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Vocês desculpem mas a minha explicação é outra

13 Janeiro, 2011

Esta histeria com o FMI é um mistério. O FMI já cá esteve e tanto quanto me recordo todos apresentavam essa vinda como um triunfo do dr. Soares. Enfim atrás dos tempos tempos vêm e agora reage-se ao FMI como se tivessemos recuados ao tempo do grande empréstimo de 1928. Isto tudo ainda é mais ridículo porque estamos empenhadíssimos, os juros são o que são mas não há problema desde que não se diga que recorreu ao FMI. Creio contudo que o leilão da dívida correu daquela forma porque o FMI pura e simplesmente se recusou a vir pois percebeu que uma legião de declamadores de poemas o esperava em Portugal.

O FMI está preparado para manifestações, atentados e barricadas nas ruas. Mas a possibilidade de enfrentar um povinho com um candidato a PR rodeado de gente atroando o seu  Castilho, Guerra Junqueiro, Gomes Leal e quiçá todos os árcades quando os técnicos do FMI apresentassem as suas condições foi algo que levou aquela vetusta instituição a temer uma revolta dos seus conselheiros:s perante a ameaça das sessões de poesia não havia ninguém disposto a suceder à senhora Teresa Ter-Minassian que nos anos 80 por cá representou o FMI. Basta ler o Astérix para perceber como um simples bardo pode aterrorizar uma legião.

43 comentários leave one →
  1. Pensador's avatar
    13 Janeiro, 2011 09:53

    Pois é. Mas, se já o almirante Pinheiro de Azevedo mandava bardomerda a alegre cáfila, nós também.

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  2. Morcão's avatar
    Morcão permalink
    13 Janeiro, 2011 10:16

    Helena, O mistério é simples, quanto mais tempo o FMI demora em chegar, mais dinheiro ganham os que celebraram contractos (SCUTS, PPP, etc) com o estado… Se o FMI chega imagine lá qual é a primeira coisa que eles vão dizer para renegociar… Entretanto continue-se com os empréstimos a 7%, que são as novas SCUTs do Sócrates… Afinal é tudo muito simples…

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  3. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    13 Janeiro, 2011 10:27

    que falta de classe nesse discurso! até parece que o alegrismo lhe começa a fazer comichão….e ainda não chegou o dia 23!

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  4. Grunho's avatar
    Grunho permalink
    13 Janeiro, 2011 10:49

    Post parvo.

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  5. anti-comuna's avatar
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    13 Janeiro, 2011 11:04

    A oposição ao governo está a cair num erro de palmatória. Recorrer ao FMI tem custos elevados no futuro. É verdade que o FMI vai obrigar a fazer aquilo que somos incapazes de o fazer por vontade e capacidade próprias, mas os custos de financiamento futuros sobem bastante. Não é por acaso, que a generalidade dos países que falharam na resolução dos problemas, que depois recebem a vinda do FMI, pagam um prémio de risco superior aos demais países, nas suas emissões de dívida.
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    Ora, a oposição não deve estar à espera do FMI, deve ela própria propôr medidas que corrijam o desvario interno. Mas ao não o fazer e apenas bradar por intervenção externa, no fundo está a admitir que não é capaz de propôr soluções. Não é capaz de politicamente convencer os portugueses da necessidade de determinado tipo de medidas.
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    É um erro, porque no fundo, se o governo evitar a vinda do FMI, atirará à cara da oposição a sua falta de coragem e conseguirá convencer os portugueses que as medidas preconizadas do tipo do FMI não são necessárias e que a oposição apenas quer é o poder pelo poder.
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    Gerou-se uma estranha obsessão na opoisção portuguesa. Esperar que sejam os outros a resolver os nossos problemas. É que se o FMI é tão necessário, porquê que a oposição não propôe medidas das que o FMI costuma preconizar? E porquê que depois, na prática, lemos noticias em que a oposição se opõe ao corte de salários na magistratura, por exemplo?
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    Com oposição desta vamos ter Sócrates até ao fim do mandato. Escrevam aí. Porque, quem clama pelo FMI é porque não é capaz nem tem ideias para fazer o trabalhinho de casa. Mal vai o país, em que a oposição pede intervenção externa para fazer aquilo que cabe aos portugueses fazer. Porque, no fundo, até a oposição não quer governar a sério, apenas tomar conta do poder. Mas para fazerem igual aos que lá estão…

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  6. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    13 Janeiro, 2011 11:11

    E porquê que depois, na prática, lemos noticias em que a oposição se opõe ao corte de salários na magistratura, por exemplo?
    é o nível do passos que é loira como a tina eheheh

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  7. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    13 Janeiro, 2011 11:13

    Concordo plenamente com o AC neste tema.
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    A oposição é fraca em termos de propostas.
    Acho que a única proposta da oposição é o congelamente de todas das PPP’s, o que está correctissimo, mas é muito pouco.

