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Ruas da Amargura

14 Novembro, 2010

Nas ruas de Lisboa e Porto: neste documentário e neste meu texto.

15 comentários leave one →
  1. A.Silva's avatar
    A.Silva permalink
    14 Novembro, 2010 03:13

    Pois é…, a crise social pode sair muito cara, para os instalados no poder!

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  2. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    14 Novembro, 2010 03:31

    Suponho que só uma boa educação, especialmente em casa, na família, pode interromper este medonho ciclo vicioso com um único sentido para que deixe de haver a procura da droga. Logo que, na família, se dá pelo aparecimento do drama, fecha-se tudo a sete chaves para impedir o roubo que, hélas!, vai saír para a rua. E aí, a policia não pode condescender e os tribunais têm de os manter presos. É uma situação desgraçada, lamentável, mas tem que ser o próprio a evitá-la e a saber livrar-se dela.
    Infelizmente, é um enormíssimo número de famílias a sofrer de todos os modos com esta miséria social, gente com a vida destruída por causa desta chaga.
    A esquerda tem muitas culpas no cartório.

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  3. luis Moreira's avatar
    luis Moreira permalink
    14 Novembro, 2010 11:13

    A Monsanto,uma poderosa multinacional, afronta o Brasil:http://estrolabio.blogspot.com/2010/11/atencao-brasil.html

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  4. e-ko's avatar
    e-ko permalink
    14 Novembro, 2010 12:05

    Paulo Morais,
    não concordo com a sua amalgama, entre toxicodependência e pessoas sem abrigo… são duas situações que se cruzam, mas que não têm, forçosamente, as mesmas origens, portanto, pergunto, é a toxicodependência ou a pobreza extrema que obriga a viver na rua, e muitos destes são apenas alcoólicos, que o preocupa?
    problemas diferentes, devem ter análises diferentes e soluções diferentes…
    muitos dos sem abrigo, se lhes dessem trabalho, saíriam dessa situação e com uma ajuda deixariam o alcool… o desemprego está nos 10% oficiais… crie-se emprego!…
    em relação à toxico dependência, depois de algumas medidas muito elogiadas e estudadas noutros países, incluindo os USA, e mais umas desintoxicações para os casos mais complicados, é também preciso dar trabalho, mesmo não qualificado, a essa gente, para os tirar da rua e do círculo vicioso… o desemprego está nos 10% oficiais… crie-se emprego!…
    mais difícil a fazer do que a dizer…

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  5. Pedro Figueiredo's avatar
    14 Novembro, 2010 13:10

    por favor vão a este blog e comentem http://www.criticol.blogspot.com.
    Obrigado pela atenção

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  6. anti-comuna's avatar
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    14 Novembro, 2010 14:02

    Como Portugal poderia sair das ruas da armagura?

    Hoje a maioria dos portugueses acordaram para a pura realidade: Portugal está falido devido ao elevado peso do Estado, à completa incompetência desde governo e deste Primeiro-Ministro e às erradas políticas económicas e orçamentais do PS.

    Hoje os portugueses já descobriram que as ditas ventoinhas e energias renováveis afinal não baixaram o endividamento nem o elevado défice da balanças de capitais. As ventoinhas são patranhas como foi a aposta nas euto-estradas do Cavaco, na Educação e telemóveis do Guterres, na internet e renováveis do Sócrates, como será o próprio TGV. É a falência do pensamento keynesiano, que nos vende sempre ilusões e passes de mágica, ali ao virar da esquina. Os portugueses começam a perceber que para se ser rico, não há atalhos mas apenas: muito trabalho, suor e esforço. E um esforço contínuo para acumular capitais, know-how, conhecimentos e riqueza. Não há outra maneira.

