Uma vergonha.
Aliás, o presidente dessa «empresa» é um chochinhas incompetente.
A fama dele tem a ver com este «estado sucial», pois por onde passa só «torra» dinheiro dos contribuintes.
Não é a empresa Estradas de Portugal que precisa de 4 mil milhões de euros até ao final do ano para pagar dividas? E que o sec de est Paulo Campos (esse craneo!) diz que nunca esteve tão bem financeiramente? Uma gestão deste estilo ajuda a explicar muita coisa.
O Estado Português, enquanto agente económico, é canceroso. Basta procurarem a posição de Portugal no ranking da eficiência dos gastos estatais.
Não percam a minha análise ao relatório da OCDE.
Sobre a Estradas de Portugal a única coisa que não se percebe é porque é que o seu presidente ainda não foi demitido. Ou até percebe, o que só agrava o problema.
Política de crédito da banca contribuiu para o atraso e estagnação do país
– apenas 7,3% do crédito foi concedido à agricultura, pesca e indústria
– 78,1% foi para a construção, habitação, imobiliário e consumo
por Eugénio Rosa http://www.resistir.info/e_rosa/politica_credito_05mai10.html.
“RTP- Isabel Alçada garante que a falta de funcionários (Assistentes Operacionais) será resolvida.
0:44 TVI- Estado vai pagar 3 Euros brutos por hora a funcionários a contrato a prazo, não podendo exceder as 4 horas de trabalho por dia.
Isto vai ser uma correria aos lugares… http://www.youtube.com/watch?v=lcDOSYb20WM&feature=player_embedded#!
Segundo Isabel Alçada “pessoas qualificadas” consideram que a formação nas Novas Oportunidades é equivalente ao ensino regular. A Ministra da Educação garante que as Novas Oportunidades são uma “oferta de qualidade”.
Ah! Pois é! http://www.youtube.com/watch?v=HiVK5eHX9gc&feature=player_embedded
Oportunidades simplex
O Expresso contou na semana passada a admirável história de Tomás Bacelos que, sem ter
feito o 12º ano, entrou na Universidade de Aveiro com a nota máxima a nível nacional.
Mais do que os 20 valores no exame de acesso, o que distingue o caso de Tomás é o seu
percurso académico. Ele não completou, como os seus colegas do ensino regular, os 12 anos
de escolaridade. Quando os chumbos começaram a suceder-se no Secundário, procurou uma via
rápida de acesso à Universidade e encontrou-a: chama-se Novas Oportunidades. Em escassos
meses obteve a equivalência ao 12º ano. Depois foi só apresentar-se ao tal exame de
ingresso no curso que escolheu.
Tomás, não cometeu nenhuma irregularidade. Tem, aliás, o mérito de ser muito bom a
Inglês, a avaliar pela nota da única prova que teve de fazer para chegar ao Ensino
Superior, enquanto a esmagadora maioria dos outros concorrentes se maçavam com exames a
várias disciplinas durante anos de estudo. A maioria, não todos. Soube-se agora que a
oportunidade simplex foi descoberta por muitos – nada menos do que 530 (ver página 22).
Um autêntico mercado paralelo gerador de flagrante injustiça e de concorrência desleal.
Mais um convinte à desmotivação dos jovens que não pensam apenas em “safar-se” e ainda se
dão ao trabalho de aprender”.
Expresso
Os ministérios da educação e do trabalho querem tornar o 12º ano patamar mínimo de
escolaridade. Lançamento da campanha Secundário para Todos. Novas Oportunidades, entrega
de diplomas, um milhão de Portugueses passaram por este programa, 400 mil obtiveram um
diploma.
VÍDEO: http://www.youtube.com/watch?v=rE0lhqOJZCA&feature=player_embedded
A fraude é outra, é a oportunidade de emprego
19 de Agosto de 2010
Conta-se no Ionline que existem fraudes nos processos RVCC, ditos de Novas Oportunidades.
A D. Filipa Martins, que escreve na referida publicação descobriu a pólvora:
Quatrocentos euros.
Valor pedido por Paula Duarte, num curto contacto telefónico, por um Portefólio Reflexivo
de Aprendizagem que dará acesso ao 12.o ano. “Mas tudo é negociável”, garante ao
jornalista do i – que se identificou como possível comprador – e acrescenta, “no ano
passado, pedia 500 euros, mas agora com a crise…”. Paula Duarte, à semelhança de várias
dezenas de pessoas, pôs na internet um anúncio de venda de portefólios para as Novas
Oportunidades.
