Acabar com o subsídio de férias
27 Janeiro, 2011
Imagine-se que o governo decretava o fim do subsídio de férias para os novos contratos. Esta medida seria uma medida de redução dos custos das empresas?
32 comentários
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Imagine-se que o governo decretava o fim do subsídio de férias para os novos contratos. Esta medida seria uma medida de redução dos custos das empresas?
Peço desculpa, quantos meses tem o ano ?
E quantos meses se recebe (quem recebe, claro…) vencimento ??
Contas ???
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Considerando os novos contractos: não, mas é muito dificil a maioria das pessoas entender isso.
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acabar com as férias! como é o sonho dos japoneses!
por falar em Jap.s
Standard & Poor’s corta “rating” do Japão para “AA-”
é o primeiro das grandes economias a sofrer um corte pelas agências de rating e a próxima vai ser a Americana se os déficit governamentais não forem eliminados.
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Não necessariamente de custos, mas seria uma contabilidade mais honesta e clara. Se o ano tem 12 meses, deveríamos receber 12 meses e não 14. O que não quer dizer que se uma pessoa recebe 14000€/ano passasse a receber 12000€. Apenas se dividiria 14000 por 12 e não por 14. As muitas pessoas a recibos verdes não recebem 14 meses…
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Desde que o salário mínimo seja aumentado na proporção de 1/12, ninguém fica a perder.
Francisco Colaço
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Em princípio não, embora dependa de factores de elasticidade, etc.
Assim, ceteris paribus: à empresa interessa o custo unitário do trabalhador; ao trabalhador interessa a remuneração total (irrelevante se é em 13 ou 14 pagamentos).
X x 14 = (X + Y) x 13
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Se estou bem ‘alembrado’ as férias pagas e um mês delas sairam da cabeça do Jaurés em Francia no tempo do governo da Frente Popular, 1900 e trinta e ?.
A ideia por detrás era que a coisa seria no fim rentável, porque empurraria negóciopara praias, montanhas, lagos, what have you, e portanto tudo redundaria em transferir $$$ da indústria (secundário) para os ‘serviços’ (o sector terciário).
Entretanto (espaço temporal umas quantas meia dúzia de décadas…) o dito ‘sector’ encheu-se como um porco gordo, talvex seja de fazer contas outra vez…
😦
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Pela teoria dos EQUILIBRIOS de JM os trabalhadores tenderiam a negociar salários mais altos …
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O que interessa discutir é como conseguir salários mais altos em Portugal, e não se são divididos por 13 ou 14 meses.
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Infelizmente temos muitos economistas a defenderem a ideia neo-liberal que a redução de salários traz beneficios para a economia.
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Ainda por cima o PSD e o Passos Coelho foram nessa lengalenga.
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Numa sociedade onde os salários são tão baixos, os subsídios funcionam como as poupanças que não se puderam fazer durante o ano. Estou a falar, é claro, de gente que vive no fio da navalha…
Acho de um grande egoísmo preconizar sequer o fim desta, digamos, “pequena regalia” .
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Ó JM, não lhes dê ideias dessas que são capazes de as seguir!
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Dá-me a ideia que alguns comentadores estão a misturar o conceito de “férias pagas” com o de “subsidio de férias” – são coisas diferentes
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O que me parece mal é chamarem “subsídio de férias”, quando muitos trabalhadores não fazem férias e metem o subsídio ao bolso.
Achava melhor chamar-se “subsídio de ausência”.
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é a teoria do equilibrio de nash, um ponto de equilibrio esquizofrénico da teoria dos jogos de poder!
por aqui vê-se tudo como empresa:
o estado é uma empresa;
as familias são empresas!
podiam inovar,vulgo gratia aplicar a teoria económica da empresa ao jogo dos sexos, aos instintos humanos….etc!
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O comentador D.O. , conhecendo bem o país em que vive, disse o essencial.
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Se eu recebo 100 em 14 vezes, no fim do ano recebo 1.400.
Admitindo inflação e custo de oportunidade nulo, posso receber 1.400:
1. No dia 1 de Janeiro, de uma vez, por conta do trabalho que vou fazer no ano
2. No dia 31 de Dezembro, de uma vez, por conta do trabalho que fiz no ano
3. No final de cada mês, receber 116,66, por conta do trabalho que fiz nesse mês.
4. Ou receber 100 no final de cada mês e, em dois meses à escolha do patrão, receber os 200 remanescentes para lhe facilitar a gestão de tesouraria.
No fundo, no fundo, os patrões (sim, pq em portugal há patrões, não há empresários …) o que querem é mama … e eu a isso faço um manguito!
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Já cá faltava esta da “imoralidade do subsidio de férias”. Qual é o passo seguinte ? Eliminar os salários (também são custos !!!) e passar a empregar escravos ?
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Meu caro, quando queremos comparar salários devemos, e é uma norma básica, fazê-lo em salários anuais.
A resposta à sua pergunta só pode ser, reenunciando-a:
diminuir 1/14 do salário para um contrato evidentemente que reduz os custos da empresa.
A sua questão é que acha que o trabalhador não aceitaria tal contrato, mas isso é uma manobra de diversão. Também poderia perguntar: diminuir 1/14 do salário mensal, sem retirar o subsídio de férias reduz os custos da empresa?