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  8. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    13 Janeiro, 2011 11:23

    (…) O FMI já cá esteve e tanto quanto me recordo todos apresentavam essa vinda como um triunfo do dr. Soares.(…)
    Não sei o que quer dizer com “todos” mas ainda hoje me devem, pelo menos, o 13º mês que me roubaram;
    mas helenafmatos tem desculpa, era novinha e os arquivos históricos nem sempre dizem tudo.

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  9. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    13 Janeiro, 2011 11:29

    (…) Há dois processos psicológicos que levam a este momento de normalização hormonal dos nossos catastrofistas. Um é apenas primário: depois de venderem uma tese querem que ela se confirme. Até porque, de cada vez que não se confirmam as suas tonitruantes certezas, é o mito da sua neutralidade técnica que é posto em causa. O outro é mais assustador: a vinda do FMI e do FEE, que, de facto, pode perfeitamente vir a acontecer, seria vista por alguns deles como uma excelente notícia. Porque a ideia de que precisamos de uma mão de ferro que não dependa deste povo atrasado ainda faz escola. Ela permitiria impor a agenda que este povo, refastelado no Estado Social, não está preparado para apoiar. (…)
    danieloliveiraArrastão

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  10. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    13 Janeiro, 2011 11:29

    Pois, Helena, mas aprendemos com a história. O esforço social que a vida do FMI implica leva-nos a ter cuidado em não cá colocarmos gente que desconhecerá a realidade do país.
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    Por outro lado algumas medidas até serão importantes tomar… nomeadamente os estimulos ao crescimento que este governo teima em não fazer ou fazer de forma errada.
    .
    No entanto, sou da opinião de que, mexidas abruptas no lado da despesa, em economia, não se traduzem em bons resultados. Desde logo porque nesse país, Portugal, tendo em atenção que o rendimento médio das pessoas anda nos 65% da média europeia e que o custo vida e dos produtos é muito semelhante.
    Isto é, este povo está sem margem para cortes que impliquem quebra no rendimento das pessoas (seja atraves de impostos ou cortes salariais). Também não tem margem salarial para aguentar um nível de serviços públicos ou bens mais elevados.
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    Ou seja, qualquer iniciativa que implique quebra de rendimento ou aumento da despesa familiar será directamente repercutida no credito mal-parado da banca. Não outra hipotese. agravanda ainda mais a situação em que estes se encontram.
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    Portanto, se o FMI vier as medidas que tomará são as mais obvias, cortar indiscriminadamente na saúde, educação e salarios. Ora, sendo áreas que, do meu ponto de vista, até merecem ser cortadas, pela gordura que tem, não deixa de ser tambem verdade que, nas circunstancias do rendimento disponivel actual das familias, apenas devem ser cortados os excessos do sistema social. As familias não tem qualquer possibilidade de, do dia para a noite, terem que suportar a saúde e a educação. Não tem de facto. Estas medidas devem ser efectuadas com prazos adequados no tempo e perfeitamente previsiveis pelos agentes economicos.
    .
    A única solução para Portugal passa, a meu ver, por renegociar a divida com os credores mais importantes para prazos maiores – 20 a 25 anos – e simultaneamente iniciar venda acelerada de activos, nomeadamente vender 1) submarinos, navios, tanques de combate e xaimites (talvez reduzissemos por esta via cerca de 4.000M€) – 2) vender as reservas de ouro (reduziriamos cerca de 13.000M€ à divida pública) – 3) eliminar, doar, vender todas as empresas públicas deficitárias – 4) reduzir o numero de camaras municipais e juntas freguesia para metade.
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    Enfim, há um sem-numero de medidas a tomar que, na verdade, poderiam colocar Portugal numa situação bem melhor, sem que prejudicasse as empresas e as pessoas.
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    RB

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  11. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    13 Janeiro, 2011 11:50

    RB,
    Reduzri o Governo, numero de entidades publicas e chefias em pelo menos 35% também ajudava à racionalização da despesa pública.
    .
    Mas sem um projecto de crescimento económico nacional não vamos lá.
    E isso a oposição não apresenta, até porque no PSD os economistas mais influentes só acreditam em mercados perfeitos e eficientes que tudo resolvem.

