Se ká nevasse eu fazia ská ski. Mas não neva
26 Janeiro, 2011
O voto branco é um voto em branco. Não é um voto em nenhum candidato. Votar em branco implica ir à secção de voto e dobrar o papelinho. O eleitor que vota em branco não se abstém. Vai lá. Logo nessas contas abracadabrantes sobre a vitória que foi mas poderia não ser sido se isto e aquilo, agradece-se que não se faça aritmética com os votos em branco. Porque se quem votou em banco quisesse votar num candidato tinha votado.
27 comentários
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Muito bem.
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Apoiado.
Foi o melhor post de HM.
A minha tia Jesualdo votou em branco
porque a esferográfica não escrevia.
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Mas se não se absteve, por que é que o voto não é incluído na contagem de votos totais para calculo das percentagens? E se quem votou em branco se quisesse abster tinha-se abstido! Mas não, fez o esforço de ir votar, e mesmo assim o seu voto não foi contado. Assim, não percebo como é que as suas afirmações suportam a conclusão do “não se faça aritmética com os votos em branco.”
O facto é que a percentagem dos votos (e votos em branco são votos, ponto) efectivamente obtidos pelos candidatos é inferior às percentagens anunciadas. A percentagens apresentadas são as percentagens dos votos não-brancos e não-nulos.
Mas é “compreensível” que não se contem os brancos, caso contrário nem na segunda volta estava garantida a existência de uma maioria absoluta.
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Deviam era tirar os fantasmas das listas de eleitores. Imodium-Rapid e Sais de frutos não são suficientes para a esquerdalha engolir os 250% a mais de votantes em Cavaco que no candidato patriota, solidário e de garantia.
A opção foi entre o Trigo e o Joio e um Porto Vintage e uma agua-pé. Até no orçamento da campanha a esquerda mostrou o seu carácter despesista e Alegre tem um buraco de tal ordem que mete medo.
Ah … os juros da dívida baixaram.
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As pessoas, em boa verdade, vão lá (às urnas); colocam o papelinho em branco… pelo que não podem esperar eleger alguém quando votaram em ninguém. É uma questão absurda. Faz-me lembrar aquele anedota, em resposta a um anuncio de emprego «olhe vim só cá dizer que é para não contar comigo».
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Não gosta destes candidatos? temos pena (os outros 97% de votantes gostaram).
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A abstenção é ainda mais ridicula, embora compreensivel para a grande maioria dos abstenciinistas. A abstenção não quer dizer nada em especial. A maioria das vezes é mesmo vontade de estar noutro lado qualquer… ou então achar-se que o candidato que gostam mais já nem precisa do voto e da carga de trabalhos que ir votar significa. Há ainda aqueles que não votam porque são monarcas, ou defendem a ditadura de esquerda ou direita… enfim são aqueles que abominam o regime democratico (uma minoria). Por fim há ainda aqueles que ficam em casa porque não querem ir às urnas votar em branco.
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RB
..). O ridiculo da questão é tentar dar voz a quem não quer ter voz. Os descontentes da vida, da politica, do regime.
Não gostam de nenhum candidato? temos pena.
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“Mas é “compreensível” que não se contem os brancos, caso contrário nem na segunda volta estava garantida a existência de uma maioria absoluta.”
Nada disso, bastava que a regra fosse que na segunda volta ganhava o candidato mais votado. Com esta simples regra, podiam-se contar os brancos que não havia o perigo de se ficar sem presidentepor não ter maioria absoluta.
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Rui Carlos Gonçalves
Posted 26 Janeiro, 2011 at 14:04 | Permalink
Para a sua ideia ser válida era necessário que no boletim houvesse um quadradinho para votar em branco.
Mas não há.
É verdade que é um voto estúpido mas disso estamos nós, e o Mundo, repletos.
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Tá mesmo desesperada a esquerda. Compreende-se, são derrotas a mais, umas a seguir às outras. Vital Moreira, Manuel Alegre e agora será Sócrates. Custa-lhes engolir que a maioria dos portugueses não está com eles.
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Se for para equiparar o voto em branco ao voto em qualquer candidato, uma consequência deveria ser tirada. Na eventual passagem à segunda volta, ao serem escolhidos os 2 “candidatos” mais votados, o “candidato branco” só passaria se ficasse em primeiro ou segundo. Caso contrário não entra na segunda volta, logo, nessas circunstâncias, votos em branco na segunda volta, seriam nulos.
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Tudo isto para dizer que Cavaco tem muita «legitimidade».
Democrática, acrescento eu….
