Saltar para o conteúdo

Subsídios

1 Fevereiro, 2011

Ao contrário do que o Pedro Tadeu escreve aqui, as escolas com contrato de associação não são colégios subsidiados. São empresas que recebem um pagamento em troca de um serviço. Quando o estado compra um serviço a um privado não está a subsidiá-lo. Por exemplo, se um departamento do Estado compra uma resma de papel na papelaria da esquina não está a subsidiar a papelaria. Da mesma forma, quando o Estado compra serviços de educação não está a subsidiar o vendedor. O Estado tem obrigação de prestar serviços de educação a toda a população. Tem duas formas de o fazer. Ou compra os serviços a professores individuais organizando-os em escolas públicas, ou compra os serviços por grosso a fornecedores privados que sub-contratam os professores e se organizam eles próprios em escolas. Em ambos os casos estamos perante uma compra de serviços. Em nenhum momento se diz que o Estado subsidia os professores das escolas públicas apenas porque lhes paga um serviço. Se o termo subsídio não é usado nesse caso, também não há razão para o usar quando a compra do serviço é feita a uma empresa.

60 comentários leave one →
  1. Gonçalo's avatar
    1 Fevereiro, 2011 16:48

    Totalmente de acordo.

    Gostar

  2. José's avatar
    José permalink
    1 Fevereiro, 2011 17:01

    Há outra maneira inventada por, além do mais, Vital Moreira, outro jacobino. Assim:

    “Para além disso, [o CEDIPRE]é uma associação de direito privado sem fins lucrativos, que se rege por estatutos e pela lei, com sede na própria FDUC, ou seja nas instalações da Universidade pública.
    Como é que se relaciona esta associação privada, com a universidade pública?
    Assim: por protocolo (!) que define a utilização de espaços, pessoas, instalações, equipamentos, e até a própria aquisição de livros. Além disso, toda a actividade académica da associação privada, deve ser aprovada previamente pela FDUC que também pode impedir actividades da associação, na escola. É também aí que se definem as contrapartidas da associação para com a escola pública. E que virão no protocolo.
    Assim, a FDCU, manda nos espaços, no pessoal, no equipamento, nas instalações e nas iniciativas que a associação dispõe e exerce, no local que é da FDUC, ou seja, um local público, como é o de qualquer escola do Estado.
    A Universidade de Coimbra, em face da lei, como os demais estabelecimentos públicos do ensino superior, tem uma amplo grau de autonomia, estatuária, académica, científica, pedagógica e naturalmente de autogoverno, com órgãos próprios.
    É no exercício desta ampla e regalada autonomia que a FDUC e a Universidade, sustentam outras associações de direito privado sem fins lucrativos, em que participam uma boa parte dos professores da própria universidade.
    Várias associações deste teor, apoiam e organizam quase dúzia e meia de cursos de pós-grauação, com duração variável e destinados a licenciados, em regime “pós-laboral”, ou seja, nas últimas horas das Sextas-feiras e aos Sábados.
    Quem frequenta estes cursos, de pós-graduações, paga bom dinheiro – a quem? À entidade privada ou à pública?- pela inscrição e pelas propinas.
    Segundo as contas do CEDIPRE, por exemplo no ano de 2005, a maioria das despesas da associação, contabilizadas como “custos”, foi para…”honorários” (sic). Isso, mesmo com altos patrocínios público-privados, obtidos por protocolo, de empresas com óbvias ligações ao Estado, como Anacom, ERSE, Banco de Portugal, Instituto de Seguros de Portugal e Instituto Nacional de Transporte Ferroviário.

    Gostar

  3. Gonçalo's avatar
    1 Fevereiro, 2011 17:01

    Quando o Estado paga a uma farmácia o custo da comparticipação pública com um medicamento comprado por um qualquer cidadão não está a subsidiar a farmácia.
    Quando o Estado paga a uma empresa de transportes (qualquer) uma indemnização compensatória por serviços que presta à população (venda de passes sociais) a custos sociais, não está a subsidiar a empresa. Tão só a compensa-la por ter vendido um serviço abaixo de custo.
    Quando o Estado transfere para um Colégio o custo com a educação dos seus alunos (na bitola estatal) não está a subsidiar o Colégio, mas apenas a cumprir a Constituição e a Lei de Bases da Educação e a colocar aquele custo (de um serviço) a quem o fornece.

    A Constituição diz que a Educação é um direito. Não a Educação Pública.
    E a Lei de Bases diz que o Estado só tem que dar resposta ao que não a tem e que deve ter em consideração a oferta particular instalada.