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  12. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2011 11:53

    “Ou seja, qualquer iniciativa que implique quebra de rendimento ou aumento da despesa familiar será directamente repercutida no credito mal-parado da banca. Não outra hipotese. agravanda ainda mais a situação em que estes se encontram.”
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    Esta é uma hipótese. Mas, dependendo das medidas impostos pelo exterior é que se repercutirá num aumento do crédito mal-parado. (O FMI não propõe medidas para melhorar a competitividade de um país, mas sobretudo garantir o pagamento das dívidas. Este é um ponto que é esquecido demasiadas vezes.) Não é liquido que aumente os riscos sobre a banca portuguesa.
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    Mas Vc. tem razão neste ponto. Se nós resolvermos os problemas, nós temos controlo sobre as nossas vidas. Quando são os credores a gerir os interesses de um país intervencionado, eles não querem saber dos nossos problemas para nada. A prova evidente está no braço de ferro durante as negociações com a Irlanda, em que queriam obrigar esta a subir a carga fiscal sobre as sociedades. Quem não se lembra das tentativas de obrigar os irlandeses a subir a taxa de 12,5% no IRC deles?
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    Se formos nós a corrigirmos os nossos erros, também iremos beneficiar bastante no acesso a capitais no futuro. Porque, se os mercados interiorizarem que somos incapazes de fazer o trabalho de casa, logo que o FMI deixe Portugal, os custos de acesso aos financiamantos externos será sempre superior aos nossos concorrentes. E as nossas empresas precisam de aceder a crédito em condições que não se desviem bastante dos seus competidores directos. E Portugal precisa de elevar a sua produtividade e precisa de investir em actividades de capital intensivo. E para o conseguir tem que aceder ao crédito externo.
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    O que me custa é isto. É que, como a oposição está fraca, em vez de convencer os portugueses da necessidade de melhorar a nossa capacidade competitiva, com cortes na despesa estatal, está apostada em tomar o poder com o recurso à intervenção externa. Prefere chegar ao poder mesmo que esse recursos seja uma perda de soberania, com custos elevados, sobretudo no futuro.
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    O caso turco é em si paradigmático. Hoje a Turquia está em muitos melhores condições que antes da intervenção do FMI, mas continua a pagar um prémio de risco um bocado alto, face ao seu crescimento económico, endividamento e até à sua despesa pública. Porquê? Porque um país que recebe ajuda do FMI fica sempre marcado como incompetente e, logo, de risco mais elevado. Porque foi incapaz de gerir o seu próprio dinheiro.
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    Isto não é apenas uma questão de orgulho nem perda de soberania. É mesmo uma questão económica, racional e de defesa dos nossos interesses. Quem se preocupa com a má gestão interna, devia preconizar medidas que tenham os mesmos efeitos das do FMI, mas salvaguardando os interesses dos portugueses. A oposição, por exemplo, devia começar já a esclarecer os portugueses, que mais que baixar o défice, Portugal vai ter que ter excedentes orçamentais, para baixar a dívida e até ter menos custos com o financiamento externo.
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    Parece-me um erro de tal forma o que a oposição está a fazer, que vamos gramar com o Sócrates por mais 3 anos. Mesmo que ele hipoteque o futuro dos portugueses. É que se o governo é mau, a oposição…

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  13. anti-comuna's avatar
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    13 Janeiro, 2011 12:10

    Outra ideia errada que a oposição está a querer vender aos portugueses, é que o que pagamos em taxas de juro actuais é demasiado ruinoso. Outro erro de palmatória, porque, se formos intervencionados pelo FMI, as taxas de juro a cobrar pelos credores serão bastante mais altas que as que o Estado está actualmente a cobrar. A prova disso é que a nossa banca a estas taxas tem dificuldades em aceder ao crédito externo, e por isso recorre directamente ao BCE.
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    Mas quem analisar as taxas irlandesas e gregas, há-de reparar que têm taxas muito mais elevadas que as dos portugueses. Se formos intervencionados, as nossas taxas subirão em flecha e passamos a depender exclusivamente das ajudas dos demais Estados. Não é por acaso que o Cavaco, na última entrevista à RTP, enfatizou isto mesmo: enquanto Portugal conseguir aceder ao mercado, deve-o fazer. Ele pode colar-se bastante ao Sócrates, mas aqui ele tem toda a razão. Devemos sempre recorrer ao mercado mesmo que nos custe mais, no curto prazo. Porque se o mercado continuar a financiar-nos e mais tarde conseguirmos corrigir os actuais niveis de despesa e endividamento, esse mesmo mercado premiará Portugal.
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    Até me custa a crer que, tanto se fale em mercado por parte de alguma opinião, mas depois quer que se use financiamentos fora do mercado. É mais uma das contradições de alguns. Enquanto Portugal tiver acesso aos mercados (e aqui enfatizo mais o acesso da banca, que neste caso já deveria levado à intervenção exterior), nunca deveremos pedir ajuda do FMI. Mas é preciso, para evitar a intervenção do exterior, que se tome medidas para corrigir os erros.
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    O que se está a ver é uma oposição mais preocupada em pedir a intervenção do FMI que propor medidas que evitem a chegada desse mesmo FMI. Quando, ainda por cima, leio que até apostam em evitar que se corte salários a determinadas corporações… Então é que fico mesmo desanimado com a nossa oposição. Se cedem já às corporações, imagino se chegarem ao poder. Pffff!

