A crise dos jornais explicada
Ainda que tenha tentado passar a imagem de que é defensor do Estado social, Cavaco não conseguiu com clareza fazer a defesa do Estado social e deixou-se encostar ao assistencialismo liberal.
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Esta frase foi tirada de uma notícia do Público assinada por São José Almeida. De uma notícia. O conteúdo em nada se distingue dos artigos de opinião da própria São José de Almeida. Aliás, André Freire, em artigo de opinião, diz exactamente a mesma coisa que São José de Almeida em notícia. E, quando se lê o artigo de opinião de Pedro Lomba, percebe-se que tanto o artigo de opinião de André Freire como a notícia de São José de Almeida fazem parte da narrativa que suporta a estratégia eleitoral de Alegre.
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O drama de jornais como o Público e o DN é que queimam reputação para influenciar a opinião pública num momento em que têm cada vez menos reputação e cada vez menos leitores para influenciar. Partem do princípio que os leitores são parvos, acabam sem leitores e sem reputação.

90% dos jornalistas votam em partidos de esquerda, logo não surpreende este tipo de artigos. O que surpreende é que a queda nas vendas seja lenta, face à falta de qualidade destes. Há hábitos que demoram a perder-se, como comprar jornais generalistas.
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Mas, indirectamente sobre o assunto, penso que vale a pena ler isto: http://quartarepublica.blogspot.com/2010/12/crise-na-europa-mas-qual-crise.html
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Na verdade, a estratégia governamental está a ter os efeitos desejados. A maioria das pessoas está convencida que vivemos uma crise económica em toda a Europa, quando grande parte dela já está na fase ascendente do ciclo, em particular a Alemanha e seus países vizinhos. Existe sim, uma crise em parte da Europa, com Portugal à cabeça. Mas até países como a Espanha e até a Irlanda vão sair mais depressa da crise que Portugal.
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Um dos erros evidentes é pensar que as taxas de juro cobradas a Portugal são demasiado altos. Eu discordo profundamente, até porque as taxas de juro reais cobradas a Portugal não são muito diferentes das cobradas ao Brasil, por exemplo. Ou outros países em desenvolvimento e com um bom desempenho económico. Eu ouvi algumas declarações do Miguel Sousa Tavares e é sofrível ouvir determinadas coisas, típicas de um analfabeto económico.
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As taxas de juro cobradas ao Estado português não são altas se tivermos em conta o risco de emprestar a Portugal. A pergunta que se deviam fazer estas luminárias é: Vc. está a emprestar dinheiro a Portugal? E quanto? Até porque, a maioria dos que dizem que as taxas de juro são proibitivas, podem emprestar ao Estado, nos vários instrumentos disponíveis, em especial nos tais certificados.
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O que eu acho é que os portugueses e, em especial, as nossas élites, ainda não perceberam que tão cedo não vão ter taxas de juro baixas e nunca com spreads de 20 ou 50 pontos face aos bunds. Isso nunca irá acontecer nos próximos anos. Aliás, os juros cobrados a Portugal até poderão ter sempre um prémio elevado se recorrermos ao FMI e ao Fundo Europeu, pois quando se falha desta maneira, por muitos anos os juros cobrados pelos investidores incorporam o risco de um incumpridor e mau gestor declarado. É por isso que um país não deve fazer defaults porque as más consequências perduram por muitos mas muitos anos. Basta ver as taxas de juro cobradas ao Brasil, apesar da elevada performance económica.
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Mas infelizmente Portugal não vai evitar a intervenção externa, até porque o novo arrastão fiscal vai colapsar a cobrança de receitas fiscais, acabando por trazer efeitos contrários aos desejados. A Curva de Laffer é um conceito que ainda não foi interiorizado pelos nossos políticos. E, note-se, ainda não chegamos a Janeiro, altura em que a maioria das medidas aprovadas no OE vão entrar em vigor e já as vendas a retalho estão a sofrer um colapso. Uma vertiginosa quebra de 4,2%, em Novembro. A partir de Janeiro…
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Mas o nosso jornalismo continua convencido que poderá manter o status quo sem dinheiro. Leia-se, pretender um Estado Social sem rendimentos para o sustentar. Vão todos bater com a cabeça na parede.
