pérfido
10 Março, 2011
E certamente muito prejudicial para o país, um sistema de governo em que o Chefe de Estado eleito por sufrágio universal directo só se sente à vontade para dizer o que pensa de cinco em cinco anos, uma vez assegurada a sua reeleição.
26 comentários
leave one →

Tem toda a razão, Rui A. E isto só muda de duas formas: ou o PR passa a ter mais poderes e por força disso será forçado a tomar posição sobre temas incómodos regularmente; ou mais vale reduzir o mandato do actual PR a um único mandato mais alargado.
Abraço.
GostarGostar
O problema é o sistema ou os chefes de estado eleitos?
GostarGostar
Isso quer dizer que já não volta mais a dizer o que pensa, pois foi a última reeleição.
GostarGostar
Bem apanhado.
GostarGostar
Bingo.
E depois, os eleitores, particularmente os independentes,
a aturar uma luta de galos em permanência.
Aqui chegados, até quando pendurados num híbrido regimental?
Nem carne nem peixe, nem frio nem quente.
E caro.
GostarGostar
Rui a.,
Nada pérfido: São os mesmos direitos, deveres e limitações constitucionais sob as quais juraram e actuaram os anteriortes presidentes, incluindo os que dissolveram parlamentos ou formaram governos de iniciativa presidencial.
GostarGostar
Depois deste discurso contra o sistema, Sábado, dia 12, vai haver uma grande manifestação inspirada no teor do referido discurso e de certa maneira de apoio à geração rasca e ao Bloco de Esquerda.
Será o momento «maioria silenciosa» de Cavaco a fazer-nos lembrar a grande Manifestação de 28 de Setembro de 1974 em apoio ao General António de Spínola.
Não faltes. Vamos quebrar os dentes à reacção e aos socretinos!
GostarGostar
MJRB,
Pois são. Os mesmíssimos que fizeram do Mário Soares uma «Rainha de Inglaterra» no primeiro mandato e uma «força de bloqueio» no segundo. Quanto ao Sampaio, fez o que fez no segundo mandato. No primeiro não se teria atrevido. Mas se quiser debater a natureza constitucional do nosso semipresidencialismo, estou à sua disposição.
Cumps.,
GostarGostar
Há quem chame a essa erupção quinquenal, covardia, calculismo e sornice.
GostarGostar
Vejam lá que o Cavaco até quer um Plano Estratégico de Médio prazo para o país, em vez de confiar nos mercados eficientes, racionais e quase perfeitos.
.
Qualquer dia até vai propor que Portugal tenha Politicas Industriais e Agricolas, como têm ou tiveram os países mais ricos.
.
O Cavaco é quase já um social-democrata, e até nos vai supreender e apoiar a regionalização para reformar o estado.
.
Grande dia hoje !
GostarGostar
Rui A.,
Neste caso, problema-mor : semipresidencialismo, ou se quiser, uma constituição que não concede ao PR mais poderes para poder decidir sobre “matérias” cruciais. Qualquer PR está ocasionalmente manietado.
(No entanto, há várias formas de actuar. Foi essa a intenção do meu comentário).
Não, não será aqui, num blog, que debaterei consigo a “natureza constitucional”.
GostarGostar
Rui A.,
Esqueci-me: retribuo Cumps.
GostarGostar
O MRJB só discute no «Club dos Pensadores» ou então no Martinho da Arcada…
Persepuesto…
GostarGostar
01:27,
por exemplo, psicasos, piscasos e seus heterónimos no Blasfémias, no Martinho da Arcada.
GostarGostar
Verdade. Temos um problema de regime, isso parece-me claro. Resta saber se há, ou vai haver, quem tenha a capacidade de liderança necessária para o resolver. O meu cepticismo é grande.
GostarGostar
Eduardo F.,
Obviamente, um problema de regime. Regime agravado, desacreditado, trucidado, manietado, sobretudo pelos destrambelhados, irresponsáveis e abusivos governos de Sócrates e pelo P”S”-apoiante-de-Sócrates, não esqueçamos.
Também evidente: há alguém neste país com capacidade de liderança necessária para o resolver”. Se surgir, certamente não será oriundo da, desta, “classe” política-partidária. Problema-mor: quem, e que credibilidade de quem “o” vai buscar ?