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  14. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2011 12:34

    É só para relembrar a alguns, este gráfico:
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    As condições de mercado continuam bastante duras para gregos e irlandeses. Portanto, se não fosse a ajuda externa, eles pagavam couro e cabelo. Portanto, em termos práticos, os mercados ainda não confiam em gregos e irlandeses. Daí que, os custos da intervenção estão lá presentes. E que os sacrificios pedidos ainda não estão a ser premiados pelos mercados. Porquê? Pela desconfiança destes nos que falharam. E são exigidas ainda mais garantias que aos que podem falhar mas ainda não falharam.
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    Não sejamos ingénuos. Recorrer ao FMI deve ser o último recurso pois os custos desse recurso perduram bastante tempo no tempo.

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  15. O Raio's avatar
    13 Janeiro, 2011 12:54

    “Esta histeria com o FMI é um mistério”
    A situação é totalmente diferente da anterior nos anos 80.
    Nessa altura Portugal ainda era um país minimamente soberano e as receitas do FMI incluíam a parte dura de restrições no nível de vida mas também incluíam outras partes destinadas a reavivar a economia.
    Agora que estamos totalmente enterrados na UE e amarrados ao Euro, o FMI só nos pode impor a primeira parte a que restringe o nível de vida, nada mais. O resto está condicionado por Bruxelas e Frankfurt…

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  16. anti-comuna's avatar
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    13 Janeiro, 2011 13:01

    Afinal não foi o BCE que comprou no leilão da dívida. lololololololol
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    Mais um sapo para alguns engulirem. ehehhehehhe
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    “Numa notícia publicada hoje pelo “The Guardian” é avançado que responsáveis chineses deram conta da sua participação no leilão de dívida português e da intenção de licitar dívida de Espanha numa emissão que ocorreu hoje e em que o Governo de Zapatero se conseguiu financiar a 4,5% a três anos.

    “Estes são tempos difíceis e nós assumimos um papel positivo”, disse o governador-adjunto do banco central da China, Li Gang, ao jornal britânico. “Nos temos sido e somos um comprador consistente e temos investimentos de longo prazo na Europa” , disse o responsável.

    .
    In http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=462863
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    Mas depois, alguns bifes criticam Portugal por acederem ao… BCE. Mas quando se lê isto…
    .
    “Banco de Inglaterra decidiu manter o programa de estímulos à economia, que inclui a compra de obrigações e a manutenção da taxa de juro.”
    .
    In http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=462877
    .
    .
    É que os gajos chamam porcos aos portugueses, porque vamos conseguindo vender dívida. Mas os gajos fazem pior. Têm mesmo um programa de monetarização da dívida inglesa, o desemprego está a subir, a inflação a corroer o nível de vida das populações e até uma situação de desocntrolo das despesas públicas. E, depois, querem-nos dar lições de moral e boa gestão. E, por fim, insultam-nos e há quem lhes bata palmas. lollolololololol
    .
    .
    Safa! Ser calimero…

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  17. Micas's avatar
    Micas permalink
    13 Janeiro, 2011 13:08

    Caro anticomuna,
    Leio sempre com bastante atenção os seus comentarios, concordando ou discordando e só muito raramente, como sabe, dou a minha opinião.
    Mas há um tema que me é bastante caro, por principio e agora por experiencia própria, que é o corte dos salários. Encaro esta medida como o último dos últimos recursos, pois considero-a o cumulo do desrespeito pelo compromisso assumido entre o empregador e o seu assalariado. No actual contexto, ou seja, tendo em consideração ao que efectivamente nos levou a este caos, que foram anos e a nos de politicas desastrosas (para não dizer mais, obviamente!), entendo o recurso ao corte de salários como humilhante e inaceitável.
    Trabalho numa empresa publica e sei aquilo que vejo, quer em termos de qualidade e opções de gestão (sobretudo a nivel estratégico) quer a nível de remunerações e benefícios, relativamente a determinados cargos. Como cidadã, tento manter-me informada e, sobretudo, pensar out of the box, que é coisa que pouco se faz neste país… Mas adiante.
    Quanto ao que aqui me trás, e que se prende com a sua observação relativamente ao corte do salario dos juizes, acho exactamente o inverso . Não se trata de ceder a uma corporação! Trata-se exactamente do contrario. Todos sabemos a quem interessa hostilizar os juizes e quem tem feito um belissimo trabalho em fragilizar, manipular e, em porque não dizê-lo, destruir o sistema judicial… Até agora tem corrido tudo bem e, assim como assim, um juiz com um ordenado mais baixo sempre é mais corrompivel…
    Penso eu de que.