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O senhor Pedro Lomba é um cronista de direita. Ele sabe que o é, e sabe, igualmente, que o espaço político que o Senhor Presidente da República ocupa é, precisamente , o mesmo que o dele. Portanto, não será de espantar que ao ouvir o que ouve, só escute o que lhe convém ouvir para se justificar e para justificar as apologias políticas do que escreve e sobre quem escreve. Num cronista como ele a sinceridade é uma falsidade sincera.
Jorge Manuel Brasil Mesquita
Lisboa, 30/12/2010
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Caro anti-comuna
“É por isso que um país não deve fazer defaults porque as más consequências perduram por muitos mas muitos anos.”
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Ontem, reparei que Portugal já tem o risco de falência soberana superior ao da Argentina.
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Ainda bem que que há eleições.Para que servem?Para mim não é eleger a, b, ou c, mas para derrubar os corruptos no poder. Isso é a essência do poder do voto.
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Se Cavaco ganhar a risco Portugal vai acentuar-se.
Com a cooperação estratégica entre Sócrates e Cavaco os mercados já não alinham.
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Caro CCZ, nos últimos meses, estamos sempre no top 10 dos países com mais risco do mundo. As taxas de juro cobradas a Portugal até são baixas face ao risco. Graças ao BCE e ao €uro, senão…
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O que eu duvido é que as taxas de juro a cobrar a Portugal desçam bastante se o FMI intervir. Basta ver o caso grego. É que, recorrer à ajuda externa impõe um prémio de risco elevado que perdura por muitos anos. E, por isso, é defensável que o governo tente por todos os meios evitar a essa ajuda, porque os custos de financiamento de Portugal subirão bastante, por muitos e longos anos. Mesmo fazendo parte da Zona €uro. Ainda por cima, começa a desenhar-se aquilo que a Alemanha deseja: que sejam os investidores a avaliarem o risco e a cobrarem o prémio por estes, através das obrigações soberanas. E, claro, o respectivo custo de uma má avaliação por parte dos investidores.
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A chegada do FMI será óptima para libertar parte da economia real do peso do Estado, mas não deverá melhorar muito os custos de financiamento da economia portuguesa. Aliás, os custos não devem baixar muito, poderá, isso sim, permitir o financiamento de Portugal agora quase vedado pelos mercados. Mas não creio que as taxas de juro reais desçam muito abaixo dos 4 a 5%, mesmo com a chegada do FMI.
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Cavaco ganhou o debate por 10 a 0.
Alegre ainda fala à antiga (por amor de Deus, falar em contos em vez de euros é muito triste!)
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O que nós temos é um Estado que paternalisa e paralisa o cidadão . Limita-lhe a iniciativa, entrava-lhe os projectos, corta-lhe os sonhos, enfim é o INIMIGO PÚBLICO.
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Esta questão das taxas de juro está a ser mal avaliada em Portugal. Eu vou dar dois números, para se ter uma ideia do problema. Os mercados estão a exigir taxas de juros reais aos USA (bonds a 10 anos) de cerca de 2,5% e a Portugal cerca de 5%. Logo, face ao risco percepcionado pelo mercado, as taxas de juro reais em Portugal não são bastante altas, comparando com as cobradas aos USA.