Vamos por partes: a pólvora também não foi invenção minha, mas bastava ter lido este
texto sobre as fraudes mais comuns nos processos de RVCC, aqui publicado em Julho do ano
passado, e já faziam os foguetes.
Há contudo uma pequena novidade, na peça do I: a de que a ANQ teria dado uma orientação
no sentido de se ter cuidado nos CNO’s (Centros Novas Oportunidades) com os plágios e
afins. Trabalhei durante 3 longos, custosos e penosos anos na nobre missão de certificar
analfabetos funcionais (e não só, convenhamos) com o 12º ano de escolaridade, e nunca
ouvi falar de tal nota. Claro que em formação todos os membros das equipas pedagógicas
aprendem que o copy/past só certifica a competência de seleccionar informação, e nem
sempre, mas isso é de senso comum.
O problema não está aí. As fraudes só passam porque as equipas deixam. E as equipas
deixam porque têm metas para cumprir, pairando sempre sobre a sua cabeça a ameaça de
encerramento do CNO. Estamos a falar de pessoal maioritariamente contratado (agora menos
a recibo verde, é certo) ou sem componente lectiva na escola onde está colocado, e do ou
cumpres ou ficas desempregado.
Falo do encerramento das escolas, da abertura dos Caixotes Escolares e
da criação dos mega-agrupamentos. Pensemos antes assim: será que
encerrar escolas e mega-agrupar permite mesmo muitas poupanças?
Eu acho que permite algumas, mas de modo nenhum algo que seja
relevante em termos de défice, em especial se tomarmos em linha de
conta os custos acrescidos com os transportes escolares, eventualmente
com a alimentação por via da Acção Social Escolar e diversos outros etc.
Porque não pensamos antes assim: estas medidas são necessárias para
que, por via do investimento nas obras em Centros Escolares e Escolas
Secundárias, se continuem a absorver fundos comunitários do QREN,
empregar transitoria e precariamente uns milhares de trabalhadores,
impedindo o descalabro nos índices de desemprego por um par de anos
(até 2013, no máximo) e assim tornar a Educação como que uma espécie
de pequena almofada que atenua o maior estrondo da crise em que vivemos.
No fundo, o que está em causa é a necessidade de, numa adulteração
minimalista do keynesianismo do New Deal, manter o investimento
público no sector das obras (que já sabemos por via das autoestradas
cavaquistas e expos guterristas e estádios do bloco central ser um
investimento de consumo quase imediato e sem dividendos para a
economia futura) e assim satisfazer algumas clientelas no sector
empresarial e dar emprego pouco qualificado a alguma gente. Resumindo:
o modelo jardinesco de desenvolvimento.
Na verdade não são as pequenas escolas que necessitam de fechar por
razões económicas directas: são os Centros Escolares que necessitam
ser construídos para aplicar verbas comunitárias e gerar
indirectamente emprego e receita fiscal.
Na verdade não são os mega-agrupamentos que permitem grandes poupanças
na gestão: é a Parque Escolar que assim alarga a sua área de
influência sobre mais umas dezenas de estabelecimentos de ensino,
entrando no mercado das EB2/3.
Realmente a nossa ingenuidade tem sido enorme e o ME tem razão: fechar
escolas não é uma medida economicista e talvez até seja uma medida
que, na sua análise mais simples, esteja longe de ser economicamente
muito vantajosa. Construir e abrir novas escolas de grandes dimensões
é que é uma medida com interesse económico.
E de certa forma, as Novas Oportunidades também têm uma lógica
semelhante, ao gastarem grande parte das suas verbas numa rede
administrativa e burocrática de certificação que cria algum emprego de
consumo rápido até 2013.
E neste caso a Educação é o motor da Economia não pela qualificação e
formação da população, mas porque permite a continuação de uma
estratégia de IBM (Introdução aos Baldes de Massa) para muitos dos
ex-alunos.
