por que não funciona o estado social: 9 razões
A primeira razão é factual e objectiva, resulta da evidência das coisas que nos estão a acontecer, e que é escuado tentar tornear: o estado social português está falido e, na sua derrocada, levou consigo milhares de empresas a quem cobrou impostos insuportáveis para se sustentar, e lançou no desemprego e em empregos desqualificados centenas de milhares de portugueses.
Em segundo lugar, é escusado acusar os governos do Partido Socialista pela totalidade da tragédia. É certo que eles a agravaram, mas apenas e só por se terem recusado a reformar o estado social, estando agora a enterrá-lo à vista de todos, por falta de alternativa. O crescimento desmesurado do estado social português é de sempre, bastando, para isso, lembrar o que sucedeu nos governos de Cavaco Silva (de resto, também agora muito preocupado com o estoiro da coisa), a que alude o brilhante artigo de Vasco Pulido Valente, postado abaixo, que data de 1994.
Em terceiro lugar, não vale a pena tentar defender o estado social alegando que o nosso só resultou mal por causa do mau pessoal político que temos, e que noutros casos, concretamente nos países do norte da Europa, ele funciona bem. Não vale a pena ir por aí. Por um lado, o nosso péssimo pessoal político é, em muito boa medida, resultado do estado social. Por outro lado, países como a Dinamarca e a Suécia já há muito abandonaram os paradigmas das décadas de 70 e de 80, tendo-se encaminhado no sentido da liberalização dos seus serviços e do seu estado. A razão é evidente: o modelo anterior estava a funcionar mal. Vejamos, agora, se não continuarão a proceder a novas reformas nos próximos anos, no sentido idêntico das anteriores.
Em quarto lugar, não existem “bens públicos”. Todos os bens satisfazem necessidades privadas de pessoas concretas, assim como são possuídos e utilizados por pessoas concretas que deles retiram benefícios pessoais (salários, carros, cartões de crédito, consumo a custo zero ou a baixo custo, etc.). Por conseguinte, quando dizemos que determinada empresa é «pública», ela é utilizada verdadeiramente para fins privados, desde logo, dos seus gestores e administradores, que têm, pelos menos, os mesmos benefícios e regalias que teriam numa empresa privada. Com a diferença, de que têm habitualmente muito mais benefícios (salários mais elevados, menos responsabilidade hierárquica, melhores carros e outras regalias) do que teriam numa empresa privada, onde, aliás, seria duvidoso que conseguissem posições profissionais idênticas.
Em quinto lugar, o estado social atrai os incompetentes e afasta as pessoas competentes. A razão é simples: o acesso aos lugares é condicionado pelos directórios partidários, e estes escolhem em razão de fidelidades políticas e partidárias, e não tanto em razão de mérito. É assim que se ganham eleições para as concelhias e distritais dos partidos, e se ganham os congressos partidários: a prometer ou a garantir lugares na mesa do orçamento de estado. Os partidos da oposição mantêm as suas clientelas com a expectativa de ocuparem lugares no estado, num futuro mais ou menos próximo. Quando essas clientelas antevêem esse futuro como longínquo, logo surgem as divisões dentro dos partidos e caem as direcções e os líderes. Isto é obviamente incompatível com qualquer princípio de mérito profissional, sendo que as pessoas que o têm, ainda que pudessem ocupar lugares públicos sem fidelidade partidária, não se sujeitariam a isto. E não vale a pena falar em concursos públicos para o preenchimento de lugares: todos sabemos que se trata de uma actividade de alfaiataria, com os fatinhos feitos à exacta medida dos clientes pretendidos…
Em sexto lugar, o estado social produz uma redistribuição injusta de rendimentos, prejudicando, desde logo, os mais pobres. O exemplo clássico é o ensino superior, nos países onde ele é gratuíto, ou praticamente gratuíto. É sabido que, nesses casos, as universidades públicas são ocupadas maioritariamente pelos filhos das classes média alta e alta. Porquê? Porque eles conseguem colocar os seus filhos em colégios que os preparam melhor para que eles consigam as classificações para entrarem nas escolas públicas. Deste modo, os filhos dos mais pobres têm – os que conseguem – que pagar o ensino superior em universidades privadas, enquanto os seus pais pagaram e continuam a pagar os custos da aprendizagem dos filhos das classes média-alta e alta.
Em sétimo lugar, a administração do sector público e empresarial do estado obedece a critérios políticos e não a critérios empresariais. São muitas as razões. Desde logo, pelos critérios político-partidários de nomeação do pessoal, a que aludimos já acima. Em segundo lugar, porque muitas dessas empresas são postas, em primeiro lugar, ao serviço dos interesses dos partidos que estão no governo (veja-se os casos da RTP ou da PT). Em seguida, porque os critérios de avaliação dos gestores públicos são de índole partidária e política, e não empresarial. Experimente-se encontrar um gestor de uma empresa pública de sucesso que seja crítico do governo em funções. Provavelmente, não encontraremos um único.Agora, contem-se os gestores públicos de empresas fracassadas, que são da confiança política e partidária dos governantes. Será uma tarefa certamente muito cansativa.
Em oitavo lugar, porque o estado social é autopiético, isto é, tem uma lógica e um funcionamento próprios, que geram burocracia desnecessária e despesismo. Isto provoca um substancial aumento de custos, que poderiam ser muito inferiores se os bens e serviços fossem produzidos por empresas privadas.