    Gostar

  4. Pensador's avatar
    1 Fevereiro, 2011 17:14

    João Miranda,
    Só V. se lembraria de comentar o escrito de um sujeito que dirigiu uma coisa chamada “24 Horas”, verdadeiro monumento ao que não é, nunca foi nem deve ser jornalismo.

    Gostar

  5. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    1 Fevereiro, 2011 17:14

    JM bem se esforça…

    Gostar

  6. Libertas's avatar
    Libertas permalink
    1 Fevereiro, 2011 17:15

    Só o Tadeu não assimila…

    Gostar

  7. bluesmile's avatar
    1 Fevereiro, 2011 17:47

    “Por exemplo, se um departamento do Estado compra uma resma de papel na papelaria da esquina não está a subsidiar a papelaria. Da mesma forma, quando o Estado compra serviços de educação não está a subsidiar o vendedor.”
    A metáfora é da papelaria é interessante.
    a) Se o Estado produzir ele próprio papel de qualidade e o tive disponível, tem sentido ir comprá-lo a uma papelaria, só com a finalidade de dar lucros à papelaria?
    b) Tem sentido o Estado comprar papel na papelaria a um custo elevadíssimo em relação ao custo de mercado da resma de papel, e com o dinheiro de uma resma estiver a pagar efectivamente o preço de cinco resmas?

    Gostar

  8. José's avatar
    José permalink
    1 Fevereiro, 2011 17:49

    Tadeu é o opróbrio do jornalismo. Agora é comentador no DN!!!
    Nos primórdios aprendeu a arte de dizer sempre a “verdade, verdade, verdade” no O Diário.

    Escusado será dizer que essa verdade era “aquela a que temos direito”. Ahahahah!

    Gostar

  9. José's avatar
    José permalink
    1 Fevereiro, 2011 17:51

    Não vale a pena discutir os aspectos técnicos da coisa porque é bem simples: no tempo de Afonso Costa os republicanos laicos quiseram acabar com o ensino em escolas dirigidas pela Igreja.
    Os herdeiros de Afonso Costa querem apenas imitá-lo e executar a deixa testamentária. É só isso.

    Gostar

  10. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    1 Fevereiro, 2011 17:52

    ” O Estado tem obrigação de prestar serviços de educação a toda a população.”
    .
    Seria preferível que o Estado não tivesse qualquer acção intervencionista em nenhum sector da economia, já que os resultados são sempre desastrosos. Sempre.

    Gostar

  11. José's avatar
    José permalink
    1 Fevereiro, 2011 17:52

    Se assim não fosse também se tinham manifestado contra a política do SNS: quem subsidia os hospitais privados? O Estado e o nosso Orçamento.

    Gostar

  12. D's avatar
    1 Fevereiro, 2011 17:53

    Não encontro neste espaço os jmf, as helenas , os mirandas, os balbinos, etc, todos aqueles que ontem “gritavam” alto e bom som para o Estado diminuir as despesas em tudo o que é sítio.
    Já me esquecia que quando estão em causa interesses aproximados os lapsos de memória proliferam.

    Gostar

  13. José's avatar
    José permalink
    1 Fevereiro, 2011 17:56

    Se os hospitais privados fossem da Igreja já se tinham revirado todos. E até o fariam junto da campa de Afonso Costa. Mas o pobre jacobino jaz no subterrâneo de Seia.

    Gostar

  14. hajapachorra's avatar
    hajapachorra permalink
    1 Fevereiro, 2011 18:01

    Tenho-me por bem informado, mas, desculpai, quem é o Tadeu?

    Gostar

  15. Essa agora's avatar
    1 Fevereiro, 2011 18:13

    Ninguém.

    Gostar

  16. Gonçalo's avatar
    1 Fevereiro, 2011 18:14

    bluesmile
    a) Se o Estado produzir ele próprio papel de qualidade e o tive disponível, tem sentido ir comprá-lo a uma papelaria, só com a finalidade de dar lucros à papelaria?

    Sim, porque não? Se o mesmo valor (custo da produção) comprar a mesma coisa na papelaria e ainda der lucros à mesma. Uma parte deles ainda voltará ao Estado sob a forma de imposto. O estado fica a ganhar, a papelaria também. O utente idem.

    b) Tem sentido o Estado comprar papel na papelaria a um custo elevadíssimo em relação ao custo de mercado da resma de papel, e com o dinheiro de uma resma estiver a pagar efectivamente o preço de cinco resmas?

    Não, pois isso não pode acontecer pois o valor que o Estado dispõe à família é o que gastaria se os alunos estivessem nas suas escolas. A opção da família, se for mais cara, é paga adicionalmente pela mesma e não pelo Estado.