Na verdade os encerramentos de escolas e e os mega-agrupamentos só se levaram a cabo –
contra todas as razões de racionalidade, de pedagogia e de bom-senso -porque havia que
criar obra pública que permitisse retribuir os imensos favores que firmas amigas nos
fizeram durante uma campanha eleitoral extenuante e, na impossibilidade de se fazerem
pontes, aeroportos e tgves, havia que ser imaginativo. http://www.educacaosa.blogspot.com/2010/08/elementar-meu-caro-general-depois-de-o.html
I. “O Jornal de Negócios tem um artigo tão pouco rigoroso que parece uma “encomenda”. Se
centenas de professores se reformaram e foram substituídos por docentes com salário mais
baixo, se se fecham escolas ao ritmo que se conhece e se os salários estão congelados e
as progressões na carreira residuais, como é que se pode avançar com números destes?
No fim do artigo escreve-se que os gastos foram feitos através de outros ministérios com
funções no mesmo sector. Como não diz quais nem em que percentagens, fica em causa a
intenção com que se escolheu o título da notícia.
Educação representa 31% da subida dos gastos do Estado
“(…)Deste aumento, 31% veio de gastos ligados à educação – directamente, através da
tutela correspondente, ou através de Ministérios com funções no mesmo sector.” http://www.correntes.blogs.sapo.pt/773715.html
III. “o peso das despesas com pessoal no conjunto das despesas do Ministério da Educação baixou entre 2003 e 2008 de 83,4% para 77%.”
“Esta evolução das despesas com pessoal poderia ter como explicação possível um eventual decréscimo do número de professores os quais constituem o essencial do pessoal do Ministério da Educação. Todavia as estatísticas disponíveis no site do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação não comprovam esta hipótese. De facto, considerando o período entre 2003 e 2007, terá existido um ligeiro decréscimo no número de docentes da educação pré-escolar (de 10.644 para 10.123) e do 1º CEB (de 34.516 para 31.209), mas nos restantes ciclos houve um aumento no número de docentes, pelo que, globalmente, em todo o Ministério da Educação, o número de docentes aumentou de 152.340 para 156.522.
Assim, a significativa diminuição verificada nas despesas com pessoal na Educação, num período em que existem mais cerca de 4.000 professores, parece só poder ser explicada com a existência de uma significativa diminuição dos salários reais dos docentes e de outro pessoal da Educação. Os dados parecem mesmo indicar que esse é o factor determinante para a diminuição global das despesas com a Educação.”
“A resposta dos governos portugueses nos anos recentes parece ter sido a de poupar nas despesas com os professores o suficiente para realizar algumas reformas,mesmo que tal seja dificultado pelo facto de o ensino secundário carecer ainda de se expandir implicando um crescimento no número de docentes.”
“A análise da evolução das despesas por acções mostra-nos que as reformas que mobilizaram algum investimento entre 2005 e 2008 foram os complementos educativos (ensino de inglês no 1º ciclo), o ensino profissional e as “Novas Oportunidades” (EFA e CRVCC).”
“Em conjunto, estas três medidas terão custado em 2007 e 2008 cerca de 543 Milhões de Euros (a preços de 2006). Nos mesmos anos de 2007 e 2008, o Estado poupou, relativamente a 2006 (também a preços constantes), cerca de 1099 Milhões de euros em pessoal.”
Professores portugueses são os mais precários
17-Jun-2009
O primeiro estudo realizado pela OCDE sobre as condições de
trabalho dos docentes indica que os professores portugueses são os mais
precários: 32,4% não têm contratato permanente, o dobro da média dos 23
países analisados. O estudo revela também que 17,4% dos professores
portugueses têm contratos inferiores a um ano. A Fenprof confirma que muitos
docentes estão há mais de 15 anos em situação precária.
Portugal é o campeão da precariedade docente, mesmo atrás de países como a
Eslováquia, Turquia, Estónia, Brasil, Malásia e Polónia, sendo o único com
valores inferiores aos 70% de estabilidade contratual (67,6%), contrastando
com a média dos restantes países, que é de 84,5%. A tabela comparativa
encontra-se na página 42 do *relatório da OCDE* http://www.oecd.org/dataoecd/17/51/43023606.pdf>
Escola Secundária Poeta António Aleixo
A Escola Secundária Poeta António Aleixo funciona num edifício construído em 1964. Era
então Liceu Nacional de Portimão. Já foi alvo de várias remodelações , a última das quais
há bem pouco tempo, quatro, cinco anos, que apetrecharam a escola de todas as valências e
funcionalidades. Ouso até dizer que poucos serão os edifícios escolares, mesmo os mais
recentes, que se lhe podem comparar. Alberga cerca de mil e trezentos alunos. Estão
projectadas obras que visam ocupar quase todo o espaço livre que existe, vulgo recreios,
duplicando a população escolar (o que é nitidamente uma medida sensata e inteligente,
visto ser fácil gerir uma comunidade tão sensível, cada vez mais sensível…),
descaracterizando o edifício e a zona onde este se insere. Preço orçamentado: 25 milhões
de euros. Uma bagatela.
