Risco de “revolta social”
20 Novembro, 2010
Segundo diversos sociólogos, há em Portugal um risco de revolta social. Quem os lê e quem os ouve falar fica com a ideia de que eles não têm qualquer dado que o comprove, que não fizeram qualquer estudo, que não sabem mais do que qualquer um de nós. Fica-se com impressão que eles gostaríam que houvesse uma revolta social. Não sei se há ou não risco de uma revolta social em Portugal. O risco de apatia e indiferença parece bem maior. Mas não faltam candidatos a ideólogos da revolta social.
25 comentários
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A partir de Janeiro as pessoas vão começar a sentir na «pele».
Até agora tem sido só crise de goela mas com o crédito ainda aberto.
Quando não houver dinheiro para carregar telemóveis, é que a coisa vai virar…
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Efectivamente, a apatia e indiferença parecem caracterizar a sociedade portuguesa. No entanto, as grandes revoltas sociais foram me geral precedidas por situações de grande acalmia abruptamente interrompida.
Não desejo isso mas é bem possível que seja o que vai acontecer.
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Curioso que, não sendo por copiar, quando os oiço, variedade de sociólogos, curioso do evento, como eles, eu também, mais não fosse pela novidade, dou mais vezes comigo algo desolado, se não que desconfiado que “O risco de apatia e indiferença parece bem maior.
Pois que o é.
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A minha revolta social é a seguinte: boicote à bica curta (eu peço uma bica, não uma amostra de café). Que cabra, aquela vaca estúpida do café bairro.
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CAROS SENHORES
NÃO EXISTE A MENOR POSSIBILIDADE DE HAVER REVOLTA DA TURBA EM PORTUGAL.
O ZÉ POVINHO ESTA MUITO OCUPADO COM :
– FUTEBOL
– FADOS
– FÁTIMA
– NOVELAS IMBECIS DO TIPO MORANGOS COM MERDA
PODEM FICAR AS ELITES QUE COMEM BEM COMIDO NOSSOS IMPOSTOS, NA MAMA INTERMINAVEL , A CAMINHO DA MOVA ORDEM MUNDIAL.
COM UM POVO IGNORANTE , E COM AS NOVAS OPORTUNIDADES, ESTAMOS A CRIAR UMA NOVA GERAÇÃO DE IMBERBES, IGNORANTES E PERIGOSOS.
É A VIVA !!!! JÁ DIZIA O GUTERRES …………..
EU PARA ME PRECAVER TENHO MEU DINHEIRO MUITO SUADO EM ESPANHA.
NÓS PORTUGUESES TEMOS O QUE MERECEMOS.
CHAU.
RAMIRO LOPES ANDRADE
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Volta não volta, fala-se de revolta.
E trazem escolta?
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Em todos os tempos difíceis surge o esboço de uma rebelião, no próximo ano não será diferente, se surgir um líder, que propague a acendalha, então vai haver sarilho. E vai aparecer, nem que sejam os ultra radicais de esquerda e direita, que por uns dias esqueçam as diferenças; sei que parece utópico, nas não seria a primeira vez que acontece, em Portugal sim, mas uma vez despoletada a rebelião, todos vão à festa para não ficarem de fora. E os carros de combate? Acham que são para quê?
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«agarrem-me ou faço uma desgraça»
é total a anestesia da tv e bola
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Revolta? Deixa-me rir..houve uma no início com um tal de afonsinho e depois uma guerrazita civil de permeio umas questiúnculas fronteiriças e uma revluçãozita em que os militares tiveram de dar o corpo ao manifesto…doutra forma ainda cá estava o Marcelo Caetano..
Estes são os verdadeiros portugueses..
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Podem dizer mal do homem que tinha defeitos e tinha…muitos até..mas prefiro homens com defeitos do que santos…mas tem muita razão no que diz…
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Somos o que somos e temos de viver com isso..bom fim der semana..
