tomates
O Estado Social está, por todo o lado, a desfazer-se. O que se passa agora em Portugal não é muito distinto do que ocorre em Espanha, na Grécia, em França, ou na Itália. Com a diferença de que nalguns destes países a força das suas economias e uma certa contenção no disparate lhes permite aguentar um pouco melhor o impacto da modificação dos paradigmas políticos dos últimos anos. Portugal, pobre pela natureza e fraco pela História, já não tem economia, mas apenas finanças públicas. A história política das últimas décadas reduz-se a quanto o estado tem que vir buscar à vida privada para aguentar as sucessivas asneiras dos seus governos e governantes: as nacionalizações, as empresas públicas, os rendimentos mínimos, o crescimento absurdo do funcionalismo público, as limitações paranóicas à iniciativa privada e uma integração comunitária feita de qualquer modo apenas para sacar alguma massa dos fundos comunitários para disfarçar o estado do país e as estatísticas.
Alguns brincalhões atiram com a responsabilidade do que nos está a acontecer para as costas, sempre largas, do «mercado sem regras» e da crise internacional. Como se esta última fosse responsável pelas asneiras dos nossos governos e pela delapidação da riqueza nacional, e como se fosse admissível a ideia de que existe mercado a sério num país que rouba e delapida mais de metade do rendimento nacional em impostos de destino mais do que discutível.
O problema reside, como é mais do que óbvio, no modelo político e social que escolhemos na Constituição de 76 e em que nenhum governo português, de então para cá, decidiu tocar. Um estado que supostamente oferecia tudo a todos – educação, emprego, saúde, subsídios a eito, segurança social – gerou uma sociedade passiva e improdutiva, e, no desespero da sua própria incapacidade, destruiu a economia e as empresas para tentar assegurar uma ficção: a de que as pessoas não têm que ser responsáveis pelas suas próprias vidas.
Hoje, para inverter caminho, mudar o paradigma e terminar com a loucura das últimas décadas não bastam discursos floridos dos políticos e intenções reformistas brandas. Perante o que nos está a suceder – a implosão do modelo social da III República e o desnorteio total dos governantes – é necessário mais alguma coisa que está a faltar quer no governo quer nas oposições.

…gosto particularmente das limitações paranóicas à iniciativa privada…
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http://www.almocrevedaspetas.blogspot.com/2010/09/de-regresso-nada-declarar.html
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gui(z)ados por bruxelas
Valeu-nos a atitude dita conservadora da CGD (não foi o homem do país da tanga, agora em Bruxelas, que queria entregar o banco do estado ao sector privado, inspirado pelo guru recém-chegado da Goldman Sachs) e de alguma banca. Se temos seguido os conselhos dos gurus do subpraime, do imobiliário e por aí fora – que é feito de António Borges (o tal da Goldman Sachs) e de Miguel Frasquilho? – podíamos, para além da tragédia que nos caiu em cima, ler sobre Portugal notícias do tipo:
Irlanda gasta até 50 mil milhões com recapitalização da banca
Défice da Irlanda dispara para 32 por cento do PIB com injecção de capital em banco falido.
http://www.correntes.blogs.sapo.pt/811430.html
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“não bastam discursos floridos dos políticos e intenções reformistas brandas”
pois não… nem postes blogáticos.
É uma chatice mas é o eleitorado que escolhe.
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Desculpem a inseção de notícia de há momentos:
Marcelo Rebelo de Sousa: a minha mãe era muito republicana . . .
olha o sacana!!!
(o nome próprio é do padrinho Marcelo Caetano, o papá era Baltazar Rebelo de Sousa . . .)
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Portugal, pobre pela natureza e fraco pela História, já não tem economia, mas apenas finanças públicas.
Mesmo sabendo que é verdade, ler esta afirmação provoca-me arrepios.
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« Escrito em 22 de Maiotomates
O Estado Social está, por todo o lado, a desfazer-se. O que se passa agora em Portugal não é muito distinto do que ocorre em Espanha, na Grécia, em França, ou na Itália. Com a diferença de que nalguns destes países a força das suas economias e uma certa contenção no disparate lhes permite aguentar um pouco melhor o impacto da modificação dos paradigmas políticos dos últimos anos. Portugal, pobre pela natureza e fraco pela História, já não tem economia, mas apenas finanças públicas. A história política das últimas décadas reduz-se a quanto o estado tem que vir buscar à vida privada para aguentar as sucessivas asneiras dos seus governos e governantes: as nacionalizações, as empresas públicas, os rendimentos mínimos, o crescimento absurdo do funcionalismo público, as limitações paranóicas à iniciativa privada e uma integração comunitária feita de qualquer modo apenas para sacar alguma massa dos fundos comunitários para disfarçar o estado do país e as estatísticas.
Alguns brincalhões atiram com a responsabilidade do que nos está a acontecer para as costas, sempre largas, do «mercado sem regras» e da crise internacional. Como se esta última fosse responsável pelas asneiras dos nossos governos e pela delapidação da riqueza nacional, e como se fosse admissível a ideia de que existe mercado a sério num país que rouba e delapida mais de metade do rendimento nacional em impostos de destino mais do que discutível.
O problema reside, como é mais do que óbvio, no modelo político e social que escolhemos na Constituição de 76 e em que nenhum governo português, de então para cá, decidiu tocar. Um estado que supostamente oferecia tudo a todos – educação, emprego, saúde, subsídios a eito, segurança social – gerou uma sociedade passiva e improdutiva, e, no desespero da sua própria incapacidade, destruiu a economia e as empresas para tentar assegurar uma ficção: a de que as pessoas não têm que ser responsáveis pelas suas próprias vidas.
Hoje, para inverter caminho, mudar o paradigma e terminar com a loucura das últimas décadas não bastam discursos floridos dos políticos e intenções reformistas brandas. Perante o que nos está a suceder – a implosão do modelo social da III República e o desnorteio total dos governantes – é necessário mais alguma coisa que está a faltar quer no governo quer nas oposições.
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Esta entrada foi escrita por rui a., publicada em 3 Outubro, 2010 at 20:30, arquivada em Geral. Marcar permalink. Siga quaisquer comentários aqui deixados com o RSS feed deste post. Comente ou deixe um trackback: URL do Trackback.
« Escrito em 22 de Maio6 Comentários
causavossa
Posted 3 Outubro, 2010 at 20:35 | Permalink
…gosto particularmente das limitações paranóicas à iniciativa privada…
anonimo
Posted 3 Outubro, 2010 at 21:00 | Permalink
http://www.almocrevedaspetas.blogspot.com/2010/09/de-regresso-nada-declarar.html
anonimo
Posted 3 Outubro, 2010 at 21:05 | Permalink
gui(z)ados por bruxelas
Valeu-nos a atitude dita conservadora da CGD (não foi o homem do país da tanga, agora em Bruxelas, que queria entregar o banco do estado ao sector privado, inspirado pelo guru recém-chegado da Goldman Sachs) e de alguma banca. Se temos seguido os conselhos dos gurus do subpraime, do imobiliário e por aí fora – que é feito de António Borges (o tal da Goldman Sachs) e de Miguel Frasquilho? – podíamos, para além da tragédia que nos caiu em cima, ler sobre Portugal notícias do tipo:
Irlanda gasta até 50 mil milhões com recapitalização da banca
Défice da Irlanda dispara para 32 por cento do PIB com injecção de capital em banco falido.
http://www.correntes.blogs.sapo.pt/811430.html
Piscoiso
Posted 3 Outubro, 2010 at 21:13 | Permalink
“não bastam discursos floridos dos políticos e intenções reformistas brandas”
pois não… nem postes blogáticos.