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  18. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2011 13:16

    “Quanto ao que aqui me trás, e que se prende com a sua observação relativamente ao corte do salario dos juizes, acho exactamente o inverso . Não se trata de ceder a uma corporação! Trata-se exactamente do contrario. Todos sabemos a quem interessa hostilizar os juizes e quem tem feito um belissimo trabalho em fragilizar, manipular e, em porque não dizê-lo, destruir o sistema judicial…”
    .
    .
    Se começamos a dizer que há excepções à regra e se todas as corporações disserem que é um ataque aos seus interesses, então o país torna-se ingovernável.
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    .
    Compreendo que pense que baixar os salários é redefinir um contrato. Aceito esse conceito mas não aceito que se queira impôr sacrificios aos portugueses deixando de lado alguns. É que, mesmo um aumento de impostos, é redefinir um acordo. Tal e qual baixar os salários. Aumentar a carga fiscal não apenas impôr sacrificios é violar também um contrato.
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    O problema, na minha opinião, é simples. O governo pode ter uma certa animosidade contra o poder judicial. De acordo. Mas baixar-lhes os salários como está a fazer aos demais funcionários públicos, não é um ataque ao poder judicial. São medidas gerais e não particulares. Pelo contrário, ceder aos interesses materiais do poder judicial nesta questão é dar privilégios que não deveriam ser permitidos. E quando o poder judicial considera esta questão, uma queda salarial geral, como um ataque a si mesmo, está no fundo a enganar os portugueses. Acabando por dar razão ao governo, que o acusa de querer privilégios.
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    É que há formas do poder judicial se prestigiar, manifestamente, pedir excepção nos sacrificios impostos a todos os funcionários públicos, é um insulto à inteligência dos portugueses. Só dá razão, talvez injustificada, ao governo. É um grande tiro no pé.

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  19. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2011 13:19

    Calma, que há sapos que custam a engulir. Depois de se saber que chineses andam a comprar dívida europeia, eles lá tentam voltar à carga. Há mil e um argumentos para atacar o euro e os europeus. Só lido, dá para acreditar:
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    http://www.zerohedge.com/article/chinas-european-rescue-just-big-bait-and-switch
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    Além de não ser liquido que chineses andem no mercado a vender euros, também pode acontecer, se eles o fizerem, estarem a securitizar o risco dessas compras. Mas, claro, bom, bom, é malhar no euro. lolololololol
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    O que estes gajos inventam para racionalizar as derrotas. ehehehhehehh

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  20. F.Torres's avatar
    13 Janeiro, 2011 13:25

    Isto é para a D.Helena Matos. Só diz estas coisas quem, provávelmente, não paga impostos, ou tem quem lhos pague.

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  21. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2011 13:54

    Nem com o dólar em queda, os americanos se safam.
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    Dados saídos agora do comércio externo americano, relativos ao mês de Novembro, são mesmo interessantes. Em Novembro deste ano, o défice comercial com o Japão subiu, face ao ano passado. E quanto caiu o dólar face ao yene? Cerca de 7%. De que lhes vale deitar o dólar abaixo se não têm pedalada para exportar?
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    Isto é uma lição para alguns, que passam a vida a elogiar a queda do dólar, que estará ajudar a economia americana a sair da crise. Não ajuda tanto como se pensa e só contribuiu para gerar desiquilibrios, que mais tarde ou mais cedo, serão pagos.

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  22. Lionheart's avatar
    Lionheart permalink
    13 Janeiro, 2011 14:30

    Anti-comuna, faz-me espécie o seu amor pelo euro e pelos “europeus”. Não estou à espera que os americanos ou os ingleses venham cá dar o que quer que seja, nem tinham de o fazer. Eles defendem o que é deles, nada mais. O que me escapa é ver o euro como “nosso”. O euro, quando muito, foi algo a que não podemos escapar, como qualquer integração europeia desde 1992. Vamos engolindo porque não temos dimensão ou massa crítica para dizer que não. O euro possibilitou este endividamente externo catastrófico. O euro provocou inflação e retirou a pouca competitividade externa que o país tinha, quando podia desvalorizar a moeda. Porque esqueça a treta da produtividade. Portugal nunca teve uma grande produtividade nem alguma vez a terá, porque não tem hábitos organizacionais e culturais para isso. Quiseram germanizar o Sul, para que este passasse a ter os “atributos” teutónicos, quando o que unicamente aconteceu foi o acabar com as poucas vantagens competitivas que o Sul tinha. Como uns pobres que tinham umas “manhas” que os ajudavam a viver, acharam que isso era passado e que somos tão bons ou melhor que os outros e toca de fazer vida rico com o dinheiro dos outros. Agora somos igualmente pobres, mas já só sobrevivemos porque nem as “manhas” podemos ter. Manhas que dão jeito a outros que delas nunca quiseram abdicar, quando em aperto a isso têm de recorrer. Mas nós não precisamos disso, porque somos tão bons ou melhores que os outros. Resta saber em quê.

