Coitados dos irlandeses
23 Novembro, 2010
Como se pode ler em qualquer blog de esquerda, a crise na Irlanda é a prova do fracasso do neo-liberalismo, da política de impostos baixos e da flexibilidade laboral.
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Deve ser. Os irlandeses estão a pagar bem caro as suas opções económicas. O governo vai cortar o salário mínimo em 12%. Em vez de 1461 €, o salário mínimo Irlandês vai passar a ser de 1 286 €. É bem feito. Tivessem seguido o modelo português de impostos elevados e rigidez laboral e não teriam este violento corte do salário mínimo.
23 comentários
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O João Miranda no seu melhor. Quer então dizer que, se chamássemos o FMI e se aplicássemos o restante modelo de austeridade irlandês, o nosso salário mínimo subia já setecentos e tal euros.
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Bem feito, é bem feito, depois da grande depressão, lá que tenha sido isso, jamais os Irlandeses se viram na urgência de dar o fora, assim, é dizer, de emigrar da Ilha a ver mundo,m quanto antes.
E de entre eles, maioria, a contra-gosto, não achando nem palavras para o sucedido, diz, isto, após a primeira vez um Irlandês julgar, depois da independência, que, definitivamente, se achava seguro na sua terra.
É de mais, caramba.
E ainda há quem faça humor disto, like um JoaoMiranda.
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” (…) o nosso salário mínimo subia já setecentos e tal euros.” Trinta e três
Bem a conta que deus fez, e só o ministro das finanças não vê isso, ele e sókas, para o nosso pesadelo, pouca sorte.
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Já agora sabe o custo de vida na Irlanda? Ah pois..os bancos portugueses têm muita bosta a esconder..mas vai-se saber..os investimentos que têm na Irlanda, Espanha e Grécia….
Sabe o ordenado mínimo no Luxemburgo? Anda à volta de 1870 euros…
http://www.guardian.co.uk/business/2010/nov/18/irish-bailout-banking-crisis-dominoes
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Ah na Irlanda os investigadores recebem ao paper…
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Correcção..Luxemburgo..1670…
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http://aeiou.visao.pt/compare-o-salario-minimo-portugues-com-os-da-ue-e-dos-eua=f543243
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Os irlandeses vivem melhor.
Aqui nesta republica sucialista, onde os pobres sustentam os ladrões, todos os dias empobrecemos.
Socialismo de miséria e de miserabilistas!
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se o ridiculo matasse o joao caia para o lado
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Não João. O que tenho lido em muito blogues é que se trata do fracasso do laissez-faire, da convicção que um sistema financeiro entregue a si mesmo vai acabar inevitavelmente por beneficiar toda a gente. Afinal, a mão invisível só estava ocupada a meter notas nos bolsos dos administradores dos bancos…
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Além do salário maior que o nosso têm a cerveja escura e as ruivas… e muitas casas no Algarve….que valem mais que a ajuda de Portugal ao fundo….
Neste negócio, tirando a cerveja e as ruivas, acabamos com um saldo positivo.
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Epá façam como no tempo do Vasco Gonçalves…
Grátis e voluntário
Talvez o título e o subtítulo possam parecer estranhos, mas têm razão de ser. Não pela crise económica e financeira que nos atinge agora, mas por uma situação bem diversa.
Estava muito atarefado a limpar o sótão das tralhas ali acumuladas durante cerca de cinquenta anos, quando me chegou às mãos a cópia de um documento extraordinário que dizia assim:
Recibo
Recebi da firma—-a importância de escudos—–, correspondente à prestação de um dia de trabalho normal prestado voluntariamente no dia 6 de Outubro de 1974 (domingo), como manifestação de total apoio e adesão à oportuna e patriótica exortação do Primeiro-Ministro Brigadeiro Vasco Gonçalves.
—————-, 7 de Outubro de 1974.
Assinatura———————
(Selo inutilizado conforme o preceituado no art.º 12º do decreto nº 44083 de 12 de Dezembro de 1961)
Daqui..
http://coisasdehoje.blogs.sapo.pt/4552.html
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O que é verdadeiramente escandaloso neste caso é que parte da UE (em particular Alemanha e França) fazerem pressão para que os irlandeses aumentem a sua carga fiscal.
http://desmitos.blogspot.com/2010/11/bailout-ou-nao-eis-questao-2.html
Há quem não tem medo de passar por invejoso.
