Caro Rui A.
Gostei do seu artigo. Há ali uma coisa que se repete no último livre de Vitor Bento (por outras palavras) e que me chamou a atenção: o direito de propriedade, “aquele princípio que antecede e pressupõe todos os restante”. Desconheço qual é o fundamento filosófico desta tese e gostava de a conhecer. Não a pretendo discutir consigo, só quero perceber o contexto desta afirmação.
“… a caricata situação de serem governos socialistas a realizar o seu funeral,…”
Pois, realizam o funeral do Estado Social que sempre defenderam, mas continuam a governar e a cobrar impostos. Agora, pergunto eu, com que finalidade?
Excelente artigo, caro Rui A.
É por isso que a Democracia é melhor de todos os regimes, mas só o é, quando se limita os poderes dos cidadãos eleitos, que sob a pretensa legitimidade democrática (em nome do tal bem comum) são os que mais violam a liberdade alheia.
Repare-se no que acontecia no tempo do Botas. Tinha poucos políticos comparado com o regime de agora. E mesmo esses políticos, eleitos de uma forma que hoje não se compadece com a mossa ideia de democracia, tinham poderes limitados. Daí que, paradoxalmente, o regime de hoje é menos livre que nos tempos do Botas.
Claro que eu falo de Liberdade em sentido mais amplo, que mera possibilidade de liberdade de expressão. Hoje a nossa liberdade económica, por exemplo, é muito mais limitada que nos tempos do Botas. Ou até mesmo a liberdade de educar os nossos filhos, ela hoje é muito menos livre que nos tempos do Botas.
Democracia só é efectiva quando os poderes eleitos têm poucos poderes. Quanto mais poder um político tem, mais ele abusa. E quantos mais políticos mais os abusos.
São os paradoxos políticos dos dias de hoje, na maioria das ditas sociedades democráticas. Qualquer artola, eleito, nem que seja numa pequena junta de freguesia, julga-se no direito de regular a vida alheia. Desde a educação sexual ao que nós comemos, vestimos ou onde fazemos amor.
Os Reguladores de Nevada e New Jersey (Estados Unidos) estão na posse de um relatório com implicações na segurança internacional.
No dia 8 de Setembro de 2005, o jornal Wall Street divulgou nas suas páginas que o Serviço Secreto dos Estados Unidos, o Departamento do Tesouro para o Terrorismo e Inteligência Financeira (TFI), o Departamento dos Estados Unidos para a Imigração e Serviços Aduaneiros e o Departamento para a Segurança Interna investigaram a lavagem de dinheiro por um banco de Hong-Kong controlado pelo magnata do jogo Stanley Ho.
Ainda segundo o relatório, Stanley Ho, um chinês de 84 anos (à data da conclusão do relatório) que deteve o monopólio de jogo em Macau durante 40 anos, tem conecções profundas, documentadas, com as Tríades (crime organizado chinês).
Stanley Ho viu negadas as licenças para casinos, que solicitou, em todas as jurisdições reguladas fora de Macau. Recentemente, os reguladores de Singapura obrigaram a empresa concessionária local a cortar as ligações com Stanley Ho antes da abertura de um casino em Singapura…
É com o status deste que o governo aceita um despedimento colectivo de 112 pessoas do casino estoril para os substituir por precários sem a mais leve investigação . Quem investiga este despedimento com milhões de lucros e 50% estado.
“A história do homem tem sempre sido a da sua luta pela liberdade contra o estado e contra o poder público”
A história de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes.
Quando a ideologia chega a este ponto, já sabemos que vai acabar mal
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Caro Rui A.
Gostei do seu artigo. Há ali uma coisa que se repete no último livre de Vitor Bento (por outras palavras) e que me chamou a atenção: o direito de propriedade, “aquele princípio que antecede e pressupõe todos os restante”. Desconheço qual é o fundamento filosófico desta tese e gostava de a conhecer. Não a pretendo discutir consigo, só quero perceber o contexto desta afirmação.
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“… a caricata situação de serem governos socialistas a realizar o seu funeral,…”
Pois, realizam o funeral do Estado Social que sempre defenderam, mas continuam a governar e a cobrar impostos. Agora, pergunto eu, com que finalidade?
Excelente artigo, caro Rui A.
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António Parente
Posted 10 Novembro, 2010 at 11:18 | Permalink
Excelente pergunta.
Fui procurar e encontrei este apontamento.
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Excelente artigo.
É por isso que a Democracia é melhor de todos os regimes, mas só o é, quando se limita os poderes dos cidadãos eleitos, que sob a pretensa legitimidade democrática (em nome do tal bem comum) são os que mais violam a liberdade alheia.
Repare-se no que acontecia no tempo do Botas. Tinha poucos políticos comparado com o regime de agora. E mesmo esses políticos, eleitos de uma forma que hoje não se compadece com a mossa ideia de democracia, tinham poderes limitados. Daí que, paradoxalmente, o regime de hoje é menos livre que nos tempos do Botas.
Claro que eu falo de Liberdade em sentido mais amplo, que mera possibilidade de liberdade de expressão. Hoje a nossa liberdade económica, por exemplo, é muito mais limitada que nos tempos do Botas. Ou até mesmo a liberdade de educar os nossos filhos, ela hoje é muito menos livre que nos tempos do Botas.
Democracia só é efectiva quando os poderes eleitos têm poucos poderes. Quanto mais poder um político tem, mais ele abusa. E quantos mais políticos mais os abusos.
São os paradoxos políticos dos dias de hoje, na maioria das ditas sociedades democráticas. Qualquer artola, eleito, nem que seja numa pequena junta de freguesia, julga-se no direito de regular a vida alheia. Desde a educação sexual ao que nós comemos, vestimos ou onde fazemos amor.
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Os Reguladores de Nevada e New Jersey (Estados Unidos) estão na posse de um relatório com implicações na segurança internacional.
No dia 8 de Setembro de 2005, o jornal Wall Street divulgou nas suas páginas que o Serviço Secreto dos Estados Unidos, o Departamento do Tesouro para o Terrorismo e Inteligência Financeira (TFI), o Departamento dos Estados Unidos para a Imigração e Serviços Aduaneiros e o Departamento para a Segurança Interna investigaram a lavagem de dinheiro por um banco de Hong-Kong controlado pelo magnata do jogo Stanley Ho.
Ainda segundo o relatório, Stanley Ho, um chinês de 84 anos (à data da conclusão do relatório) que deteve o monopólio de jogo em Macau durante 40 anos, tem conecções profundas, documentadas, com as Tríades (crime organizado chinês).
Stanley Ho viu negadas as licenças para casinos, que solicitou, em todas as jurisdições reguladas fora de Macau. Recentemente, os reguladores de Singapura obrigaram a empresa concessionária local a cortar as ligações com Stanley Ho antes da abertura de um casino em Singapura…
É com o status deste que o governo aceita um despedimento colectivo de 112 pessoas do casino estoril para os substituir por precários sem a mais leve investigação . Quem investiga este despedimento com milhões de lucros e 50% estado.
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