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Poderá dizer-se que os mercados começam a incorporar um custo ao governo americano um bocado alto, logo o risco percepcionado está a mudar e a subir. É verdade. Mas mesmo assim, face às condições reais do acesso ao financiamento externo por parte de Portugal, as taxas de juro cobradas a Portugal são demasiado baixas face ao risco. Logo, até nisto Portugal não está a ser muito penalizado. O que penaliza (e mostra que os investidores não são tolos de todos) Portugal é precisamente as taxas de juro não atrairem capitais, logo as taxas de juro deviam subir ainda mais. Se não fosse o BCE…
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Agora, é evidente que a estratégia americana é tentar divertir os investidores e as suas atenções para a Europa para que não se olhe com bastante atenção para o problema mais bicudo que se vive nos USA. Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas, não é verdade. No entanto, mesmo os americanos, ao promoverem ataques sucessivos ao €uro, em vez de o derrubarem apenas o estão a fortalecer, porque os líderes europeus estão a reagir. À moda europeia, clar0. Que não somos um Estado federal, mas lentamente se está a fazer a reforma das instituições e do sistema monetário europeu.
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O que vamos ter que ver é o que acontecerá a países como Portugal, quando a bolha obrigacionista estoirar. Eu estou convencido que até a nossa dívida vai ser beneficiada com a chegada de capitais que fogem do dólar. Mas pode até acontecer um agravamento maior das condições de financiamento. Oxalá que não, porque isso seria ainda mais infernal para os portugueses.
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Anti-comuna,
A última emissão a 10 anos foi a 7%. Neste momento a taxa é de 6,6%. Quando se aproximarem as próximas emissões é provavel que o valor volte aos 7% ou mais. O problema não é tanto a taxa ser alta. É mais o facto de nós não termos potencial de crescimento para a sustentar.
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A taxa de juro não atrai capitais nem faz aumentar poupança interna porque os bancos estão paralizados e a economia não tem flexibilidade suficiente para se adaptar às novas condições financeiras.
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pois , também só um lunático acha que o M. Alegre pode defender o estado social , parece-me que o dinheiro dele não vai dar para tapar os buracos do gruyère e a gente já não tem nenhum.
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Caro JM, compreendo o que quer dizer. Mas as taxas de juro reais (deflacionadas) não são bastante altas. Claro que a estes preços, não há quem nos empreste.
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Agora, compreendo o que Vc. diz. E eu já tenho dito aqui algumas vezes. Não entendo porquê que o governo não promove a poupança interna, para estimular a actividade económica. Como Vc. bem o aponta, a economia está a paralisar, excepto aquela virada para o mercado externo. E, Portugal, devia fazer como fez a Koreia do Sul, na sua última crise crediticia. Forte estimula à poupança interna.
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É que, o argumento que essa poupança interna iria penalizar a cobrança das receitas fiscais, devido a uma quebra no consumo perde razão quando se aumenta os impostos e se provoca essa mesma quebra no consumo. Ou seja, no fundo, não apostar na poupança interna é mesmo um erro de palmatória, que eu me custa a compreender porquê que quase ninguém fala desse facto. É mesmo uma estupidez de todo o tamanho dos nossos decisores públicos. Aliás, esta dupla, Sócrates e Teixeira dos Santos, são mesmo ineptos, de compreensão lenta e azelhas. Mas enfim, há quem goste deles, certo? Pffff!
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Vamos lá ver se a censura deixa passar isto assim:
Sobre o voto das presidenciais:
Em frente da imagem desenxabida de Cavaco não irei pôr cruz.
Alegre desiludiu-me ao encostar-se a Filipe Vieira.
Resta a Nobre criatura.
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Aliás, eu estou mesmo siderado com o que se passa em Portugal. Não apenas pela estupidez dos governantes mas até pela inabilidade dos nossos banqueiros. Quando era evidente que os problemas orçamentais iria cair sobre a banca, os nossos banqueiros enganavam-se a si mesmo e aos seus leitores. Basta pensar que o líder do BES só mesmo com a corda na garganta é que se apercebeu que estava otra vez sob o espectro da falência pelas más políticas económicas e orçamentais. E, ainda hoje, me espanta como até não há forte procura por capitais internos através de uma remuneração maior dos depósitos a prazo, por exemplo.
