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Colégios: descartáveis?

16 Fevereiro, 2011

O Governo quer descartar projectos educativos de qualidade? Está no seu direito. Quer frustrar as expectativas das famílias? Força! Mas uma indemnização justa aos colégios é o que se exige num estado de direito. No Jornal de Notícias.

20 comentários leave one →
  1. BST's avatar
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    17 Fevereiro, 2011 04:39

    As indemnizações pressupõem um facto ilícito.
    Quanto à Igreja Católica, está a colher o que semeou.
    Tenho pena das crianças.

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  2. Ana's avatar
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    17 Fevereiro, 2011 06:59

    indemnização paga por quem?
    O Estado sou eu e neste momento quem devia ser indemnizado sou eu e os meus filhos. O dinheiro dos meus impostos é utilizado para financiar famílias que frequentam o S. João de Brito e os meus filhos só podem frequentar a Musgueira Norte.
    Liberdade de escolha para todos e JÁ!

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  3. Manuel Silva's avatar
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    17 Fevereiro, 2011 07:18

    Será que o Dr. Paulo Morais me poderá indicar onde escreveu, aplicando a mesma lógica e em coerência, quando foi decidida a redução das remunerações aos funcionários públicos.
    Confesso não me recordar de ter lido mas, sendo o Dr. Paulo Morais alguém que procura ser coerente, tenho a certeza que também protestou por essa redução. Gostaria de ler esse texto.

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  4. Jofre's avatar
    Jofre permalink
    17 Fevereiro, 2011 08:40

    O financiamento ao ensino privado não passa de um RSI encapotado para aqueles que lá têm os filhos!

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  5. certo's avatar
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    17 Fevereiro, 2011 09:32

    Descartáveis são as escolas, há menos de um ano construídas lá se sabe por que empresa, rede de empresas jeitosas, à pressa, que já metem água por todos os lados como a EB de Carnide ou ficaram sem o teto, como a – cum caneco – de Caneças, num estes dias. Isso, sim, a pedir desculpas, indemnização, aos pais, alunos, professores e à comunidade, pelo transtorno e sacrifício advindos de tal desperdício de património público.

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  6. Piscoiso's avatar
    17 Fevereiro, 2011 09:35

    Que raio de liberalismo se apregoa por aqui.
    São contra a intervenção do estado em tutti quanti,
    mas querem que o estado financie a educação dos meninos-bem.

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  7. Nuno Simões's avatar
    Nuno Simões permalink
    17 Fevereiro, 2011 09:45

    O Professor Paulo Morais saberá seguramente que as indemnizações que o “Estado” paga são subtraidas ao bolso dos contribuintes – inocentes neste processo. Fazer negócio com uma entidade falida é sempre um risco, e as escolas assumiram esse risco.
    Pode no entanto argumentar que isto é uma democracia. Que os governos foram escolhidos pelos contribuintes e que estes ultimos são responsáveis pelos disparates que os governos fazem. Não me parece que isso esteja em linha com o pensamento liberal.

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  8. Paulo Morais's avatar
    Paulo Morais permalink
    17 Fevereiro, 2011 10:18

    # Manuel Silva

    Obrigado pelo seu comentário. Não concordo, em absoluto, com a redução de salários. Em primeiro lugar, porque é ilegal e imoral. Em segundo, porque não conheço um único país que tenha saído de uma crise com redução de salários. O que escrevi, na época, a propósito pode ser lido nestes dois artigos do JN:

    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1718547&opiniao=Paulo%20Morais
    e
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1729681&opiniao=Paulo%20Morais

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  9. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    17 Fevereiro, 2011 10:32

    indemnize-se?
    os colégios têm demne?
    têm danos?

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  10. Fredo's avatar
    Fredo permalink
    17 Fevereiro, 2011 10:41

    Também acho que deve haver indemnização, mas ao contrário do que sugere o post, os colégios e escolas privadas devem ressarcir-me da parte dos impostos com que tenho andado a ajudar quem tem mais que eu.

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  11. A C da Silveira's avatar
    A C da Silveira permalink
    17 Fevereiro, 2011 11:01

    Pelos varios comentarios aqui expostos se conclui que a propaganda da D Alçada deu frutos. Os que dizem que os impostos deles financiam a educação dos “meninos bem” não sabem do que falam, nem sabem quanto custa a mensalidade no S. João de Brito.
    Mas não se importam muito que o governo esbanje o dinheiro dos seus impostos com os amigos da Mota Engil ou da Construtora do Lena, a construir escolas que ou já estão sub-aproveitadas, ou que vão fechar a breve prazo porque falta de alunos. Emprenham pelos ouvidos, e depois é isto.

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  12. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    17 Fevereiro, 2011 11:10

    os colégios querem mais mama da teta dos contribuintes?