Por último, porque o fim social de qualquer empresa é necessariamente o lucro. Sem lucro só há prejuízos, e, com estes, vêm o desemprego e as falências. Ora, na mentalidade do estado social, o lucro não é o objectivo principal de uma empresa, mas sim a satisfação de necessidades ditas públicas. Consequência: as empresas deste sector só se sustentam com injecções brutais de capitais privados, que são retirados da economia privada, empobrecendo-a e, consequentemente, diminuindo, a prazo, a capacidade de obtenção de recursos para o estado. É isto que está, de resto, a suceder há muitos anos em Portugal, e é uma das razões do problemas das finanças públicas: o estado secou a economia privada e esta já não o consegue sustentar.
Este cenário não é exclusivo dos governos do Partido Socialista. É intrínseco à natureza do estado social, e esteve mais do que presente nos governos de Cavaco Silva e de Durão Barroso e Paulo Portas. Ou seja, o mal não está nos políticos, mas na natureza do sistema em que se sustentam as suas políticas. O nome desse sistema é «Estado Social».

Tudo bem explicado.
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Sócrates morreu
Socrates morreu e Deus e o Diabo brigam porque nenhum dos dois quer ficar com ele. Sem acordo, pedem a mediadores uma solução, que decidem por uma proposta que se alterne um mês no céu e outro no inferno.
No 1° mês, Socrates fica no céu.
Dois dias depois, Deus já não sabe o que fazer, quase fica louco.
O engenheiro bagunça tudo.
. Atrapalha todos os elementos das orações e da liturgia;
. Dissolve o sistema de assessoria pessoal dos anjos; cria sistemas de avaliação,
. Tenta formar uma coligação de maioria absoluta, na base da compra de votos;
. Suborna os arcanjos e os querubins;
. Transfere um km quadrado do céu para o inferno e tenta construir um TGV para ligar os dois.
. Propoe a construção de um HeavenShop
. Nomeia anjos provisórios aos milhares;
. Intervém nas comunicações aos Santos;
. Troca as placas das portas de São Pedro;
. Envia um projeto de lei aos apóstolos para reformar os Dez Mandamentos e amnistiar Lúcifer.
. Funda o PTC, o “Partido dos Trabalhadores Celestiais”, com estrela azul clarinho.
O céu vira um caos.
As pessoas não o suportam mais e promovem piquetes e invasões. Deus não vê a hora de chegar o fim do mês para mandá-lo para o inferno.
Quando Socrates, finalmente, se vai, Deus respira aliviado. Mas lá pelo dia 20, começa a sofrer novamente, pensando que dentro de 10 dias terá que voltar a vê-lo.
No primeiro dia do mês seguinte nada acontece e Socrates não volta do Inferno.
No 5° dia, ainda sem notícias, Deus estava feliz, mas logo começou a pensar que, tendo passado mais tempo no inferno, Sócrates poderia querer passar dois meses seguidos no Paraíso…
Desesperado com a mera possibilidade, Deus decide ligar para o inferno para perguntar ao diabo o que estava acontecendo.
Ring…ring…ring…!!!
Atende um diabinho e Deus pergunta:
“Por favor, posso falar com o Demónio?”
“Qual dos dois?”, – responde o empregado – “O vermelho com chifres ou o que anda aí de fato armani ?”
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«Em quarto lugar, não existem “bens públicos”. Todos os bens satisfazem necessidades privadas de pessoas concretas,»
A definição de bem público não reside na satisfação de uma “necessidade pública”. Pelo menos em Economia.
«Deste modo, os filhos dos mais pobres têm – os que conseguem – que pagar o ensino superior em universidades privadas, enquanto os seus pais pagaram e continuam a pagar os custos da aprendizagem dos filhos das classes média-alta e alta.»
Faltou explicar como é que um sistema de ensino privado inverte esta situação.
«o estado secou a economia privada e esta já não o consegue sustentar.»
Certo, mas não por causa dos impostos. Se assim fosse, Dinamarca Suécia e Noruega não teriam sector privado relevante.
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Click to access 10_BolMensal.pdf
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Boletim de Outubro chegou.
Dívida Publica Directa – sem contar com Empresas Públicas – 147747 mil milhões de Euros.
Ou seja 14774 Euros Por Português. Do mais novo ao mais velho.
Quem nasce, vem com este peso ao pescoço, fora o que está para vir.
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Desde Janeiro 132,7 para 147,7 Outubro são 15 mil milhões de Euros a mais.
Este ano a Dívida para cada Português já aumentou 1500 Euros- numa Família de 4 – são 6000 Euros de Dívida a mais.
Um aumento de Dívida de 11,1%.
Só num País de Loucos Socialiistas de Esquerda e Direita isto é possível.
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Mas como explicar que quase todos os países desenvolvidos têm um Estado Social ?
Será porque os custos totais para a sociedade de sistemas públicos gratuitos de saúde, educação, segurança social e transportes públicos são inferiores aos que decorreriam se fossem sistemas privados ?
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«Será porque os custos totais para a sociedade de sistemas públicos gratuitos de saúde, educação, segurança social e transportes públicos são inferiores aos que decorreriam se fossem sistemas privados ?»
Não sei, mas seriam com certeza mais eficientes.
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«O bem privado é uma invenção judaica lá há tempos bem lá atrás. O bem público é também uma invenção humana.»
Sinto aqui um cheiro a racismo? Privado=mau? Público=bom?