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A comparação entre o que se está a passar em Portugal e na Irlanda, é o tipico caso do ” diz o roto pró nú”, sendo que o nú aqui somos nós. A Irlanda tem um enorme problema financeiro para resolver. Mas agora tem os meios, e tem uma economia muito mais forte e estruturada do que a nossa, o que lhes facilita a recuperação.
Portugal tem um problema financeiro, e alem disso tem uma economia anemica, e que todos os dias piora.
Os problemas da Irlanda resolvem-se principalmente com dinheiro; nós temos que recomeçar praticamente do zero, porque não fizemos o que deviamos há 10-12 anos atrás. Por isso a nossa recuperação vai ser mais lenta e dolorosa que a da Irlanda. As comparações que por aí andam nos media, não fazem sentido nenhum.
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João acompanho o teu trabalho, e posso dizer que tens mau fígado. Mas claro admiro a tua acutilância. Continua assim, pode ser que alguém comece a reconhecer razão em ti, pois és um grande blogger.
Com os melhores cumprimentos
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Para os comentários habituais de “ah e tal e o custo de vida”: é globalmente igual ao portugues. E com 1286 eur por mes brutos (e pouco menos que isso liquidos, gracas aos impostos baixos), continua a dar para casa (sim que esta gente nao vive com os pais até aos 30), comida, borgas e ainda juntam dinheiro ao fim do mes.
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Há dois anos atrás: “Como se pode ler em qualquer blog de direita, a Irlanda, o “Tigre Celta”, é a prova do sucesso do neo-liberalismo, da política de impostos baixos e da flexibilidade laboral.”
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O que proibe Portugal de se trannsformar numa zona economica especial como o Luxemburgo ? Uns podem ser uma espécie de offshore e os outros não ? Será essa da submissão absoluta expressa na teoria ‘de fazer os trabalhos de casa’ ? De ‘ser bom aluno’ ?
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Se não for por aí resta pouco a Portugal para se resolver.
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Ainda não querem perceber: os remendos no apodrecido já não resolvem Portugal.
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10 REFORMAS ‘POMBALINAS’ de fundo.
Um pacote simples ‘all-in-one’ para reacender rapidamente Portugal. Sem necessidade de Austeridade que canibaliza definitivamente a Economia, o Tecido Económico e a Criação de Riqueza por Portugal:
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-APROVAÇÃO PELA AR e EVENTUL INCLUSÂO POSTERIOR NA CONSTITUIÇÃO (embora não necessária):
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1) RACIO máximo PIB/Carga Fiscal.
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2) RACIO máximo PIB/Despesas do Estado (*)
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(*) Provocadora da Reforma séria da estrutura de Governança, da Burocracia Publica e do Orçamento Geral do Estado. A ultrapassagem destes racios só viabilizada por 2/3 ou 3/ 4 de votos da AR.
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-BANCA EM PORTUGAL:
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3) SEPARAÇÂO ABSOLUTA da Banca Comercial de quaisquer actividades especulativas, Sociedade de Investimentos Financeiros e Hedge Funds para protecção absoluta das Poupanças e Dinheiro dos Depositantes para regresso da confiança nos Bancos.
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4) Avaliação da utilidade de NACIONALIZAR o Banco de Portugal.
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5) CONTRIBUIÇÃO DE GARANTIA BANCÁRIA calculada sobre todos os negócios e receitas da Banca habilitando financeiramente o Fundo de Garantias Bancárias para devolver a qualquer momento os Depósitos dos Cidadãos, Empresas e Entidades Publicas que confiaram no Banco que ficou inviabilizado, faliu ou fechou.
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-IMPOSTOS E FISCALIDADE:
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6) ABOLIÇÃO de todos os Impostos substituindo-os pelo INU – Imposto Nacional Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (**)
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(**) Pagamento dos Ordenados Brutos aos Empregados pelas Entidades Patronais.
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7) AMNISTIA Fiscal para estancar o estado de falência do Tecido Económico Nacional e a insolvência dos Cidadãos, já praticado antes e depois do 25 de Abril.
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-SEGURANÇA SOCIAL:
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8) ABOLIÇÃO dos Descontos mensais de Empregadores e Empregados substituindo-os pelo ISU – Imposto Social Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (***)
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(***) Pagamento dos Ordenado Brutos a todos os Empregados pelas Entidades Patronais.