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  13. Gonçalo's avatar
    17 Fevereiro, 2011 13:11

    Alguns comentários contêm muita ignorância.
    A Educação obrigatória é GRATUITA para todos. Basta que sejam contribuintes.
    O Estado, sendo de bem, pagaria essa componente a qualquer educando deste País, independentemente de onde usufruía do serviço público que pode ser prestado (porque não) por uma qualquer entidade privada.
    A Educação não é gratuita para os pobrezinhos e paga para os outros. O mesmo já não se passa com a Acção Social Escolar. Aí sim: cada um paga pelos serviços em função dos seus rendimentos.
    Nem aqueles que estão a criar esta “guerrilha” conseguem argumentar contra isto (ouça-se Marçal Grilo e Roberto Carneiro).
    Percebemos todos o interesse em lançar este assunto fracturante: distrai e acalma a esquerda…

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  14. Gonçalo's avatar
    17 Fevereiro, 2011 15:56

    Atenção que o valor a pagar pelo Estado poderá não ser o custo do serviço prestado na sua totalidade. Será sim, o custo (pré-definido) que o estado gastaria se o aluno estivesse numa escola pública. Daí a relevância de ter esse cálculo feito.
    Todos os acréscimos a esse custo (porque não os cavalos e o golfe) pagaria quem deles usufruísse.
    É confuso isto?
    Só para os socialistas…
    Mais uma vez, a escolaridade obrigatória gratuita é um direito de todos os contribuintes.
    Não apenas dos não remediados.
    E o direito é referente a um serviço público e não a um serviço prestado por uma entidade pública. Qualquer colégio ou escola particular (simples ou associativa) presta um serviço público (definido publicamente e) validado pelo ME.

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  15. A C da Silveira's avatar
    A C da Silveira permalink
    17 Fevereiro, 2011 16:11

    Mas a D Alçada, com a demagogia do costume, disse para justificar esta confusão que o governo armou, para como muito bem referiu o Gonçalo distrair e acalmar a esquerda, que não pagava aulas de equitação e de golf, dando a entender que era isso que os colegios com contractos com o estado pretendiam. O que não era, nem é verdade, porque senão o Partido Socialista teria que explicar porque é que andou estes anos todos a pagar essas prebendas aos filhos-familia deste país.
    Quanto ao valor a atribuir pelo estado a cada aluno por ano, a sra ministra nunca explicou, nem pode, como chegaram os seus serviços a esse numero que foi diminuido em 35% de um ano para o outro. Mas algum ministerio deste governo ou do que o antecedeu alguma vez soube fazer as contas correctamente? Até o ministro das finanças se enganou no defice de 2009 de 5% para 9,4%.

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  16. anonimo's avatar
  17. anonimo's avatar
  18. Jofre's avatar
    Jofre permalink
    17 Fevereiro, 2011 17:59

    O financiamento ao ensino privado não passa de um RSI encapotado para aqueles que lá têm os filhos!
    .

    O estado só deve pagar ao ensino particular o mesmo que gasta por aluno no ensino público, e onde não haja escolas públicas:

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  19. Jofre's avatar
    Jofre permalink
    17 Fevereiro, 2011 18:28

    Só os outros é que são boys mafiosos…
    .
    .
    “O secretário de Estado e o diretor regional de Educação de Lisboa que em 2005 negociaram o financiamento público de quatro colégios – os últimos contratos de associação a serem assinados – passaram a trabalhar para o grupo que detém aqueles estabelecimentos privados, depois de deixarem os cargos.

    José Manuel Canavarro, secretário de Estado-adjunto e da Administração Educativa entre 2004 e março de 2005, tornou-se consultor do grupo GPS, dono de um império de 13 colégios financiados pelo Estado, meses depois de ter caído o Governo PSD/CDS de Santana Lopes, de que fazia parte. José Almeida, que deixou o cargo de diretor regional de Educação de Lisboa em maio de 2005

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  20. Jofre's avatar
    Jofre permalink
    17 Fevereiro, 2011 18:30

    CONSULTORES DA GPS
    .

    José Manuel Canavarro

    Secretário de Estado da Administração Educativa do governo de Santana Lopes (Julho de 2004-Março de 2005).

    Preside desde o ano passado ao Gabinete de Estudos do PSD. É consultor da GPS desde 2006.
    .

    José Almeida

    Diretor regional de Educação de Lisboa entre 2004 e 2005.

    Colabora desde então com colégios do grupo.
    .

    Paulo Pereira Coelho

    Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna do governo de Santana Lopes e secretário de Estado da Administração Local do governo de Durão Barroso. É consultor da GPS desde 2005.
    .

    Domingos Fernandes

    Secretário de Estado da Administração Educativa entre 2001 e 2002. Colabora atualmente com o grupo GPS.
    .

    Linhares de Castro

    Foi diretor regional adjunto da Educação do Centro (1998-2002). É diretor do Instituto Almalaguês, um dos colégios da GPS financiados pelo Estado, desde 2007.
    .

    José Junqueiro

    Deputado do PS entre 1995 e 2009. É atualmente secretário de Estado da Administração Local. Foi consultor do grupo GPS entre 2005 e 2008.”

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