É uma chatice mas é o eleitorado que escolhe.
__________
As hostes Piscosicas mostram-se cada vez mais APAVORADAS
com o desaprecmento das GAMELAS:
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É uma chatice mas é o eleitorado que escolhe.
Não, não escolhe.
A 1ª condição para escolher é ter boa informação. Num país onde a informação está manipulada pelo partido do poder, a informação não presta.
Piscoiso: você está sempre por aqui. Parece não ter mais nada que fazer. Estará desempregado?
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O pânico da bolsa de 1907, a perda de 50% das cotações, as falências e o desemprego foram obra da loucura do estado social?
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Pois, PIGS e França. Ainda bem que os países nórdicos não têm Estado Social. Do que eles se livram!
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Não há crise nenhuma. Isto é o caminho para o normal.
Anormal eram e ainda são os níveis de crédito.
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Política de crédito da banca contribuiu para o atraso e estagnação do país
Política de crédito da banca contribuiu para o atraso e estagnação do país- apenas 7,3% do crédito foi concedido à agricultura, pesca e indústria- 78,1% foi para a construção, habitação, imobiliário e consumo. pelo economista Eugénio Rosa
http://www.resistir.info/e_rosa/politica_credito_05mai10.html
Nota: Os pressupostos ideológicos dos trabalhos de Eugénio Rosa são (na minha opinião) secundaríssimos. Centremo-nos nos dados total/ fidedignos dos trabalhos do economista.
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Zedeportugal,
O que nós escolhemos é uma lista com uns nomes na sua maioria desconhecidos. Esses nomes não são necessariamente os que vão ocupar os lugares na AR. Uma vez concluída a eleição começam as trocas e acaba por lá gente que ninguém elegeu. Essa eleição é baseada num programa que é metido na gaveta à hora em que fecham as urnas (pelo menos nas partes que não interessarem) sem que nós possamos fazer nada.
Resumindo: votamos A, sai-nos B. Votamos com base num programa X (para quem tiver pachorra para o ler) e gramamos com Y. Por fim, concluídas as eleições, tudo quanto é lugar de comando na FP e anexos é preenchida com os “quadros” das concelhias e distritais, gente que ninguém conhece e a quem raramente é reconhecida capacidade para os lugares que ocupam.
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O Estado Social vai desaparecer, mas a governança mantém-se firme e hirta.
Tudo caminha para que o Estado fique apenas ao serviço dos socratinos e seus parceiros de gamela.
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PIGS sem Irlanda. PGS.
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Não é o Estado Social que está a desaparecer, mas o Estado despesista, centralista, das acumulações de reformas, das PPP’s, dos institutos, das avenças sem fim, das empresas municipais, do compadrio e da corrupção.
Nada disso é social, mas sim anti-social. É uma falácia confundir duas coisas tão distintas.
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PMP
Outra vez muito bem dito.
Rui a.
Uma pessoa ser responsável pela sua própria vida é uma ideia muito interessante. Mas preciso que concretize a ideia para entender bem as consequências. Especificamente, ser responsável por quê?
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PMP
Certamente já reparou que estes liberais são contra o Estado Social e contra o Estado.
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Esta merd…. está no estado em que está, porque o Povo não os tem… TOMATES!
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Dado o descalabro das contas públicas é natural uma revolta contra o aumento de impostos e contra a dimensão do estado em Portugal. Mas ser contra o Estado Social é mais um sintoma de ignorância e desconhecimento da história dos ultimos 100 anos.
O capitalismo social de mercado ou a social-democracia são os sistemas/regimes politicos com mais sucesso de sempre na história. Veja-se como a Suécia e a Dinamarca escapam à crise.
Combater o complexo despesista das PPP’s, EDP’s, RTP’s, CP’s, etc. é totalmente correcto, mas querer privatizar totalemente a saúde, o ensino, e retirar apoios aos mais pobres, jovens e desempregados é totalmente errado, pois esse sistema nunca funcionou em lado nenhum do mundo.
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Há mais opiniões do que as dos medinacarreiristas:
http://arrastao.org/sem-categoria/manifesto-dos-economistas-aterrorizados/#more-21362
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zedeportugal
Posted 3 Outubro, 2010 at 21:31 |
Piscoiso: (1) você está sempre por aqui. (2) Parece não ter mais nada que fazer.
1. Se acha que estou sempre por aqui, é porque sempre aqui está.
2. O que é que tem com isso?
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PMP
Sejamos lógicos. Dado o descalabro das contas públicas é natural ser contra o défice. Alguém consegue demonstrar alguma relação entre o descalabro das contas públicas e os níveis de impostos e despesas públicas?
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PMP at 22:04:
Tem toda a razão. Mas o objectivo não é resolver a situação actual. O objectivo é deixá-la chegar longe, de modo a arrasar depois o estado social. Pelo caminho é necessário confundir ao máximo o estado social com a situação actual. Os factos parecem interessar muito pouco neste post.
Quando se escreve que o país “rouba e delapida mais de metade do rendimento nacional” e se ignora que uma enorme parte do dinheiro do estado é usado para a saúde e educação dos portugueses, está-se nitidamente a fazer propaganda de uma qualquer ideologia e não a analisar a realidade.
Não é estranho que o que o estado gasta para proporcionar uma consulta médica num serviço público seja “roubo” e “delapidação” e quando essa consulta é paga pelo utente num serviço privado já passe a ser riqueza no PIB? Não tenho dúvidas que os bancos (também donos de muita da saúde privada) agradecem estes termos. Enquanto aproveitam o mais que podem para agarrarem grandes contratos com o estado.
O dinheiro que é mal gasto e que leva o estado à situação actual não tem nada a ver com a existência do estado social mas sim com o roubo que muita gente faz e com a delapidação em contratos absurdo. Aliás foi um empresário português que há algum tempo dizia que Portugal era demasiado pequeno para se roubar tanto. E parece-me que não se referia ao utentes do estado social.
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“Nota: Os pressupostos ideológicos dos trabalhos de Eugénio Rosa são (na minha opinião) secundaríssimos. Centremo-nos nos dados total/ fidedignos dos trabalhos do economista.”
Não seja pateta, basta ele referir tal coisa. Aliás se fosse ao contrário estaria o mesmo Rosa protestar que o dinheiro só iria para as empresas capitalistas e nenhuma para a habitação.
Não é trabalho dos Bancos dar crédito a quem nós gostamos, é as empresas/pessoas apresentarem propostas de modo a que os Bancos sejam convencidos.
“Veja-se como a Suécia e a Dinamarca escapam à crise.”
Que tal ir à História da Suécia e ver quantas vezes esteve em crise nos últimos 30 anos. Umas 3 vezes.
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PMP at 22:38:
“pois esse sistema nunca funcionou em lado nenhum do mundo.”
Tem razão. Mas parece que para muitas pessoas é normal defender um sistema que nunca funcionou em parte nenhuma do mundo. E se com isso arrastarem o sofrimento de milhões, essas pessoas também parecem não querer saber. Se a realidade não se adequa à ideologia, tanto pior para a realidade. Foi assim com os comunistas e é assim com alguns neo-liberais.
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A.M.