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9) Instauração da PENSAO NACIONAL UNICA, igual a 2 ou 3 vezes o SMN-Salario Mínimo Nacional, universal e igual para todos os Reformados Portugueses.
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10) Criação do Fundo Nacional de REFORÇO DA PENSÃO NACIONAL UNICA, gerido pelo Estado, para quem queira depositar mensalmente um valor incerto a qualquer momento para assegurar um reforço publico do valor mensal da Pensão Nacional Única atingida a idade de reforma até ao falecimento (****)
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(****) Na transição do velho para o novo Sistema, passariam para o Fundo de Reforço da Pensão Única, os valores já descontados por Empregados e Empregadores correspondentes à diferença entre o valor da Pensão Única e a Pensão em vigor no momento da Inscrição na Segurança Social
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Continuam e são impotentes os discursos partidários habituais para confundir a Árvore com a Floresta.
A ÁRVORE, a ‘mãe de todas as guerras’ de Portugal e dos Portugueses, chama-se DINHEIRO, notas e moedas a circular na carteira dos Cidadãos e nas tesourarias das Empresas.
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A FLORESTA chama-se ‘Capitalismo Selvagem’ e ‘Oportunismo chico-esperto’ na administração e gestão do Estado e na Burocracia Publica. E nos Direitos Civilizacionais: Saúde, Pensões, Apoio no Desemprego e Educação etc.
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Estas Reformas, e outras acessórias, desencadeiam a maior Reforma de Portugal desde Marquês de Pombal e reacendem Portugal
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Quem tiver visão vê o alcance, a estratégia política e a força da reforma que resolverá Portugal radiografando-o fora do sistema imobilizado, imobilizador, embasbacado e destruidor continuo do Tecido Económico Miserabilista e do Aparelho Produtivo em Falência.
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Se já aplicadas sequer se estrebucharia hoje no pantano FMI etc por desnecessário. Se o Centrão PS(d) é capaz ou não, é apenas continuarem a escrever o destino dele.
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Continua a dar para a casa?? Casas que compraram por 300.000, 400.000 euros, que é o valor das hipotecas, e agora valem metade ou menos… Resultado, calcula-se que cerca de um terço das famílias esteja insolvente e que vai começar a falhar os pagamentos. Vender a casa não podem, pois tinham que pagar o restante ao banco. Aliás, são estas perdas enormes que estão a levar os bancos ao tapete. É toda uma ecnonomia e um modelo virados do avesso. Economia essa que viveu essencialmente do dinheiro que era despejado em torrentes no sector imobiliário, visto como a galinha dos ovos de ouro, dado o retorno conseguido. Essencialmente, e em substância, tratava-se de um esquema de pirâmide, que acabou por ruir.
E se a Irlanda é assim tão competitiva e fez todas as reformas estruturais porque faz tanta questão de manter os 12% de IRC? Ou essa competitividade se resume afinal à taxa de IRC?? 90% das empresas são multinacionais, a Dell por exemplo deslocalizou-se, por exemplo, no ano passado para a Polónia. Imaginem o que acontece se o IRC aumenta e essas empresas decidem ir dar uma curva ao leste europeu ou ao oriente (India)…
Em suma, eu não estaria assim tão confiante no modelo Irlandês, dado que 90% do crescimento foi assegurado quer pela bolha imobiliária quer pela capacidade de atrair multinacionais que a qualquer momento podem dar o fora, bastando para isso encontrar alternativas mais competitivas.
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Em qualquer país do mundo, quem se hipotecou para comprar uma casa acima do seu real valor e ainda está a pagar carros etc etc tem grandes hipóteses de se ver em maus lencois.
Olhando para casos mais responsáveis: conheco um casal com dois filhos em que ambos perderam os empregos. O estado dá-lhes 2850 eur/mes em subsidios de apoio + abono família. Dá perfeitamente para continuar a pagar a casa, e todas as outras despesas.
Isso de pobreza real, em que 41.5% da populacao está no seu limiar, é mesmo em Portugal. Na Irlanda a definicao de “pobre” é diferente…
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olhe, João Miranda,
o melhor que tem a fazer é fazer um apelo e peditório aos comentadores do blasfêmeas, para comprar umas vitaminas para dar ao tigre celta… é que o tal tigre está a perder o pelo, os dentes e as garras… e os neosliberalismos também começam a sentir-se mal… portanto, vá pregar pra outra fraguesia!…
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