    Gostar

  17. LA-C's avatar
    1 Fevereiro, 2011 18:29

    Jmiranda, não me parece que tenhas razão. De de facto o Estado pagasse pelo serviço quando este é necessário, então seria verdade o que escreves. Quando, como se passa em Coimbra, e penso que em muitos sítios, mas Coimbra conheço bem, o Estado tem escolas que são perfeitamente capazes de enquadrar os alunos que estão nos colégios privados sem qualquer acréscimo de custos sensível, inclusivamente escolas públicas muito boas (não preciso de lembrar que a escola pública com melhor classificação nos rankings é de Coimbra), então trata-se, de facto, de um subsídio encapotado.
    Formalmente podes ter razão, mas na verdade é um simples subsídio.

    Gostar

  18. João Miranda's avatar
    João Miranda permalink*
    1 Fevereiro, 2011 19:03

    ««Estado tem escolas que são perfeitamente capazes de enquadrar os alunos que estão nos colégios privados sem qualquer acréscimo de custos sensível, »»
    .
    LA-C,
    .
    O Estado tem escolas públicas com professores disponíveis para mais umas dezenas de turmas? Parece-me que esses professores é que estão a ser subsidiados.

    Gostar

  19. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    1 Fevereiro, 2011 19:08

    Completamente de acordo.
    .
    Parece que voltamos aos anos 80 quando se discutia se os Bancos podiam ser privadas, se a TV podia ser privada, jornais, pasta de pael, cimentos, etc.
    .
    Os mesmos que defendiam a estatização desses sectores querem acabar com o bom desempenho das escolas associadas, só por birra pseudo-ideológica.
    .
    A malta não consegue perceber que as escolas associadas representam apenas 4,5% dos alunos ?

    Gostar

  20. Daniel Letras's avatar
    1 Fevereiro, 2011 19:17

    Outsourcing?! Nunca tinha pensado nisso, mas é uma boa ideia. Não se pode aplicar a outras áreas da nossa governação?

    Gostar

  21. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    1 Fevereiro, 2011 19:25

    Balelas..numa palavra chulice…quem quer paga e ponto…simples ..

    Os Mesmos Erros….sempre..repetidos até á exaustão…

    Gostar

  22. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    1 Fevereiro, 2011 19:26

    Aliás as evidências neste caso são por demais evidentes.

    EM PRESTIMOSA E OLEOSA COLABORAÇÃO COM O JORNAL A CARRAÇA … DADA A IMPORTÂNCIA DO ASSUNTO EM QUESTÃO -AS EVIDÊNCIAS…

    Gostar

  23. Fredo's avatar
    Fredo permalink
    1 Fevereiro, 2011 19:28

    “anos 80 quando se discutia se os Bancos podiam ser privadas”
    Boa piada, mas nunca ouvi chamar “privada” nem sequer “cagadeira” a um banco.
    Ou há um erro e devia ler-se “ter” privadas? Mas não, os bancos sempre as tiveram.
    Ou será que o autor é tão anacrónico que não sabe que SEMPRE houve bancos privados?

    Gostar

  24. jo's avatar
    1 Fevereiro, 2011 19:48

    O Estado não anda na escola. São os alunos que andam na escola. Logo não deve ser o Estado mas os alunos, ou os pais deles, a pagarem a escola.
    Se considerarmos que o pagamento à escola é o mesmo que a compra de uma resma de papel, uma questão de oferta e de procura, então neste momento o valor oferecido pelo cliente Estado desceu e as Escolas intervencionadas só têm que adaptar a oferta, procurando outros clientes, baixando o preço, ou fechar a loja. É o que se faz quando o nosso cliente diz que não paga e não somos subsidiados.

    Gostar

  25. LA-C's avatar
    1 Fevereiro, 2011 20:57

    “O Estado tem escolas públicas com professores disponíveis para mais umas dezenas de turmas? Parece-me que esses professores é que estão a ser subsidiados.”

    Sem dúvida. Não sabias disso? Não me vais dizer que não tinhas conhecimento da quantidade de professores com horário zero? Agora, o facto é que esses recursos existem e são custos de que o Estado não se consegue livrar. Naturalmente que dar dinheiro a colégios privados, quando o estado tem liceus nesta condições, é perfeitamente tolo e não faz sentido. É pena mas é assim. Quando há recursos inutilizados nas escolas públicas, estar a dar dinheiro às privadas é esbanjamento e são subsídios encapotados.