Eu sei que em muito países os impostos são mais altos e as despesas publicas também, e o déficit até é menor. Mas agora temos o problema dos juros da divida que saltaram para os 6% que é preciso resolver a curto prazo.
Eu aproveitaria esta crise, derrubava o governo e fazia uma redução em 50% no numero de entidades públicas e respectivas chefias, alargava a ADSE a todos os contribuintes, diminuia o numero de alunos máximos por turma para 20, fazia um pano de emergencia no ensino para atingir o meio da tabela nos testes de PISA em 5 anos, um plano de emergencia para o desenvolvimento rural com empresas de capital misto, enfim receitas já provadas em tantos países.
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…”O problema reside, como é mais do que óbvio, no modelo político e social que escolhemos na Constituição de 76 e em que nenhum governo português, de então para cá, decidiu tocar. Um estado que supostamente oferecia tudo a todos – educação, emprego, saúde, subsídios a eito, segurança social”…
O Estado também decidiu que para ter tudo isso eu pagaria impostos. O problema não reside na Constituição de 76, reside no tráfico de influências entre estado e sector privado, na corrupção e claro está na falta de classe dos políticos nacionais, na sua falta de visão para o desenvolvimento e de dever cívico. Se não fosse assim talvez aquilo que se paga em impostos daria para sustentar um Estado Social justo.
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Este post tresanda a bafio e fascismo!
SÓ FALTA COMEÇAR A MANDAR PRENDER AS PESSOAS
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Eleitor
Posted 3 Outubro, 2010 at 21:57
… votamos A, sai-nos B. Votamos com base num programa X (para quem tiver pachorra para o ler) e gramamos com Y. Por fim, concluídas as eleições, tudo quanto é lugar de comando na FP e anexos é preenchida com os “quadros” das concelhias e distritais, gente que ninguém conhece, …
Só há mesmo uma solução:
democracia directa
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lucklucky
Como diz o João Miranda as crises são um facto da vida. Sempre existiram e sempre existirão.
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Carlos Albuquerque
Tocou no ponto. Para estes liberais, delapidação é uma classificação aplicável a tudo o que é estado e a nada do que é privado.
Tenho pena que assim seja. Esta é a explicação de não haver direita em Portugal. Nos outros países há direita, mas não é nada disto. Enquanto assim for, o PS terá acesso fácil ao poder e o PSD ocupará os espaços temporais que o PS desperdiçar.
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Quero clarificar o que escrevi no comentário anterior. Esta direita não tem mal nenhum. Simplesmente, é muito radical e fundamentalista e tem poucos adeptos. Tenho pena que não exista uma verdadeira direita popular, moderada e pragmática.
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A.M.
Concordo. Na verdade fiquei espantado com a tolice “neo-liberal” da treta do PPC na história da revisão constituicional. Mas com uma equipa liderada por Paulo Teixeira Pinto não seria de estranhar. Então o PPC quer que a classe média pague impostos e pague a saude e o ensino. Então um PSD não poderia defender uma saúde e ensino gratuitos de qualidade ?
Então o desenvolvimento económico não vem de uma população culta e saudável ?
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Bravíssimo!!
Bonito, bonito é nos EUA, sobretudo o sistema de saúde (tão abjecto (passe o eufemismo) que nem merece comentários).
Sobre esta obra prima recomendo esta leitura assaz pedagógica:
http://www.marketoracle.co.uk/Article23163.html
Os suecos, os finladeses, os dinamarqueses, os alemães (e mesmo os ingleses) estão tão horrorizados com o “Estado Social”, coitados……o que eles não davam para ter a equipa do Blasfémias a governá-los.
A tonteira dos liberalóides, a atirar “poeira para os olhos” dos artolas não tem limites.
Sabem, nem toda a gente passa a vida dentro do “rectângulo”. Há quem tenha passaporte, ok??
Quem trata o Mercado como se fosse o fim último da vida e como se fosse uma divindade pagã não merece muito crédito, até porque as falácias aqui defendidas podem ser facilmente desmontadas, visto que não existe nem um (repito:NEM UM) país que seja gerido de acordo com os despautérios fundamentalistas aqui defendidos.
” Esta é a explicação de não haver direita em Portugal. Nos outros países há direita, mas não é nada disto. ”
Exacto, Sr.Madureira. Exacto Sr-Albuquerque. Nem mais.
O que interessa a esta gente (marxistas ou a estes liberais radicais) é os livrinhos, o que lá está, a criarem o “Homem-Novo que (oh maçada!!), nunca mais aparece.
Uma tristeza mas, felizmente: NON PRAEVALEBUNT!
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Arnaldo Madureira,
A culpa de não haver direita em Portugal tem sido fundamentalmente do PSD, que em praticamente nada se distingue do seu irmão gémeo que é o PS. Como, de resto, as suas opiniões expressas nestes comentários bem o demonstram, já que praticamente tudo o que você diz pode – e é – subscrito pelo Partido Socialista.
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PMP
Alguns “liberais” dizem que não, que é mito. O PPC nem sequer diz que é a classe média. Diz que é quem pode pagar. Ora, a classe média não pode. Portanto, quem pode? Os 5% mais ricos?
–
Ideologicamente as propostas do PPC não me chocam nada. Tudo depende do que um governo possa fazer com elas… Mas um governo que queira mais prestadores privados de ensino e saúde já pode fazê-lo sem mudar a CRP. Portugal é dos países desenvolvidos que tem mais ensino e saúde privados.
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Não, não é do PSD, porque o PSD não é de direita.
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Rui A.,
.
Perante a esquizofrenia socialista (com três opiniões simultâneas ou consecutivas sobre cada assunto, conforme públicos, audiências, interlocutores, clientelas ou patos para esfolar), podemos estar aqui a discutir quais dos nossos comentadores são ou não parecidos com o Partido Socialista.
.
Nos últimos dias, dão-nos razão a nós sem no-la darem. Deixaram de falar em Estado Social, mas batem na tecla do Estado Social. (bom, do Estado para o Bem do Socialista, honestamente falando)
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rui a
A direita tem de ter o seu próprio partido. Depois se verá se isso esvazia o PSD. Nunca escondi, antes pelo contrário, que sou social democrata. Isso deve impedir-me de esperar que haja direita? Haver direita, é uma questão de saúde política. Choca-o? Sim, tenho algumas afinidades com o PS. As que é possível ter alguém que chegou à social democracia pela direita.
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«Não, não é do PSD, porque o PSD não é de direita.»
Pois não é. É socialista, como o PS. Uma originalidade portuguesa, que não se repete em país nenhum do mundo civilizado: dois grandes partidos socialistas de alternância governativa. É também por isso, e já agora, que as políticas dos dois partidos são iguais quando estão no governo.
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Quer proibir?
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“Não é o Estado Social que está a desaparecer, mas o Estado despesista, centralista, das acumulações de reformas, das PPP’s, dos institutos, das avenças sem fim, das empresas municipais, do compadrio e da corrupção,”
Como se houvesse piu-piu sem frajola.
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Já teve o seu percurso político, não teve? Já sabe quais são as dificuldades em angariar adeptos para as suas teses, não sabe? É o PSD que impede as pessoas de aderirem? Ou as pessoas é que não gostam dessas teses?
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O PSD manteve todos estádios do Euro 2004 e não eliminou institutos, EP’s e gabinetes, comissões, etc. Reforçou os monopólios da EDP e PT, enfim o PSD quando está no governo é muito parecido com o PS, mas mais trapalhão, e não tem uma unica ideia para o desenvolvimento económico.