    Portugal no terceiro voltou a surpreeender pela positiva no seu crescimento económico. Cresceu 0,4% em cadeia e 1,5% em termos homólogos. Segundo o INE, o que sustentou este crescimento foi a procura externa liquida, onde as exportações estão a crescer a bom ritmo ao passo que as exportações estagnaram e, ainda, a procura interna. No entanto, destacou o INE, o investimento caiu, logo terá sido o consumo público e privado a sustentar esta procura interna. O consumo público continua a ser alto pois as derrapagens orçamentais são o dia-a-dia deste governo e deste ministro das finanças. São casos perdidos. O consumo privado, porque apesar de tudo, as pessoas ainda conseguem sustentar algum consumo privado, antecipando compras que não voltarão a o fazer, como carros, etc, após o aumento da carga fiscal previsto.

    Dados do INE:

    http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=83099207&DESTAQUESmodo=2

    Este trimestre passado dá-nos a luz para a saída da crise. Terão que ser as exportações a subir, as importações cairem ou estagnarem e estimular o investimento, que está em queda. Ora, o nosso sector produtivo tem vindo a fazer uma reestruturação fenomenal. É verdade que esta reestruturação tem sido dura e cheia de percalços. Por um lado, o acesso ao crédito é restrito e caro; por outro, o próprio Estado açambarca parte do crédito e dinheiro disponível, secando ainda mais a pouca liquidez disponível. No entanto,apesar de tudo, parte da nossa banca aposta no crédito ás empresas que sustentam esta revolução produtiva silenciosa, como o BPI; ao passo que a CGD se preocupa mais com as grandes operações de capital, sobretudo capital especulativo (como financiar especuladores para segurarem parte do capital de empresas cotadas, como a Cimpor, por exemplo) e sobretudo operações que envolvam o Estado e as sua negociatas com alguns interesses do regime.

    No entanto, se esta revolução silenciosa no sector produtivo é dura, mais dura é para o portugueses desempregados, que vivem com o credo na boca, aumentando assim o crédito mal-parado, a pobreza envergonhada e até a fome. Sem falar no elevado surto migratório que se assiste entre a nossa juventude.

    No entanto é uma revolução silenciosa que se opera nalguns sectores produtivos nacionais. Que vivem muitas dificuldades, sob um ambiente interno bastante adverso, bastante caótico até. No entanto, as exportações estão a subir e os nossos sectores tradicionais estão a conquistar quotas de mercado, elevando a produtividade, que é a palavra-chave para sairmos da crise. A nossa produção industrial tem vindo a recuperar depois do crash, mas o desemprego também o sobe. Estes dados mostram que a nossa produtividade, do sector produtivo, está a subir e bem.

    Ora, face aos números divulgados pelo INE, em vez de nos focarmos apenas em pontos negativos, como um governo incompetente e esgotado, um Estado falido, um credit crunch doloroso e de imprevisiveis consequências, um Estado gordo e a falência do pensamento keynesiano, também nos devemos focar nos pontos positivos. E estes são: o nosso sector produtivo está a responder à procura externa. E isso é fundamental para sairmos da crise.

    Apesar do crash na produção mundial, em 2008, o mundo está outra vez a crescer. Mas a duas velocidades. Um mundo em desenvolvimento que tem ultrapassado a crise com poucas dificuldades e um mundo desenvolvido, endividado, que tem bastantes dificuldades em acompanhar o crescimento económico do mundo em desenvolvimento.

    Podemos ver por este gráfico a produção industrial do mundo, que voltou a bater recordes, em meados do ano:

    http://www.stonefoxcapital.com/2010/09/world-industrial-production-hits-all.html

    É verdade que a Europa ainda não conseguiu esse feito: ultrapassar o pico anterior:

    Click to access 4-12112010-AP-EN.PDF

    No entanto, Portugal tem mesmo que fazer isto: exportar, importar menos, baixar a despesa pública, o endividamento privado e público e acelerar o investimento. Mas investimento este liderado pelo sector produtivo e não pelo Estado, nas suas costumeiras faraónicas ilusões. Ilusões essas que custam muito a financiar e que quase sempre ruinosas, do ponto de vista do resultados.