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» É sabido que, nesses casos, as universidades públicas são ocupadas maioritariamente pelos filhos das classes média alta e alta. Porquê? Porque eles conseguem colocar os seus filhos em colégios que os preparam melhor para que eles consigam as classificações para entrarem nas escolas públicas» Rui A.
Rui A., o argumento supra é um hino ao Estado Social:
1ºAs Universidades Públicas, pelos vistos, preparam os alunos melhor do que as Privadas.
2ºOs pobres frequentam a escola pública e depois são obrigados, irremedavelmente, a ir para a escória das universidades privadas.
RB
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«Eu poderia muito bem fazer a analogia deste darwinismo latente neste movimento imbecil ao nazismo do século passado e teria imensos pontos de confluência, mas é melhor que não o faça, lei de Godwin e tal.»
Ia sair-se muito mal. É que nazi é a abreviatura para Nazional-Socialism. Socialismo anti-capitalista e nacionalista. Puro e duro. Em teoria e na prática. É melhor não ir por aí…
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A definição de bem público em economia tem a ver com dois factores, o princípio da não rivalidade e o princípio da não exclusão. Diga lá Tarzan, que bem é que conhece que verdadeiramente cumpra estes requisitos, principalmente o da não exclusão.
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Pizarro,
Iluminação pública.
Em teoria pode arranjar casos extremos que tornem a iluminação pública um bem não-público. Mas na prática, isso não acontece.
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Luís Dias,
então estamos esclarecidos quanto ao (não)racismo. Ponto final.
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“ESTADO SOCIAL”
O verdadeiro Estado Social do regime ‘democrático’ lusitano:
(fora outras facilties, dado não deverem gastar um cêntimo dos salários que auferem – carro e combustivel, telefone, cartão de crédito, and so on)
A fina flor social democrata/socialista.
CTT: 200.200 euros/ano (grosso mod0, 20 mil/mês;
ANA: 133.000;
ANACOM: 224.000;
CGD: 371.000;
CP: 69.110;
CMVM: 245.552;
Carris: 58.865;
STCP: 58.859;
AdP: 126.686;
ERSE: 233.857;
Metro Porto: 96.507;
Metro Lisboa: 66.563;
BdP: 249.448;
REFER: 66.536;
Parpública: 134.197;
ISP: 247.938 (24 mil/mês).
Assim se vê, a força do centrão (do Estado Social: PS+PSD)
A bem do Regime.
(dados de Jan2010)
Evidente, que não podem simpatizar com o médico da AMI: Fernando Nobre.
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“Certo, mas não por causa dos impostos. Se assim fosse, Dinamarca Suécia e Noruega não teriam sector privado relevante”. Pois. e qual é a folga do poder de compra dos salários ??? Pela inversa. explique lá como é que com cargas fiscais tão elevadas o poder de compra dos ordenados é fortissimo ? Como é que com cargas fiscais enormes as Empresas são altamente lucrativas (não me venha com o blabla da produtividade etc) ??? Eventualmente escondidas lá pelas florestas geladas deve haver umas plantas que em vez de flores estão a parir moedas e é só apanhar, depois chega para tudo….. em vez de TGV’s etc que ‘não obrigado’.
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Como por aqui se ofendem com muita facilidade, não é uma critica antes um pedido de esclarecimento: explique que o pessoal agradece. Não leve a mal, esse segredo a descobrir vale biliões e seria (será ?) um modelo de excelência para os Portugueses.
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1. Certo. Queda apurar-se, se queremos ser sérios, por que razão faliu o Estado português: dimensionamento excessivo da componente estatal na economia? Economia paralela elevada? Regalias indevidas? Maus governantes, mau povo e iliteracia político-económica generalizada? Auditoria de boca vale o que valem as opiniões.
2. O crescimento desmesurado do Estado tem razões de duas ordens: clientelismo político-partidário e multiplicação de meios de compra de votos. A solução para desparasitar o Estado Social dos mais variados interesses partidários é acabar com o Estado Social? Aplicando essa concepção à corrupção que grassa no Estado, ficam à vista as aporias que gera.
3. A liberalização dos serviços que o Estado presta não quer dizer que se acabem com esses serviços. Queda igualmente por explicar no “que se transformaram” os Estados Sociais dos Nórdicos antes de decretar a extinção do nosso. Não parece, ao contrário do que pretende sugerir, que Suécia ou Dinamarca tenham terminado com o Estado Social; pelo contrário, modificaram-lhe a estrutura e externalizaram muitos dos seus serviços.
4. Se a cultura de exigência substituir a cultura do compadrio, nem vejo como esse “problema” pode pôr-se (mais a mais, sendo um problema, não é um problema do Estado Social). Acabando o Estado Social com pompa, implosão e circunstância, diminuem necessariamente o número de empresas públicas e de boys, mas isso é tomar a consequência como a causa, porque o problema continua e só por efeito difusor tem que ver com o Estado Social.
5. Isso continuará a existir depois do fim do Estado Social e enquanto houver Estado, por minúsculo que seja. Porque não acabar com os partidos? (na sua exposição de razões os partidos são mais citados que o Estado Social na enumeração de deméritos).
6. Sim, mas mais vale uma distribuição injusta que zero. Se o problema é de forma, afine-se o mecanismo pelo qual os rendimentos são distribuídos. Se é de fundo, prove-se que seria melhor de outra maneira.