Comentário de João A.
Data: 23 de Março de 2010, 21:08
Já que foi dado um destaque inesperado ao comentário que deixei noutro post, deixai-me
acrescentar que esta Escola Poeta António Aleixo é realmente modelar nas instalações e na
articulação dos espaços que a constituem. Não há alunos à chuva quando se deslocam de um
para outro módulo porque… é uni-modular; tem um elevador instalado há quatro anos para
facilitar a vida a quem tiver problemas de locomoção; tem um pavilhão polivalente,
construído há quatro anos, a aumentar as capacidades na área da Ed. Física já razoáveis
com os dois ginásios originais; tem auditório equipado com o que de mais recente se usa
na área do Audio-visual. O estado de conservação é notável e espaço envolvente tem vastas
zonas verdes que irão desaparecer, pelo que se pode ver na maquete.
Claro que as obras permitirão aumentar a população escolar para cerca de dois mil e
quinhentos alunos, quase o dobro dos que tem actualmente. Numa época em que a
conflitualidade da população escolar é cada vez visível, esta alteração é uma decisão de
alto risco.
A insanidade mental dos decisores é cada vez maior.
Este é apenas mais um exemplo dos efeitos dessa insanidade.
Custo – 25 milhões. http://www.5dias.net/2010/03/23/escola-secundaria-poeta-antonio-aleixo/
http://www.alertaconstante.blogspot.com/2010/02/parque-escolar.html
«Com um investimento que poderá chegar aos 3,5 mil milhões de euros –
um montante superior ao da construção do novo aeroporto de Lisboa -,
este programa é financiado por verbas do Orçamento do Estado, por
fundos comunitários e por empréstimos que podem ser contraídos pela
Parque Escolar. Neste recurso ao mercado de capitais, o património da
empresa pode ser utilizado como aval. A empresa já contratualizou um
empréstimo de 300 milhões de euros, (…) e outros dois num montante de 850 milhões»
Por copy-paste:
Fontes Pereira de Melo morreu pobre e na solidão. Enquanto viveu, “destacouse pela honestidade” e “o país gozou de uma liberdade de expressão ímpar”, recorda Filomena Mónica, a autora da sua biografia.
_________
Agora uma pergunta (recreativa)
Qual é a semelhanças e qual a diferença com um político actual muito em voga?
– Empresta me aí 100 euros
– Eh! pá! não tenho. Olha só tenho aqui 20 euros
– Ok! dá cá esses 20 e ficas-me a dever 80
GostarGostar
Uma vergonha.
Aliás, o presidente dessa «empresa» é um chochinhas incompetente.
A fama dele tem a ver com este «estado sucial», pois por onde passa só «torra» dinheiro dos contribuintes.
GostarGostar
Bom post Gabriel.
“Eles comem tudo e não deixam nada.”
GostarGostar
Não é a empresa Estradas de Portugal que precisa de 4 mil milhões de euros até ao final do ano para pagar dividas? E que o sec de est Paulo Campos (esse craneo!) diz que nunca esteve tão bem financeiramente? Uma gestão deste estilo ajuda a explicar muita coisa.
GostarGostar
O Estado Português, enquanto agente económico, é canceroso. Basta procurarem a posição de Portugal no ranking da eficiência dos gastos estatais.
Não percam a minha análise ao relatório da OCDE.
Abraços,
GostarGostar
Sobre a Estradas de Portugal a única coisa que não se percebe é porque é que o seu presidente ainda não foi demitido. Ou até percebe, o que só agrava o problema.
GostarGostar
E a massa que o Almerindo tem ganho como gestor público na ultima década?