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  23. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2011 14:39

    Caro Lionheart, a mim o que me faz espécie é a sua maneira de criticar o euro.
    .
    .
    “O que me escapa é ver o euro como “nosso”. O euro, quando muito, foi algo a que não podemos escapar, como qualquer integração europeia desde 1992. ”
    .
    Pensava que poderiamos ter ficado de fora. Olhe, a começar pelos bifes, que tão aprecia, e a acabar na Suécia, Dinamarca, etc.
    .
    .
    “O euro provocou inflação e retirou a pouca competitividade externa que o país tinha, quando podia desvalorizar a moeda.”
    .
    .
    Provou inflação? E depois ainda diz que retirou o poder de desvalorizar a nossa moeda? Bolas, que Vc. consegue dizer um montão de raridades em apenas uma frase. Então a inflação subiu? Onde? Em Portugal não foi de certeza. ehehehehhehh
    .
    .
    “Porque esqueça a treta da produtividade. Portugal nunca teve uma grande produtividade nem alguma vez a terá, porque não tem hábitos organizacionais e culturais para isso. ”
    .
    .
    Ah! O amigo pensa como os bifes. Somos atrasados mentais e seremos sempre uns pobres coitados, sem eira nem beira. Por acaso já viu os aumentos de produtividade nos tempos do Botas?
    .
    .
    A única coisa que eu concordo consigo é nisto:
    .
    .
    “O euro possibilitou este endividamente externo catastrófico. ”
    .
    .
    Mas olhe que os seus amados fleumáticos ainda estão piores. Se Portugal tem um endividamento global na casa dos 300% do PIB, os ingleses já ultrapassaram os 500%. Nem com moeda própria se safaram.
    .
    .
    Ah! Já compreendi a sua alcunha. É tuga mas quer passar por bife porque se acha inferior aos gajos. ahahahahahah
    .
    .
    Tenha lá paciência, mas isso é um problema do foro psicológico, não análise económica. Olhe, eu não tenho vergonha nem complexos de inferioridade, seja de bifes, castelhanos, alemãe sou até americanos. Enfim, manias minhas. ;))

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  24. Piscoiso's avatar
    Piscoiso permalink
    13 Janeiro, 2011 14:46

    Caro Anti-, é uma pena que os seus excelentes comentários tenham algumas pequenas coisas que não se engolem:
    Por favor, corrija lá o “engulir” para “engolir”.

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  25. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    13 Janeiro, 2011 14:56

    Apoiado piscoiso, custa a engolir engulir’´,mas os raciocinios têm pedalada!

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  26. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    13 Janeiro, 2011 15:01

    «Mas sem um projecto de crescimento económico nacional não vamos lá.»PMP1

    Sem dúvida PMP1.
    Aliás devo dizer-lhe que, aquilo que devia estar a ser feito a esse nível é exactamente o que este governo (e outros) nunca fizeram. Devemos replicar as iniciativas de sucesso. Por exemplo o calçado, um sector em falência há uns 10 ou 15 anos, conseguiu modernizar-se através da criação de centros de excelencia de inovação, na aposta na tecnologia, na marca, na qualidade, na segmentação de mercado. Ora, são medidas destas que precisamos.
    .
    Estas medidas do combate ao defice que tem sido tomadas são meras aspirinas a ver se, por milagre, a retoma mundial chega e tal.
    .
    O que é necessário é apenas isto: aumentar muitissimo mais o volume de exportação; diversificar os mercados de exportação (para fora da UE) e criar mais valor acrescentado… e também não depender em demasia de meia duzia de empresas para garantir as nossas exportações. As 10 maiores exportadoras tem que ter um peso muito inferior aos actuais 80% do total de exportações.
    .
    O volume aumenta-se criando condições macro para os privados criarem empresas, nomeadamente fiscais; quer na diminuição da tributação da importação de materias-primas, quer na tributação geral.
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    Também ao estado cabe o fomentar a criação de centros de investigação e inovação sectoriais. Fomentar quer dizer unir esforços e vontades dos privados.
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    Ao estado também deve caber o acompanhar e participar no desenvolvimento da marca internacionalmente em termos de marketing e publicidade.
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    Ao estado também deve caber a elaboração de estudos sectoriais, apoiados nas universidades, que possam aferir com exactidão cientifica quais as áreas aonde temos vantagens comparativas em produzir e portanto, dirigir esforços e incentivos mais acentuados a essas áreas.
    .
    Ao estado também cabe o transformar todo o corpo diplomático em agentes de vendas :), sem que isso signifique desprestigio. As embaixadas do EUA são verdadeiros centros de negõcios bilaterais. Os nossos já foram piores, mas podem melhorar muitissimo mais no apoio à internacionalização e exportação.
    .
    Quanto ao EURO, não vejo futuro brilhante na moeda se, a UE, não se transformar numa europa com orçamento e impostos comuns. A moeda reflecte o estado economico do país. O estado de Portugal não está em sintonia com a cotação do EURO. Esse estado economico está, nos dias actuais, a ser reflectido não na moeda escudo (que já não existe), mas sim nas taxas dos titulos das OT’s. Hoje, é por esta via que se avalia a performance economica do país. Mas esta via tem custos enormes, a taxa de juros altissima. A ultima taxa de colocação da OT’s representa, na verdade, mais do que toda a colecta de IRS do país.
    .
    Assim é dificil pensarmos em, algum dia, reduzir o endividamento. Mas temos de o fazer e só o podemos fazer criando mais riqueza.
    .
    RB

