O melhor ficou para o fim
15 Dezembro, 2010
Não me parece que nada, nas 50-medidas-50 anunciadas hoje pelo Governo resolva qualquer problema de fundo. Como o Carlos já assinalou, é quase tudo newspeak. Mas não há dúvida que o melhor ficou guardado para o fim da resolução do Conselho de Ministros, que termina com esta medida bem reveladora do que vai na alma dos nossos governantes:
Já vi formas menos descaradas de proteccionismo. E, provavelmente, menos ilegais.
Ou talvez não. Talvez seja apenas xenofobia. Anti-chinesa. Ou anti-loja-do-chinês…
20 comentários
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O qual é o problema de ter-mos leis/medidas anti chineses, com anti chineses refiro me aos bens que eles exportam. Se nós temos leis que temos de seguir á risca, como por exemplo relativamente á produçao de brinquedos para criança, porque não exigir o mesmo, ao pais mais protecionista que existe? Se existem leis destinadas a proteger o consumidor, leis que implicam custos e restriçoes, e que tornam os produtos menos competitivos, porque não exigir o mesmo a outros paises, afinal o fundamento é o mesmo, a segurança do consumidor.
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então quer dizer que os imigrantes que vierem têm de ter sido concebidos por fertilização in vitro ou outro processo diferente do mais habitual? áhhhh…está bem.
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até os USA tem medidas proteccionistas.
nas 50 medidas haverá algumas mais “interessantes”, tipo: “aumentar o desemprego de modo a aumentar o emprego” . Mas JCD é que nos vai elucidar sobre os aprendizes do Liberalismo…
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Se alguém de direito, conseguir que a loja chinesa onde compro muita coisinha, venda artigos com instruções traduzidas do chinês, agradecia.
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Lisboa, não sejas uma Judearia…(= Francesa…)
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Porto, a Cidade Invicta…
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O tema do proteccionismo não é tão simples como isso.
Claro que quem compra português ajuda a indústria nacional.
Agora… mesmo que o produto nacional for mais caro?
Mesmo assim, compraremos bandeiras nacionais “nacionais”, mais caras que as chinesas?
E as feiras?
Vão finalmente ser ilegalizadas por os feirantes portugueses, ciganos e indianos não terem a mínima ideia do que é uma factura?
Não é preciso ser doutorado para analisar as transacções feitas nas feiras.
Protecção à indústria portuguesa?
Absolutamente a favor.
Barateiros? Nunca!
Apoiemos o comércio tradicional.
😉
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“Xenofobia”, lá vem a conversa da treta..
“Reforçar o controlo da entrada”, apenas, parece muito pouco para resolver um dos problemas de fundo da economia europeia, mas que ninguém quer admitir.
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Está disposto a abdicar de parte do seu ordenado para financiar o seu futuro despedimento?
por Sérgio Lavos/Arrastão
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mas cuja processo produtivo não tenha sido sujeito ao mesmo tipo de condições que os produtos portugueses
Isto quer dizer o quê? Absolutamente nada.
Não podem entrar (legalmente) em Portugal, como em nenhum país da UE, produtos que não obedeçam às condições estabelecidas nas legislação europeia.
Não podem ser impedidas ou restringidas importações de qualquer país do espaço económico europeu nos termos das regras comunitárias.
E, já agora, o que significa reforçar o controlo de entrada no território nacional de produtos?
É só demagogia. Chega de intrujices! Estou farto destes espertos e das suas tretas. E não sou só eu. Está mais que na hora de serem postos a andar.
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Não podem entrar (legalmente) em Portugal, como em nenhum país da UE, produtos que não obedeçam às condições estabelecidas nas legislação europeia.
Não podem mas entram. Há até coisas curiosas, eu se importar uma coisa qq dos EUA, a encomenda vai sempre parar à Alfandega para pagamento de taxas, se importar da China, muitas vezes produtos que não cumprem regras mínimas de instruções ou etiquetas que existem no ocidente, raramente vai parar à Alfandega, raramente pago taxas. Nunca entendi porquê.
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Agora é que o Jintao, o presidente da RPCHINA, não empresta um tostão a estes tugas tolos e caloteiros!
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O Porto abusa a chamar “vinho do Porto” aos vinhos que são do Douro e Portugueses.
Quande declararem a independência o vinho do Douro continua a ser Português e do Douro.
No Porto consumirão as zurrapas a que estão habituados ou, se quiserem bons vinhos, têm de os importar…
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E diria mais……
Se não fossem os ingleses nem vinho do “douro” existiria.
Qual português qual carapuça.
Os portugueses e não os portistas só, é que continuariam a beber as zurrapas do costume de tal forma que até acham que o vinho do Porto é do Douro e dos Portugueses.
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Dizia alguém que quando Pedro fala de Paulo, fica a conhecer-se melhor o Pedro do que o Paulo. Ficar-lhe-ia grato se replicasse seriamente ao 1º comentário, tendo a coragem de dizer expressamente se apoia o prejuízo da indústria nacional face à estrangeira que exporta desobrigada de condições que os produtores nacionais têm de respeitar.
Que esplêndido auto-retrato.
oes para Portugalonde importamos sem condiçõesdb
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http://www.secomunidades.pt/c/portal/layout?p_l_id=PUB.1.412
Este proteccionismo é do bom:
Isenção de impostos para chineses.
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sr JMF : o que mais impressiona é a falta de sentido crítico dos jornalistas que comem toda a palha que o sr Engenheiro lhes dá. Foi preciso ouvir um empresário, o sr Henrique Neto, para contraditar as pseudo medidas do governo! Estamos no fim do regime…. semelhante ao fim da monarquia e da 1ª república .
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Volta Salazar, estás perdoado.
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É para dizer ao Nuno que o tal vinho que ele considera dos portugueses não é nada deles.
Quando muito o vinho do Douro seria apenas aquilo que localmente chamam de vinho doce e que nunca teria expressão em termos nacionais ou estrangeiros como o do vinho do Porto.
Este foi “inventado” com a adição de aguardente pelos ingleses e internacionalizado por eles.
Que se saiba Taylors Sandman, Croft e outros nomes não são portugueses.
Se fossem Silva, Sousa, Dias….estaria vc a olhar para a região do Douro por binóculos e a ver mato.
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«Não me parece que nada, nas 50-medidas-50 anunciadas hoje pelo Governo resolva qualquer problema de fundo.»
Seguramente, desconhece o que se passou no mercado do arrendamento urbano no último século e o impacto que isso teve no desenvolvimento urbano. Mas só pode desconhecer completamente, para dizer uma coisa dessas.
A medida que refere em concreto, nem surge no ‘manifesto’ num contexto de proteccionismo. Antes e inequivocamente de fiscalização tributária ou, se preferir de forma menos ampla, para esta medida em concreto, alfandegária. Importe umas coisinhas, várias vezes ao longo de alguns meses. Ficará com a distinta impressão que esse controlo é aleatório. Medida proteccionista? Nem por isso. Não. De todo, mesmo. A ser como é anunciada, não mudará nada quanto à legitimidade e incidência do controlo, apenas a capacidade de controlo.
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