    Gostar

  26. Daniel Santos's avatar
    1 Fevereiro, 2011 21:16

    Se eu quisesse desconversar, diria que o Estado paga por serviços que estão acima do contratado, por isso o “cortar, mas é melhor não dizer nada.

    Gostar

  27. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    1 Fevereiro, 2011 21:29

    O argumento da liberdade de escolha é engraçado.
    .
    Quantos liceus tem Lisboa? 20 ou 30? Quantos tem o Porto? 15 ou 25? e Braga? 5 ou 6 ?
    .
    Pois então, podem escolher a que quiserem. Não podem escolher escolas fora da residencia? mudem essa lei.
    .
    Querem uma escola com uma qualidade muito superior? pagem-na.
    .
    RB

    Gostar

  28. Helder's avatar
    1 Fevereiro, 2011 21:38

    LA-C
    são custos de que o Estado não se consegue livrar

    Só isto é que me parece um problema mas mesmo assim livra-se desses custos só é politicamente difícil e compreensível desse ponto de vista. De resto se fosse feita uma análise custo-benefício (o melhor indicador é a preferência das famílias) caso a caso e se concluisse que seria preferível subsidiar os alunos nas escolas privadas, não vejo porque teriam que ser estas a sofrer os cortes. Da mesma maneira, como no caso dessa escola pública em Coimbra, se para o mesmo preço (e aqui a porca torce o rabo) se consegue melhor qualidade, que o estado só subsidie os alunos após ultrapassada a capacidade da dessa escola pública.
    Tanto num caso como noutro a selecção pode perfeitamente ser feita por ordem de entrada das inscrições, por exemplo.

    Abraço

    Gostar

  29. LA-C's avatar
    1 Fevereiro, 2011 21:51

    Deixem-me só deixar esta nota interessante. Estive a ver vários colégios em Braga para lá pôr a minha filha, que vai fazer três anos. O único onde as selecção dos alunos era feita com base na ordem de chegada (isso, claro, depois de se dar prioridade aos candidatos que já têm irmãos nessa escola) era aquele que não era católico. Em todos os colégios católicos, sempre que eu perguntei quais eram os critérios de admissão, não me souberam/quiseram dizer. Eles tinham os seus critérios de selecção e não se sentiam na obrigação de dizer quais. Interessante não? Claro, podem-me dizer que como é privado, eu nada tenho a ver com isso. Tudo bem. Mas bolas para a ideia de andar a subsidiar estes colégios.

    Gostar

  30. A. R's avatar
    A. R permalink
    1 Fevereiro, 2011 21:53

    O Estado não financia nada! Não tem poços de petróleo, não tem gás natural, não tem nada de valor. Nós é que subsidiamos o Estado e ele, como tem muito dinheiro, faz continuamente asneira da grossa como um miúdo mimado com mesada avantajada.

    Após tantas dezenas de anos de ensino público os pobres continuam pobres, iletrados e com mau ensino: o ensino público falhou. Os professores veteranos do ensino público entregam as turmas problemáticas aos colegas menos experientes e com menos poder de negociação dos horários. Os sindicatos aprovam!

    Gostar

  31. miguelmadeira's avatar
    1 Fevereiro, 2011 21:53

    “Em nenhum momento se diz que o Estado subsidia os professores das escolas públicas apenas porque lhes paga um serviço. ”

    Posso estar errado, mas creio já ter lido textos do João Miranda a dizer que os funcionários públicos são “beneficiários líquidos de impostos” ou coisa parecida

    Gostar

  32. Gol(pada)'s avatar
    Gol(pada) permalink
    1 Fevereiro, 2011 21:58

    Gripe A
    Autoridades alertam para efeitos secundários da vacinação
    Após a sensibilização de vários países para prevenir a gripe A através da administração de uma vacina, chega um novo alerta da parte das autoridades de saúde da Finlândia: as crianças que receberam uma das vacinas contra a Gripe A têm maior propensão a desenvolverem uma doença neurológica.

    Gostar

  33. Trader's avatar
    Trader permalink
    1 Fevereiro, 2011 22:04

    Exemplo de verdadeiro subsídio:

    – 45 milhões € de apoio do Estado ao investimento da espanhola Aquinova (Pescanova) em Mira, metade do investimento!!), a maioria dos trabalhadores recebe ordenado mínimo. Em contrapartida há décadas que os produtores portugueses nunca conseguiram investir significativamente nesta área por restrições ambientais e burocracia kafkiana.