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  27. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2011 15:12

    Engulir é o português antigo, ainda hoje usado pelos brasileiros. Não estão tão errado como parece, à primeira vista:

    http://www.verbix.com/webverbix/go.php?D1=6&T1=engulir

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  28. Lionheart's avatar
    Lionheart permalink
    13 Janeiro, 2011 15:19

    Por acaso gosto bastante dos “camones”. Mais que dos portugueses, por quilómetros. Lá porque tenhouma nacionalidade não quer dizer que tenha de gostar de tudo no país. Tenho com os portugueses uma coisa em comum que é a língua, e que de resto nem sempre uso porque também sei falar outras. Não me idenfico com o regime, não me identifico com a classe política, não me identifico com a “cultura”. Basicamente, só tenho o cartão, porque o resto passa-me ao lado. Mas isso para aqui não interessa nada.

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  29. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2011 15:32

    Caro Lionheart, Vc. com os seus complexos, acaba por fazer uma análise deturpada da realidade.
    .
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    “Basicamente, só tenho o cartão, porque o resto passa-me ao lado. Mas isso para aqui não interessa nada.”
    .
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    Por acaso interessa, pois depois faz com que faça análises enviesadas. Precisamente o que muitos fazem. Porque se o amigo se considera mais identificado com outro povo ou cultura, está no seu direito. Não está é depois fazer análises e querer fazer crer aos demais que tem razão, quando revela falhas graves na incorporação dos factos. Como lhe digo, se quer mudar de nacionalidade, faça bom proveito. Não me venha é deitar areia para os olhos.
    .
    .
    De resto, bom proveito. ehheheheheh

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  30. Lionheart's avatar
    Lionheart permalink
    13 Janeiro, 2011 15:46

    Areia para os olhos deitam vocês, os patrioteiros. Podem ficar com a crise todinha e muito bom proveito.

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  31. César's avatar
    César permalink
    13 Janeiro, 2011 15:57

    Tem toda a razão minha ilustre Senhora . Lamento que não a tenham entendido . Mas isto até é normal num país de tugas que se fingem ceguetas ? Vamos lá entender este nacionalismo bacoco ! Não querem o FMI (que já conhecemos com Soares…) mas aceitam os chineses(que querem a Galp) e tudo o mais que seja necessário para lhes emprestar dinheiro que não podem pagar , talvez os trinetos se esta geração rasca lá chegar? Geração rasca que adora e até dorme com a mentira politica …Para ter opinião sim/não FMI , apresentem-me o respectivo relatório que compare os custos/beneficios do SIM/NÃO . E ainda os OGE para os próximos 5 anos , em cada uma das hipoteses. Com merceeiros no Ministerio das Finanças (e sem autoridade politica) não vamos a lado nenhum (a par das trafulhices que permanentemente estão fazendo para nos enganarem).
    (para)Analfabetismo e crescimento económico são incompatives , como o revelam as ultimas decadas .Nem com o barco a meter agua acordam !!! (aprendam a fazer contas e não fiquem felizes por vos deixarem periodicamente meter um inconsequente papel num buraco duma aparente solene caixa …)

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  32. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2011 16:11

    “Areia para os olhos deitam vocês, os patrioteiros. Podem ficar com a crise todinha e muito bom proveito.”
    .
    .
    Eu não sou patrioteiro, sou nacionalista. Sabe o que é isso?
    .
    .
    Mas eu sou nacionalista mas porque amo o meu povo. Tenho as mesmas virtudes e seus defeitos. Mas não critico os que se identificam com outras culturas e outros povos. Mas não faço análises enviesadas só para dizer mal de quem me trouxe ao mundo. Familia não se escolhe, nasce-se. Com quem me identifico é com aqueles que me trouxeram ao mundo e me criaram.
    .
    .
    Pode-me chamar patrioteiro, o que quiser. Mas só lhe aponto as suas fracas análises económicas porque o amigo as faz, porque tem complexos de inferioridade, que lhe faz ver apenas coisa smás nos portugueses e coisas boas nos camones. Como lhe digo, está no seu direito, mas os seus camones estão com bastantes mais problemas económicos que os portugueses. Deve ser da tal superioridade dos gajos, não? lololololololol

