Colégios: descartáveis?
16 Fevereiro, 2011
20 comentários
leave one →
O Governo quer descartar projectos educativos de qualidade? Está no seu direito. Quer frustrar as expectativas das famílias? Força! Mas uma indemnização justa aos colégios é o que se exige num estado de direito. No Jornal de Notícias.
As indemnizações pressupõem um facto ilícito.
Quanto à Igreja Católica, está a colher o que semeou.
Tenho pena das crianças.
GostarGostar
indemnização paga por quem?
O Estado sou eu e neste momento quem devia ser indemnizado sou eu e os meus filhos. O dinheiro dos meus impostos é utilizado para financiar famílias que frequentam o S. João de Brito e os meus filhos só podem frequentar a Musgueira Norte.
Liberdade de escolha para todos e JÁ!
GostarGostar
Será que o Dr. Paulo Morais me poderá indicar onde escreveu, aplicando a mesma lógica e em coerência, quando foi decidida a redução das remunerações aos funcionários públicos.
Confesso não me recordar de ter lido mas, sendo o Dr. Paulo Morais alguém que procura ser coerente, tenho a certeza que também protestou por essa redução. Gostaria de ler esse texto.
GostarGostar
O financiamento ao ensino privado não passa de um RSI encapotado para aqueles que lá têm os filhos!
GostarGostar
Descartáveis são as escolas, há menos de um ano construídas lá se sabe por que empresa, rede de empresas jeitosas, à pressa, que já metem água por todos os lados como a EB de Carnide ou ficaram sem o teto, como a – cum caneco – de Caneças, num estes dias. Isso, sim, a pedir desculpas, indemnização, aos pais, alunos, professores e à comunidade, pelo transtorno e sacrifício advindos de tal desperdício de património público.
GostarGostar
Que raio de liberalismo se apregoa por aqui.
São contra a intervenção do estado em tutti quanti,
mas querem que o estado financie a educação dos meninos-bem.
GostarGostar
O Professor Paulo Morais saberá seguramente que as indemnizações que o “Estado” paga são subtraidas ao bolso dos contribuintes – inocentes neste processo. Fazer negócio com uma entidade falida é sempre um risco, e as escolas assumiram esse risco.
Pode no entanto argumentar que isto é uma democracia. Que os governos foram escolhidos pelos contribuintes e que estes ultimos são responsáveis pelos disparates que os governos fazem. Não me parece que isso esteja em linha com o pensamento liberal.
GostarGostar
# Manuel Silva
Obrigado pelo seu comentário. Não concordo, em absoluto, com a redução de salários. Em primeiro lugar, porque é ilegal e imoral. Em segundo, porque não conheço um único país que tenha saído de uma crise com redução de salários. O que escrevi, na época, a propósito pode ser lido nestes dois artigos do JN:
http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1718547&opiniao=Paulo%20Morais
e
http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1729681&opiniao=Paulo%20Morais
GostarGostar
indemnize-se?
os colégios têm demne?
têm danos?
GostarGostar
Também acho que deve haver indemnização, mas ao contrário do que sugere o post, os colégios e escolas privadas devem ressarcir-me da parte dos impostos com que tenho andado a ajudar quem tem mais que eu.
GostarGostar
Pelos varios comentarios aqui expostos se conclui que a propaganda da D Alçada deu frutos. Os que dizem que os impostos deles financiam a educação dos “meninos bem” não sabem do que falam, nem sabem quanto custa a mensalidade no S. João de Brito.
Mas não se importam muito que o governo esbanje o dinheiro dos seus impostos com os amigos da Mota Engil ou da Construtora do Lena, a construir escolas que ou já estão sub-aproveitadas, ou que vão fechar a breve prazo porque falta de alunos. Emprenham pelos ouvidos, e depois é isto.
GostarGostar
os colégios querem mais mama da teta dos contribuintes?
GostarGostar
Alguns comentários contêm muita ignorância.
A Educação obrigatória é GRATUITA para todos. Basta que sejam contribuintes.
O Estado, sendo de bem, pagaria essa componente a qualquer educando deste País, independentemente de onde usufruía do serviço público que pode ser prestado (porque não) por uma qualquer entidade privada.