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Não pá, o que eles queriam era um voto em branco a favor de alguém. Na 1ª volta se o branco fosse significativo não haveria 2ª volta, nem eleição de alguém… porque o somatório dos brancos com todos os outros somava mais de 50% e portanto Cavaco não teria 50% dos votos. Ora não tendo 50% dos votos não ganha à 1ª embora seja o mais votado. Mas ir à 2ª seria mais do mesmo. Um paradoxo que se repetia à exaustão fosse em que volta fosse. O branco não pode contar porque não elege ninguem.
RB
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Helena, como se eu cá não estivesse há muito… o título de esse seu «posta» é arroubalhado» ao Guilherme , e cantado pela Lena.
Créditos devidos, é o mínimo exigível, e é de bom tom, não ?
Por mim comporte-se como quiser..
😦
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Ah, e era assim: »Se cá nevasse fazia-sa cá ski».
🙂
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Os votos de abstenção devem contar. E a quando do voto para as Legislativas e Municipais devem representar lugares vazios nas assembleias.
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E aliás deveria ser possível que representantos dos votos em branco possam estar permentemente nas assembleias de votos.
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Só a obsessão com a Governação devido ao poder e empregos que a Governação dispõe permite que os votos em branco não contem.
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Em abstracto – o voto em branco devia ser contado. Nas eleições presidenciais e nas outras.
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desculpem aproveitar este espaço:
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Lucklucky dá, por favor, uma olhadela a
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http://www.cargoedicoes.pt/site/Default.aspx?tabid=380&language=pt-PT&id=4627&area=Cargo
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Levando o raciocínio da Helena às últimas consequências, só duas hipóteses: ou o cidadão escolhe um dos candidatos, mesmo que nenhum lhe mereça confiança, ou acaba aos tiros para mostrar o seu descontentamento. Os becos sem saída dos defensores do sistema…
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“Lucklucky dá, por favor, uma olhadela a”
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dei, e?
Sines outra vez? se alguém quiser fazer alguma coisa daquilo que faça.
Se é assim tão bom não precisa de dinheiro dos contribuintes.
E já agora se querem que tenha algumas hipóteses que dê certo precisa de um aeroporto integrado.
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Com mais precisão e a permitir melhor análise das votações elitorais seria, em frente de cada candidato, haver 2 quadradinhos. “Sim”, “Não”.
Na contagem os votos “Não” e “Sim” anulavam-se.
O “saldo” é que seria o valor a considerar.
Óbviamente haveria cadidatos com “saldo” negativo. 🙂
Afinal quando se pensa num candidato temos uma opinião positiva, e por que não, por vezes uma opinião assaz negativa.
É da natureza humana pensar assim.
Quem nos diz que os votos em branco não são um “Não” sem possibilidade de expressão ?.
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Era assim:
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Perdão, a «coisa» nao é do Gui, é do Luís Pedro e (eventualmente)do Zé.
Enganos…
😦
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Reparem quer na letra, quer no ritmo hipnótico do baixo com abateria, sf.ff.
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Mas esta conversa dos votos brancos e da abstenção é para quê? Não foi sempre assim que se fez as contas? Até quando o insuportável bochechas ganhou (à rasca) ao Freitas? Ou o xexesado cenoura?
Não têm nada mais que fazer? A bronca do C.U. não é mais interessante, até porque fez certamente subir a abstenção? …
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Não sei se a Helena é loura, mas eu explico-lhe o meu problema, o melhor que puder:
1- Apareceram-me 6 pessoas em quem poderia votar;
2- Não tive a mínima possibilidade de alterar essa lista;
3- Não acho que nenhum dos 6 deva ser escolhido para P.R.;
4- A escolha do P.R não me é indiferente, por isso quero votar, não quero abster-me;
5- Não existe, no boletim de voto, um quadradinho a dizer “nenhum dos anteriores;
6- Como posso fazer para votar, já que não o voto em branco ou nulo não é considerado voto?
7- Sou portanto um português a quem foi negado o direito de manifestar o sentido de voto.
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Olhe que neva. V. é que anda distraída.
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Se não votassem não havia confusão.
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Eu da última vez (há muito tempo…) que me dignei a lá ir estive por ali quase uma hora, ainda tive que gramar umas pessoinhas a “explicar-me” onde era isto e akilo (ora pôrra, andei nakele liceu dois anos, alguma vez preciso de “explicações” ? Fiz boa cara e deixei que akela gente ‘empertigada’ me “explicasse” imenso o que eu nunca precisaria de saber)
E depois, por vingancinha, tomei o meu tempo, lá no segredo da cabinezeca fix um desenho javardo em cima do boletim, e uns comentários pouco abonatórios em relação a cada um dos “candipatos” (e eram quase uma dúzia) que p’ra lá estavam.
E só fiz isto porque sabia que “uma tia” que ia passar a hora do jantar a contar akilo, ia ler, reconhecer-me e rir-se.
Serviço público…
😉
Hoydia estou mais velho e já não tenho pachôrra p’ra essas fitas.
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