GostarGostar
Deixem lá! Para uma dívida que se agrava a 2,5 milhões de euros por hora, o que é isso…
GostarGostar
Política de crédito da banca contribuiu para o atraso e estagnação do país
– apenas 7,3% do crédito foi concedido à agricultura, pesca e indústria
– 78,1% foi para a construção, habitação, imobiliário e consumo
por Eugénio Rosa
http://www.resistir.info/e_rosa/politica_credito_05mai10.html.
GostarGostar
“RTP- Isabel Alçada garante que a falta de funcionários (Assistentes Operacionais) será resolvida.
0:44 TVI- Estado vai pagar 3 Euros brutos por hora a funcionários a contrato a prazo, não podendo exceder as 4 horas de trabalho por dia.
Isto vai ser uma correria aos lugares…
http://www.youtube.com/watch?v=lcDOSYb20WM&feature=player_embedded#!
Há anos que assim é.
GostarGostar
Segundo Isabel Alçada “pessoas qualificadas” consideram que a formação nas Novas Oportunidades é equivalente ao ensino regular. A Ministra da Educação garante que as Novas Oportunidades são uma “oferta de qualidade”.
Ah! Pois é!
http://www.youtube.com/watch?v=HiVK5eHX9gc&feature=player_embedded
GostarGostar
Novas Oportunidades
A ignorância certificada
http://www.asa.pt/CE/PDF/348/CE_348_Artigo_01.pdf
GostarGostar
Oportunidades simplex
O Expresso contou na semana passada a admirável história de Tomás Bacelos que, sem ter
feito o 12º ano, entrou na Universidade de Aveiro com a nota máxima a nível nacional.
Mais do que os 20 valores no exame de acesso, o que distingue o caso de Tomás é o seu
percurso académico. Ele não completou, como os seus colegas do ensino regular, os 12 anos
de escolaridade. Quando os chumbos começaram a suceder-se no Secundário, procurou uma via
rápida de acesso à Universidade e encontrou-a: chama-se Novas Oportunidades. Em escassos
meses obteve a equivalência ao 12º ano. Depois foi só apresentar-se ao tal exame de
ingresso no curso que escolheu.
Tomás, não cometeu nenhuma irregularidade. Tem, aliás, o mérito de ser muito bom a
Inglês, a avaliar pela nota da única prova que teve de fazer para chegar ao Ensino
Superior, enquanto a esmagadora maioria dos outros concorrentes se maçavam com exames a
várias disciplinas durante anos de estudo. A maioria, não todos. Soube-se agora que a
oportunidade simplex foi descoberta por muitos – nada menos do que 530 (ver página 22).
Um autêntico mercado paralelo gerador de flagrante injustiça e de concorrência desleal.
Mais um convinte à desmotivação dos jovens que não pensam apenas em “safar-se” e ainda se
dão ao trabalho de aprender”.
Expresso
GostarGostar
Os ministérios da educação e do trabalho querem tornar o 12º ano patamar mínimo de
escolaridade. Lançamento da campanha Secundário para Todos. Novas Oportunidades, entrega
de diplomas, um milhão de Portugueses passaram por este programa, 400 mil obtiveram um
diploma.
VÍDEO:
http://www.youtube.com/watch?v=rE0lhqOJZCA&feature=player_embedded
GostarGostar
A fraude é outra, é a oportunidade de emprego
19 de Agosto de 2010
Conta-se no Ionline que existem fraudes nos processos RVCC, ditos de Novas Oportunidades.
A D. Filipa Martins, que escreve na referida publicação descobriu a pólvora:
Quatrocentos euros.
Valor pedido por Paula Duarte, num curto contacto telefónico, por um Portefólio Reflexivo
de Aprendizagem que dará acesso ao 12.o ano. “Mas tudo é negociável”, garante ao
jornalista do i – que se identificou como possível comprador – e acrescenta, “no ano
passado, pedia 500 euros, mas agora com a crise…”. Paula Duarte, à semelhança de várias
dezenas de pessoas, pôs na internet um anúncio de venda de portefólios para as Novas
Oportunidades.
Vamos por partes: a pólvora também não foi invenção minha, mas bastava ter lido este
texto sobre as fraudes mais comuns nos processos de RVCC, aqui publicado em Julho do ano
passado, e já faziam os foguetes.
