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E agora já se reconhecem os governos saídos de golpes e de revoluções?

1 Fevereiro, 2011

A propósito da situação política nas Honduras  ,  vários ex-golpistas aprovaram uam coisa a que chamaram cláusula democrática que pretendia banir de várias cimeirasos governos resultantes de golpes de Estado. O caso só seria ridículo tendo em conta o curriculum de quem aprovou a dita cláusula se durante umas semanas os EUA e vários países da UE não tivessem sentido uma repentina necessidade de condenar os golpistas. Hondurenhos, claro. E apenas esses.  O tempo foi-se encarregando de colocar as coisas no seu devido lugar mas   não deixa de ser surpreendente comparar a reacção daqueles que tanto se enervaram com o caso hondurenho e que agora andam tão entusiasmados com o golpe na Tunísia e a revolução no Egipto.

7 comentários leave one →
  1. Grunho's avatar
    Grunho permalink
    1 Fevereiro, 2011 13:16

    Não estarás com os olhos tortos?
    Que é que uma golpada palaciana e militar tem a ver com um levantamento popular?

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  2. :|'s avatar
    1 Fevereiro, 2011 13:55

    E se este texto fosse sobre “Golpes, Revoluções e OPAs”? Ou melhor, “Golpes, Revoluções, Presuntos e Chamadas a pagar ao destinatário”? E já saiu algum governo para ser reconhecido na Tunísia e no Egipto?

    Muito mau.

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  3. JPT's avatar
    JPT permalink
    1 Fevereiro, 2011 14:46

    Será de mau gosto, mas impõe-se o comentário: cara Helena Matos, não escreva posts depois do almoço. Misturar revoltas de rua contra duas ditaduras velhas de décadas, a um putsch militar contra um presidente democraticamente eleito parece coisa escrita pelo António Vilarigues.

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  4. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    1 Fevereiro, 2011 16:06

    Moubarack, Ben Ali e Saddam Hussein sempre foram os protegidos dos EUA.
    Cairam em desgraça, e os EUA já estão apostando noutro cavalo.
    A democracia internacional é uma coisa muito bonita.

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  5. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    1 Fevereiro, 2011 19:31

    Espero sinceramente que tudo corra bem para os Egípcios. E que eles encontrem um governo democrático e moderno.
    Penso que para isso os militares estão com os mais diversos contactos com todo o mundo.
    Mas que o momento é sério penso que ninguém tem dúvida disso, dali tanto pode sair o poder democrático como o fundamentalista.
    Observo com curiosidade as reportagens falando de paz e amor entre militares, polícias e manifestantes – em 6 dias já morreram 300 pessoas.
    E já vimos manifestações destas noutros sítios, não vimos? (Irão, China, etc)
    Esperemos

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  6. MJRB's avatar
    1 Fevereiro, 2011 21:17

    Um dos problemas, uma das aflições maiores de certos liberais ou neoliberais face ao que se passa no Egipto, é o eminente “cerco” político, económico e territorial a Israel, por parte de alguns países limítrofes, se a Revolução egípcia triunfar, como eu desejo.
    “Parece mal”, é “inaceitável”, “aquele tipo de gente” assim, nas ruas, durante dias, a deporem um ditador… Depois de muitos anos massacrados, Helena Matos queria o quê ? — “conversações” ?, entre Mubarak e “gente apresentável” ? Também é apologista de que a AlJazeera “está a provocar” essa Revolução ?

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  7. João's avatar
    João permalink
    2 Fevereiro, 2011 13:27

    Em 75, cá em Portugal, também tivemos muitas “manifestações populares” com milhares e milhares de pessoas.

    Depois, no dia das eleições, é que se percebeu que o “levantamente popular” era do tipo “golpe palaciano”.

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