    – Dezenas de milhões € de apoio ou benefícios fiscais do Estado à sueca IKEA e muitas autorizações para centros comerciais, a maioria dos trabalhadores nas fábricas recebe ordenado mínimo ou pouco mais. Nas lojas não devem ser muito melhor. Em contrapartida as empresas portuguesas do ramo mobiliário agonizam em impostos sem fim. E concorrência desleal também, pois há anos se sabe que a IKEA usa um sofisticado esquema de fundações e offshores para pagar menos impostos. A IKEA está tão maravilhada com este país que generosamente distribuiu tanto subsidio que até está a pensar apostar na energia solar tal a mina de ouro de subsídios que existem !!

    – energias renováveis, o sobrecusto em 2009 foi de 800 milhões € e em 2010 foi de 1200 milhões € !! São fortunas em subsídios todos os anos. Como é que há gente que tenha a lata de falar de subsídios no caso das escolas ?

    As escolas de contrato de associação são praticamente uma parceria público privada. E não houve nenhum governo como os socialistas (Guterres e Socrates) que tenha criado mais parcerias público privadas, umas 70 parcerias e talvez uns 30 mil milhões € de investimento.

    Admitindo que de facto há escolas que hoje não faça sentido esta pareceria actualmente, é bem provável que de facto haja muitas, mas segundo uma notícia do Público (acho eu), havia pelo menos 19 escolas que não tinham nenhuma pública a menos de 15km. Ora, este corte é portanto cego e tremendamente injusto. Imaginem como é que uma escola se desenrascar levando um corte de 30% de um momento para o outro ?
    É preciso cortes e sacrifícios ? Sim senhor, vamos a isso, mas então que o ministério da educação mostre que é sério e corte de imediato 30% do orçamento do ministério da educação.

    O resto é conversa de tolos que se deixaram enrolar na propaganda do Socrates. Discussão para entreter tolos. Na saúde por exemplo, a maior concorrência privada à saúde pública vem da HPP, cujo proprietário é a CGD, controlada pelo PS.

    Gostar

  34. bluesmile's avatar
    1 Fevereiro, 2011 22:31

    Gonçalo:
    a) Se o Estado produzir ele próprio papel de qualidade e o tive disponível, tem sentido ir comprá-lo a uma papelaria, só com a finalidade de dar lucros à papelaria?
    Sim, porque não? Se o mesmo valor (custo da produção) comprar a mesma coisa na papelaria e ainda der lucros à mesma.

    O gonçalo sssume então que o Estado está a subsidiar directamente uma empresa privada, tal como acontece nos contratos de associação.
    “Uma parte deles ainda voltará ao Estado sob a forma de imposto.” Mas uma parte ínfima da fracção que lá desperdiçou.
    “O estado fica a ganhar,” – de forma alguma, o Estado está a deseprdiçar inutilmente dinheiros públicos.
    A papelaria sim, lucra. O utente – isto é, todos nós – que paga a resma de papel cinco vezes mais cara que o seu custo real é burlado para dar lucros a uam empresa privada.

    “b) Tem sentido o Estado comprar papel na papelaria a um custo elevadíssimo em relação ao custo de mercado da resma de papel, e com o dinheiro de uma resma estiver a pagar efectivamente o preço de cinco resmas?

    Não, pois isso não pode acontecer pois o valor que o Estado dispõe à família é o que gastaria se os alunos estivessem nas suas escolas.
    A opção da família, se for mais cara, é paga adicionalmente pela mesma e não pelo Estado.
    Ouseja, só as famílias ricas é que têm liberdae de escolha, logo o cheque ensino é uma farsa.

    Gostar

  35. Me's avatar
    1 Fevereiro, 2011 22:44

    e quem é que avalia a qualidade do papel ? os produtores ou os consumidores à força ? é que o papel escola estatal marca eduquês parece que amarelece num instante segundo muitos “clientes”.

    Gostar

  36. Rui Carlos Gonçalves's avatar
    1 Fevereiro, 2011 23:22

    “O único onde as selecção dos alunos era feita com base na ordem de chegada (isso, claro, depois de se dar prioridade aos candidatos que já têm irmãos nessa escola) era aquele que não era católico.”

    Falta saber qual é o critério que estabelece a “ordem de chegada”… Mal por mal, que se use sorteio. E a partir do 2º ciclo deveria ser possível usar as notas dos exames nacionais para seriar os alunos.

    Mas concordo plenamente que se cortem subsídios às instituições que não tenham critério claros e aceitáveis de selecção.