Não seria possivel ao PSD aprender como se governa na Suecia e na Dinamarca ? Como são lá os sistemas/regimes e a organização do estado ? Então PSD não é social-democrata e não é nesses países que mais de debateu a social-democracia até antes da 2ª guerra ?
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jcd
quer ver que o sector privado é o único piu-piu que não tem frajola?
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PMP
Há qualquer coisa que, há dezenas de anos ou séculos, distingue os portugueses dos outros povos. Desde os que não se governam, nem deixam governar até aos bananas governados por sacanas. Os partidos são feitos desta gente. Somos o que somos.
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“Então um PSD não poderia defender uma saúde e ensino gratuitos de qualidade ?”
Excelente ideia, gratuito e de qualidade. Também quero, mas junto a essa lista o vestuário e a alimentação, que na lista das necessidades básicas dos cidadãos, estão à frente.
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” O Estado Social está, por todo o lado, a desfazer-se. ”
.
Mas é unicamente o Estado Social ? Parece que os ordenados, o investimento publico, entre outros, está a sofrer reveses.
Não percebo porque se omite outros dados.
Já agora, tudo começou como alguém disse em cima, com o inicio da crise – leia-se, crise na bolsa.
Tal como em 1927
E não existia Estado Social
tal como na menos conhecida crise de 1921 , já agora
.
E na BEM referida crise bolsista de 1906
.
http://logicasentida.blogspot.com/
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Essa do piu-piu é um grande argumento, sim senhor.
Sobre a simpatia por partidos, nem o PS nem o PSD me agradam nada, são ambos muito maus, despesistas e agora um deles descobriu uma certa queda “neo-liberal” quando o neo-liberalismo foi completamente desacreditado no crash de 2008.
O CDS até que tem algumas boas propostas mas falta-lhe não sei bem o quê, acho que é falta de cultura geral talvez.
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A minha utopia é a eleição uninomial dos deputados. Julgo que introduzir responsabilidade individual na eleição dos deputados quebraria a espinha dos partidos e melhoraria a qualidade da política nacional, tanto do lado dos deputados como dos eleitores.
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jcd
precisamente pela prioridade, vestuário e alimentação são acessíveis. saúde e educação não são.
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“Então não poderia defender uma saúde e ensino gratuitos de qualidade ?”
jcd ” Excelente ideia, gratuito e de qualidade. Também quero, ”
.
Acredito que sim, pois grande parte dos blasfemos, tem filhos no ensino do estado. Outros trabalham em estabelecimentos do estado. Outros, noutros sectores do estado.
E todos vão, ou têm familia que vão, à tal saúde do estado.
.
Em nome da coerencia, deviam deixar de ter os filhos lá. De trabalhar lá ou para lá. E de só ir a estabelicementos de saúde privados, junto com suas familias.
.
Lógica Sentida, at
http://logicasentida.blogspot.com/
.
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Para os “liberais” portugueses a diferença entre o PSD e o CDS é o tamanho. Se o CDS fosse maior, era do CDS que falavam.
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“Veja-se como a Suécia e a Dinamarca escapam à crise.”
Vejamos, a Suécia já teve crises que chegassem e bem grandes. É mesmo o único país que conheço que conseguiu reduzir despesa pública em democracia – chegou a ser superior a 60%. A Suécia esteve 25 anos com crescimento anémico, após ter sido um dos países com maior PIBpc do mundo, em meados dos anos 70. Procedeu a algumas reformas interessantíssimas – nomeadamente no ensino.
A Dinamarca continua a ser o mais ‘neoliberal’ dos países europeus, segundo todos os rankings publicados.
Tanto a Suécia como a Dinamarca são geridos por partidos liberais.
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O sr. jcd não sabe que em muitos países existe ensino e saude de qualidade gratuitos, pagos por impostos. Estes serviços sociais têm caracteristicas especiais e a sua gratuicidade acaba por beneficiar o desenvolvimento económico em geral, permitindo ao sector privado produzir vesturário e habitação e muitos outros serviços e produtos. Enfim o que se chama economia social de mercado, praticada em talvez 98% dos paises mais ricos do mundo, mas claro que é um sistema muito complicado para o sr. jcd compreender.
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Paulo Quintela
Já desafiei os blasfemos a fazerem um registo de interesses dessa natureza. E eu, que o rui a diz que sou tão socialista como o PS, é que tive os filhos no Colégio Luso-Francês (sem subsídio) e sou cliente do Hospital da Arrábida, da Clipóvoa, da Urgência Ormasa na Casa de Saúde da Boavista, etc.
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Que Portugal é pobre por natureza já sabemos
Afirmar que é “fraco pela História” dispensa quaisquer comentários.
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Paulo Quintela
“Em nome da coerencia, deviam deixar de ter os filhos lá. De trabalhar lá ou para lá. E de só ir a estabelicementos de saúde privados, junto com suas familias.”
Vamos fazer assim: deixo de pagar a parte que o estado me cobra em saúde e educação e eu deixo de usar os serviços do estado. Vale?
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jcd
esses partidos liberais não praticam o que você defende. vá ver os indicadores desses países e os programas dos partidos e dos governos. junte aí os liberais ingleses do nick clegg, que também estão no governo e os alemães que já fizeram tantas coligações com os sociais democratas.
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jcd
por mim, não vale. acho que devemos pagar para nós e para quem não pode pagar.
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“A minha utopia é a eleição uninomial dos deputados. Julgo que introduzir responsabilidade individual na eleição dos deputados quebraria a espinha dos partidos e melhoraria a qualidade da política nacional, tanto do lado dos deputados como dos eleitores.
Tenho sérias dúvidas. Embora a ideia me atraia, imagino um parlamento cheio de Narcisos e Mendes Botas. Gente com qualidade não gosta de circos e uma eleição uninominal é um circo.
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jcd
já que gosta tanto dos liberais da suécia e da dinamarca, deve concordar com as despesas públicas em educação e saúde que eles têm praticado.
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o circo americano! terror!
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«Ou as pessoas é que não gostam dessas teses?»
É verdade que não gostam. Sobretudo as que ocupam lugares de responsabilidade nos aparelhos partidários.
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os narcisos e os botas já lá estão seleccionados pelas direcções dos partidos. se forem para lá eleitos inquivocamente pelos eleitores, já ganhávamos alguma coisa.
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rui a
tem razão. mas se agradesse aos eleitores, já teria nascido algum partido que defendesse essas ideias e teria tido suceso.
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jcd
“por mim, não vale. acho que devemos pagar para nós e para quem não pode pagar.”
Era bom se fosse só assim. Mas acontece que pagamos por nós, por quem pode pagar e não quer, por quem não precisa mas usa porque é de borla, por quem não pode e por uma insuportável burocracia de gestão pública, absolutamente desnecessária. E como somos todos mais pobres pelo desperdício e pela má alocação de recursos que a gratuiticidade sempre gera, há mais a necessitar e menos com recursos para pagar.
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a direita não se interessa pela política, porque o socialismo dá-lhe negócio.
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jcd
como diz o joão miranda, é um faco da vida. modere-se. acabar com a educação e a saúde “gratuitas” é emenda pior que o soneto.
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“jcd
esses partidos liberais não praticam o que você defende. vá ver os indicadores desses países e os programas dos partidos e dos governos. junte aí os liberais ingleses do nick clegg, que também estão no governo e os alemães que já fizeram tantas coligações com os sociais democratas.
