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intervencionismo

29 Setembro, 2010
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Para ajudar a compreender o que se passa em Portugal, este excelente texto de Fabio Barbieri, economista brasileiro e professor da USP, no site da OrdemLivre.org., A maré estatista na América Latina e a Teoria do Intervencionismo: “A teoria esboçada aqui se assemelha a um modelo biológico de parasita-hospedeiro, empregado para explicar a dinâmica do intervencionismo. A atividade parasitária mina a vitalidade do hospedeiro, de forma que no longo prazo o parasita é enfraquecido, gerando a possibilidade de ciclos de intervenção.”

Já agora, o meu artigo A Perversão da Lei, também publicado no mesmo site.

9 comentários leave one →
  1. prm's avatar
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    29 Setembro, 2010 16:41

    esta teatralização do engano na luta politica pelos maus actores senhor silva e senhor zé socrates tem de acabar já, eles são incompetentes e incapazes. sou social democrata, continuo a pensar ser o caminho mais correcto para o desenvolvimento da sociedade, mas também é urgente dizer que o senhor silva é um mau presidente da república e que não me engana mais. cavaco e socrates para a rua já. é fundamental recomeçar de novo.

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  2. lucklucky's avatar
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    29 Setembro, 2010 16:49

    IX – L’intervento dello Stato nella produzione economica ha luogo soltanto quando manchi o sia insufficiente la iniziativa privata o quando siano in gioco interessi politici dello Stato. Tale intervento può assumere la forma del controllo, dell’incoraggiamento e della gestione diretta.

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  3. parolo's avatar
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    29 Setembro, 2010 17:08

    Vamos reduzir o déficit
    Não sou funcionário público, pelo que estou à vontade para dar a minha opinião.
    1ºreduzir a 50% todos os institutos que pululam em volta do Estado.
    2ºdespedir com justa causa todos os Administradores de empresas públicas que tenham excedido o limite do déficit.
    3ºeliminar a função de Governador Civil.
    4ºreduzir o número de deputados para 180
    .5ºreduzir o número de Câmaras Municipais.
    6ºreduzir o nº de freguesias (p.e.em Lisboa)
    7ºsuspender todo e qualquer subsídio a toda e qualquer Fundação.
    8ºreduzir o nº de visitas de corta fitas (inaugurações da treta que nem no tempo do Américo Tomáz).Se, DEPOIS DE TEREM FEITO TUDO ISTO, não for suficiente, então subam os impostos e reduzem os ordenados da FP

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  4. lica's avatar
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    29 Setembro, 2010 17:39

    Para os chineses, 2009 foi o ano do BOI e este ano é o do TIGRE.
    Felizes são eles que, a cada ano, trocam de animal.

    Nós estamos há 5 anos com o mesmo Jumento!!!…

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  5. ramiro marques's avatar
    29 Setembro, 2010 17:49

    É um excelente website. Tenho-o no blog roll do meu blog.

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  6. A. F. F.'s avatar
    29 Setembro, 2010 21:44

    Caro Rui A.,

    Esse texto que sugeriu só em termos muito abstractos ajuda a perceber o que se passa em Portugal; como bem sabe há problemas que são “locais”, i.e. tipicamente portugueses e os quais Hayek não perdeu tempo a pensar. Embora, claro está, com maior ou menor grau de aproximação, uma curva é sempre uma recta, se olharmos bem perto, ou uma vaca é uma esfera, se olharmos bem longe.

    O problema da analogia com a biologia é que está limitado a isso mesmo, a uma analogia; a economia não é uma ciência (hard science), embora seja interessante pensar que a certa altura a sociedade é já tão complexa que a “economia” ganha “vida” de per si, um pouco como os fenómenos colectivos em ciências onde a complexidade origina diversidade e fenómenos emergentes.

    Cump.

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  7. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    29 Setembro, 2010 22:20

    Prezado A.F.F.,

    Permita-me que discorde de si: a teoria económica liberal do intervencionismo, concretamente a elaborada por Mises, que é invocada no artigo, é universal e não distingue governos ou países. O facto do autor a aplicar, no texto, à America Latina, não invalida a sua aplicação a Portugal.

    De resto, as falhas do governo e os excesso do intervencionismo histórico português justificam, em boa medida, o enfraquecimento das instituições e das empresas, e o empobrecimento geral do país. A consequente progressão interventiva do estado, sempre com o fundamento de corrigir o que anteriormente não conseguiu evitar ou remediar, sucede-se no nosso país de há muito para cá.

    Bão vislumbro, assim, razões para rejeitar a analogia proposta.

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  8. A. F. F.'s avatar
    30 Setembro, 2010 10:58

    Caro Rui A.,
    Talvez não me tenha feito entender. Quando você diz que a análise de Mises é universal está a concordar com a minha rápida leitura do texto quando digo que é “abstracta” (no sentido que não se refere a este ou aquela situação em particular). Essa análise é, portanto, o que em ciência se chama de “teoria”, em oposição a “modelo”.

    Os problemas tipicamente portugueses que falo (os tais “locais”) não são o “excesso do intervencionismo histórico”, pois esse também encontrará noutros países, até em grau demasiado excessivo nalguns casos.

    O resultado da sua análise é válido, pois estamos de facto pobres e de facto existiu o tal intervencionismo exagerado, logo tem de haver qualquer correlação (no mínimo!).

    Eu referia-me à reacção da população perante o intervencionismo do Estado (por cá sempre demasiado branda) e o degradamento dos partidos e das instituições políticas; penso que concordará que isso será variável den nação para nação, pois depende de algo muito profundo: a cultura. (Claro que as duas coisas estão correlacionadas.)

    Deixe-me dizer que gostei da observação feita nesse texto do “corrigir o que anteriormente não conseguiu evitar ou remediar”: isso de facto foi o que me deixou a pensar e por isso comentei que: “sociedade é já tão complexa que a “economia” ganha “vida” de per si””. Ou seja, uma sociedade com mais liberdade individual gerará múltiplos mecanismos (alternativas, etc.) o que aumentará (diria que quase necessariamente) a complexidade comparativamente à dum estado planeador. Ora quando aumentamos a complexidade gera-se fenómenos parecidos com os que encontramos na natureza (que é o exemplo mestre de complexidade). Não me espantaria que um desses fenómenos fosse a emergência dum quasi-equilíbrio em que as correcções dos movimentos dos indivíduos, resultasse, na sua soma complexa e dificilmente seguida microscopicamente (i.e. passo a passo), numa correcção mais eficiente do que o que conseguido por um governo central. Claro que tudo isto é no plano abstracto.

    Cump.

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  9. A. F. F.'s avatar
    30 Setembro, 2010 11:02

    Ps. Nessa situação de complexidade que mencionei faria sentido uma analogia com o parasita/hospedeiro, aliás seria mais que analogia, seria uma equivalência. O que quis dizer é que no fundo a disciplina da economia (a par com medicina e biologia, por ex.) está longe de ter os instrumentos matemáticos para provar rigorosamente (como numa hard science) essas analogias, quer não seja por problemas intrínsecos de modelos com muitas variáveis (caos, etc.) :: mas isso não quer dizer que a complexidade já não exista! As estrelas já existiam muito antes de se conhecerem as reacções nucleares. Cump.

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