British “eduquês” ou a coragem de uma professora
13 Outubro, 2010
Graças ao Miguel Noronha tive conhecimento deste vídeo. É sobre o falhanço do sistema educativo inglês. É o extraordinário e muito corajoso testemunho de uma professora. Mas podia aplicar-se, sem tirar nem pôr, a Portugal. Até nas consequências: como se pode comprovar seguindo os links do Miguel, depois de participar na conferência dos conservadores ingleses, esta professora foi suspensa da escola onde ensinava por uma directora que é uma fervorosa adepta de Tony Blair. Mas o essencial é mesmo ver o vídeo.
13 comentários
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Passa-se o mesmo em Portugal.
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A ovação de pé foi certamente merecida.
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verdades que os responsáveis políticos não querem ouvir em Portugal não vão fugir-lhes os votos daqueles que andam a enganar com bodo de diplomas que não servem para nada nem significam nada
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A mafia eduquesa está mesmo a pedi-las, está, está…
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Tendo eu um diploma, não ligo aos ditos. O nosso infeliz minstrel das finanças é doutorado (com o diploma em couro de burro, certamente), e muitas pessoas de valor não tiveram oportunidades de estudar.
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Em vez de bater na qualidade do diploma do Sócrates, mais vale bater na pessoa execrável que parece ser (aldrabão, indigno de confiança, desrespeitador de contratos, não assim tão inteligente). Dói-lhe mais e não resvala na pena do homem comum pelo fraco. Nada mais há que português desgoste que bater num fraco. Nada mais gosta do que um linchamento de piche e penas.
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1 – Foi suspensa… por justacausa ou por razão atendível?
2 – A senhora disse que excepcional é raro. Já sabemos. Um sujeito chamado Gauss até inventou uma distribuição que é muito natural. É natural que o excepcional bom seja raro, que o mediano seja normal e que o excepcional mau seja raro. Com tanta naturalidade, o que é que se espera da aprendizagem e dos resultados? Que sejam todos excepcionais bons? Que sejam todos melhores do que a média? Ou que Gauss não tenha razão?
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Se, por muito menos, até o Carrilho perdeu o tacho na UNESCO, o que aconteceria a uma simples professora que viesse dizer o que esta disse…imagino que fosse imediatamente saneada pelo regime…
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jmf,
Sugiro-lhe que procure um diploma que foi proposto por Tony Blair chamado
“Higher Standards, Better Schools for All” (está na net para toda a gente ver, até aqueles que mandam bocas) e pelo qual meteu a cabeça no cepo contra os sindicatos que dominam o Labor. Isto antes de tirar conclusões a partir do Youtube… Se o sistema educativo inglês caiu no que caiu não foi por causa de Blair, mas por causa dos seus antecessores.
Depois, como alguém já aqui indicou, o ministro das finanças é doutorado e sai aquilo que sai, o Cavaco é doutorado pela LSE e vê-se o que sai dali. O eduquês pode ser mau, mas não me venham dizer que está a atacar o bom, porque é mentira!
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daqui a 4 anos encotrem a professora para ver se ela contínua a gostar dos “tories”.
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PISA 2006 – O Reino Unido está em muito boa posição em qualquer domínio. Não se percebe qual é o indicador do falhanço do sistema educativo. De qualquer modo, mesmo que todos os países façam o máximo e tenham bons resultados, alguns hão-de ter melhores resultados do que outros e não se pode concluir que os outros falhem. Ou, então, só o melhor é que não falha.
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Os resultados do Reino Unido até evoluiram positivamente nos anos de Tony Blair. Antes, tinham feito grandes asneiras, uma das quais tinha sido a de desprestegiarem os professores, quer no aspecto da autoridade sobre os alunos nas escolas, quer no aspecto salarial. Blair teve de mudar as condições, para chamar professores mais competentes.
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A senhora diz que o sistema falha, porque os pobres continuam pobres. Isto só é lógico, se a educação escolar for o único factor. Mas não é. Também se pode dizer que os pobres seriam mais pobres, se não tivessem a educação dada nas escolas.
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Em qualquer caso, falhe ou não, é sempre preciso melhorar.
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Mas onde é que a senhora queria chegar? Ao ponto de acusar a esquerda de facilitar a vida a grupos minoritários, torná-los irresponsáveis pela sua vida, baixar padrões, etc. E a direita promove o quê? A responsabilidade individual, a exigência e o sucesso. Posto o problema nestes termos radicais, nem a esquerda, nem a direita servem, porque lhes falta o sentido do equilíbrio.
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“Se o sistema educativo inglês caiu no que caiu não foi por causa de Blair, mas por causa dos seus antecessores.”
Blair não controlou o que o seu próprio Governo fez.
“Ao ponto de acusar a esquerda de facilitar a vida a grupos minoritários, torná-los irresponsáveis pela sua vida, baixar padrões, etc. E a direita promove o quê? A responsabilidade individual, a exigência e o sucesso. Posto o problema nestes termos radicais, nem a esquerda, nem a direita servem, porque lhes falta o sentido do equilíbrio.”
O equilíbrio entre o bom e mau é mau.
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Juntem-se todos e façam um paraíso.
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