    Ora, o que Portugal precisa é de uma espécie de Tatcher. Alguém que liberte a sociedade portuguesa da tutela do Estado, da intervenção do Estado, do elevado peso do Estado. Porque, se alguém o fizer, Portugal pode muito bem crescer acima da média europeia, já que o nosso sector produtivo está a mostrar uma força muito elevada. Ou seja, o que Portugal precisa é de alguém com coragem de fazer aquilo que tem de ser feito: emagrecer radicalmente o Estado. Para que o sector produtivo deixe de arrastar o Estado consigo e possa exportar e crescer saudavelmente. Um Estado ausente e não um Estado estorvo, como o é hoje em Portugal.

    E não se pense que esta minha ideia é mera ficção. Não o é. Por um lado temos os números do crescimento económico do terceiro trimestre que o mostram. Números a nível macro. Mas por outro, temos casos de sucesso empresarial, que nos mostram que é possível a Portugal fazer melhor, bater a concorrência internacional, criar valor, empregos, riqueza e até pagar impostos e recursos para sustentar um Estado mais pequeno e verdadeiramente propulsor do desenvolvimento económico.

    Tomemos como exemplo o caso de sucesso da Portucel Industrial.

    [Disclaimer: possuo uma pequena posição accionista nesta empresa e, portanto, as minhas opiniões podem ser fruto de uma visão enviesada, errada e influenciada pelo meu interesse financeiro na respectiva empresa ou título. Nem sequer é qualquer aconselhamento de compra ou venda da referida empresa ou grupo.]

    A Portucel Industrial produz sobretudo dois tipos de produtos: pasta de papel e papel propriamente dito, para escritório e similares, dito fino.

    No auge da crise financeira e mundial, a Portucel investiu mais de 600 milhões de euros numa nova fábrica de papel em Setúbal, mais em alguns projectos de energia, para aproveitar melhor o seus resíduos florestais e maior autonomia energética. Essa fábrica de papel foi sobretudo financiada com o recurso a capitais externos. Deste modo, a Portucel sofreu dois choques adversos de verdadeiro risco imprevisível: queda abrupta nos preços de venda dos seus produtos, como a pasta do papel e o próprio papel; um credit crunch que tornou mais difícil e caro o acesso a capitais externos.

    Os riscos foram mesmo elevados e puseram em causa a própria solvabilidade financeira do grupo Portucel. No entanto, fruto do seu próprio esforço e alguma sorte à mistura, a empresa sobreviveu ao colapso dos preços de venda dos seus produtos, sobreviveu ao excesso de capacidade produtiva na Europa no sector do papel fino, em que a Portucel teria que conseguir vender o produto desse novo investimento num mercado já com elevado excesso de capacidade produtiva. E conseguiu financiar a custos relativamente baixos, esse investimento, que elevou de uma forma dramática o seu endividamento face ao seu EBIT.

    No entanto, a Portucel conseguiu sobreviver a estes três anos dramáticos e está a conseguir tornar-se num dos maiores e melhores players mundiais do seu sector. Como? Vejamos o que diz a própria Portucel, no seu comunicado ao mercado sobre os seus resultados do terceiro trimestre de 2009.

    “Em linha com o verificado na primeira metade do ano, o Grupo Portucel apresenta um desempenho muito positivo nos primeiros nove meses de 2010, com as vendas consolidadas a atingirem €1 003,7 milhões, o que representa um crescimento de 24,5% em relação ao período homólogo. Este crescimento resulta essencialmente de um maior volume de papel UWF 1 vendido, sustentado pela produção da nova fábrica de papel, e do aumento de produção e venda de energia. Estas áreas de negócio têm uma importância cada vez mais relevante na actividade do Grupo, em linha com o que tem sido a sua estratégia de desenvolvimento .”

    In http://backoffice.portucelsoporcel.net/dynamic-media/files/20101027divresultados3trimestre1.pdf

    A dada altura, também diz a Portucel:

    “O mercado europeu de papéis finos não revestidos continuou a consolidar a recuperação registada desde o último trimestre de 2009, estimando-se que o consumo aparente tenha crescido cerca de 8% face aos primeiros 9 meses do ano passado. A capacidade líquida de produção de UWF na Europa diminuiu cerca de 2% em relação a igual período de 2009, apesar do arranque da nova fábrica da Portucel, em Agosto de 2009, cuja curva de arranque se encontra já em fase muito avançada. Apesar de evidenciar uma importante recuperação face a 2009, a taxa de ocupação da indústria europeia de UWF situou-se no período em análise nos 93% (reflectindo uma sobrecapacidade de cerca de 7%), tendo contudo o Grupo Portucel operado novamente em plena utilização da capacidade instalada, apesar do difícil contexto de mercado e incluindo o forte acréscimo de capacidade disponibilizada pela nova fábrica de papel. Estima-se que a
    sobrecapacidade será ainda maior no plano global, situando-se nos 14%, ou seja, cerca de 6 milhões de toneladas.”