Há contudo uma pequena novidade, na peça do I: a de que a ANQ teria dado uma orientação
no sentido de se ter cuidado nos CNO’s (Centros Novas Oportunidades) com os plágios e
afins. Trabalhei durante 3 longos, custosos e penosos anos na nobre missão de certificar
analfabetos funcionais (e não só, convenhamos) com o 12º ano de escolaridade, e nunca
ouvi falar de tal nota. Claro que em formação todos os membros das equipas pedagógicas
aprendem que o copy/past só certifica a competência de seleccionar informação, e nem
sempre, mas isso é de senso comum.
O problema não está aí. As fraudes só passam porque as equipas deixam. E as equipas
deixam porque têm metas para cumprir, pairando sempre sobre a sua cabeça a ameaça de
encerramento do CNO. Estamos a falar de pessoal maioritariamente contratado (agora menos
a recibo verde, é certo) ou sem componente lectiva na escola onde está colocado, e do ou
cumpres ou ficas desempregado.
A fraude é essa. O resto, em americano, são amendoins.
http://www.aventar.eu/2010/08/19/a-fraude-e-outra-e-a-oportunidade-de-emprego/
GostarGostar
Vamos Lá Pensar Nisto De Outra Maneira
Falo do encerramento das escolas, da abertura dos Caixotes Escolares e
da criação dos mega-agrupamentos. Pensemos antes assim: será que
encerrar escolas e mega-agrupar permite mesmo muitas poupanças?
Eu acho que permite algumas, mas de modo nenhum algo que seja
relevante em termos de défice, em especial se tomarmos em linha de
conta os custos acrescidos com os transportes escolares, eventualmente
com a alimentação por via da Acção Social Escolar e diversos outros etc.
Porque não pensamos antes assim: estas medidas são necessárias para
que, por via do investimento nas obras em Centros Escolares e Escolas
Secundárias, se continuem a absorver fundos comunitários do QREN,
empregar transitoria e precariamente uns milhares de trabalhadores,
impedindo o descalabro nos índices de desemprego por um par de anos
(até 2013, no máximo) e assim tornar a Educação como que uma espécie
de pequena almofada que atenua o maior estrondo da crise em que vivemos.
No fundo, o que está em causa é a necessidade de, numa adulteração
minimalista do keynesianismo do New Deal, manter o investimento
público no sector das obras (que já sabemos por via das autoestradas
cavaquistas e expos guterristas e estádios do bloco central ser um
investimento de consumo quase imediato e sem dividendos para a
economia futura) e assim satisfazer algumas clientelas no sector
empresarial e dar emprego pouco qualificado a alguma gente. Resumindo:
o modelo jardinesco de desenvolvimento.
Na verdade não são as pequenas escolas que necessitam de fechar por
razões económicas directas: são os Centros Escolares que necessitam
ser construídos para aplicar verbas comunitárias e gerar
indirectamente emprego e receita fiscal.
Na verdade não são os mega-agrupamentos que permitem grandes poupanças
na gestão: é a Parque Escolar que assim alarga a sua área de
influência sobre mais umas dezenas de estabelecimentos de ensino,
entrando no mercado das EB2/3.
Realmente a nossa ingenuidade tem sido enorme e o ME tem razão: fechar
escolas não é uma medida economicista e talvez até seja uma medida
que, na sua análise mais simples, esteja longe de ser economicamente
muito vantajosa. Construir e abrir novas escolas de grandes dimensões
é que é uma medida com interesse económico.
E de certa forma, as Novas Oportunidades também têm uma lógica
semelhante, ao gastarem grande parte das suas verbas numa rede
administrativa e burocrática de certificação que cria algum emprego de
consumo rápido até 2013.
E neste caso a Educação é o motor da Economia não pela qualificação e
formação da população, mas porque permite a continuação de uma
estratégia de IBM (Introdução aos Baldes de Massa) para muitos dos
ex-alunos.
