida pelo PRP, correspondeu a 7% do universo eleitoral (800 mil pessoas na Monarquia; reduzidas para 400 mil, assim que os republicanos alcançaram o poder). Já imaginou, na actualidade, um pequeno grupo político com esta percentagem de votos, fazer uma revolução e impor os seus ideais aos restantes 93%?
Não é aqui , como é evidente, o lugar para dissertar sobre a origem e os fundamentos da Monarquia Portuguesa. Quase 800 anos de História (1128-1910) não se poderão resumir a um pequeno comentário deste tipo.
Perceber-se-á, no entanto, a «dificuldade» de utilizar quaisquer critérios democráticos, no século XII…! O que se pode dizer é que, desde 1911, os monárquicos defenderam a realização de um plebiscito nacional, acerca da questão da forma de regime político.
Refere ter a Monarquia Portuguesa servido, minorias “de sangue azul”, pavoneantes, “superiores”…! Se alguma vez o fez, considero que tal constituiu uma degeneração histórica, de uma forma de regime que, na sua génese, foi nacional e popular.
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António Lemos Soares,
Aceito com prazer o seu comentário.
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As crianças, já pela sua inocência, já por obediência aos *crescidos*
são a maior matéria -prima para a propagenda polític.a.
Veja-se os pioneiros da URSS (e não só), os Balilas do snr. Benito
Mussolini, os Lusitos de Salazar.
O Sócrates usa-os agora para baterem-he palmas
e gritarem Hurrahs?
ESTÁ NOS CONFORME . . .
(E depois venham-me dizer
que estão a formar CIDADÂOS . . . tá bem tá).
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propaganda——-baterem-lhe——-CIDADÃOS
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