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Nós conhecemos que esfera Saramago falava. A esfera do comité central onde a “democracia dele” era muito discutida.
Para ter razão além de parecer é preciso ser.
Um despótico não se interroga sobre a democracia dos outros senão para querer implantar a democracia dele próprio.
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Vai haver vai…
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“Revolta social”?
Não é preciso, bastam os crescentes assaltos a que vamos assistindo.
Depois, com o crescendo da “emigração”,
o Regime vai contando com esta válvula de escape.
Como sempre.
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Resta, para quem fica:
Uma classe com proventos crescentes, a par
do empobrecimento da maioria, a plebe.
É a vida, como disse um PM de sucesso (agora, o sucesso).
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A goleada a nuestros hermanos acalmou os ânimos, a cimeira da Nato empola o ego nacional e quem está mesmo mal é a Irlanda, não somos nós- Panem et circenses e o mal dos outros. Até ver…
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Somos um povo manso e submisso…
Somos o único país do mundo que fizemos uma revolução com cravos em vez de armas…
Sócrates e companhia podem continuar a sodomizar o povo…
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As Revoltas a que os Sociólogos se referem são sempre Sociais…
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Ouvindo a grande maioria dos economistas falar, e escrever, às vezes fico com a sensação que os intérpretes da profissão são capazes de ombrear com a grande maioria dos sociólogos nos dislates interpretativos sobre o que já sucedeu e nos exercícios de profecia sobre o que irá suceder. Este post reconforta-me.
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ramiro lopes andrade,
Quando lhes faltar o pãozinh para a boca e já não tiverem forças para pôr de pé vai ver como a malta sai para a rua com qualquer coisa que tenha a jeito para partir os cornos a estes filhos da puta.
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Quanto a revoltas, Portugal é um país enganoso. A revolta de 1383, em Lisboa, foi precedida de muitos anos de paz podre. Nesse dia, o mestre de Avis vai ao Paço e apunhala o Conde Andeiro (que se tinha escondido atrás de um cortinado); este castelhano, amante da rainha Leonor Teles, governava o país e era odiado pelo povo por isso (e por governar, apenas, a favor da Nobreza e do Clero). Enquanto isso, Álvaro Pais, um burguês, percorre as ruas da cidade, a cavalo, gritando “acudem, acudem, que matam o mestre”. O povo, temendo pela vida do mestre, junta-se em manifestação junto ao paço, exigindo ver o mestre, que logo vem à varanda e diz que está bem, e que vão todos ordeiramente para casa porque o traidor foi morto.
Mas o povo, que andava a ferver em lume brando há muitos anos, não vai para casa. O povo concentra-se junto à Sé de Lisboa. O bispo, odiado dos lisboetas — a igreja ganhara prerrogativas com o governo dos castelhanos — é atirado do alto da torre da Sé, e o seu corpo atado a uma carroça e arrastado pelas ruas da cidade. No fim do dia, os restos do cadáver acabam comidos pelos cães famintos de Lisboa.
Estes foram os acontecimentos que deram início à crise de 1383-85. Por isso digo que, a haver revolta em Portugal, será acontecimento súbito e inesperado, incendiado pelo verbo afiado de um político mais emocional…
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Revolta de quem? Os militares desapareceram .
É para mim um misterio com tanto desemprego e tudo tão calmo.
Umas manifiestações acredito, mas isso é o folclore habitual
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Façam as contas:
Nos últimos 200 anos houve uma revolução neste território a uma média de 1/40 anos.
a(s) últimas foram em 1974/5…….pum!
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jcd parece-se cada vez mais com medina carreira; com o fiasco que tem sido o liberal-terrorismo do Stock Market vá de malhar no Estado Social e, à falta de melhor, defender o Estado Zero.
hoje já nem escrevem sobre a grande Irlanda, esse grande exemplo do liberalismo na União Europeia…
coerências.
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