7. Este ponto é corolário do ponto 5.
8. Portanto é mesmo um problema de forma, não de fundo.
9. Todos sabemos que a finalidade do Estado Social não é o lucro portanto o argumento segundo o qual o Estado Social não o faz bem (o lucro) é falacioso. Queda por demonstrar como Suécia e Noruega conseguem de forma diferente o mesmo objectivo.
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«e qual é a folga do poder de compra dos salários ???»
Meu caro, a carga fiscal mede-se como proporção do rendimento. A folga é inferior se a carga superior.
«Pela inversa. explique lá como é que com cargas fiscais tão elevadas o poder de compra dos ordenados é fortissimo ? » Defina fortíssimo.
«Como é que com cargas fiscais enormes as Empresas são altamente lucrativas » Porque fazem uma boa gestão de custos. Depois vem os Estado e fica-lhes com o lucro. O facto de uma empresa ser capaz de gerar lucro não tem nada a ver com o Estado. A questão é saber para onde vai o lucro e se é justo que seja usurpado.
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Ricciardi,
Claro que as universidades públicas portuguesas preparam melhor do que as privadas. Mas isso só seria um elogio ao estado social se houvesse mercado e livre competição entre umas e outras, o que não acontece. Ou será que você quer comparar os recursos que o estado põe à disposição das suas universidades – por sinal muito mal gastos – com os recursos obtidos pelas privadas com as mensalidades dos seus alunos? Ou será que quer comparar isntituições seculares com outras que têm 15, 20 anos no máximo? Ou o grau de liberdade e de autonomia que tinham e ainda têm as públicas com a dependência total que as privadas têm do MEC. Agora, vá comparar o que se passa nos EUA e na Inglaterra e diga-me lá quais são melhores, se as universidades privadas ou as públicas.
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“Rui A., o argumento supra é um hino ao Estado Social:
1ºAs Universidades Públicas, pelos vistos, preparam os alunos melhor do que as Privadas.
2ºOs pobres frequentam a escola pública e depois são obrigados, irremedavelmente, a ir para a escória das universidades privadas.”
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Hahaha! Eu com o dinheiro dos outros também consigo fazer a melhor escola do mundo e escolher os menos maus professores. Especialmente num País fraco de massa crítica.
Qual era o seu argumento afinal?
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Para segundo argumento, qual foi o crescimento económico que as Universidades Publicas proporcionaram?
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A contradição = “Depois vem os Estado e fica-lhes com o lucro. O facto de uma empresa ser capaz de gerar lucro não tem nada a ver com o Estado”
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muito boas as lições de luis dias,sim senhor!
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JCA,
“gerar lucro” é diferente de “ficar com o lucro”. Ficou claro?
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“Eu poderia muito bem fazer a analogia deste darwinismo latente neste movimento imbecil ao nazismo do século passado e teria imensos pontos de confluência”
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Não há nenhum ponto de confluência, o que aliás é mais uma boa demonstração da suas asneiras.
No nazismo os vencedores estavam definidos à partida: eram os arianos mesmo que fossem, burros , estúpidos e idiotas.
Tudo que viesse de fora era mau. Havia a vilipendiada “ciência judaica” dos alemães judeus, pelos seus escritos acima você também deverá aliás partilhar do mesmo conceito, em vez de ciência que funciona, seja esta feita ou descoberta por pretos, amarelos, ou azuis ás bolinhas.
Um processo darwinesco, já agora “ultraliberal” que nos trouxe da fome, das pestes até ao conforto dos dias de hoje.
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Parece um absurdo – tantas vezes repetido neste blogue – atribuir os problemas específicos de Portugal à influência de um alegado “peso excessivo” do estado na economia, ou, neste caso, do “estado social”.
É um absurdo porque o peso do estado português na respectiva economia está na média dos países ricos e desenvolvidos. Se Portugal é dos mais pobres e menos desenvolvidos entre os que são ricos e desenvolvidos, não pode ser por fazer precisamente o mesmo que fazem estes outros.
Alega-se também que os países ricos eram muito liberais quando se tornaram ricos, e estagnaram quando criaram o estado social. Não teria sido errado que assim fosse, visto que acima de um determinado limiar de riqueza a qualidade de vida depende mais de factores que são consequência da equidade (esperança média de vida, criminalidade, etc..) do que do PIB per capita. Mas os factos não o confirmam – os países não crescem menos ao criar ao “estado social”, nem crescem mais quando o destroiem.
A este respeito ver:
http://esquerda-republicana.blogspot.com/2010/10/esquerda-e-as-ditaduras-comunistas-iii.html
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“gerar lucro” é diferente de “ficar com o lucro”. Ficou claro?”. Não ficou.
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Para não cansar com ‘economês’ um exemplo bem actual entre tantos outros também actuais : com o IVA alimentar superior ao Espanhol como é que se gera lucro para ficar com lucro ? Só se fôr para os Espanhois
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E acrescento a carga fiscal tanto proibe empresas como anula outra forma de lucro, o do poder de compra dos ordenados que são outra forma de investimento além do investimento ‘capital puro’ ou ‘capital+trabalho’: o investimento ‘trabalho’.
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O Paulo Rangel (candidato da Manuela Leite à liderança do PSD) disse que a Grécia está com problemas no que respeita ao défice e que a Irlanda pode apresentar um défice superior ao previsto há poucos dias.
Eu pensava que era apenas no nosso país que falhavam as estimativas.
Eu pensava que as medidas de contenção do défice nos outros países davam os resultados desejados.