Em 2013, esgotadas as verbas do QREN, logo se vê, o que interessa é
manter isto com uma aparência de acção… porque as eleições, o mais
tardar, são nessa altura… e o pior é o que virá a seguir…
http://www.educar.wordpress.com/2010/08/27/vamos-la-pensar-nisto-de-outra-maneira/
GostarGostar
Na verdade os encerramentos de escolas e e os mega-agrupamentos só se levaram a cabo –
contra todas as razões de racionalidade, de pedagogia e de bom-senso -porque havia que
criar obra pública que permitisse retribuir os imensos favores que firmas amigas nos
fizeram durante uma campanha eleitoral extenuante e, na impossibilidade de se fazerem
pontes, aeroportos e tgves, havia que ser imaginativo.
http://www.educacaosa.blogspot.com/2010/08/elementar-meu-caro-general-depois-de-o.html
GostarGostar
I. “O Jornal de Negócios tem um artigo tão pouco rigoroso que parece uma “encomenda”. Se
centenas de professores se reformaram e foram substituídos por docentes com salário mais
baixo, se se fecham escolas ao ritmo que se conhece e se os salários estão congelados e
as progressões na carreira residuais, como é que se pode avançar com números destes?
No fim do artigo escreve-se que os gastos foram feitos através de outros ministérios com
funções no mesmo sector. Como não diz quais nem em que percentagens, fica em causa a
intenção com que se escolheu o título da notícia.
Educação representa 31% da subida dos gastos do Estado
“(…)Deste aumento, 31% veio de gastos ligados à educação – directamente, através da
tutela correspondente, ou através de Ministérios com funções no mesmo sector.”
http://www.correntes.blogs.sapo.pt/773715.html
II. Ministério da Educação: € 544.882.709,10 a mais do que orçamentado para 2009
http://www.cidadaniaproactiva.blogspot.com/2010/09/antes-de-prepararem-o-orcamento-de.html
III. “o peso das despesas com pessoal no conjunto das despesas do Ministério da Educação baixou entre 2003 e 2008 de 83,4% para 77%.”
“Esta evolução das despesas com pessoal poderia ter como explicação possível um eventual decréscimo do número de professores os quais constituem o essencial do pessoal do Ministério da Educação. Todavia as estatísticas disponíveis no site do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação não comprovam esta hipótese. De facto, considerando o período entre 2003 e 2007, terá existido um ligeiro decréscimo no número de docentes da educação pré-escolar (de 10.644 para 10.123) e do 1º CEB (de 34.516 para 31.209), mas nos restantes ciclos houve um aumento no número de docentes, pelo que, globalmente, em todo o Ministério da Educação, o número de docentes aumentou de 152.340 para 156.522.
Assim, a significativa diminuição verificada nas despesas com pessoal na Educação, num período em que existem mais cerca de 4.000 professores, parece só poder ser explicada com a existência de uma significativa diminuição dos salários reais dos docentes e de outro pessoal da Educação. Os dados parecem mesmo indicar que esse é o factor determinante para a diminuição global das despesas com a Educação.”
“A resposta dos governos portugueses nos anos recentes parece ter sido a de poupar nas despesas com os professores o suficiente para realizar algumas reformas,mesmo que tal seja dificultado pelo facto de o ensino secundário carecer ainda de se expandir implicando um crescimento no número de docentes.”
“A análise da evolução das despesas por acções mostra-nos que as reformas que mobilizaram algum investimento entre 2005 e 2008 foram os complementos educativos (ensino de inglês no 1º ciclo), o ensino profissional e as “Novas Oportunidades” (EFA e CRVCC).”
“Em conjunto, estas três medidas terão custado em 2007 e 2008 cerca de 543 Milhões de Euros (a preços de 2006). Nos mesmos anos de 2007 e 2008, o Estado poupou, relativamente a 2006 (também a preços constantes), cerca de 1099 Milhões de euros em pessoal.”
Sobre o financiamento da Educação: condicionantes globais e realidades nacionais de Vasco Graça
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rle/n13/13a04.pdf
GostarGostar
Professores portugueses são os mais precários
17-Jun-2009
O primeiro estudo realizado pela OCDE sobre as condições de
trabalho dos docentes indica que os professores portugueses são os mais
precários: 32,4% não têm contratato permanente, o dobro da média dos 23
países analisados. O estudo revela também que 17,4% dos professores
portugueses têm contratos inferiores a um ano. A Fenprof confirma que muitos
docentes estão há mais de 15 anos em situação precária.