    Como se pode ver, o excesso de capacidade instalada na Europa é muito elevado. No entanto, a Portucel apresenta uma subida nas vendas, sobretudo em valor. E tem conseguido sustentar a venda da nova produção instalada, apesar do ambiente super competitivo que se vive no sector.

    Todavia, apesar do ambiente desfavorável e até dos preços da venda de papel fino não terem recuperado ainda para niveis de antes da crise, ao contrário da pasta do papel, a Portucel tem conseguido ganhar importantes quotas de mercado:

    “O mercado europeu de papéis finos não revestidos continuou a consolidar a recuperação registada desde o último trimestre de 2009, estimando-se que o consumo aparente tenha crescido cerca de 8% face aos primeiros 9 meses do ano passado. A capacidade líquida de produção de UWF na Europa diminuiu cerca de 2% em relação a igual período de 2009, apesar do arranque da nova fábrica da Portucel, em Agosto de 2009, cuja curva de arranque se encontra já em fase muito avançada. Apesar de evidenciar uma importante recuperação face a 2009, a taxa de ocupação da indústria europeia de UWF situou-se no período em análise nos 93% (reflectindo uma sobrecapacidade de cerca de 7%), tendo contudo o Grupo Portucel operado novamente em plena utilização da capacidade instalada, apesar do difícil contexto de mercado e incluindo o forte acréscimo de capacidade disponibilizada pela nova fábrica de papel. Estima-se que a
    sobrecapacidade será ainda maior no plano global, situando-se nos 14%, ou seja, cerca de 6 milhões de toneladas.”

    E como ganhou esta quota de mercado? Com mais valor acrescentado e uma aposta decisiva nas suas vantagens competitivas: alta qualidade a baixo preço:

    “O crescimento global de vendas foi suportado por uma subida de 14% do volume de vendas de produtos premium, o que assume especial relevância, no actual contexto de mercado. De salientar ainda o crescimento de 18% no volume de vendas de marcas próprias do Grupo, com particular destaque para a Navigator, a marca de papel de escritório premium mais vendida em todo o mundo, que cresceu 12%. As marcas próprias do Grupo representaram no período
    perto de 60% das suas vendas totais de produtos transformados em folhas, mantendo o peso registado antes do arranque da nova fábrica de papel.”

    Aqui ficamos a saber que a nova produção da fábrica de Setúbal não afectou as suas margens, pois o peso dos seus produtos de alto valor acrescentado manteve-se. Dito de outra forma, a Portucel conseguiu elevar mais a sua produção na cadeia de valor. No fundo, transformou a sua pasta de papel e acrescentou-lhe valor, conquistou quotas de mercado e aguentou o embate do excesso de capacidade instalada na Europa.

    E não apenas a Portucel está a conseguir vencer no mercado europeu, ele próprio um dos mais exigentes e competitivos do mundo, mas também no próprio mercado americano, que sob uma crise no consumo, mesmo assim as vendas subiram 17%:

    “O mercado de UWF nos EUA evidenciou uma quebra de 1% no consumo aparente nos primeiros nove meses do ano. Apesar da nova redução líquida de 6% da capacidade instalada, as taxas de ocupação da indústria não ultrapassaram 89%, tal como referido anteriormente. O Grupo Portucel aumentou o volume de vendas no mercado norte-americano em 17%, face ao período homólogo de 2009, conquistando quota neste mercado.”

    É claro que a queda do dólar tem uma parte da explicação do sucesso da Portucel nos USA, como ela própria refere quando destaca que o sector europeu vendeu muito mais para os USA.