Se o PSD fosse 10% do que é o Partido Venestre da Dinamarca (que se classifica a si próprio como liberal pro-market e é apodado de neoliberal pelos sociais democratas dinamarqueses como o Arnaldo), eu seria provavelmente militante do PSD.
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jcd
quem pode pagar e não quer? são as regras, as opções são definidas nas eleições. quem não quer emigra para onde for diferente. conhece algum sítio decente onde seja diferente?
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Arnaldo Madureira
” Já desafiei os blasfemos a fazerem um registo de interesses dessa natureza. ”
.
É mais uma que é bom, só para os outros.
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“como diz o joão miranda, é um faco da vida. modere-se. acabar com a educação e a saúde “gratuitas” é emenda pior que o soneto.
Não são gratuitas. São, antes pelo contrário, caríssimas.
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jcd
esqueça o psd. o psd não é “liberal”. é social democrata. colabore a fundar um partido da sua corrente liberal.
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“jcd
quem pode pagar e não quer? são as regras, as opções são definidas nas eleições. quem não quer emigra para onde for diferente. conhece algum sítio decente onde seja diferente?”
Conheço. Muitos. Já emigrei. Portugal já perdeu parte significativa dos meus impostos.
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Não seria possivel ao PSD aprender como se governa na Suecia e na Dinamarca ?
Seria, se não tivesse falecido Francisco Sá Carneiro. O PSD de hoje, não tem nada a ver com o PSD ideológico de Sá Carneiro. Tornou-se um coliseu dos poderosos e barões, e é por isso que hoje serve os interesses de alguns. Por isso é que é a mesma face do PS, e nunca será uma alternativa enquanto não romper com o que se transformou.
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se forem privadas não são mais baratas. nem nos eua a saúde privada é mais barata.
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a saúde privada, se não for paga com impostos, é só para ricos.
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“Não são gratuitas. São, antes pelo contrário, caríssimas.”
.
Por isso me faz tanta impressao, que quem é contra, no entanto utilize esses mesmos serviços
E aproveite para não pagar.
E lá trabalhe.
E noutros sectores do estado
.
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“se forem privadas não são mais baratas. nem nos eua a saúde privada é mais barata.”
Pois não. É a nossa sorte. 90% dos medicamentos que usamos nascem nos países de saúde cara. Já pensou porque é que tantos medicamentos vêm da Suiça?
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Os anti-guerra, nos eua, não vão para a guerra
Eu que não sou feminista, não utilizo os serviços delas.
(bem alguns são proibidos para homens e crianças, mas isso é outra conversa)
Eu que só contra várias coisas, não as utilizo, sempre que possivél.
Jamais iria trabalhar para um sector feminista radical.
.
Mas vcs utilizam, tem familia que utilizam, não pagam, e ainda trabalham para lá.
E querem os vossos filhos lá, seja saude ou ensino.
.
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“Por isso me faz tanta impressao, que quem é contra, no entanto utilize esses mesmos serviços
E aproveite para não pagar.
Não pagar? Claro que se paga. Então o imposto não é um pagamento?
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Então confirma que utiliza, etc etc etc.
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“a saúde privada, se não for paga com impostos, é só para ricos.”
Coitados dos suíços. Devem andar a morrer pelos cantos.
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Algo mais que gostaria de acrescenter. Eu não creio que o Rui A. se refira ao Estado Social per se como o grande culpado pelo colapso da nossa República. Acho que no texto, Rui A. demonstra claramente que está a falar neste “Estado Social”, fundado pela Esquerda, distorcido, que permitiu ao longo dos anos levar a este descalabro, e implodir o nosso sistema social. Esta pervesão do verdadeiro Estado Social, que deu poder a muitos e que durante anos iludiu a nossa sociedade sob falsas pretensões.
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“Então confirma que utiliza, etc etc etc.”
Utilize ou não, pago sempre.
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deve ser porque na suíça não há educação e saúde “gratuitas”. acha que não? quem disse que o sector privado não é produtivo? o sector privado e o sector público têm, ambos, o seu lugar. há funções que devem ser exclusivamente públicas, outras privadas e outra mistas.
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Isto está tipo conversa do twitter.
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«já teria nascido algum partido que defendesse essas ideias e teria tido suceso»
Não defendo a existência de partidos liberais, o que considero uma incompatibilidade por natureza. Tenho escrito bastante sobre isso e, por isso, não posso aceitar o seu argumento. O liberalismo não é uma ideologia, mas uma filosofia política, isto é, não é programático, mas pedagógico. Não serve para governar o estado, mas para impor limites ao governo do estado.
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Deixe lá os suiços, que tem exceentes empresários. E pouca gente sabe como funciona lá a saude, embora eu duvide que seja toda privada. E como já apanhei várias mentiras e impressições graves de blasfemos, escusa de dizer que não existe escolas nem hospitais do estado na suiça, que não acredito. Desculpe
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jcd
processando…
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pedagógico, ou anti-pedagógico, pois não tem nexo nenhum
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Na Suiça o sistema de saúde é baseado em seguros.
A grande diferença é que a protecção social é destinada aos que dela necessitam. Em Portugal, até queremos dar protecção aos Belmiros.
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Concordo com o post de madureira, das 00:37
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Até nos hospitais do estado, tem senhas , cores , etc.
Aqui , privados, ethehe, nem um contador de posts têm.
E JÁ TIVERAM
É a iniciativa privada portuguesa, em todo o seu explendor.
Já tiveram, funcionava bem, e deixaram de ter, ehe
.
Ai ai.
.
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Uma pessoa que tenha uma doença qlq, não é aceite por seguradoras.
Há tempos, ouvi uma pessoa a dizer isso, e a avisar outras.
Ouve uma que chegou à conclusão que o seguro que tinha, era inválido, porque nem lhe perguntaram nada, nem ela se lembrou de rereferir a doença. Mas quando houver “azar”, é anulado, explicaram-lhe.
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“Uma pessoa que tenha uma doença qlq, não é aceite por seguradoras.”
Justamente nesses casos é que o estado faz falta, para garantir o acesso aos sistemas de saúde e ensino a toda a gente, o que é um universo diferente do que temos hoje, em que o estado quer funcionar como garante, provedor do serviço em regime de quase-monopólio e regulador.
Na criação de uma ‘safety-net’, admito que nenhuma organização seja mais vocacionada que o estado. Na gestão de escolas e de hospitais tenho todas as dúvidas.
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pois é também há vigaristas no sector privado, não é s+ó no público
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jcd
então deixe concorrer como noutros países
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Querem falar a sério ? Falem das organizações feminsitas, que se fartam de chupar dinheiro , aos contribuites, para alegadamente, defender mulherres.
Ou seja, nem teoricamente, os homens vão beneficaiar alguma vez disso.
É pior que as scuts. Ai, poderemos um dia passar. Nas organizações feministas, nem homens, nem crianças, nem as mulheres que são contra, irão utilizar um dia, porque ESTAMOS PROIBIDOS.
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Os vigaristas no privado, duram pouco. No público, eternizam-se.
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http://www.nationmaster.com/graph/hea_exp_tot_of_gdp-health-expenditure-total-of-gdp
http://www.nationmaster.com/graph/hea_exp_pri_of_gdp-health-expenditure-private-of-gdp
Suíça despesa de saúde total 11,5% PIB privada 4,77% pública 6,73%
Portugal despesa de saúde total 10% PIB privada 3% pública 7%
O estado gasta o mesmo.