    Gostar

  37. anonimo's avatar
  38. Dreamer's avatar
    Dreamer permalink
    2 Fevereiro, 2011 00:07

    Tá com a lógica sim senhor. É o mesmo que um cara ter relações com a esposa ou com uma profissional.
    Acaba sempre por sair do bolso e uma profissional dá menos trabalho e acaba por sair mais barato. No entanto não adianta fazer contas! Porque a despesa está muito dependente da qualidade do produto.
    Nos dias que correm dura mais um contrato de leasing que um casamento. Por isso aquela história da paixão com a educação deve ser decontinuada.

    Gostar

  39. anonimo's avatar
    2 Fevereiro, 2011 00:09

    Em Portugal, o sistema de ensino tem três sectores : O Público ; O Privado E O Cooeprativo. Por razões históricas não foram construídas equipamentos da rede pública em algumas (poucas) localidades do país. Nesses locais, uma vez que existiam já equipamentos em funcionamento, o Estado não construiu outros equipamentos – zonas isoladas e com poucos alunos, e contratualizou com as entidades proprietárias transferir verbas para pagamento do serviço prestado. Protocolos. Não sei se não teria sido preferível comprar os equipamentos mas, adiante. O que aconteceu – e é bem conhecido – é que novos equipamentos privados foram construídos onde já existia rede pública instalada e, pasme-se, o Estado faz transferências para os privados como de fossem contratos de associação … consta que têm contratos de associação , pasme-se. ~Muitos são grupos empresarias bem conhecidos ligados a figuras da nossa mediocre classe politiqueira. Fazem concorrência totalmente desleal quer às escolas do sector privado quer às escolas do sector público!!! É mais um dos escândalos que há muito estavam encobertos por um “espesso” nevoeiro” e que aguardavam por (boa) ocasião para debentar.

    Gostar

  40. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    2 Fevereiro, 2011 00:56

    Algo que não deveria admirar os mais atentos. Vem aí a crise alimentar, com a fome a tornar-se um detonador de uma elevada explosão social:
    .
    “Authoritarian governments start stockpiling food to fight public anger
    .
    Authoritarian governments across the world are aggressively stockpiling food as a buffer against soaring food costs which they fear may stoke popular discontent.”
    .
    In http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/8288555/Authoritarian-governments-start-stockpiling-food-to-fight-public-anger.html
    .
    .
    Se os governos se preocupassem menos com fraudes cientificas, como o tal aquecimento global, e tivessem apostado em melhorar a gestão do sector alimentar…
    .
    .
    O pior vai ser quando a explosão social vier para o interior do mundo desenvolvido. É que, na economia moderna, a gestão just-in-time, que se aplica ao sector alimentar, trás um risco adicional: falta de reservas alimentares. Que deveria existir, não para manipular os mercados, como os governos gostam, mas para evitar uma quebra entre a produção e os consumidores. Em sociedades urbanas como as nossas, basta uma semana de distúrbios para impedir o acesso das populações à comida. No Egipto, nas cidades principais, como o Cairo e Alexandria, já começam a faltar alimentos e água potável.
    .
    .
    Em breve vamos conhecer este tipo de problemas nas nossas sociedades ricas.

    Gostar

  41. oscar santos's avatar
  42. bluesmile's avatar
    2 Fevereiro, 2011 02:14

    “é que o papel escola estatal marca eduquês parece que amarelece num instante segundo muitos “clientes”.”
    As evidências indicam o contrário.A maior parte dos intelectuais portugueses, cientistas, são fruto da escola pública. Os piores alunos estão no ensino privado ( os lunos que precisam de um empurrãozinho extra para ter notas de entrada na faculdade, já nem vou falar das médias inflaccionadas e do escândalo das notas de EF e Àrea de Projecto, que acrescentam as décimas milagrosas…).
    Os piores alunos em regra não entram nas Universidades públicas e acoitam-se aos montes nas Universidades Privadas, onde são admitidos no limiar da iliteracia. Isto são dados concretos que podem ser consultados.
    Claro que há sempre quem tenha um preconceito contra a RES pública, mas isso é ignorância e tiques classistas.

    Gostar

  43. Botas's avatar
    Botas permalink
    2 Fevereiro, 2011 04:18

    Podem chamar o nome que quiserem às coisas mas o certo é que o estado precisa de dinheiro para as suas diversas actividades. Pois, mas agora surge o problema: que dinheiro?
    O que se constata é que o estado saca todo o dinheiro que puder venha ele de onde vier. Se dá resultado ou não, não interessa porque os números contabilizados são verdadeiras falcatruas à custa de estatísticas que os “habilidosos” fazem com o apoio do INE.
    Ou seja, vivemos num país de aldrabice de que resulta em meia dúzia de anos estarem cá fora uma data de ladrões cada um com o máximo que puder sacar à pala dos socretinos.
    Copiaram muito mal o ante 25 de Abril. Esses não roubavam e, se o faziam, comiam menos. Veja-se a fortuna que o Botas deixou…

    Gostar

  44. pardal's avatar
    pardal permalink
    2 Fevereiro, 2011 09:27


    Então e as instalações?
    Os edifícios e equipamentos?