    O que este caso da Portucel vem demonstrar é que existe capacidade empreendedora em Portugal. Existe capacidade de gestão. Existe mesmo quem assuma riscos e bastante elevados até, face ao ambiente económico e financeiro que se vive no mundo. Tudo isto existe e poderia ser mais bem aproveitado. Bastava que surgisse uma espécie de Tatcher e libertasse a sociedade das grilhetas do Estado. Porque há bons casos de sucesso em Portugal. Não apenas na área industrial, como a Portucel, como até no retalho, com o Grupo Jerónimo Martins a revelar um dos melhores e mais casos de elevada capacidade portuguesa de gestão e empreendedorismo no exterior.

    Ora, para Portugal sair da crise, o caminho não é inventar ovos de colombo. É apenas deixar a sociedade viver mais livre. Deixar a sociedade respirar. É haver alguém com visão, que tire o Estado do caminho e promova reformas importantes nos nossos mercados internos, onde se privilegie o investimento, as exportações, a poupança, a acumulação de capitais, em suma, uma verdadeira sociedade livre.

    Porque os casos de sucesso a nível interno, desde a Efacec, a Jerónimo Martins, a Portucel e muitas outros casos que não surgem nos radares da opinião pública, mostram que é possível quebrar este longo ciclo de pobreza, que começamos em 1998. Mostram que não é apenas culpa dos nossos empresários e gestores este empobrecimento. Pelo contrário, os maus gestores e empresários estão a desaparecer com a crise, deixando sobreviver os melhores, os mais fortes, os mais bem preparados e mais capazes de dar a volta por cima ao actual estado a que chegou o país.

    Só precisamos de alguém com coragem e uma visão mais “tatceheriana” do mundo e do país. Porque no resto, os portugueses, quando não oprimidos pelos poderes públicos e políticos, fazem milagres. Inclusivé, milagres económicos.

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  7. Santos Costa's avatar
    Santos Costa permalink
    14 Novembro, 2010 15:40

    Por acaso o sr Paulo Morais não fez parte de um executivo camarário que prometeu tirar das ruas do Porto os toxicodependentes no espaço de poucos meses»? Já passaram MUITOS MESES
    Rui Rio está a meio do 2º mandato, isto é 6 anos e as coisas estão piores. Será que a culpa é do Nuno Cardoso?

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  8. ccz's avatar
    14 Novembro, 2010 15:49

    Caro anti-comuna,
    Aqui vão os números da recuperação para o sector do calçado:
    http://balancedscorecard.blogspot.com/2010/06/o-choque-chines-num-pais-de-moeda-forte_02.html
    Também ele à custa de mais valor acrescentado.
    .
    Por coisas como vejo no calçado, no mobiliário, nos têxteis técnicos, no fabrico de máquinas de concepção portuguesa, é que penso que tem toda a razão quando escreve:
    .
    “Ora, o que Portugal precisa é de uma espécie de Tatcher. Alguém que liberte a sociedade portuguesa da tutela do Estado, da intervenção do Estado, do elevado peso do Estado. Porque, se alguém o fizer, Portugal pode muito bem crescer acima da média europeia, já que o nosso sector produtivo está a mostrar uma força muito elevada. Ou seja, o que Portugal precisa é de alguém com coragem de fazer aquilo que tem de ser feito: emagrecer radicalmente o Estado. Para que o sector produtivo deixe de arrastar o Estado consigo e possa exportar e crescer saudavelmente. Um Estado ausente e não um Estado estorvo, como o é hoje em Portugal.”
    .
    Talvez precisemos do colapso financeiro do Estado para que se possa fazer um reset com outros protagonistas, com novos partidos, libertar a força da nossa economia.

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  9. será's avatar
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    14 Novembro, 2010 15:53

    será que o contabilista cortou o pio ao recem-economista-mor? este outrora tão prolixo….
    p.s. talvez não fale porque se falar vão lhe questionar porque não pede desculpas….

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  10. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    14 Novembro, 2010 15:58

    Volta cardoso,tás perdoado!