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E deve ser cada vez mais, uma pipa de massa.
Só centros para falsas queixas de violencia doméstica, devem estar a crescer que nem cogumentosl
Calcula-se, que 80 % das mulheres que lá entram, são complemente mentirosas.
(dados dos eua).
E utilizam esses centros de “violencia doméstica para mulheres”, para evidente, ganharem o divórcio ou separação
Ganham o divórcio, o poder paternal, e assim, a casa, os filhos, uma pensão de alimentos, uma pensão ao conjugue (para elas, por vezes), e até podem se vingar e enviar um gajo para a prisa.
Quanto é totalmente falso.
Nos EUA, são centenas.
NO uk, a ultima vez que soube , eram 80 e tal.
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Como é que duram pouco se continuam há décadas a fazer o mesmo nos seguros de saúde?
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crescer que nem cogumelos. /
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Até amanhã
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JCD, discordo de monopólios, seja qual forem. Privados, do estado, mistos, sei lá.
Monopólios são monopólios
Gosto de ter seguros, o estado, etc.
Até a Igreja E os protestantes… ºNisso concordo consigo. Se uma coisa falha, vamos ou tentantos ir a outra.
Se houver monopólios, acabou.
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http://www.nationmaster.com/graph/hea_hea_car_fun_pri_per_cap-care-funding-private-per-capita
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_pharmaceutical_companies
Porque será que as empresas da lista embaixo são quase todas dos países que lideram a lista de cima? E mesmo as que não são, nasceram de fusões com empresa desses países (a Kline era americana, a Aventis nasce da aquisição de uma empresa americana e outra alemã por uma francesa).
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Sobre este tema:
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jcd 00:28
Então, sff, diga-nos para que país emigrou.
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Então, sff, diga-nos para que país emigrou.
Eu vi-o às compras no Bangladesh.
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” O problema reside, como é mais do que óbvio, no modelo político e social que escolhemos na Constituição de 76 e em que nenhum governo português, de então para cá, decidiu tocar.”
Julgo que o seu modelo de CRP, publicado seria um sucesso, aproveite a onda…
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jcd
A razão da industria farmaceutica ter muitas grandes empresas de paises desenvolvidos tem a ver com a aposta que eles fizeram à uma centena de anos na educação básica e superior.
Tem a ver também com uma progressão natural das empresas, que começando mais cedo numa certa tecnologia vão crescendo ao longo de décadas. Mas essa tecnologia é muitas vezes criada a partir de pesquisa universitária, quando ainda pouco conhecida noutros países ou noutras zonas do planeta.
O desenvolvimento económico quese sempre foi nos paises de sucesso uma parceria entre o sector público e o privado. Por isso defendo em Portugal que os fundos públicos sejam retirados da burocracia despesista e do compadrio e passados para sistemas de educação e inovação de nivel internacional.
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Arnaldo
Duas notas: nas estatística de percentagem de PIB gasto na saúde são feitas pelo lado do pagador. Para compreender melhor, se um funcionário público, por exemplo, for a um hospital privado, aparece nas estatísticas como despesa pública, uma vez que o seguro obrigatório é pago pelo estado.
O mesmo acontece com as despesas de saúde dos reformados, segurança social e comparticipações várias. Mas os beneficiários têm o direito de escolher onde querem ir e grande parte dos prestadores de saúde suíços são privados e trabalham em regime de livre concorrência. Ou seja, por trás do custo público está um mercado a funcionar.
O mesmo se passa, por exemplo, na Suécia ou na Bélgica, com a educação. Embora apareça na quase totalidade como custo pública, a existência de um sistema de vouchers faz com que do lado da oferta haja um mercado concorrencial.
Dizia o Prof. António Borges que mais importante do que gastar é como se gasta e o estado deveria fazer tudo para não destruir os sistemas de incentivos à economia. Em Portugal, destrói, porque o estado, em vez de ser um garante do acesso ao sistema, é um mau prestador de serviços.
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“jcd 00:28
Então, sff, diga-nos para que país emigrou.”
Se ler alguns dos meus posts, descobre facilmente.
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jcd
então defende saúde e ensino gratuitos (pagos por impostos progressivos) mas cuja operação possa ser feita por entidades privadas ou públicas ?
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Excelente post !
Porém 2 erros inaceitáveis:
1. Confunde Estado Social com Estado despesita (como refere bem PMP);
2. A economia nacional está destruída: É um vício de raciocínio elitista, centralista e lisboeta. De facto a economia de Lisboa é apenas bens e serviços não transaccionáveis, mercado interno, endividada, encostada ao Estado Central. Porém no Norte e Centro é ao contrário, existe balança comercial equilibrada, a demografia está equilibrada, as agências bancárias tem excesso de poupança, as EFACECs e Bials tem sede a norte, etc, etc.
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“jcd
então defende saúde e ensino gratuitos (pagos por impostos progressivos) mas cuja operação possa ser feita por entidades privadas ou públicas ?
Gratuitos para quem não pode pagar. Claro, a prestação do serviço deve ser feita por quem o saiba fazer melhor – raramente é o estado.
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PMP
No caso do ensino, há uma alternativa interessante, que é considerar o financiamento público como um empréstimo, que será pago mais tarde através de um suplemento fiscal. Como as pessoas com melhor formação têm habitualmente melhores salários, poderão contribuir mais para pagar o benefício que lhes foi oferecido pela sociedade.
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jcd
explique melhor por favor como se pagaria a saude em portugal na sua versão.
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jcd,
mas o ensino e a saúde devem ser considerados os meios para dar a todos as mesmas oportunidades à nascença, assim o empréstimo em vez da assunpção do custo publico do ensino prejudicaria os filhos das classes com menos rendimentos.
De qualquer forma quer a ADSE quer muitas escolas privadas do ensino básico e secundário têm custos inferiores ao SNS e aos custos do ensino publico oficial, pelo que o estado pode fácilmente poupar dinheiro e ter melhores serviços convencionando com operadores privados a prestação dos serviços universais de saúde e educação tendencialmente gratuitos (pagos totalmente por impostos regressivos).
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PMP dixit:
“Combater o complexo despesista das PPP’s, EDP’s, RTP’s, CP’s, etc. é totalmente correcto, mas querer privatizar totalemente a saúde, o ensino, e retirar apoios aos mais pobres, jovens e desempregados é totalmente errado, pois esse sistema nunca funcionou em lado nenhum do mundo.”
CLAP CLAP CLAP
Desde o Bochechas até hoje (onde o jovem Lacão já é ministro) que isto se perpectua, transversalmente, por mim, esquecendo esses rótulos são ambos os partidos xuxalistas ou são ambos de direita. Comem juntos, tratam-se bem no jogo da cadeira e raramente se zangam no privado…uma teia de compromissos e interesses (desde as jotas até aos cargos executivos) que qual bola de neve tudo engole e tudo tritura.
Só não vê quem não quer pôrra!
Coisas simples, sem demagogias ou interesses pessoais…coisas simples e humanas (não sociais).
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Arnaldo Madureira
Posted 4 Outubro, 2010 at 00:05 | Permalink
________
Olhe que sim, Snr. Arnaldo Madureira . . .
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O post é excelente, e os comentarios de uma maneira geral pertinentes, expondo os pontos de vista de quem os faz. No entanto, Portugal e os portugueses teem caracteristicas unicas na Europa cujo modelo queremos seguir, o que na minha opinião faz esta discussão cair num saco roto.