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Foi noticiado que os depósitos em instituições bancárias portuguesas teve uma forte quebra de 27%. Se é certo que esta crise está a corroer as poupanças dos portugueses por outro lado não justifica toda esta fuga de capitais dos depósitos bancários. E, não havendo dados fiáveis sobre o porquê desta forte quebra nos depósitos bancários, no entanto estou convencido que já se assiste a uma forte fuga de capitais, quando nós precisamos que aconteça o contrário. Isto é, até a poupança interna está a fugir do país. O que é muito grave e perigoso.
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Por isso, não haver políticas viradas para a poupança (a jusante e a montante, com o Estado a gastar menos para dar o exemplo) e com a actividade económica a paralisar por falta de capitais, não se entende esta apatia dos decisores portugueses. A começar pelos banqueiros.
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Desconfio que, de um momento para o outro, teremos uma forte espiral deflacionista, apesar dos ventos inflacionistas exteriores. Aí sim, seria um colapso ainda maior, pois aí as taxas de juro reais disparariam e tornavam a vida dos portugueses ainda pior. Mas enfim, é Portugal e ninguém leva a mal. Glup!
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São jornalistossaurius aqueles que apoiam o Alegrossaurius. Pessoas que passaram à história, caducas, frustadas, que nunca chegarão a nenhum lugar, tal como o Alegrossaurisus não chegará.
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é um facto que cavaco não conseguiu com clareza fazer a defesa do Estado social e deixou-se encostar ao assistencialismo liberal, mas alguém o refuta?
Aliás isso só pode ser digno de critica e nocivo a “reputações” se a “defesa do estado social” for uma coisa boa – o que não se depreende pelos posts no blasfémias- e o “assistencialismo liberal” uma coisa má – o que não se depreende pelos posts no blasfémias.
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Só gostaria de corrigir um erro que eu considero importante. A queda nas vendas a retalho em Novembro, foi de 4,8%. É muita fruta. Bastante mesmo. Como a tendência de queda tende a agravar-se, sobretudo após Janeiro, isto deverá ter dois efeitos importantes. A primeira e evidente, será uma arrecadação das receitas fiscais abaixo do previsto pelo governo. Que exigirá mais medidas sobre a despesa, leia-se, mais cortes. Mas como este governo e, em especial, este ministro das finanças é mesmo um desastre, já sabemos que a probabilidade de baixar a despesa será muito baixa. (E aqui fica anulado o efeito da subida dos impostos, pois maiores taxas mas menos actividade económica, sobretudo do consumo interno, menores receitas fiscais. E aqui voltamos ao que o Laffer defendia.)
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O segundo risco será de Portugal viver sob uma forte espiral deflacionista. Se a tentação do governo for voltar a aumentar a carga fiscal para fazer frente ao colapso da arrecadação das receitas fiscais, quase de certeza que o fará, então teremos uma forte quebra na procura interna, a actividade económica cada vez mais paralisada, bastantes falências (e aqui um risco para a banca muito elevado, que até se está a safar mais ou menos quanto ao crédito de cobrança duvidosa) e uma completa paralisia do mercado monetário interno. Menos dinheiro disponível, fuga de capitais, menos crédito concedido e… Deflação.
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Na minha opinião, com esta dupla trágica à frente dos destinos do país, em vez de estarmos a resolver os problemas, estamos a agravá-los ainda mais. O desemprego tem vindo a subir mas ainda não subiu tudo. Pelo contrário, no sul do país, em especial em Lisboa, poderá haver uma forte subida do desemprego em poucos meses, contribuindo ainda mais para a depressão portuguesa.
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A sorte de Portugal é que o sector exportador está a reagir bem à procura externa. Mas com as condições de financiamento a deteororar-se cada vez mais, até estas exportadoras sofrerão ainda mais estrangulamentos vários, a começar pela sua capacidade em expandir a sua produção. Penso que, manter esta dupla horrível ao comando do país é o maior erro dos portugueses, nos últimos 30 anos. É triste ver que, os culpados desta situação continuam no poder e a destruir o país.