Por isso esta pergunta: alguém neste mundo consegue prever o que vai acontecer amanhã no que respeita à economia e, concomitantemente, no controlo do défice?
Resposta: Sim. Os economistas amigos do PSD que por aí, e cada vez mais, pululam, nunca falharam, nem nunca falharão, uma previsão.
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«com o IVA alimentar superior ao Espanhol como é que se gera lucro para ficar com lucro ?»
O IVA é cobrado no país de consumo e neutro para as empresas (que são consumidores intermédios), logo não estou a ver em que é que as diferenças fiscais ao nível do IVA podem afectar a competitividade do produto português face ao espanhol.
A carga fiscal não tira capacidade de gerar lucro. Tira sim incentivo a que se criem empresas. Ninguém gosta de investir/trabalhar para aquecer (o cú do Estado).
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«O crescimento desmesurado do estado social português é de sempre, bastando, para isso, lembrar o que sucedeu nos governos de Cavaco Silva (de resto, também agora muito preocupado com o estoiro da coisa), a que alude o brilhante artigo de Vasco Pulido Valente, postado abaixo, que data de 1984.»
Uma pequena precisão: se a memória não me falha, Cavaco Silva só ascendeu a primeiro-ministro em Novembro de 1985 pelo que em 1984 dificilmente Pulido Valente a ele podia aludir enquanto PM.
Isto não obsta a que se reconheça que Cavaco é, de facto, um dos grandes construtores do Estado “social” em que ele verdadeiramente acredita, como keynesiano que é. Mas também foi ele que, com muita antecedência (só ultrapassada, de algum modo, por Medina Carreira) escreveu o famoso artigo “O Monstro), ou seja, tem (alguma) consciência dos limites.
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“O IVA é cobrado no país de consumo e neutro para as empresas (que são consumidores intermédios), logo não estou a ver em que é que as diferenças fiscais ao nível do IVA podem afectar a competitividade do produto português face ao espanhol”:
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o pessoal vai comprar a Espanha e os espanhois não vêm comprar a Portugal.
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É mais que obvio que a carga fiscal é uma forte proibição à produção nacional que substitua importações e às próprias exportações. Sobre um salário bruto incidem 32% para a SSocial+IVA+IRS+ICombustiveis+PortagensIMI’s+IMT’s+Taxas+Emolumentos+Multas+Toda a carga fiscal das Empresas embutida nos preços finais do que se consome etc. Feitas as contas o Lucro Bruto produzido resulta em LUCRO REAL de cerca de 30-40% pois uma carga fiscal da ordem dos 60-70% fica VIRTUALMENTE no bolso dos Cidadãos, Familias e Empresas.
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Vamos em primeiro lugar cortar 1000 milhões de bens e serviços intermédios dos 8000 milhões das Administrações Públicas (é só cortar 12,5% e já não é preciso aumentar o IVA).
Vamos cortar 150 milhões da RTP, e mais 150 milhões da Anacom, Banco de Portugal, AdP, Refer, CP, Carris, Transtejo, Metro de Lisboa, etc. e já se podem aumentar as reformas até 500 euros.
Vamos cortar 2o0 milhões das Novas Oportunidades, etc.
O PPC não está a ver que o orçamento tem folga e que o Sócrates vai aparecer em Maio com um déficit inferior ao previsto e entrar em campanha eleitoral !
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Alguém me sabe confirmar o que me foi comunicado à pouco?:
O PM terá aumentado o salário dos seus assessores, em cerca de 60%, duas semanas antes de fazer o comunicado da redução salarial na função pública.
Obrigada
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O PSD está a ver bem o filme.
Sabe que, se tudo correr dentro da normalidade, e tendo em conta as medidas anunciadas, o défice em 2011 ficará abaixo dos previstos 4.6%. Neste pressuposto o Passos terá muitas dificuldades em fazer cair o governo durante o próximo ano. Portanto importa agora “obrigar” o governo a não tomar todas as medidas para controlar o défice público para depois, e caso o défice não seja cumprido, aparecer a dizer que o governo falhou, apesar do apertar do cinto. Nestas condições terá mais hipóteses de fazer cair o governo e aparecer, numa manhã de nevoeiro, como o “Sebastião” salvador.
Como tal o Governo não deve ceder para levar o PSD a não viabilizar o orçamento. A menos que o Passos faça as pazes com o “padrinho” e terrível Ângelo e siga a sua estratégia
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teste
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Este “D” é tão perspicaz. A teoria que expôs é brilhante: descobriu a careca ao Passos Coelho!
Agora a serio: as propostas que o PSD fez, para já teem tres efeitos: impedem que o Socrates dê de frosques como se estava a preparar, passa a bola para o campo do PS, e salva a face do PSD por se abster na votação do orçamento. E é absolutamente irrelevante que o PS as aceite ou não.
Mas uma coisa é certa: a partir do fim de janeiro, depois de Cavaco reeleito, e depois da maioria dos portugueses finalmente perceberem onde estão metidos, porque acabaram de receber o primeiro ordenado capado por causa das medidas do orçamento do PS, Socrates vai descer nas sondagens à media de 5% ao mes. Em Abril está entre os 20 e os 25%. Vai uma aposta?
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Caro Rui:
Um leque de observações pertinentes, sem dúvida alguma , mas que — exceptuando tão-só a última do elenco — prefiro qualificar como “complementares”.