O que aconteceu em Portugal nos ultimos 15 dias, para não ir mais longe, é de uma enorme gravidade, e a que é que estamos a assistir entretanto? ao branquamento de politicas, que nos ultimos dois anos teem raiado a loucura de quem as põe em pratica.
MRSousa, que tem sido um dos arautos dessas politicas lembrando ao mesmo tempo que é do PSD, classificou ontem a estrategia de Socrates de inteligente, quando açambarcou em tres dias seguidos os horarios nobres dos canais de televisão, onde foi vender um chorrilho de mentiras, com a cumplicidade incompetente de quem o entrevistou: Judite de Sousa na RTP, e Constança da Cunha e Sá na TVI.
Portanto, factos que em qualquer país civilizado poriam o 1º ministro e o governo com 10% nas sondagens, aqui neste nosso cantinho o partido que suporta o governo, continua com uma percentagem nas sondagens que provavelmente lhe permitiria ganhar eleições legislativas se as houvesse.
O que é que pode explicar uma coisa destas? Um povo estupidificado? falta de cultura democratica? não sei.
O que sei é que a governação socretina/socialista, já levou este país para um beco de onde muito dificilmente sairá.
O melhor que o PSD tem a fazer, é abster-se na votação do orçamento para 2011 com uma violenta declaração de voto e deixá-los continuar a obra de demolição de um país com 850 anos. O pagode há-de-se fartar um dia.
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PPC e o PSD devem votar contra este orçamento que mantem o despesismo no sector publico e o compadrio nas PPP’s.
Pactuar com o aumentar de impostos sem reformar o sector público é um erro.
Eliminar a acumulação de reformas milionárias, reduzir em 25% os fornecimentos externos e reduzir em 25% as entidades públicas e respectivas chefias é indispensável para a moralização do estado.
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Rui A.
Excelente post. Dê-nos mais destes.
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jcd 10:07
1 – Se não estivessemos a discutir quem paga, não teria apresentado aqueles dados.
Questão: quer estudar o custo-benefício de vários sistemas de saúde?
2 – Levanta a questão, sobre a qual já me pronunciei várias vezes, de saber quem presta os serviços. Eu continuo a pensar que deve haver concorrência entre serviços públicos, serviços privados pagos com impostos e serviços privados pagos directamente pelos clientes. Infiro, de tudo quanto já foi escrito antes, que o jcd tem uma clara preferência de princípio pelos serviços privados pagos directamente pelos clientes.
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“Infiro, de tudo quanto já foi escrito antes, que o jcd tem uma clara preferência de princípio pelos serviços privados pagos directamente pelos clientes.”
Sem margem para dúvidas, julgo que deve ser essa a base de qualquer sistema. As alternativas deverão ser sempre as excepções.
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jcd 01:13
A que propósito julga que me custa saber que as empresas farmacêuticas são privadas? É óptimo que assim seja. E é natural que a investigação básica seja feita, na maior parte, no sector público; a investigação aplicada no sector privado.
Julgo que está a cometer o erro de pensar que, por defender serviços públicos e serviços pagos por impostos, sou contra as empresas privadas. Se está, é erro seu, porque nada do que escrevi lhe permite concluir tal coisa. Não reconheço superioridade a qualquer dos sectores sobre o outro. Defendo concorrência entre ambos, incluindo financiamento público a ambos. Os comunistas devem escolhar serviços públicos. Os “liberais”, serviços privados independentes. Eu, que não sou fundamentalista, posso escolher livremente o que me apetecer.
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Vamos lá ser serios, e por as coisas no seu devido lugar: Portugal produz riqueza para sustentar um estado social ainda que incipiente? O resto é discutir o sexo dos anjos. Basta olharmos com atenção para o que passa à nossa volta: somos o país que mais gasta per capita com a educação e com a saude, e os resultados são o que nós sabemos. Na segurança social fez-se uma reforma baseada no empobrecimento das reformas das gerações que veem a seguir, e que estão a pagar as reformas dos actuais reformados! grande reforma, feita à custa do dinheiro alheio.
Não tenhamos ilusões: com os encargos para as contas publicas que este governo nos tem arranjado, o estado social é para nós portugueses uma quimera nos proximos 20 ou 30 anos.
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ACS,
pois é , é preciso criar riqueza a partir do crescimento económico, que se faz a partir da inovação e da tecnologia, que vem da educação e da pesquisa, que vem do esforço do estado num sistema de ensino universal gratuito, exigente e de grande qualidade.
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“Os comunistas devem escolher serviços públicos. Os “liberais”, serviços privados independentes. ”
Sem qualquer ironia, esta foi directa à essência filosófica da questão/abordagem.
E, dos dois lados extremos da questão, sem qualquer solução.
Two faces of the same coin.
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O problema é estrutural, simplesmente estrutural. Não é com remendos, erros e omissões ou trabalhos imprevistos que se remenda o problema…é necessário um reset. (ponto)…um reset funcional por quem tenha valores, dignidade e deveres (Procura-se quem os tenha para os lados de S. Bento).
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” Vamos lá ser serios, e por as coisas no seu devido lugar: Portugal produz riqueza para sustentar um estado social ainda que incipiente? ”
Acrescento : se não acrescenta, de certeza que a culpa não é dos trabalhadores. Ainda há pouco tive que ser eu, a explicar a diferença aqui , entre produtividade e trabalho. Imagine-se
Segundo, quem le isto, parece que a unica despesa do estado, é com o estado social. Como saude e educação.
Dar a entender isto, não é falacioso. Desculpem, é mentiroso.
Existem muitas outras despesas, e já disse uma em concreto em cima, e que tanto mal faz à sociedade, às pessoas.
Terceiro, se não produz riquesa, parece estar subjacente uma critica a muito empresariado, pois por defenição, são eles que produzem grande parte da riqueza .
Quarto, se não produz riquesa, e quer-se cortar subsidios, saude, ensino, então vai-se criar pobreza. Miséria.
O mais parecido que encontro, é na realidade, o Bangladesh
Lá não há escolas, ordenados baixos, roubos, não há saude, etc. E só tem quem paga.
Mas acontece, que até mta pequena burguesia, vai para o estrangeiro.
Pudera. Não tem mercado, nem perspectivas futuras disso.
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*errata : Acrescento : se nãoproduz riquesa para sustentar ….
* Lá não há escolas, os ordenados SÃO baixos, HÁ roubos, não há saude, etc. E só tem SAÚDE E ENSINO quem paga.
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” Vamos lá ser serios, e por as coisas no seu devido lugar: Portugal produz riqueza para sustentar um estado social ainda que incipiente? ”
Acrescento : se não acrescenta, de certeza que a culpa não é dos trabalhadores. Ainda há pouco tive que ser eu, a explicar a diferença aqui , entre produtividade e trabalho
Espero que não esteja a sugerir que a culpa de não sermos capazes de pagar o estado social que deseja é dos que produzem porque, na sua opinião, deveriam produzir mais para pagarem mais impostos…
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Portugal deve ter uma estratégia para produzir riqueza, que não passa por PPP’s , nem TGV’s nem desperdicios, nem avenças, nem consutadorias, nem pareceres e compadrios no sector publico.