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completamente de acordo, quando li o título do Público esta manhã dei por mim a pensar que tinha visto um debate diferente! Será que o debate que a “dita” jornalista viu foi no canal História – anos setenta?
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Caro anti-comuna,
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Esta semana estive a trabalhar com uma empresa com 5/6 lojas na zona da Grande Lisboa. Tiveram de baixar preços a partir de 15 de Dezembro para evitar desastre de vendas, mesmo a trabalhar com grandes marcas.
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Há 3 países em Portugal (até posso pensar em mais): o país dos funcionários públicos – vão começar a sofrer a sério a partir de Janeiro de 2011; o país que gravita em torno da economia de bens não-transaccionáveis – começaram a sofrer durante o ano de 2008 e a coisa tem-se vindo a agravar desde então. Acredito que 2011 e 2012 ainda vão ser piores. Há muitos recursos neste país que vão ter de ser desviados para opções que se tornaram mais rentáveis. É medonha a quantidade de encerramentos no pequeno comércio… até os quiosques, essas personagens da mitologia urbana de fuga aos impostos, fecham; e o país que vive em torno da economia exportadora – esse está melhor do que nunca. Passou as passa do Algarve, fez a sua travessia do deserto e agora está pronto para a guerra.
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A economia de bens não-transaccionáveis ganhou força com o betão muito necessário no tempo de Cavaco, animou-se com a grande distribuição e com a bebedeira da EXPO98, Euro2004, SCUTs …, hoje, sobredimensionada vai ter de encolher, tal como aconteceu à nossa agricultura aquando da adesão à CEE.
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Ou seja, mais desemprego virá por aí.
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Talvez se chegue mesmo ao despedimento na função pública.
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Com a entrada do FMI talvez se venha a conseguir impedir a espiral do aumento da carga fiscal OUTRA VEZ.
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Às vezes este cronista faz demasiadas vezes o papel virgem ofendida.
Vou pôr isto por pontos, como gosta, a ver se tenho uma resposta igualmente sintética:
1 – Todos os jornais têm cronistas com posições políticas mais ou menos evidentes que tentam, com as suas crónicas, influenciar o público em geral. Por exemplo, nunca o vi insurgir-se contra as campanhas semanais de grande virulência contra Sócrates/Governo encetadas por Vasco Graça Moura e João César das Neves num dos jornais que critica (DN). Clássico dois pesos e duas medidas.
2 – De facto, naquele debate, Cavaco não se afirmou defensor de Estado Social coisíssima nenhuma. No máximo, afirmou que era um cruzado a favor da educação, não da educação PÚBLICA. Depois contra-atacou com o apoio do presidente da CNIS e outros quejandos. O que, vendo bem e para quem conhece o terreno, a associação à palavra “Assistencialismo” faz sentido. O Próprio Cavaco o indiciou, a ver no ponto 3;
3 – Cavaco diz, a páginas tantas, que nunca pode faltar dinheiro para não sei quê, não sei que mais, e para a, imagine-se, “POBREZA”. Ora, longe de mim fazer piadas com a abundância de dinheiro para combater (sic) a pobreza, o que se pode concluir é que se (1) os recursos fossem abundantes como Cavaco diz que são e que têm de continuar a ser e (2) houvesse uma exigência de acabar com essa “vergonha”, não teríamos há décadas 20% da população abaixo do limiar de pobreza. Um dos dois factores está a falhar, ou então ambos simultaneamente. Creio que é a segunda porque os recursos a eles devotados são escassos e a manutenção da pobreza através do assistencialismo e consequente perpetuação da pobreza dá emprego a muita gente que deixaria de ter público para exercer a sua caridade e demonstrar perante a sociedade a sua boa vontade cristã.
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A propósito de jornais…
Acabei de dar como bem empregue €2,95 pelo jornal Expresso. O artigo de opinião de Miguel S.Tavares de hoje reconciliou-me com um jornal semanal de 2 kilos em que normalmente leio 20% da matéria.
