E agora já se reconhecem os governos saídos de golpes e de revoluções?
1 Fevereiro, 2011
A propósito da situação política nas Honduras , vários ex-golpistas aprovaram uam coisa a que chamaram cláusula democrática que pretendia banir de várias cimeirasos governos resultantes de golpes de Estado. O caso só seria ridículo tendo em conta o curriculum de quem aprovou a dita cláusula se durante umas semanas os EUA e vários países da UE não tivessem sentido uma repentina necessidade de condenar os golpistas. Hondurenhos, claro. E apenas esses. O tempo foi-se encarregando de colocar as coisas no seu devido lugar mas não deixa de ser surpreendente comparar a reacção daqueles que tanto se enervaram com o caso hondurenho e que agora andam tão entusiasmados com o golpe na Tunísia e a revolução no Egipto.
7 comentários
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Não estarás com os olhos tortos?
Que é que uma golpada palaciana e militar tem a ver com um levantamento popular?
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E se este texto fosse sobre “Golpes, Revoluções e OPAs”? Ou melhor, “Golpes, Revoluções, Presuntos e Chamadas a pagar ao destinatário”? E já saiu algum governo para ser reconhecido na Tunísia e no Egipto?
Muito mau.
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Será de mau gosto, mas impõe-se o comentário: cara Helena Matos, não escreva posts depois do almoço. Misturar revoltas de rua contra duas ditaduras velhas de décadas, a um putsch militar contra um presidente democraticamente eleito parece coisa escrita pelo António Vilarigues.
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Moubarack, Ben Ali e Saddam Hussein sempre foram os protegidos dos EUA.
Cairam em desgraça, e os EUA já estão apostando noutro cavalo.
A democracia internacional é uma coisa muito bonita.
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Espero sinceramente que tudo corra bem para os Egípcios. E que eles encontrem um governo democrático e moderno.
Penso que para isso os militares estão com os mais diversos contactos com todo o mundo.
Mas que o momento é sério penso que ninguém tem dúvida disso, dali tanto pode sair o poder democrático como o fundamentalista.
Observo com curiosidade as reportagens falando de paz e amor entre militares, polícias e manifestantes – em 6 dias já morreram 300 pessoas.
E já vimos manifestações destas noutros sítios, não vimos? (Irão, China, etc)
Esperemos
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Um dos problemas, uma das aflições maiores de certos liberais ou neoliberais face ao que se passa no Egipto, é o eminente “cerco” político, económico e territorial a Israel, por parte de alguns países limítrofes, se a Revolução egípcia triunfar, como eu desejo.
“Parece mal”, é “inaceitável”, “aquele tipo de gente” assim, nas ruas, durante dias, a deporem um ditador… Depois de muitos anos massacrados, Helena Matos queria o quê ? — “conversações” ?, entre Mubarak e “gente apresentável” ? Também é apologista de que a AlJazeera “está a provocar” essa Revolução ?
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Em 75, cá em Portugal, também tivemos muitas “manifestações populares” com milhares e milhares de pessoas.
Depois, no dia das eleições, é que se percebeu que o “levantamente popular” era do tipo “golpe palaciano”.
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