À questão “aceitaria o trabalhador um tal contrato com salário reduzido” a resposta é a que qualquer liberal primário lhe daria: depende da oferta e da procura, ou seja do mercado. Em média, havendo desemprego elevado a resposta tende a ser SIM.
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Vamos mas é discutir como conseguir aumentar os salários em Portugal.
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Só mais uma coisinha: esta sua pergunta era para justificar o seu post da indemnização por despedimento?
Se sim, sem ofensa, acho que está a comparar o cu com as calças.
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Sr. Conde ponha os lúzios na land of Oz, eles estão à rasquinha, e são tudo menos estúpidos, direita, centro ou esquerda.
Só em QL ( norte e leste) são precisos quatro mil milhões para reconstruir o «público», isto sem contabilizar os prejuízos «privados».
Onde é que axa que isso se vai buscar ?
E ainda falta ver quanto vai custar a reconstrução em Victoria, aí ainda não há contas.
Perguntinha má: em sendo autraliano, está na disposição de ajudar ou prefere enterrar a cabeça no chão e fingir que não é nada consigo ??
O que lhes vale é que o sr. não é australiano…
😦
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Caro Fredo,
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Acha que o valor probabilístico da indemnização não faz parte do salário anual?
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Legalizar a escravidão aumentaria exponencialmente a produtividade e a competetividade das empresas.
Espero sinceramente que Sócrates apresente um diploma para a LEGALIZAÇÂO DA ESCRAVIDÂO, e suporte teórico para essa inovação está aqui no Blasfémias.
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João Miranda,
Onde é que leu isso no que eu escrevi?
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Pouco interessa que haja ou haja “subsídio” de férias ou de Natal. O que há é um rendimento anual dividido em catorze partes. Por acaso, isto até dá jeito à entidade patronal e, de certa forma, aos trabalhadores que, assim, poderão ter maior controlo nos gastos mensais. Aos empregadores permite evitar que comecem em Janeiro a pagar um doze avos do rendimento anual. O que acho razoável, tendo em conta a realidade do país.
São esses rendimentos anuais que se comparam com os de outros países. Retirar os chamados “subsídios” é apenas isto: redução do rendimento anual. Quaisquer outros truques que não tenham isto em conta, não passam disso mesmo.
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«quando queremos comparar salários devemos, e é uma norma básica, fazê-lo em salários anuais»
Como:
Batista: banqueiro, socialista e maçon.
Na CGD (300 mil, vice) + no BPN (66 mil).
Rui Pedro Soares: … e socialista.
De 2004 à PT: 30 mil – 70 mil – 300 mil – 400 mil – 1 milhão – 1.5 ME (2009)
Abaixo o subsídio de férias. E um mês de férias. E as férias por maternidade.
A bem da economia.
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Bem, os subsidios de férias e natal, embora sejam culturalmente uma parte inalienavel do salario, são uma imposição manifestamente injusta e desproporcionada para a entidade patronal.
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Nos meses em que o trabalhador não trabalha recebe o dobro. Quanto a mim, optei sempre por pagar salarios com a inclusão da proporção dos subsidios em cada mês, com o objectivo de não sobrecarregar a tesouraria nos meses menos produtivos.
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No entanto, embora considere os salarios em portugal demasiado baixos, escandalosamente baixos, sou da opinião que se o estado quer fazer ‘boa-figura’ e magnimidade quanto ao direito dos trabalhadores a receberem subsidios, então que seja o estado a paga-los através da segurança social.
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E se o estado resolver criar o direito ao 15º mês?
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RB
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Concordo com o Riciardi.
Os salários deveriam ser pagos em 12 meses de igual valor.
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para quando a discussão em o que fazer para aumentar os salários em geral ?
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Claro que reduziria os custos das empresas. Talvez assim pagassem mais impostos…Ou melhor pagassem impostos.
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Seria claramente negociado e incorporado no valor do novo salário. Certo.
(Por Aqueles que têm peso negocial! … os outros..)
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Sobre Direitos Civilizacionais,
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~-La reforma de las pensiones
Los trabajadores tendrán que cotizar 38 años y medio para jubilarse a los 65
La pensión íntegra a los 67 requerirá haber cotizado 37 años.-Se computarán los últimos 25 años de vida laboral para calcular la pensión.-Las mujeres podrán sumar nueve meses por hijo a su cotización, con un tope de dos años.-La intervención de Zapatero, clave para desencallar la reforma
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Talvez fosse altura da ‘expert sindicalista’ Ministra do Trabalho abrir os olhos e pensar que as Reformas não são um desastre nem uma tragédia nacional mas antes desocupar postos de trabalho para os jovens, incluindo licenceados, que as Governanças puseram na m*r*a.
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Há outras contas em que pensar.
Aquele tipo que era do MES e agora está de ministro de não-sei-bem-o-quê engendrou lá um esquema para recapitalizar a Caixa Nacional de Aposentações, ou lá o que é.
À velocidade (e ao preço…) a que toda a gente está a sair, a coisa implode em menos de 10 anos.
Felizmente que eu não recebo um tostão trocado daí.
Mas há muita gente que sim, e quando eles deixarem de poder pagar vai haver sarilho, e do grosso…
😦
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