No fim da leitura da página de MST lembrei-me de João Miranda, jmf, jcd, helenafmatos e outros editores do Blasfémias…
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Caro CCZ, concordo em absoluto com a sua visão de “três países” em Portugal. Na verdade, deu para verificar in locu o quanto as exportadoras estão em grande forma e a surpreender-me pela positiva. É certo que algumas, sobretudo de capitais externos, estão ainda a fugir. E algumas outras, nacionais, também morrerão por não conseguirem evitar a falência devido aos problemas que enfrentam. Mas a generalidade delas que eu tive o prazer de tomar conhecimento, estão em grande forma. Ainda bem e que os seus proprietários continuem a comprar ferraris, para mostrar a alguns “inteligentes tugas” do sul, que se consegue ganhar dinheiro a trabalhar.
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Só discordo de si nisto:
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“Com a entrada do FMI talvez se venha a conseguir impedir a espiral do aumento da carga fiscal OUTRA VEZ.”
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Provavelmente a solução imposta do exterior seja um misto de carregar mais impostos (25% no IVA começa a ser o mais provável) e cortar na despesa. É preciso lembrar que as soluções do exterior não se destinam a tornar mais competitivas as economias mas garantir a cobrança dos créditos de cobrança duvidosa. Veja-se o caso irlandês, em que a solução passava por aumentar o IRC das empresas.
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Mas de resto, concordo muito consigo no diagnóstico dos “três países”. E até lhe vou dar uma ideia, que me ficou nos últimos anos. O funcionalismo público foi sempre dos que mais gozou, à grande e à francesa, dando a aparência que não havia crise em determinados segmentos de negócio, tais como SPAs, etc. E tudo isso vai sofrer com o inicio da crise no funcionalismo público. Quando chegar o FMI, tenho a ideia que eles vão exigir que se corte o 13º e o 14º mês. Dito de outra forma, o funcionalismo público ainda não sabe o que é crise. Mas vão-no saber quando chegar o FMI.
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anti-comuna, o governo nos últimos anos praticamente destruiu um popular produto que tinha, os CA (Certificados de Aforro). E destruiu porque ? Para não concorrer com os donos do país, o BES e companhia., e junta o útil ao agradável, continua a enganar uns milhares de velhotes patriotas que nem sabem que aquilo hoje tem uma rentabilidade de caca.
http://economia.publico.pt/Noticia/depositos-arrasam-os-certificados-de-aforro_1470565
«Certificados de Aforro perdem mais de mil milhões em 2010»
http://economico.sapo.pt/noticias/certificados-de-aforro-perdem-mais-de-mil-milhoes-em-2010_106952.html
Em Junho finalmente acordaram, e criaram os CT (certificados do Tesouro) mas julgo que a adesão estará abaixo das expectativas apesar das boas taxas de juro, mas penso que não devem estar sequer a cobrir as saídas dos CA. Porque ? Ou os portugueses já não tem dinheiro para poupar, ou também já não confiam no Estado, provavelmente ambas.
«Portugueses subscreveram 25 milhões de euros em Certificados do Tesouro em Novembro »
http://economia.publico.pt/Noticia/portugueses-subscreveram-25-milhoes-de-euros-em-certificados-do-tesouro-em-novembro_1471294
Há pessoas que tem dito que o melhor seria sairmos do euro, mas nós nem essa opção temos, como saímos do euro se a nossa divida é quase toda externa e quase nada interna ? Se tivéssemos uma boa parte da dívida na forma de poupança interna ainda poderíamos desvalorizar moeda, mas assim como estamos, nem essa opção tem lógica. Estamos destinados à falência, nada o impedirá.
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Dívida externa bruta
Os números normalmente divulgados dão conhecimento de uma dívida da economia portuguesa para com o exterior da ordem dos 100% do PIB: mais exatamente, 180 biliões de euros, no final de setembro último, ou seja, 105% do PIB de 2010.