A Educação não é gratuita para os pobrezinhos e paga para os outros. O mesmo já não se passa com a Acção Social Escolar. Aí sim: cada um paga pelos serviços em função dos seus rendimentos.
Nem aqueles que estão a criar esta “guerrilha” conseguem argumentar contra isto (ouça-se Marçal Grilo e Roberto Carneiro).
Percebemos todos o interesse em lançar este assunto fracturante: distrai e acalma a esquerda…
GostarGostar
Atenção que o valor a pagar pelo Estado poderá não ser o custo do serviço prestado na sua totalidade. Será sim, o custo (pré-definido) que o estado gastaria se o aluno estivesse numa escola pública. Daí a relevância de ter esse cálculo feito.
Todos os acréscimos a esse custo (porque não os cavalos e o golfe) pagaria quem deles usufruísse.
É confuso isto?
Só para os socialistas…
Mais uma vez, a escolaridade obrigatória gratuita é um direito de todos os contribuintes.
Não apenas dos não remediados.
E o direito é referente a um serviço público e não a um serviço prestado por uma entidade pública. Qualquer colégio ou escola particular (simples ou associativa) presta um serviço público (definido publicamente e) validado pelo ME.
GostarGostar
Mas a D Alçada, com a demagogia do costume, disse para justificar esta confusão que o governo armou, para como muito bem referiu o Gonçalo distrair e acalmar a esquerda, que não pagava aulas de equitação e de golf, dando a entender que era isso que os colegios com contractos com o estado pretendiam. O que não era, nem é verdade, porque senão o Partido Socialista teria que explicar porque é que andou estes anos todos a pagar essas prebendas aos filhos-familia deste país.
Quanto ao valor a atribuir pelo estado a cada aluno por ano, a sra ministra nunca explicou, nem pode, como chegaram os seus serviços a esse numero que foi diminuido em 35% de um ano para o outro. Mas algum ministerio deste governo ou do que o antecedeu alguma vez soube fazer as contas correctamente? Até o ministro das finanças se enganou no defice de 2009 de 5% para 9,4%.
GostarGostar
http://correntes.blogs.sapo.pt/961034.html
GostarGostar
🙂
http://correntes.blogs.sapo.pt/957593.html
GostarGostar
O financiamento ao ensino privado não passa de um RSI encapotado para aqueles que lá têm os filhos!
.
O estado só deve pagar ao ensino particular o mesmo que gasta por aluno no ensino público, e onde não haja escolas públicas:
GostarGostar
Só os outros é que são boys mafiosos…
.
.
“O secretário de Estado e o diretor regional de Educação de Lisboa que em 2005 negociaram o financiamento público de quatro colégios – os últimos contratos de associação a serem assinados – passaram a trabalhar para o grupo que detém aqueles estabelecimentos privados, depois de deixarem os cargos.
José Manuel Canavarro, secretário de Estado-adjunto e da Administração Educativa entre 2004 e março de 2005, tornou-se consultor do grupo GPS, dono de um império de 13 colégios financiados pelo Estado, meses depois de ter caído o Governo PSD/CDS de Santana Lopes, de que fazia parte. José Almeida, que deixou o cargo de diretor regional de Educação de Lisboa em maio de 2005
GostarGostar
CONSULTORES DA GPS
.
José Manuel Canavarro
Secretário de Estado da Administração Educativa do governo de Santana Lopes (Julho de 2004-Março de 2005).
Preside desde o ano passado ao Gabinete de Estudos do PSD. É consultor da GPS desde 2006.
.
José Almeida
Diretor regional de Educação de Lisboa entre 2004 e 2005.
Colabora desde então com colégios do grupo.
.
Paulo Pereira Coelho
Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna do governo de Santana Lopes e secretário de Estado da Administração Local do governo de Durão Barroso. É consultor da GPS desde 2005.
.
Domingos Fernandes
Secretário de Estado da Administração Educativa entre 2001 e 2002. Colabora atualmente com o grupo GPS.
.
Linhares de Castro
Foi diretor regional adjunto da Educação do Centro (1998-2002). É diretor do Instituto Almalaguês, um dos colégios da GPS financiados pelo Estado, desde 2007.
.
José Junqueiro
Deputado do PS entre 1995 e 2009. É atualmente secretário de Estado da Administração Local. Foi consultor do grupo GPS entre 2005 e 2008.”
GostarGostar