Em meu modesto entender, e de bem longe, onde me encontro, a principal causa de todo este mal sem remédio no horizonte é bem, bem mais simples.
Em falência ou em ‘pré-falência’ estão uma mão-cheia desses ditos ‘estados sociais’ por todo esse mundo industrializado fora — estados ainda ditos ‘ricos’, que fundaram a essência das suas políticas sociais no fulgor das décadas douradas do pós-guerra e que, agora, um atrás do outro vão acusando o toque — Grã-Bretanha e Bélgica são dois exemplos.
O exemplo que tenho, aqui onde me encontro, diante dos olhos, quotidianamente, é, de um certo prisma, um ‘bom exemplo’, de um outro ângulo, uma grotesca caricatura da realidade que morde mais forte a Ocidente.
‘Estado Social’ mais “falido” que aquele que me acolhe, simplesmente NÃO há… — 215% do respectivo P.I.B. a dar o mote ao correspondente défice orçamental, já o afirmei noutros fóruns, faz umas 17 a 20 Grécias (assim por apanhado…) sepultadas no fundo do mar, e isto porque estamos a falar da 2ª maior economia do Mundo…
E então porque não se fala mais do caso que trago aqui, uma vez mais, à baila? — ainda recentemente deixei a mesmíssima pergunta numa outra caixa de comentários de um outro blogue.
Porque motivo só se fala do Japão — e do seu “monstruoso” défice — de largos tempos a tempos e tão-só em fugazes notas-de-rodapé num Bloomberg ou num Financial Times? Porque é que este assunto é (para resto do Mundo) um “não-assunto”?
Tornemos então ao caso do nosso país.
O caso que temos em Portugal — bem distinto, saliente-se — é bem mais simples, que o tal ‘não-caso’ do longínquo Japão.
Mas a real diferença não está nos números dos défices de uma e de outra parte.
Está sim na largura e na produção real de riqueza de uma e da outra economia.
O ‘caso português’ é de facto bem mais simples de entender: é que estamos perante um país que, entre perdas irreparáveis ao nível da competitividade, ‘deslocalizações’ em barda, falências — umas fraudulentas outras nem tanto — e encerramentos em catadupa, uma monumental depuração de todo respectivo tecido produtivo ao longo das últimas três décadas, simplesmente deixou de ser sequer! uma ‘economia’ (seria preferível pôr aqui esta palavra em Itálico). E isto porque pur’e simplesmente deixou de ser capaz de produzir seja o que for de relevante e de ‘próprio’ — o mesmo já não podemos dizer do ‘falidíssimo estado social’ onde todos os dias desperto…
É uma questão simples, mesmo muito simples de produção de riqueza — riqueza real, regular e sustentável, capaz de acorrer às necessidades de financiamento da sociedade em causa, capaz de colher crédito, capaz de oferecer garantias aos seus credores.
O resto, meu caro Rui, são as ‘bruxas’ e os ‘bodes’ de sempre. E os suspeitos do costume.
Meus mais amigáveis cumprimentos,
de Fukuoka, Kyushu, Japão
Luís Filipe Afonso
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Eduardo,
Tem toda a razão. O artigo deve ser de 1994 e eu é que copiei mal. Na verdade, o Cavaco entra em fins de 85, embora tenha sido ministro das finanças do Sá Carneiro em 80.
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Cortes do Governo Inglês para 2011 (entre eles, idade de reforma 65 anos em 2020):
Spending Review 2010: what it will mean for key departments
A department-by-department look at what has been cut in the Government’s Comprehensive Spending Review
http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/spending-review/8072784/Spending-Review-2010-what-it-will-mean-for-key-departments.html
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Mystères de Lisbonne” : la machine à illusions temporelles de Raoul Ruiz
http://www.lemonde.fr/cinema/article/2010/10/20/mysteres-de-lisbonne-la-machine-a-illusions-temporelles-de-raoul-ruiz_1428763_3476.html
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Sim, sim, sim muito bem explicado e com muita razão caro rui a.
Mas não se esqueça que o Estado tem um papel fundamental para o bem-estar das populações e para a eficácia dos mercados.
Temos que mudar de estratégia, o Estado terá de passar a fornecer somente o que o mercado é incapaz de dar, ou que o dá a preços proibitivos, e a ter fundamentalemente um papel de regulador.
Mas para chegarmos a isso precisamos de um gigantesco e progressivo plano de reformas.
Ora isto é de muito longo prazo na situação actual.
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Mas, porque é “o estado secou a economia privada e esta já não o consegue sustentar.”???
É pela “excessiva” carga fiscal existente em Portugal, que não é superior (antes pelo contrário) à dos países cujo estado não “secou” a Economia??
È pelos “inúmeros” entraves burocrático-judiciais que impedem o regular – e naturalmente bom – funcionamento da “economia privada”???
È por qualquer outra abstrusa razão, que iliba sempre a – naturalmente e intrinsecamente boa – “economia privada” de qualquer responsabilidade na situação actual do país (do país, não do Estado)??
Ou será que a “economia privada” se secou a ela própria… pela sua – notória e conhecida – baixa produtividade??? Pela baixa qualidade dos seus quadros dirigentes, pela baixa qualificação dos trabalhadores, pela péssima gestão estratégica, pela baixíssima taxa de reinvestimento, pela total ausência inovação, investigação e desnvolvimento….????