Passa por reduzir a contribuição para a segurança social para as PME’s, passa por alocar os incentivos e subsidios ás empresas exportadoras, passa por fortalecer e criar clusters regionais na industria e no desenvolvimento rural, passa por ter uma educação gratuita de qualidade, passa por colocar o ensino superior a trabalhar com as empresas em inovação e desenvolvimento, passa por eliminar a maioria dos subsidios a fundo perdido e substitui-los por capital de risco publico, passa por ter uma saude gratuita e de boa qualidade de forma a reduzir os gastos das familias nesse item, etc.
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O facto de não termos dinheiro para pagar o ” estado social” que gostariamos de ter parece-me indiscutivel: foi o que eu quiz dizer, e mantenho. Dopois falei da saude , da educação sobre as quais continuamos a despejar rios de dinheiro com resultados muito discutiveis. E falei da reforma da segurança social que é uma falacia, porque está a tirar aos filhos para dar aos pais. Finalmente acusei o governo de ter comprometido o futuro deste país por longos anos.
Mas salvo no que diz respeito ao governo, não acusei ninguem de coisa nenhuma. Limitei-me a constatar a (triste) realidade portuguesa.
Sabe Sr Quintela, eu tenho idade suficiente para saber como o progresso e bem estar social dos europeus da “CEE” foi conseguido: com muitos sacrificios, e muito trabalho, para que os que vieram depois, não tivessem que passar pelo que passaram os mais velhos. Infelizmente em Portugal fomos atrás das quimeras, e dos amanhãs que cantam e outras balelas do genero, e temos o que está à vista: o futuro de varias gerações comprometido, e um EMPOBRECIMENTO geral da população. Só não vê quem não quer, e claro o Socrates.
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Parece que os priniais países da Europa Ocidental, primeiro acumularam riqueza com
muito trabalho e tecnologia avançada para terem agora o tal Estado Social, nós começámos
por gastar em futilidades, ou roubando, as reservas de ouro do Salazarismo, depois as generosas contribuições da Europa com Cavaco/Guterres foram delapidadas sem preocupação de criar
infraestruturas (indústria, agricultra-pescas) potencialmente reproutivas.
Agora com a Crise e a loucura de despesissmo desenfreado do Sóccrates levou a Europa a dizer: BASTA, SEUS PARASITAS , agora vão trabalhar malandros!
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jcd 14:30
Pois, é uma preferência tão respeitável como outra qualquer. E assim será sempre que a maioria concordar consigo.
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“Espero que não esteja a sugerir que a culpa de não sermos capazes de pagar o estado social que deseja ”
.
Eu não desejo nada. O estado social sempre existiu. Agora, depois da crise bolsista, há quem Deseje acabar com ele. Não percebo a “causa-efeito” .
.
” é dos que produzem porque, na sua opinião, deveriam produzir mais para pagarem mais impostos… ”
Na minha opinião ? Nao fui eu que disse, que não se produzia o suficiente.
.
http://logicasentida.blogspot.com/
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“Espero que não esteja a sugerir que a culpa de não sermos capazes de pagar o estado social que deseja ”
.
Eu não desejo nada. O estado social sempre existiu. Agora, depois da crise bolsista, há quem Deseje acabar com ele. Não percebo a “causa-efeito” .
.
” é dos que produzem porque, na sua opinião, deveriam produzir mais para pagarem mais impostos… ”
Na minha opinião ? Nao fui eu que disse, que não se produzia o suficiente.
.
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Bem podem dizer que não temos dinheiro para pagar o estado social. Como muitos outros países temos 7% do PIB para despesas públicas de educação, mais 7% do PIB para despesas públicas de saúde, mais uma outra percentagem do PIB (que não vou quantificar agora) para despesas públicas de segurança social. O resto, equacionem como quiserem.
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JCD, veja como quem disse isso, continua a dizer
” O facto de não termos dinheiro para pagar o ” estado social” que gostariamos de ter parece-me indiscutivel: foi o que eu quiz dizer, e mantenho. ”
.
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E o PIB não é maior, porque não produzem. É o que se diz .
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—> A bandalheira generalizada anda por aí:
– o pessoal [a maioria dos europeus] não se preocupou com a constituição duma sociedade sustentável (média de 2.1 filhos por mulher)…, face à falta de sustentabilidade do sistema de pensões de reforma… fazem monumentais manifestações [ver os pré-pensionistas francesas] contra as medidas que visam devolver sustentabilidade ao sistema de pensões de reforma!… etc.
—> A BANDALHEIRA destrói tudo e mais alguma coisa… só a ruptura com a bandalheira permitirá salvaguardar alguns valores…
– Um exemplo: quem quiser ficar à mercê do pessoal [africanos, ISLÂMICOS, etc] que anda numa corrida demográfica pelo controlo de novos territórios… que faça bom proveito: tchau!…… Agora, para que a Identidade Étnica Europeia possa sobreviver, antes que seja tarde demais, há que mobilizar aquela minoria de europeus que possui disponibilidade emocional para abraçar um projecto de Luta pela Sobrevivência… e… SEPARATISMO-50-50!…
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Tomates??? Isso já eu recomendei… mas aos cestos…
http://opiquenoburgues.blogspot.com/2010/09/economia-e.html
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“se não acrescenta, de certeza que a culpa não é dos trabalhadores.”
Os trabalhadores em frente da suposta incompetência dos empresários deveriam eles tornar-se empresários. Há alguma lei de sangue que impeça tal coisa? Talvez a xenoclassofobia das ideias marxistas…
Se 95% das pessoas querem ser empregados não há muita competição na criação de empresas.
Um Estado com um sistema de Educação e Saúde que assume pessoas são incompetentes e devem ser vassalas do Estado nunca vai deixar nascer suficientes pessoas com iniciativa. A grande maioria naturalmente acomoda-se e conforma-se desde criança a este estado de coisas.
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Lei de sangue ? Quem falou nisso foi vc. Mas de certeza que sem ensino, sem saúde, é impossivél um trabalhador criar familia, quanto mais uma empresa. Alías, duvido que ter trabalhadores sem ensino e sem saúde, vá beneficiar alguma coisa os empresários portugueses.
A ideia, convém dizer, é de quem as diz. A defesa disto, é de quem o faz. Que clama ser bom para os empresários até, terem trabalhadores sem ensino, sem saúde, sem reformas.
,
(ahh, querem pagar menos ordenados, dar mais horas de trabalho, mas vão pagar seguros aos trabalhadores ? contribuir para a educação dos filhos ? e gerações seguintes , ehe.
.
Como não o fazem, pelo contrário, é por isso que os impostos são obrigatórios, para funções básicas como saude, reformas, ensino, etc)
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Já foi respondido, que com baixos ordenados (agravado agora por sem ensino), ser impossivél poupar para depois investir.
Acrescento eu, mais uma consequencia de baixos ordenados
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LL você é empresário ? Quantos empregos criou ? Qual a sua formação académica e onde a tirou ?
Eu sou empresário sem subsidios, com um curso numa universidade pública, e sei que é muito dificil criar e manter empresas. O Estado foi inventado para organizar a sociedade, e pode e deve intervir na criação de emprego quando o sector privado não consegue. Muitas grandes empresas industriais de sucesso na europa foram/são apoiadas pelos estados.
Ter uma educação e saude de qualidade e universais são a base para uma boa economia.
O erro está em ter um estado despesista que paga salários acima do sector privado para as mesmas funções, e que contrata fora serviços, avenças, consultadorias através do compadrio. Isso é que manieta a verdadeira iniciativa privada.
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