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  33. Lionheart's avatar
    Lionheart permalink
    13 Janeiro, 2011 16:27

    Delculpe, mas você deve ter levado tampa de alguma gaja inglesa, só pode. Pois eu não amo o “meu” povo, que se há-de fazer. Pode ficar com ele todinho também. E quanto a análises enviesadas, mal por mal, era bom era que Portugal tivesse os problemas económicos dos camones. E de caminho a mesma capacidade de angariar receitas, o mesmo sistema político, on mesmo sistema judicial, ou a mesma ética do trabalho. Mas quem é que você quer enganar? Querem ver que há ingleses e americanos a emigrar para cá agora?

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  34. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2011 16:35

    “Mas quem é que você quer enganar? Querem ver que há ingleses e americanos a emigrar para cá agora?”
    .
    .
    Há muitos britânicos a viver em Portugal. E alguns americanos.
    .
    .
    Mas acha mesmo que eles são superiores aos portugueses? Se acha está no seu direito. Mas o amigo faz más análises económicas porque tem complexos de inferioridade. Até lhe digo mais, seu eu os tivesse também, já tinha cidadania americana ou inglesa há muito.
    .
    .
    Mas como lhe digo. O amigo escreveu uma série de bacoradas quanto ao euro. E eu explico a má análise com os seus complexos de inferioridade. Apenas isso. lolololololol

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  35. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    13 Janeiro, 2011 16:41

    Com os sucessivos tiros no pé da candidatura de «direita» do Cavaco, Manuel Alegre arrisca-se a rapar esta eleição à 1ª volta…
    E eu que pensava que ele ia à 2ª volta, e aí sim fazia um «oito» ao candidato que «nasceu duas vezes»!

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  36. Essa agora's avatar
    13 Janeiro, 2011 16:45

    Anti-comuna é outra forma de dizer sarna, não acham?
    Há muito que deixei de coçar, perdão, de ler. É que já não se aguenta…

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  37. Fredo's avatar
    Fredo permalink
    13 Janeiro, 2011 17:21

    Mas a possibilidade de enfrentar um povinho com um candidato a PR rodeado de gente atroando o seu Castilho, Guerra Junqueiro, Gomes Leal(…)
    .
    Pode ficar descansada e deixar os seus FMIs descansados.
    Quem vai ser PR vai ser mesmo um burgesso analfabeto e inculto bem mais ao seu gosto.

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  38. fagulhas's avatar
    fagulhas permalink
    13 Janeiro, 2011 17:21

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  39. rosa r's avatar
    rosa r permalink
    13 Janeiro, 2011 18:34

    Será que um Prémio Nobel é atribuido pela cor dos olhos de alguns seres? Penso que seja pelo mérito e uma carreira brilhante dentro da sua área, basta ouvir o que hoje o nobel Paul Krugman veio dizer sobre o leilão da nossa divída pública, mas isto é importante se calhar só para mim que não sou economista … Mas o Sr Coelho vai ser eleito? Oh Fredo você é astrologo ou só pateta?

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  40. Fredo's avatar
    Fredo permalink
    13 Janeiro, 2011 19:29

    Ó rosa r, arredonda a saia!
    Só alguém mais burgesso que o burgesso candidato é que pode duvidar do que digo e a sua confusão é tão grande que pensa que há Coelhos ou Lebres no concurso para Presidente. Olhe que não!

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  41. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    13 Janeiro, 2011 22:06

    Embora não concorde com o Dr. Mário Soares, a posição deste comparada com a do Alegre é como comparar a água (para alguns vinho) com o azeite.
    Enquanto o Dr .Soares sempre lidou bem com toda a diplomacia mundial o Alegre porta-se como um fidalgote provinciano abespinhado com os estrangeiros que se passeiam pela sua coutada (esta foi tipo Eça).
    Não sei se o Sócrates quer mesmo o seu candidato a meias com o BE, mas se o PS tiver uma qualquer ponta de coerência devia apoiar o Defensor Moura.
    Não sei se o Sócrates acha que quando o Alegre ganhar as eleições este parte directamente para a sua coutada andar aos tiros ao javali dizendo poemas enquanto aponta a arma.
    Mas se acredita que o Alegre vai fazer o que diz agora, deve estar preocupado.
    Mas ninguém acredita nisso, pois não?

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  42. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    14 Janeiro, 2011 02:03

    Esta proposta de discussão não interessa a ninguém. É uma completa perda de tempo.

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  43. FCR's avatar
    FCR permalink
    15 Janeiro, 2011 21:20

    Não estou a entender: se não fosse o FMI (de antigamente) não estavamos hoje aqui a discutir o FMI com casa e popó novo na garagem….passem bem!

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