    Compra serviços a quem forneceu, a fundo perdido, um vultuoso património…
    Anda tanta gente com os olhos fechados!

    Gostar

  45. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    2 Fevereiro, 2011 09:36

    A Parque Escolar EPE dá grandes subsidios de dezenas de milhões de euros às empresas privadas a que adjudica obras e projectos sem concurso e sem controle.
    .
    Vamos mas é eliminar os subsidios pagos pela Parque Escolar EPE que vão a caminho dos 5 mil milhões de euros e já estão a ser investigados pelo Tribunal de Contas.
    .
    Vejam lá qual é a empresa com mais obras adjudicadas, qual é ?

    Gostar

  46. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    2 Fevereiro, 2011 09:53

    Pois claro. Não se trata, de facto, de subsidios. Os subsidiados são os alunos que lá estudam.
    .
    O pagamento é efectuado directamente à escola via estado.Uma espécie de cheque-aluno por transferencia bancária. Entretanto o estado foi abrindo escolas e cobrindo o território e deixou de se justificar pagar a prestação de serviços que os privados faziam.
    .
    É a lei da vida. Quem (sobre)vive a contar, directa ou indirectamente, com dinheiros públicos dá nisto. O estado tem toda a legitimidade em não querer continuar a pagar serviços a terceiros que pode perfeitamente fazer. Aos privados cabe implementarem estratégias que não passem pela dependencia do estado. Apostar na diferenciação pela qualidade. Estou certo que não faltarão clientes.
    .
    RB

    Gostar

  47. torcato's avatar
    torcato permalink
    2 Fevereiro, 2011 09:54

    Por favor, troca de palavras para dizer o evidente em participio passado? É subsidio. Se o privado nao recebesse, agiria na mesma?

    Gostar

  48. José's avatar
    José permalink
    2 Fevereiro, 2011 10:12

    Trader:

    O que escreveu é óbvio, mas não é entendido por quem lê e escreve. Preferem discutir a árvore do assunto, esquecendo a floresta que é o jacobinismo. Esse é que é o verdadeiro problema. E não é exclusivo dos socialistas porque também há por cá um.

    Gostar

  49. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    2 Fevereiro, 2011 10:29

    “É a lei da vida. Quem (sobre)vive a contar, directa ou indirectamente, com dinheiros públicos dá nisto. O estado tem toda a legitimidade em não querer continuar a pagar serviços a terceiros que pode perfeitamente fazer”
    .
    O Estado até agora demonstrou que não sabe fazer um serviço social de educação de boa qualidade..
    .
    As escolas associadas demonstraram nos ultimos anos que fazem um serviço social de educação de qualidade razoável a um custo mais baixo.
    .
    Logo o Estado deve alargar a rede de escolas associadas de 4,5% dos alunos para pelo menos 10% dos alunos e assim aumentar a qualidade e diversidade do serviço social de ensino rápidamente, dada a importãncia que o ensino universal tem para a sociedade.

    Gostar

  50. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    2 Fevereiro, 2011 10:31

    É bom que se leiam exemplos de sucesso na educação. Eis o país campeão:
    .
    http://www.passeiweb.com/saiba_mais/atualidades/1204578020
    .

    RB

    Gostar

  51. dürer's avatar
    dürer permalink
    2 Fevereiro, 2011 10:47

    O problema da direita portuguesa não é ser estúpida; é ser oblíqua.

