Todos diferentes, todos iguais!
Portugal não é a Grécia! – clamaram durante muito tempo até à exaustão os nossos responsáveis(?) políticos.
E tiveram toda a razão. O défice público é bem menor(?), a dívida pública também(?), a dívida externa muito maior. Mas temos muito mais toneladas de ouro para empenhar.
Portugal é diferente da Irlanda! – vêm clamando até à exaustão os mesmos responsáveis(?) políticos.
Têm carradas de razão. Não conseguimos reduzir a despesa pública, temos impostos muito mais altos, bancos bem mais sólidos, mas igualmente sem crédito.
A Irlanda não tem nada a ver com a Grécia, nem com Portugal! – terão clamado até à exaustão os responsáveis políticos irlandeses.
Certíssima asserção. Sabem definir reformas e executá-las, não têm um défice externo de 2 dígitos, são ricos, mas detestam o espalhafato novo-riquista.
Os três continuarão bem diferentes, mas em breve partilharão uma fraternal similitude: quando todos tiverem o FMI dentro de portas.

Aquando da sua visita no corrente ano, o Papa, logo após ter terminado a missa, atravessou a pé o Terreiro do Paço sob uma passadeira vermelha, e esteve por uns bons minutos a mudar de paramentos e a descansar no ministério das finanças.
Quem não presumiu a sagacidade de Sócrates e de TSantos ?
Quem duvida da bênção especial ?
(O FMI nao voltará a Lisboa ! TSantos e Sócrates estão tranquilos, a economia e as finanças tugas, preservativas…).
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Errata
ao último parágrafo: “e as finanças tugas preservadas…).
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a crise do rectângulo é estrutural.
não há ector primário a funcionar.
as indústria estão caducas por falta de tecnologia.
os serviços vão funcionando, sobretudo de tabuleiro na mão.
distribui-se o dinheiro emprestado pelo estrangeiro. o governo muito contente por ainda ter crédito.
os contribuintes pagam.
os pobres e desempregados comem quando podem.
todos os dias tenho pedintes portugueses na escadas. alguns comem dia não dia não. vivo dum pequena reforma. preferem umas sandes.
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E se o fulcro da questão fosse a banca tradicional ter falhado perante um Novo (xinês) ?
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Barron’s: Putbacks to Banks Could Be $134 Billion
http://www.ritholtz.com/blog/2010/11/barrons-putbacks-to-banks-could-be-134-billion/
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o remédio para os ‘diabetes portugueses’ talvez não seja Austeridades-FMI’s mas 🙂
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HOW RED WINE FIGHTS DIABETES
http://www.express.co.uk/posts/view/212962/How-red-wine-fights-diabetes
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para Portugal não ficar assim com tantas ‘receitas’ e ‘experts’ em austeridades e “salvações nacionais”:
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8,000 Calories a Day
Doctors Mystified by Case of World’s Thinnest Woman
http://www.spiegel.de/international/zeitgeist/0%2C1518%2C729805%2C00.html
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Isto parece um filme de terror tipo “Saw” em que os participantes no “jogo” em vez de colaborarem para se salvarem todos, na ânsia do cada um por si, matam-se uns aos outros. O governo irlandês também foi ligeiro na forma de comunicar o problema, por causa do receio relativamente à reacção interna à entrada do FMI no seu país. E como se vê, a reacção foi péssima e vai haver eleições antecipadas por isso. A legitimidade política acabou-se.
Quando se diz que o problema da Irlanda é “só” um problema da banca, bem, é “só” mas é um GRANDE sarilho. Eles têm os bancos todos descapitalizados e nenhuma economia de mercado pode funcionar sem um sistema financeiro viável. Se o problema não for resolvido não haverá crédito às empresas e a particulares. Haverá um efeito de contágio para toda a economia e o “Tigre celta” morre de vez. Como a Irlanda não tem dimensão económica para por si só viabilizar os seus “engordados” bancos, acaba por ter de engolir a ajuda externa, mas está a usar as suas armas, como a mediática, para tentar que as condições que lhe vão ser impostas sejam o menos possível contra o seu interesse, nomeamente quanto à taxa de IRC. A situação da Irlanda é muito parecida com a da Islândia há dois anos, parece.
As diferenças destes países para com Portugal prendem-se principalmente com o ponto de partida. Eram países ricos (e ainda podem continuar a ser), têm menos debilidades estruturais relacionadas com o funcionamento do Estado, a coesão social, a produtividade e escolaridade das suas populações e assim terão melhor capacidade de recuperação que Portugal.
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Afinal qual é o problema do FMI?
Não vêm eles emprestar mais €€€$$$ a quem não tem?
Não estiveram eles aqui antes? E o que aconteceu? Depois não ficamos mais ricos?
Que venham eles!!!!!!!!!
FMI Já!
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É isso. Mais uma vez identifico-me, aprecio várias matrizes naturais da Alemanha.
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Porém uma séria duvida se começa a pôr aos Europeus: irá outra vez a Alemanha destruir a Europa ??
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Desta vez a Alemanha ja domina toda a europa e outros… sem disparar um tiro!
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Lionheart, A alemanha e a inglaterra nai vao deixar a irlanda manter o IRC a 14% isso seria e depois vai me dar razao. Isso seria subsidiar as empresas instaladas na irlanda com o dinheiro dos contribuintes Alemaes e Ingleses, os principais credores!
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Pau de Mel, pela relevância e actualidade importa-se de explicar porquê e como ?
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Calma !
Não entrem em pânico !
É simpleX : Sócrates tem afirmado, e hoje reafirmou na SIC, que o FMI não desembarcará na Portela, e que “temos” todas as condições para resolver “o problema” !
Se o PM o disse, é porque –uma vez mais– sabe o que está a fazer, ou, por palavras do “Menino de Ouro do PS”, “estamos no bom caminho !”.
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“Isso seria subsidiar as empresas instaladas na irlanda com o dinheiro dos contribuintes Alemaes e Ingleses, os principais credores!”
Curioso raciocínio… então os impostos para as empresas deveriam ser 100%!!! Explique-me como é que um subsídio deixa de o ser por causa dos impostos…
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Pau de Mel,
Não são 14%, são 12,5% de Taxa de IRC que a Irlanda tem agora. A Alemanha e a França, ou a Inglaterra não querem é concorrência. Esses países vêm a periferia apenas como mercados para onde exportar os seus produtos e deslocalizar as suas empresas para beneficiar dos custos mais baixos com a mão-de-obra, nunca para lhes fazer concorrência. Aproveitam a fraqueza dos irlandeses para, através do resgate, minarem a capacidade competitiva de um (pequeno) concorrente. Afinal, a Irlanda tem menos de 4 milhões de habitantes. Só gostava era de saber o que é que os países da periferia ganham com a “integração” europeia nestas condições…
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Não entrem em pânico, prefiram o penico!
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“Portugal é diferente da Irlanda!” Claro.
Diferentes como um automóvel com os pneus furados e outro com o motor gripado.
Diferentes mas nenhum deles vai a parte alguma, enquanto não for convenientemente reparado.
O “arranjo”, sim , em cada caso é diferente, mas em ambos vai custar tempo e dinheiro.
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