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“É uma questão simples, mesmo muito simples de produção de riqueza — riqueza real, regular e sustentável, capaz de acorrer às necessidades de financiamento da sociedade em causa, capaz de colher crédito, capaz de oferecer garantias aos seus credores.”
Luís Filipe Afonso
É de facto simples!
O Rui acredita que foi (é) o Estado que impede (ou impediu) a notável “economia privada” portuguesa de ser aquilo tudo que está ali dito!
E apenas creio que é mesmo a nossa “economia privada” que não é capaz de ser aquilo!
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as nossas elites políticas, são incompetentes;
as nossas elites económicas, são incompetentes.
as nossas elites “intelectuais” vivem no alto dos seus preconceitos…
os nossos concidadãos, como cidadãos, não existem!…
vive-se no desnorte total!…
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Não li o que estava anteriormente mas só tenho a dizer uma coisa:
Os que não dependem do “Estado” para existir…têm todo o direito em não querer trabalhar mais.
Isto pode significar que muita gente pode ficar sem o seu pão.
– como se diz: Quem trabalha e come não come o pão de ninguém. Mas quem não trabalha e come, sempre come o pão de alguém!
(tenho dito!)
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“…o nosso péssimo pessoal político é, em muito boa medida, resultado do estado social.”
Perspectiva interessante.
Quanto ao próprio do Estado social, obviamente não falhou (foi foi pilhado por mandriões e chulos) e espero que não falhe nunca.
Só não percebe isso quem não tenha uma criança doente ou deficiente em casa, ou não tenha um avc aos 37 anos e fique paralizado de um lado e numa cadeira de rodas para o resto da vida.
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Caro RUI A.,
A discussão do mérito do que é público e privado, nomeadamente no ensino e na saúde, não nos leva a lado algum. Saude e Educação são áreas em que o privado pode exercer a sua actividade complememtando um serviço necessariamente universal. O que se verificou na educação foi algo já expectavel; os privados investiram em areas de consumo massivo, no fast food da educação; básicamente cursos de direito, gestão e arquitectura e outros do genero. Enfim, cursos de investimento baixo. Ao estado coube manter a dignidade do ensino, mantendo curso de medicina, engenharias, que envolvem investimentos consideraveis.
Mas está certo. Não esperava eu outra coisa. Os privados estão no mercado para ganhar dinheiro aproveitar a onda. A estratégia, as necessidades futuras de um país que se quer desenvolver, não estão nos horizontes dos empresarios na area da educação portuguesa. Os objectivos são mais de curto prazo; e o curto prazo é o que está dar… a gestão, a economia, o direito…
Ora, a educação de um país tem um horizonte que não se confina ao horizonte empresarial do lucro imediato e da rentabilidade. É necessário manter cursos nas ciencias, nas engenharias, custe o que custar. O país vai agradecer no futuro. Porque é no futuro, com governantes que apostem no futuro e no desenvolvimento, que podemos crescer.
Os exemplos dos EUA não servem para Portugal. Cada povo tem a sua história e a sua cultura. E a atitude inteligente é adequar as politicas à cultura do povo, dentro do principio de que não podemos mudar o mundo, mas temos que nos adaptar ás circunstancias.
RB
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Vasco Pulido Valente não podia em 1984 estar a aludir aos governos de Cavaco Silva pela cronológica razão de que o actual Presidente da República governou entre 1985 e 1995.
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Ana C.,
O estado pode – e deve – prestar assistência a quem dela comprovadamente carece. Mas não o deve fazer indiscriminadamente, de forma universal, sem distinção e gratuitamente.
Ricciardi,
Lamento, mas o que você diz não corresponde minimamente à verdade. Nem quanto ao papel do ensino superior privado em cursos que exigem investimento, muito menos quanto à «dignidade» do ensino superior público. Quanto a este último, conheço exemplos vergonhosos de falta de qualidade científica e académica, sobre os quais, muito francamente, não me apetece começar a falar, sob pena de não me calar nos próximos meses. Os casos de nepotismo são, também, às centenas pelas universidades públicas desse país, repito, às centenas. Por outro lado, o despesismo é absurdo, sendo o dinheiro utilizado com muito pouco critério, em viagens, senhas de presença em reuniões e por aí em diante. Vá ver as estatísticas (se é que ainda se publicam…) do Ministério sobre o custo de cada aluno, por instituição e curso, e depois vá perguntar-lhes onde é que gastam o dinheiro. Sobre o ensino privado, convinha analisar a forma absolutamente inconstitucional, violando permanentemente, entre outros princípios, o princípio da igualdade, com que o estado e o MEC se relacionaram e relacionam com as instituições. Olhe, entre eles a proibição, sustentada em pareceres indignos do sr. «professor» Alberto Amaral, segundo os quais há médicos a mais em Portugal, de o ensino privado ensinar medicina. Isto é coisa terceiro mundista, talvez apenas com paralelo em Cuba. Mas o tratamento descriminatório das privadas em relação às instituições públicas, ainda que a sua natureza seja a mesma, não abona em favor do estado português.
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O artigo do VPV é obviamente de 94. Obrigado pela chamada de atenção.
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Caro RUI A.,
Não duvido que haja desperdicio e abusos na Educação e Saude. Não duvido.
Ontem provei ao seu colega Joaquim, com dados da OCDE, que Portugal é o país Europeu que gasta menos na saúde per capita. Sensivelmente metade dos Paises desenvolvidos e em linha com paises emergentes do mundo.
Aposto que na area da Educação os custos per capita tambem serão os mais baixos de todos.