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  11. JCA's avatar
    JCA permalink
    14 Novembro, 2010 16:03

    .
    O filme conta uma história que já existe uns bons 10 anos. Chegaram tarde, no que é ‘fado corrido’ para os que sabem mais da vida a dormir que certas elites acordadas a dormir na forma.
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    Falta terem filmado a russa ‘boxeur’ a pôr os bêbedos profissionais KO.
    .
    Um bilhete de ida para os BRIC’s de origem para se juntarem às familias seria ‘caridade’ real para esta gente. Não rezo, mas a Igreja de Arroios envolveu-se nalguma solução diària de subsistência para esta gente.
    .
    No jardim em frente à antiga ‘Catedral Fontória’, e noutros incluindo as arcadas do Terreiro do Paço etc, é só passar à noite e ver os ‘Direitos Humanos’ na sua maxima plenitude. Não é só Lisboa. É Porto, Coimbra, Faro etc.
    .
    Resta que este cenário não ser o rumo nacional de certas elites portugueses transversais a Fés ou Sem Fés, socialistas ou anti-socialistas, para Portugal.
    .
    Falta o macro cujos alicerces são o micro, embora o macro dê mais inchaço e estatuto da ‘jarrãos’ para embasbacarem com teorias académicas alguns embasbacados profissionais. Os estrangeiros fogem delas para Politicos como os ratos dos gatos.
    .

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  12. Manuel António Perei's avatar
    Manuel António Perei permalink
    14 Novembro, 2010 16:10

    Sabes Povo Português quem é o responsável pela merda de vida que nós temos? Nós , porque reincidentemente continuamos a eleger, a promover, a aplaudir aqueles, que já deram provas de incompetência, desonestidade etc,.Somos masoquistas?

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  13. anti-comuna's avatar
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    14 Novembro, 2010 17:05

    Caro CCZ, muito obrigado pelo link.

    Sim, tem razão. O nosso mundo empresarial FORA DAS CAPELINHAS DO PODER DE LISBOA está a fazer uma revolução económica. Infelizmente os dados sectoriais e até relativos a países-clientes, tipo de produtos, etc, são escassos. Mas pelas informações que vou recolhendo, o nosso mundo empresarial sofre muito mas a maioria está a dar a volta por cima. O caso do Calçado é por si só um perfeito exemplo de como é possível subir na cadeia de valor, aumentando a produtividade e, ao mesmo tempo, cria-se ou mantêm-se empregos, tão carentes que estamos deles. Isto mostra que os “estrategas” das novas tecnologias, alquevas, aeoroportos, etc. são mesmo uns nabos. Não percebem que é o valor acrescentado que conta, não se são produtos informáticos ou outros. A falência da Infeneon devia-lhes ter ensinado algumas coisas, mas como é gente que nunca trabalhou na vida e conhecem o mundo das empresas pelas lentes das escolinhas ou da sede partidária…

    Outra notícia que comprova o que eu eu penso:

    “Lucros da Corticeira Amorim aumentam mais de 7 vezes para 17,7 milhões”

    In http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=452389

    E ainda tem lá mais isto:

    “A dívida caiu para os 111 milhões de euros e o EBITDA Corrente cresceu para os 52,1 milhões de euros.

    O crescimento das vendas em 10% para os 347,3 milhões de euros e um crescimento residual dos custos operacionais em 3,4%, “resultou numa melhoria significativa dos indicadores EBITDA e EBIT, que atingiram, desta forma, valores de 52,1 e 36,8 milhões de euros, respectivamente nos primeiros nove meses de 2010”, sublinha a empresa.”

    E mais à frente ainda mais isto:

    “A mesma fonte salienta também que, durante o terceiro trimestre do corrente ano, a actividade consolidada “foi positivamente impactada pelo forte crescimento registado nas vendas da sua principal Unidade de Negócio – a UN Rolhas – que, ao apresentar uma subida de vendas trimestral de 19%, influenciou decisivamente todos os indicadores de desempenho da Corticeira Amorim”.”

