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Abstenção recorde?

23 Janeiro, 2011
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Se calhar também por causa do Simplex, a abstenção poderá hoje voltar a ultrapassar os 50%. A 1ª vez aconteceu em 2002, com a reeleição de Sampaio.

 

Actualização: confirma-se. A abstenção atingiu o maior valor de sempre em eleições nacionais realizadas na III República.

3 comentários leave one →
  1. Jo's avatar
    23 Janeiro, 2011 21:16

    A incompetência organizativa nacional produziu o alibi: para a reeleição esquálida do senhor Silva e para a derrota gorda do poeta. Um único e alentador assomo de sentido ético fica plasmado na votação de Nobre e o protesto na loiça partida em Coelho. O resto é paisagem. O senhor Silva fica novamente a presidir aos destinos desta velha pátria. Que cada um se orgulhe do que é capaz. Ou se envergonhe se disso for capaz. E não capataz…
    Em Paris quase ninguém votou…
    Os portugueses voltaram a emigrar em massa, num protesto – também cívico – que voltou outra vez à tona. É o único sinal real, embora trágico, de uma esperança. Para o futuro, claro!

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  2. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    24 Janeiro, 2011 00:18

    A abstenção tem muitas leituras qual delas a de mais pobre significado. Provavelmente, o resultado de diversos factores todos advindos de uma profunda e generalizada ignorância na qual o Povo está imerso e de onde não se vislumbra saída. Só um milagre poderá trazer uma escapatória.

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  3. James's avatar
    24 Janeiro, 2011 09:53

    Eu não me tenho como «pobre significado», nem «profundo e generalizado ignorante» e faço questão de me abster dede há década e meia, no mínimo.
    Não gosta ? Deite-se ao lado.
    Não acreditar nessa «gentinha«, não se dar ao trabalho de fazer «fretes úteis» e etc. é por enquanto um direito que me assiste.
    Não faço proselitismo, não estou interessado em sequazes, acólitos, catecismo, catequistas, catequese, mensagem redentora, nada.
    Também não meconsidero o «proprietário» dos não-votos d’essa malta toda.
    Também não axo muito grave.
    Há eleições nos Estados Unidos (estou a falar de «eleições estaduais» onde a taxa de abstenção ronda quase os 70%.
    E então, axa que os eleitos se recusam a ocupar os cargos, e que lá por uma pessoa não se dignar a pôr lá os butes deixa de estar sujeito (e predicado e complemento directo…) a quem ganhou ?
    Claro que não.
    A mim chega-me perfeitamente que ninguém me tente obrigar ao que eu não quero.
    Cuide-se e vote à sua vontade.
    😦

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