Portugal é o campeão da precariedade docente, mesmo atrás de países como a
Eslováquia, Turquia, Estónia, Brasil, Malásia e Polónia, sendo o único com
valores inferiores aos 70% de estabilidade contratual (67,6%), contrastando
com a média dos restantes países, que é de 84,5%. A tabela comparativa
encontra-se na página 42 do *relatório da OCDE* http://www.oecd.org/dataoecd/17/51/43023606.pdf>
GostarGostar
Escola Secundária Poeta António Aleixo
A Escola Secundária Poeta António Aleixo funciona num edifício construído em 1964. Era
então Liceu Nacional de Portimão. Já foi alvo de várias remodelações , a última das quais
há bem pouco tempo, quatro, cinco anos, que apetrecharam a escola de todas as valências e
funcionalidades. Ouso até dizer que poucos serão os edifícios escolares, mesmo os mais
recentes, que se lhe podem comparar. Alberga cerca de mil e trezentos alunos. Estão
projectadas obras que visam ocupar quase todo o espaço livre que existe, vulgo recreios,
duplicando a população escolar (o que é nitidamente uma medida sensata e inteligente,
visto ser fácil gerir uma comunidade tão sensível, cada vez mais sensível…),
descaracterizando o edifício e a zona onde este se insere. Preço orçamentado: 25 milhões
de euros. Uma bagatela.
Comentário de João A.
Data: 23 de Março de 2010, 21:08
Já que foi dado um destaque inesperado ao comentário que deixei noutro post, deixai-me
acrescentar que esta Escola Poeta António Aleixo é realmente modelar nas instalações e na
articulação dos espaços que a constituem. Não há alunos à chuva quando se deslocam de um
para outro módulo porque… é uni-modular; tem um elevador instalado há quatro anos para
facilitar a vida a quem tiver problemas de locomoção; tem um pavilhão polivalente,
construído há quatro anos, a aumentar as capacidades na área da Ed. Física já razoáveis
com os dois ginásios originais; tem auditório equipado com o que de mais recente se usa
na área do Audio-visual. O estado de conservação é notável e espaço envolvente tem vastas
zonas verdes que irão desaparecer, pelo que se pode ver na maquete.
Claro que as obras permitirão aumentar a população escolar para cerca de dois mil e
quinhentos alunos, quase o dobro dos que tem actualmente. Numa época em que a
conflitualidade da população escolar é cada vez visível, esta alteração é uma decisão de
alto risco.
A insanidade mental dos decisores é cada vez maior.
Este é apenas mais um exemplo dos efeitos dessa insanidade.
Custo – 25 milhões.
http://www.5dias.net/2010/03/23/escola-secundaria-poeta-antonio-aleixo/
GostarGostar
Uma percentagem do parque escolar em Portugal está hipotecado ao BCE. E esta, hã?
Parque-Escolar-Mota-Engil SA.
Tem piada.
GostarGostar
Investimento da Parque Escolar segura sector da construção
Nuno Aguiar, 24 de Agosto de 2010
.Só o investimento público continua a segurar a economia. Parque Escolar vale 32% dos
concursos públicos este ano
http://www.ionline.pt/conteudo/75078-investimento-da-parque-escolar-segura-sector-da-construcao
GostarGostar
http://www.alertaconstante.blogspot.com/2010/02/parque-escolar.html
«Com um investimento que poderá chegar aos 3,5 mil milhões de euros –
um montante superior ao da construção do novo aeroporto de Lisboa -,
este programa é financiado por verbas do Orçamento do Estado, por
fundos comunitários e por empréstimos que podem ser contraídos pela
Parque Escolar. Neste recurso ao mercado de capitais, o património da
empresa pode ser utilizado como aval. A empresa já contratualizou um
empréstimo de 300 milhões de euros, (…) e outros dois num montante de 850 milhões»
GostarGostar
“Mais Estado Social” – CAA
Mas, por acaso, o CAA considera que vive num Estado?
Ou numa choldra?
GostarGostar
Por copy-paste:
Fontes Pereira de Melo morreu pobre e na solidão. Enquanto viveu, “destacouse pela honestidade” e “o país gozou de uma liberdade de expressão ímpar”, recorda Filomena Mónica, a autora da sua biografia.
_________
Agora uma pergunta (recreativa)
Qual é a semelhanças e qual a diferença com um político actual muito em voga?
GostarGostar
_______não tenho a culpa : destacou-se
GostarGostar