    As vendas das rolhas, um produto com uma relativa baixa cadeia de valor, sobem de tal forma, que ajudam esta empresa de um sector tradicional (os tais que diziam que iam e deviam morrer, estes palhaços teóricos) a aumentar os seus lucros, à medida que baixam a sua dívida remunerada.

    Aliás, esta é a grande lição da Alemanha. Eles apostaram em tudo o que poderia resistir. Desde fábricas de edredons a fábricas de carros; desde fábricas de colchões até fábricas de escovas-de-dentes eléctricas; desde fábricas de produtos químicos a fábricas de agulhas; eles apostaram em tudo.

    Não vão na treta que só os chamados produtos das “novas tecnologias” é que são bons. Pois muitas vezes, estes ditos produtos, como memórias, por exemplo, são produtos de baixo valor acrescentado, sendo apenas e quase uma commoditie. Mas há nabos em Portugal que acham que devemos copiar o “Silicon Valley”, quando na realidade ele está em forte crise e sob colapso.

    Enfim, a dissonância cognitiva é tão grande em Portugal, que doi ver tanta burrice junta aos comandos do nosso país. Glup!

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  14. PMP's avatar
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    14 Novembro, 2010 17:23

    Com uma taxa de desemprego e sub-emprego superior a 12% a pobreza vai-se alastrando.
    Como criar emprego é a questão principal. Apesar do aumento das exportações, a criação de emprego nesses sectores é quase nula. Noutros sectores existe destruição de emprego.
    É necessário repensar todo o sistema de ajudas ao emprego e os sistemas de ajudas às empresas.

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  15. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    14 Novembro, 2010 17:39

    “Apesar do aumento das exportações, a criação de emprego nesses sectores é quase nula. ”

    Tem razão. Mas a partir de uma dada altura, o sector exportador passa a criar bastantes empregos. Não apenas directos, como infere, mas indirectos. E não apenas na contabilidade, auditorias externas, etc. Mas em publicidade, marketing, etc. Por exemplo, uma empresa que queira reposicionar o seu produto, terá que “terciarizar-se” ou recorrer a fornecedores externos esses serviços que os exportadores necessitam. Uma têxtil moderna precisa de um modelo. Logo, recorre a uma agência de publicidade que por sua vez recorre a uma agência de modelos.

    Uma exportadora não só cria empregos directos mas indirectos. Pode perguntar ao CCZ que é especialista do assunto e confirmar-lhe-á o que eu aqui digo.

    Veja o caso alemão. As suas exportadoras, durante anos, também foram destruindo empregos e a restante economia não os conseguia absorver. Mas agora é ao contrário. São as exportadoras que absorvem parte do desemprego criado no sector dos serviços financeiros, construção, imobiliária, etc.

    Portanto, é mesmo o único caminho possível. Destruir empregos em sectores não abertos à concorrência, ligados ao consumo e monetarização da economia (em terminologia inglesa FIRE), rent seeking, etc. e criá-los nos sectores exportadores e todos os clueters invisíveis que estas exportadoras arrastam atrás de si.

    Naquela definição shumpeteriana, é esta destruição criativa que gera a futura riqueza, assente na produtividade.

    Mas para isto é preciso temperança, paciência e muito esforço. Muitos querem queimar etapas mas não conseguem. Posso-lhe dar um exemplo como analogia nos investimentos bolsistas. Um investidor mediano terá que ter paciência em manter o seu investimento, pois só o tempo é mesmo seu amigo se tiver paciência. Temperança em aguentar as tempestades que afectam ciclicamente os mercados. E esforço em encontrar os investimentos cujas rentabilidades serão seguras ao longo do tempo. Aqueles que procuram sempre bater o mercado, sem terem paciência, temperança e o esforço, quase sempre só obtêm rendimentos sofríveis. 90% deste tipo de investidores perde dinheiro ou tem rentabilidades abaixo dos próprios indices.

    Por vezes penso que os ditos ilusionistas keynesianos não passam de jogadores de casino mas com o dinheiro alheio. E registo que o Keynes foi um grande gestor de investimentos, o que é ainda mais paradoxal. É por isso que as políticas keyenesianas são más. Dependem mais da sorte que do saber. São como os jogadores de bolsa.

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