Crédito e investimento público, por Pedro Adão e silva
“Enquanto na entrevista DN/TSF, José Sócrates afirmava que a intensificação da crise internacional deu “mais razões para que todas as obras públicas de modernização infra-estrutural do nosso país se façam, porque não servirão apenas para melhorar a competitividade do país, mas servirão também para no curto prazo garantir que mais gente tem emprego e que mais empresas têm condições para se afirmar na economia”, Ferreira Leite voltou a insistir nos riscos do investimento público. Agora já não na fórmula, “não há dinheiro para nada”, mas numa versão revista em que só devem ser feitas obras públicas quando “não precisemos de ir buscar dinheiro a crédito”.
[…]
“Convenhamos que, a serem levadas a sério, as afirmações de Ferreira Leite neste fim-de-semana só poderiam ter resultados desastrosos. Utilizar o recurso ao crédito como critério para aferir da bondade do investimento é, no mínimo, uma ideia peregrina. A consequência seria simples: as economias paravam. Aliás, este caminho já foi em parte tentado. Quando Ferreira Leite foi ministra das Finanças, a resposta à recessão foi a contracção do investimento público – o “discurso da tanga” –, o que intensificou o arrefecimento económico.”
Pedro Adão e Silva, Outubro de 2008
(Bolds meus)

Idiotas pomposos e incompetentes, como este merdas deste pas, vivem dos favorecimentos que recebem da gatunagem que se governa à nossa custa e que com o nosso dinheiro vai pagando a estes papagaios para irem dizendo as barbaridades que lhes são favoráveis. E continuam com a maior falta de vergonha na cara a fazer o mesmo dia-após-dia, aconteça o que acontecer. E nós, ovelhas, deixamos.
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O Tuga gosta é de levar no lombo
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Esse neto do “filho da viúva” é mesmo um triste traste. Só tem areia dentro da cachimónia…
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E ainda dão tempo de antena a um tipo que nem sabe do que fala. O Luis Delgado, sendo uma merda, é muito melhor que este tipo que se ri das asneiras que debita.
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Este tipo entrou numa das melhores escolas europeias para se doutorar e… …não fez nada… …como é que entrou? Cartas de recomendação. De quem? Sabe-se lá.
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Bom, tudo depende de que investimentos estaria MFL a pensar, não é?
1) Se investir significar reduzir importações, nomeadamente energéticas é uma coisa; se investir significar construção e obras (que aumenta fortemente as importações) é outra.
2) Se investir significar desenvolver, através de isenções fiscais, determinados sectores exportadores, será bem-vindo… e a alavancagem funcionará.
3) Se investir significar fomentar politicas de natalidade, ainda que visiveis a 20 anos, serão bem-vindas.
Enfim, há todo um mundo de investimento certeiros cuja execução, mesmo que alavancada, resulta em beneficio para o estado e para a economia e as dificuldades de credito não o permitem actualmente.
Se este governo era menino para fazer investimentos certeiros? era pois, mas não creio. Nem este, nem outro qualquer no panaroma politico-partidario actual.
Repare, o PSD não é um partido que tenha facilidade em tomar medidas enquanto governo. Não tem. E se as tomar, a esquerda encarregar-se-á de mobilizar a sociedade arruaceira para o derrubar.
Hoje em dia, para mal dos nossos pecados, medidas certeiras só podem ser tomadas pelo PS… o melhor mesmo é que esteja o PS no governo sem maioria e a precisar do acordo do PSD. A sério. Uma bosta, mas é a verdade das coisas.
RB
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««1) Se investir significar reduzir importações, nomeadamente energéticas é uma coisa; »»
.
Se eu me endividar em 1000 000 para reduzir importações no valor de 500 000 ganho alguma coisa com isso?
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««Se investir significar desenvolver, através de isenções fiscais, determinados sectores exportadores, será bem-vindo…»»
.
Se eu me endividar para exportar produtos subsidiados que os estrangeiros consomem ganho alguma coisa com isso?
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«Se eu me endividar em 1000 000 para reduzir importações no valor de 500 000 ganho alguma coisa com isso?» JM
Reduzir importações no sector energético pode ser bastante útil para Portugal. Ao que sei a energia representa cerca de 60% das importações portuguesas.
Ora, é mais do que tempo de apostar nesta área. Talvez comerçarmos a pensar no nuclear, ou mais barragens, ou outra cena qualquer que especialistas no assunto dirão.
Quanto à sua pergunta, parece-me obvia a resposta. Investir deve ser feito com critérios de rentabilidade. Se uma barragem tem um pay-back a 10 anos e uma TIR interessante, porque não? só temos a perder se o não fizermos.
Agora, se reduzir implica entrar em projectos megalomanos, com investimentos cujo retorno não é garantido, então não. Por exemplo, as energias renovaveis. Ao que sei, o retorno das mesma é muito fraco. E as vendas que se fazem de energia são efectuadas a preços anedóticos, subsidiados pelo estado. Assim não.
RB
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Pronto ó JM. Assim não dá.
Daqui a pouco está a dizer que todo e qualquer investimento que necessite de crédito não é rentavel.
V. sabe que isso não é verdade. Interessa antes de mais saber o retorno dos investimentos. E o impacto na balança de pagamentos do país, e no emprego, etc etc etc.
Deixa lá a politica partidaria.
RB
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Hoje em dia o retorno da energia eólica já é ligeiramente superior ao das barragens.
Ajudar as empresas exportadoras e reduzir as importações através de uma estratégia de desenvolvimento económico é o caminho certo, mesmo que inicialmente o retorno seja nulo.