É portanto FALSO que Portugal gaste mais do que os outros paises. Não gaste bem menos per capita. Bem menos.
Resumindo Portugal gasta metade dos seus parceiros (per capita) e atinge os mesmos objectivos que os mesmos. Os indicadores na Saude estão em linha com os melhores do mundo (mortalidade, esperança de vida etc.)
O problema NÃO reside pois no lado da despesa. Embora se possa imprimir ainda maior eficiencia do lado da despesa eliminado o desperdicio e a gordura, a verdade é que o problema do país está efectivamente do outro lado da equação. A Receita. A produção de riqueza. Matéria que não há vivalma que queira discutir.
RB
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Caro Ricciardi,
Ainda ontem tentei explicar noutro local precisamente que os gastos públicos per capita em saúde e educação de Portugal em relação á média da OCDE são baixos.
O problema do déficit público está no desperdicio, compadrio e incompetência noutras aéras públicas como a RTP, CP, REFER. Banco de Portugal, Anacom, Águas de Portugal, TAP, Metro, Carris, ANA, etc. . Mas aí há pouca gente que queira cortar.
Por outro lado pouco se fala, como disse e bem, de como conseguir aumentar as exportações ou diminuir as importações.
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Pois claro PMP, é isso mesmo.
Se o custo pelo tratamento de cada cidadão é o mais baixo de todos os paises da OCDE, não vejo que o problema possa estar aí.
Sei bem que, ninguém pode viver acima das suas possibilidades. O estado deve confinar-se às receitas que tem, eliminando desperdicio na despesa, mas ao mesmo tempo trabalhar, ter um projecto de desenvolvimento da riqueza.
A não ser que nos conformemos com a miséria e com o degradar da civilidade que custou tanto a conquistar.
A ideologia, a partidarite é infelizmente uma doença muito comum em Portugal. As pessoas ficam cegas e defendem o indefensável, tudo a bem do partido ou da ideologia.
Os comunistas tem esta caracteristica (partidarite) bem vincada. Os comunistas e pelos vistos os liberais (infelizmente). E essa caracteristica é fundamentalista, seguem uma cartilha ideologica à letra; as circusntancias, o momentum, a cultura, a envolvente, para eles, não interessa para nada. Tudo pela ideologia. Fazem-me lembrar os religiosos muculmanos sunitas ou alguns fundamentalistas cristãos. Se o teu olho é motivo de pecado, arranca-o.
Assisti, com interesse, a um debate neste blogue, entre um dos autores e um comentador, aonde aquele acusava o oponente de ser de esquerda ou socialista. Toma lá tu não contas porque defendes um estado social portanto és socialista. Ora nada mais errado. Ser liberal não é isto. Ser liberal não incivilidade. Não é incompativel com o direito que o ser humano tem em receber tratamento na doença.
Ao invés de discutirem coisa sérias e verdadeiramente liberais, causam pavor nas pessoas. Ninguém está livre neste mundo de ser premiado com a desgraça da doença e não ter dinheiro para pagar. Os EUA, a esse respeito, arrepiaram caminho. Era mais do que evidente que tal iria acontecer. Um país civilizado não podia ter 40 milhões de pessoas sem acesso à saúde e ao mesmo tempo gastar QUATRO vezes mais na saúde do qualquer outro pais civilizado de todo o mundo. O que está de facto errado é o sistema Americano. E os numeros demonstram-no. Está errado mas não em tudo. A parte da liberdade de escolha é fantástica. Propicia melhorias na qualidade fomentada pela concorrencia. Os seguros de saúde são de facto uma alternativa viavel, porque não? Tudo isto não é incompativel com a ideia de civilidade, recentemente reposta no sistema americano. A garantia de que não haverá ninguém a morrer por insuficiencia de meios financeiros para se tratar.
RB
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Quem paga o salário do Sr. Nobre?
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Ricciardi
Os comunistas e estes liberais é que são assim radicais e fundamentalistas. Há muitos partidos liberais, pela Europa fora, (que estes liberais dirão que não são liberais) e que não são fundamentalistas, nem radicais.
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Pois, mas é pena. Que isto é malta inteligente e culta que faria falta a Portugal e à gestão da cousa pública. Infelizmente são pessoas presas a dogmas ideologicos e ao imobilismo que isso provoca. Para eles está tudo inventado. É seguir os ensinamentos dos mestres, do Marx ao Hayek, não tem nada que saber. Pronto não se fala mais nisso. Uns deliciam-se com a causa das nacionalizações e o ódio à coisa privada, outros deliciam-se na miragem de uma sociedade sem estado. Venha o diabo e escolha.
RB
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Ambos são úteis porque estabelecem os limites racionais de uma discussão política. São as traves da baliza.
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o problema não é público ou privado, não são os funcionários das empresas, são os gestores/administradores incompetentes e em número absurdo nestas empresas. Em portugal não existem mais do que uma dúzia de grandes empresas privadas (verdadeiramente privadas) tudo o resto não passa de embuste e de falsas empresas, subsídios, compensações, incentivos(dinheiro),uso de equipamentos e instalações públicas em proveito dos amigos. A todos os defensores dos grandes méritos dos privados peço que digam quais as empresas (empresários) que investiram/arriscaram o seu
dinheiro sem terem uma garantia do estado, assim qualquer pessoa cria uma empresa. Em portugal 86% das empresas ditas privadas vivem à custa do estado.
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