    Gostar

  52. Gonçalo's avatar
    2 Fevereiro, 2011 11:13

    Bluesmile:
    “O gonçalo sssume então que o Estado está a subsidiar directamente uma empresa privada, tal como acontece nos contratos de associação.”
    Não assumo não. O Estado devolve à família contribuinte a verba referente à educação dos seus educandos. E esta “leva” esse valor à Escola que escolheu. Se a oferta é melhor e mais cara, paga a diferença. Tal como nas farmácias, o Estado compensa-as por venderem medicamentos abeixo do custo. Não está a subsidiar farmácias. Se alguém não opta pelo genérico o utente paga o excesso. Igual.
    .
    “Uma parte deles ainda voltará ao Estado sob a forma de imposto.” Mas uma parte ínfima da fracção que lá desperdiçou.”
    Desperdiçou porquê? A família pegou no que lhe era devido (o custo da educação) e levou para onde bem entendeu. Quem avalia se a opção foi boa ou não é a família.
    “O estado fica a ganhar,” – de forma alguma, o Estado está a deseprdiçar inutilmente dinheiros públicos.
    Não são dinheiros públicos simples. São dinheiros públicos consignados por lei. São dinheiros dos contribuintes devidos a todos e quaisquer jovens que frequentem a escolaridade obrigatória.
    .
    “A opção da família, se for mais cara, é paga adicionalmente pela mesma e não pelo Estado.
    Ou seja, só as famílias ricas é que têm liberdade de escolha, logo o cheque ensino é uma farsa.”
    Mas porque limitar a liberdade de opção apenas porque nem todos podem lá chegar? E essa liberdade até poderá nada ter a haver com riqueza, mas com viver numa zona com essa opção, com um esforço extra que uma famílias fazem outras não (vão para as Caraíbas de férias) e sim, também, nalguns casos de infortúnio sócio-económico. Vamos fechar todos os cinemas apenas porque não existem em todos os povoados? E as Universidades? Também, só porque alguns não podem lá chegar? Não tem sentido igualizar tudo por baixo. A procura pela redução das desigualdades não se deve fazer (como fazem os socialistas) baixando os máximos (alguns, imorais, são lícitos) mas fundamentalmente através da subida dos mínimos.

    Gostar

  53. José's avatar
    José permalink
    2 Fevereiro, 2011 11:16

    Não sei quem é a “direita portuguesa”. Por isso não vislumbro assimetrias.

    Gostar

  54. dürer's avatar
    dürer permalink
    2 Fevereiro, 2011 11:30

    Não sei quem é a “direita portuguesa” (José, 2/2/11/ 11:16)

    Ok. Concedo. Mesmo assim, não recorri aos eufemismos, como faz o JMiranda neste post 😉

    Gostar

  55. PMP's avatar
    PMP permalink
    2 Fevereiro, 2011 11:51

    Os camaradas que atacam as escolas associadas estão-se borrifando para a qualidade do ensino.
    Vejam como se borrifam para a crescente indisciplina nas escolas que prejudica os alunos com menos apoio familiar.
    .
    Vejam como se borrifam para o aumento do numero de alunos por turma, para poupar uns trocos que a Parque Escolar EPE depois entrega ás empresas privadas amigas dos camaradas.
    Vejam como se borrifam para os cortes nos abonos de familia, para poupar uns trocos que vão parar aos bolsos da Parque Escolar EPE.
    .
    A nata da sociedade socialista coloca os seus filhos nas melhores escolas por isso borrifa-se para o resto da população.

    Gostar

  56. ani's avatar
    ani permalink
    2 Fevereiro, 2011 12:48

    “Agora, o facto é que esses recursos existem e são custos de que o Estado não se consegue livrar. ”

    Portantosszz, livra-se dos que não estão protegidos/agarrados as saias do estado.

    Gostar

  57. Me's avatar
    2 Fevereiro, 2011 18:40

    Bluesmile , acho que a privada Católica é melhor que a pública nalguns cursos..mas de qualquer maneira aqui acho que se fala do ensino obrigatório. e quando morrerem os profs do tempo do ensino a sério tb quero ver no que isto dá.

    Gostar

  58. bluesmile's avatar
    3 Fevereiro, 2011 00:21

    “Ou seja, só as famílias ricas é que têm liberdade de escolha, logo o cheque ensino é uma farsa.”
    Mas porque limitar a liberdade de opção apenas porque nem todos podem lá chegar? ”

    Ou seja, liberdade de opção seria só para alguns , mas paga com o dinheiro de todos, inclusive com o dinheiro dos que nunca terão liberdade de optar!
    È um fartar vilanagem!

    Gostar

  59. Augusto Faria's avatar
    Augusto Faria permalink
    4 Fevereiro, 2011 23:11

    Aqui está o liberalismos á portuguesa!
    Viva o liberalismos subsidiodependente!
    Viva o liberalismo estatal!

    Gostar

  60. PMP's avatar
    PMP permalink
    4 Fevereiro, 2011 23:37

    Viva a Parque Escolar EPE, uma fonte de subsidios para as empresas dos amigos dos camaradas.
    .
    Vivam as empresas de obras públicas que são necessárias para manter a máquina oleada.
    .
    Quem quer qualidade de ensino que a pague ! Os filhos pobres que se resignem ao seu estatuto de filhos de pobres, e que não se tentem misturar com as castas dirigentes.

    Gostar

Indigne-se aqui.