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Complicadex

5 Outubro, 2010
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Portugal aparece em 135º lugar num ranking que compara o tempo perdido pelas empresas para cumprirem com as suas obrigações fiscais em 2010. Cada empresa portuguesa gasta, em média, 328 horas por ano apenas para lidar com a burocracia fiscal, apesar de ter um número de pagamentos anuais reduzido. No mesmo estudo, Portugal está em 100% no montante total de taxas palas empresas em percentagem dos lucros.

.

De entre os países com sistemas fiscais complexos, chamo a atenção para estes:

.

Ranking

Tempo Perdido

Nível de Impostos

Número de Pagamentos

Global

Irlanda

11

26

21

6

Dinamarca

41

36

21

13

EUA

69

118

61

30

Suécia

34

144

3

42

Grécia

88

124

30

76

Espanha

84

148

14

78

Portugal

135

100

14

80

Venezuela

176

156

176

182

.

O ranking é liderado por países de fiscalidade reduzida como as Maldivas, Qatar, Kuwait, Emiratos, Bahrein ou Arábia Saudita. De entre os países de fiscalidade complexa, Hong Kong, Singapura, Irlanda, Nova Zelândia, Dinamarca e o Reino Undo, lideram.

15 comentários leave one →
  1. Piscoiso's avatar
    5 Outubro, 2010 12:28

    Pois, agora falta o tempo perdido pelas empresas para não cumprirem com as suas obrigações fiscais.

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  2. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    5 Outubro, 2010 13:32

    Conclusão: as empresas e a burocracia são de fraca qualidade.

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  3. jcd's avatar
    5 Outubro, 2010 13:49

    Arnaldo

    Como chegou a essa conclusão?

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  4. votoembranco's avatar
    votoembranco permalink
    5 Outubro, 2010 13:50

    Aparentemente não terá muito a ver com o seu post mas … já leu a entrevista do Henrique Neto no Público!

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  5. PMP's avatar
    PMP permalink
    5 Outubro, 2010 14:02

    O sector privado por definição faz o melhor que pode e sabe e tenta maximixar os seus legitimos interesses privados e depois paga impostos e taxas.
    O estado tem a obrigação de estar à frente do sector privado e contribuir em todas as áreas para a melhoria da qualidade de vida. É muito fácil querendo melhorar/diminuir a burocracia do estado.
    Reduzir em 25% o numero de entidades públicas seria um bom primeiro passo.
    Vamos copiar a Suécia e Dinamarca.

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  6. fj's avatar
    5 Outubro, 2010 14:02

    interessante tempo perdido … talvez por isso esteja justificado a falta de pagamento e atrasos nas obrigações fiscais e sociais…
    estes relatórios estatisticos valem o q valem, mas não concordo com os numeros apresentados…
    actualemte há métodos que diminuiem o tempo gasto, só q muitos não os utilizam, quiçá por opção ou por desconhecimento.

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  7. fj's avatar
    5 Outubro, 2010 14:03

    * actualmente

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  8. tric's avatar
    tric permalink
    5 Outubro, 2010 14:36

    Um Governo de Salvação Nacional Cristão, please!! isto está “complicadex”…very,very “complicadex”

    Publico
    (…)Entre as medidas previstas no anteprojecto do OE está um novo imposto extraordinário sobre os lucros das empresas gregas, que permitirá ao Estado encaixar um milhar de milhão de euros. Outro tanto virá do alargamento da base de tributação e do aumento do IVA em alguns bens e serviços (…)

    (…)De acordo com as previsões do Governo, a taxa de desemprego deverá atingir os 14,5 por cento no próximo ano e os 15 por cento em 2012. Depois de uma contracção de quatro por cento este ano, a economia grega deverá recuar 2,6 por cento em 2011, devido à queda do consumo privado e do investimento. A dívida pública, que rondará actualmente os 133 por cento do PIB, chegará no próximo ano aos 145 por cento” – Publico online 04-10-2010

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  9. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    5 Outubro, 2010 15:23

    jcd
    os empresários podem emigrar para esses países, mas não emigram. porque será?

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  10. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    5 Outubro, 2010 15:23

    como é que se põe o vídeo no comentário?

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  11. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    5 Outubro, 2010 15:27

    jcd
    não fique qualquer dúvida para posteriores comentários. escrevi que a burocracia é fraca (=má). tudo devia ser simples. a burocracia, as leis, tudo. obviamente.

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  12. jcd's avatar
    5 Outubro, 2010 15:44

    “os empresários podem emigrar para esses países, mas não emigram. porque será?”

    Muitos emigram. Cada jovem que sai de Portugal é um potencial empresário que se perdeu. Outros deixam de investir em Portugal.

    E os mais velhos não saem porque são portugueses, nasceram aqui, têm aqui as famílias e os amigos. Posso perguntar-lhe o mesmo, porque não emigra para os países que julga serem melhores que Portugal?

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  13. Ana Vasconcelos's avatar
    Ana Vasconcelos permalink
    5 Outubro, 2010 16:01

    Posso dar um exemplo:
    Uma amiga minha morreu em Fevereiro. O óbito foi comunicado ás finanças em Maio.
    Em Agosto as Finanças enviaram uma carta à morta perguntando porque não entregara a declaração de IRS.
    Dirigi-me ás finanças e expliquei o sucedido mas foi-me dito que alguém teria que apresentar tal declaração. Expliquei que não havia ninguem que tivesse dados suficientes para o fazer.
    E então a funcionária, consultando os ficheiros e percebendo que a minha amiga tinha sido funcionária publica, deu-me todos os dados necessários para que eu preenchesse a declaração e lha devolvesse.
    Maior perda de tempo que esta não consigo imaginar.

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  14. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    5 Outubro, 2010 16:36

    jcd
    eu não me queixo que quero progredir e o país não deixa. mas quem diz que todos os empresários são capazes de grandes feitos, o sistema é que os trava, tem de responder à minha pergunta. no entanto, eu sei a resposta. ao contrário dos trabalhadores, que podem ter sucesso em países decentes, muitos empresários nunca conseguiriam. quanto aos jovens, como não tenho bola de cristal, não consigo adivinhar que seriam empresários de sucesso se ficassem cá e se o país fosse diferente.

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  15. Jorge Sousa's avatar
    6 Outubro, 2010 00:42

    É a carga fiscal formal. Um dia destes uma qualquer empresa mais endinheirada e com paciência lembra-se que existe um princípio constitucional de proporcionalidade e de proibição do excesso e decide ir à luta.

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