O agravamento dos prémios de risco devidos pela dívida portuguesa, tanto pública como privada, aumentará rapidamente os encargos a suportar por esta dívida em 3% a 4% do PIB, em cada ano — diminuindo ao rendimento disponível dos residentes. É isto o que a opinião pública tende a considerar; e não está bem.
A dívida acabada de referir é uma dívida líquida: excesso de passivos para com o exterior (505 biliões de euros, ou seja, 294% do PIB) sobre ativos externos, que também detemos (325 biliões, ou seja, 189% do PIB, valores, todos, à mesma data de 30 de setembro de 2010).
O agravamento dos prémios de risco da dívida portuguesa, a permanecer, não agravará apenas o custo da dívida líquida mas da totalidade da dívida bruta (uma vez que, na sua quase totalidade, os ativos externos não “beneficiarão” de idêntico aumento das taxas de juro). Chegaremos, com
facilidade, a um valor da ordem dos 10% do PIB, em cada ano, para pagar, não os juros da dívida externa, mas o agravamento destes juros.
Brinca com fogo quem acha que ainda não devemos muito…
Daniel Bessa/Expresso http://aeiou.expresso.pt/a-primeira-pagina-de-economia=f623320
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Portugal está a pagar juros altos?
Eu acho que são muito baixos pelo risco que comporta meter meio euro nesta terra mal amanhada.
Esta gente vive do dinheiros dos outros faz trinta anos e ainda se julga no direito de pedir mais e sempre mais. Esses parvos que emprestam a 6.6% são mesmo parvos porque são fundos que não conhecem os arlindos deste mundo que aqui em portugal são a maioria quando toca a dinheiro dos outros e que se pode defenir simplesmente como:
para pedir emprestado até lambem o c….. do outro. quando é para pagar chamam-lhes nomes.
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Pois eu parto sempre de um são princípio: as gajas do púbico, de ambos os três géneros, são sempre parvas. Não lhes bastava serem ‘jornalistas’…
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DC,
Vasco Graça Moura e João César das Neves não são – nem alguma vez foram – jornalistas.
Este pormenor diz tudo sobre a seriedade do seu comentário.
Quanto a acções de luta objectiva contra a pobreza, era bom que V. indicasse uma iniciativa do Alegre (deputado durante mais de 30 anos) para contrapor às de Cavaco, quer enquanto PM quer nos últimos anos como PR…
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“Esses parvos que emprestam a 6.6% são mesmo parvos”
Ora bem .Já há muito que Portugal é “Junk”. Basta ouvir e ler o que se diz na TV e Jornais do País para o perceber. Ou de Cavaco a Lopes…
Ainda não perceberam que o Tempo dos Défices já acabou e que eles foram a última geração a poder roubar descaradamente as próximas gerações.
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Até doeu.
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´Certeza absoluta há de certeza.
Nem a São josé almeida nem o Freire sabem o que é o Estado Social nem o assistencialismo liberal.
(as coisas que os analfabetos de esquerda inventam!!!).
Limitam-se a ser moços de recados da esquerda arcaica, tinhosa, corrupta que anda com o alegre às costas…para defender os seus privilégios
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A crise dos jornais começa logo com a ignorância e fatta de qualidade dos jornalistas. Hoje em dia, se se quer encontrar alguém que valha qualquer coisa, só excepcionalmente se apanha com menos de 55 (cincoente e cinco) anos, que é o tempo dos adolescentes astes do 25 de Abril e as fornadas de estúpidos que anualmente as escolinhas têm posto cá fora.
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Pois.
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ac e ccz,
a propósito dos 3 portugais, o aperto aos protegidos – função pública – começa a apertar…ainda ontem, o telejornal da rtp1 passava uma reportagem miserável, encomendada, a propósito de um casal de reis que, coitados, agora com a redução de salários ainda desproporcionados, não vão poder ir ao cabeleireiro com a mesma frequência…enfim, soubesse esta gente a miséria que há no resto do país real e deixavam-se de palermices. mas o problema está na rtp…que não tem vergonha.
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