GostarGostar
MJRB,
Apesar de ser defensor do modelo parlamentar no contexto das democracias europeias, nós não temos, em Portugal, uma tradição parlamentarista saudável, como você sabe. Nem no fim da monarquia, menos ainda na Iª República, que foi uma tragédia. No Estado Novo, a questão nem se pôs, e na IIIª República, na Constituição de 76, optou-se por um modelo de governo que equilibrasse o poder civil com o poder militar, ficando a Presidência «reservada» para as Forças Armadas. Essa foi, como sabe, a razão histórica do nosso semipresidencialismo, muito mais hard e próximo do modelo original francês na versão inicial da Constituição, e atenuada na revisão de 82. A verdade, porém, é que, apesar de ter poderes mais reduzidos, o PR continuou a ser eleito por sufrágio universal directo, dispondo, assim, da mesmíssima legitimidade política do governo, o que faz do nosso modelo de governo actual, a meu ver, um verdadeiro aborto. Isto dá-lhe autoridade, legitimidade, mas nenhum poder de ingerência nas políticas governativas nem no andamento da actuação do governo, que não seja exercer uma «magistratura de influência» (própria dos chefes de estado das monarquias parlamentares e dos modelos parlamentares com presidente eleito em sufrágio restrito) e, depois, um poder desproporcionado de dissolver a Assembleia discricionariamente. Deste modo, a única maneira que o PR tem, no contexto da actual Constituição, de impor a sua legitimidade ao governo e fazer-se temer é precisamente acenar com a ameaça da dissolução parlamentar e a convocação de eleições legislativas antecipadas. É óbvio que um PR em primeiro mandato e que se queira reeleger, precisa de 50% + 1 dos votos expressos, pelo que sabe que terá que ir buscar votos aos eleitores do governo, qualquer que seja o governo em funções, quaisquer que sejam as suas origens políticas e partidárias. Daí, que não é sensato hostilizar o governo em primeiro mandato, o que, de facto, com a excepção de Ramalho Eanes (outros tempos…) mais nenhum PR fez. Ora, as tensões acumuladas pelo PR no primeiro mandato, a displicência com que os governos os costumam também tratar por essas alturas, faz com que eles cheguem transfigurados, quase irreconhecíveis, ao segundo mandato, o que também aconteceu com todos. No caso de Cavaco Silva, o facto dele cair em cima do governo, com alguma violência (nem tanta quanto os media têm vindo a passar), logo no discurso da tomada de posse, dá para compreender a sanha com que o homem andava ao governo de Sócrates, acumulada e recalcada ao longo de cinco anos. O que se vai passar a partir de hoje é fácil de antever, e parece pacífico que Sócrates não terminará o ano em S. Bento, e que o Chefe de Estado tudo fará – e não será pouco, pela amostra – para o desapiar de funções, assim lhe pareça mais conveniente.
GostarGostar
Rui A. 01:59,
De acordo.
O discurso de Cavaco Silva responsabiliza-o imenso(!) face ao que acontecer até final de 2011.
A periclitante situação económica e financeira do Estado, o desemprego galopante, as restrições alimentares que parte significativa e significante da população já está a fazer, a falta de “pe-de-meia” certamente de quantidade elevada de portugueses para subsistir, a imprevisível reacção da diversificada e aparentemente “explosiva” sociedade, o esgotado crédito dos partidos e dos políticos, etc, etc, terá de ter uma solução, e essa terá sempre de surgir de Cavaco Silva.
Dissolução da Assembleia da República ? Governo de iniciativa presidencial ? — e neste caso, Cavaco terá (já !?) alguém com “capacidade de liderança necessária” (como questiona Eduardo F) para resolver os dilacerantes problemas do país ?
Discussão pública sobre uma nova Constituição após revisão solicitada a constitucionalistas ? Será aprovada ?
Um Senado ?
Nova República ? — com a mesma “classe” política, e só com estes partidos-charneira e do “arco do poder” ?
Certo-certo: quase tudo está questionável porque periclitante e, praticamente todos (políticos e cidadãos…) estão esgotados !
(Falta o lança-chamas, não tarda…).
GostarGostar
O douto MRJB ainda não percebeu uma coisa muito simples.
O problema de Portugal é haver muitos portugueses.
Vocês já imaginaram um Senado só com Portugueses?
Não ia faltar primas-donas, a começar pelo tiririca Marcello e acabando no Ângelo das Arábias…
GostarGostar
Arlindo,
deixe-se de garotices e cresça ! Debata, em vez de só tentar provocar.
GostarGostar
Qual problema de regime, qual caraças!
Se eu tivesse na minha empresa um funcionário que não fizesse o seu trabalho com medo de me desagradar como patrão e recear perder assim algum favorecimento, chamava-lhe pulha cobarde e punha-o no olho da rua ou a limpar sanitas. Como chamar a um presidente que não faz o seu trabalho porque receia desagradar e julga perder o tacho de um segundo mandato?
GostarGostar
Hoje vimos a canalha socialista:
http://mentesdespertas.blogspot.com/2011/03/canalha-socialista.html
GostarGostar
Ontem ouvimos o rugir da canalha kavaquista:
http://www.mentesesclerosadas.blogspot.pt
GostarGostar
Não é de 5 em 5. É de 10 em 10 anos.
GostarGostar
O mau carácter, de todos estes senhores, é o seu egoísmo pessoal, a sua desmesurada preocupação com o seu próprio umbigo (2º. Mandato?!…), num lugar de promessa e jura formal (supostamente sentida) de presidir a todo um povo, uma só nação, contra tudo e contra todos que, a Portugal e aos Portugueses, mal queiram.
Não conseguindo gente doutra estirpe, podíamos começar por lhes dar um só mandato, para evitar esta, sempre repetida, demora na tomada de decisões vitais para o nosso melhor lusitano viver.
Caso não resultasse… acabar com este “cadeirão” e, sei lá, voltar ao “trono”, ou… mesmo, nada!
É um tremendo encargo financeiro, que ainda não demonstrou qualquer resultado digno de “tributação”…
GostarGostar
para cavaco o 2º mandato é um Omo-lava-branco,que julga poder borrar(como se diz em espanha) os amigos-poderosos-de-colarinho-branco cagado:
oliveira costa
dias loureiro
paulo teixeira pinto
tavares moreira
daniel sanches
GostarGostar