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«Hoje em dia o retorno da energia eólica já é ligeiramente superior ao das barragens.» PMP
A sério? Isso é bom.
Mas diga-me o preço de venda dessa energia não está a ser subsidiada pelo estado?
RB
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Mania dos sapateiros portugueses quererem ir além da chinela…
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RB,
Estou a falar de barraggens construidas agora e eólicas também. O problema das eólicas são os contratos passados que foram demasiado “generosos”, percebe para quem? Mas nos concursos de meados de 2008 o preço baixou para cerca de 65 euros / MWh em vez dos 97 euros / MWh pagos atrás.
No Plano de Barragens novas os custos médios devem andar também pelos 65 euros / MWh, mas têm um impacto ambiental muito superior. Claro que a produção com o Gas Natural o preço é hoje mais baixo (ou a importação de Espanha) mas aí temos problemas para o longo prazo.
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mania estranha desta gente falar d investimentos em barragens e e eólicas..
É q as rentabilidades destas nao sao determinadas pelos consumidores. . Digamos q a coisa é negociada e é tudo boa gente. .
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A dependencia energética nacional é derivada do consumo de petroleo no sector do transporte rodoviário e não produção de energia eléctrica. Portanto é investir em ferrovias, mas não o TGV.
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*Gostava* de ver as contas da electricidade eólica a
0.65 euros a MWHora. É pura mentira!
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Sr (a). Licas, é pura verdade !
Os vencedores da Fase C do Concurso das Eólicas de 2008 teve um desconto médio de 15% sobre a tarifa base de 73 euros / MWh.
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Contou com acomparticipação do Estado? Contou?
Contou com a manutenção de cada *ventoínha*? Contou?
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A VOZ DO DONO(MFL) vem dizer que o OGE2011 tem que ser aprovado com o SIM do PSD |||
tal como fez com a aprovação da “merda”(desculpem) do OGE2010 , não se demitindo(depois de 3 falhanços politicos) , prolongando e agravando a agonia politica do PSD . E sem vergonha vem outra vez fazer a vontade ao dono que não pensa senão renovar o tacho e que dá largas provas de despesismo como mau exemplo para os portuguses . Parafraseando Brito Camascho , ” a m. é a mersma , as moscas é que mudam” . Mas a historia agravou porque as moscas agora são mosquitos infectados
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Creio que apenas nos defuntos regimes socialistas da Europa de Leste o investimento público assumiu tanta importância!
Parece que não estamos numa economia de mercado! É incrível!
Por isso, aqui estamos, na cauda da Europa, já atrás de países que eram ainda há pouco mais pobres que nós!
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Cada unidade
Produz num ano K megawatts.
E custa
__X1 de produção,
__X2 de transporte, montagem e afinação,
__X3 de manutenção/ano,
__X4 de desmontagem no fim T anos de vida.
__X5 de ocupação de terreno (Floresta, Agricultura)
No haver:
__Valor da sucata
Não esquecer Juros compostos
e inflação para T anos . . .
(devem faltar ainda *coisas*, , ,
como não su economista, peço uma indulgênciazinha . . .
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o adão politólogo do paraíso socialista até ‘pecebe’ de economia e finanças.
arrium porrium!
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BF
Posted 8 Outubro, 2010 at 16:39 | Permalink
Creio que apenas nos defuntos regimes socialistas da Europa de Leste
__________
A Coreia do Norte acaba de sublinhar
QUE A MONARQUIA HEREDITÁRIA ABSOLUTA
PERMANECE NA MESMA ***** DINASTIA*****
(Ao cudado do Bernardino Santos
e dos restantes Stalinistas do P.C.P.)
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Santos ?????????? SOARES é claro!
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Pedro Adão e Silva é Socialistta logo:
Apoia a política de um Governo que endivida as Famílias a 9% do PIB de um País que cresce da 1% mais a corrupção inerente à intervenção do Estado.
” Utilizar o recurso ao crédito como critério para aferir da bondade do investimento é, no mínimo, uma ideia peregrina.”
O preço sobe sempre não é? E dará sempre lucro….
9% = 1%
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Fenomenal!
Assim se vê a incompetência, analfabetismo, idiotice, irresponsabilidade, falta de sentido de Estado, corrupção, amiguismo….enfim, todas as características do xuxialismo, seja socrático seja soarista ou guterrista.
Se o PPC/PSD fizer este trabalho de pesquisa das imbecilidades debitadas pelo socratinismo nestes últimos cino anos, ganha a brincar as eleições.
E vai ser um fartote de risadas com tanta debilidade mental..
IH! IH! IH!
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Talvez um post sobre Análise de Projectos e o significado de “Valor actualizado Líquido” – VAL e de “Taxa Interna de Rentabilidade” – TIR tenha aqui cabimento, quando houver oportunidade.
Nessa altura, deverá também ser abordada a credibilidade das estimativas de custos e proveitos (quer financeiros quer, muito especialmente, os económicos…) e a nocão de “análise de sensibilidade”.
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Vamos a isso, Eduardo F. ?
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Dado que Portugal não tem moeda própria, toda a despesa pública tem quer ser muito bem analisada, quer custos quer investimentos.
A descida da TSU de 24% para 11% (Taxa social unica) paga pelas PME’s será porventura um dos melhores “investimentos” feitos pelo estado pois aumentará significativamente a competitividade das empresas exportadoras. Também o investimento na ferrovia convencional (não no TGV) interligando todas as cidades médias terá a médio prazo um bom retorno devido ao aumento do custos do petróleo (gasolina e gasoleo).
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