Já não está no FMI. Reformou-se.
Mas já não há Teresas que nos valham, porque o nosso mal é estrutural: todos querem lamber o pote do mel.
E o mal só acabará quando acabar o pote do mel. Esganado. Estrangulado. Morto à fome. Está quase.
O problema hoje é muito pior do que no tempo da Teresa.
Na altura o País ainda não estava todo corrompido pelo Soci@lismo e não se tinha habituado a viver com riqueza só possível por causa da Dívida.
A adicionar a isto, dezenas de países abandonaram a longa noite da pobreza comunista e estão no mercado a competir.
Olhe que ao pedir a Teresa, também pode vir o Krugman, que também esteve em Portugal, por causa da primeira intervenção do FMI.
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Mas entre o barbudo do Krugman e a Teresa… Mesmo reformada… ehhehehehe
Também estava completamente corrompido pelo Soci@lismo de Abril, não se conseguia fazer qualquer reforma, a diferença é que na altura ninguém gastava dinheiro desta forma louca como temos feito ultimamente, a dívida dívida pública em percentagem do PIB era em 1984 de 53,1%, hoje sabemos que é muito pior, embora em 84 a inflação que chegou quase aos 30% fosse uma dor de cabeça enorme, presumo que por andarmos a imprimir dinheiro a mais, que é basicamente o que a esquerda quereria fazer hoje, imprimir notas infinitamente.
Trader, em 77 e em 83 o Estado ainda era mais pequeno e, sobretudo, como no outro dia o Governador do Banco de Portugal explicou, foi possivel desvalorizar os salários reais pela via da desvalorização da moeda. (Uma ideia, aliás, implementada com a ajuda do Krugman.)
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Desta vez não há essas muletas, logo o ajustamento terá que ser mais doloroso. E, claro, a enorme dívida estatal a par do monstro estatal, que abana todo mal se toca nalgumas gorduras.
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Embora, continuo a pensar, a economia portuguesa está em melhor forma do que aquilo que se se pensa. Se o Estado fosse reorientado no seu papel, aposto que após um choque inicial, Portugal teria condições para crescer bem. Dependeria de como fosse reformado o Estado. (Aqui o Passos Coelho tem razão no que diz.)
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Uma coisa é certa. Seria um suicidio colectivo se o Sócrates ganhasse. Aí, meus amigos, não havia confiança sequer para manter o nosso dinheirinho em Portugal.
Eu sei anti-comuna, há para aí um totós de esquerda que se emocionam pelo facto da Islândia ter conseguido umas taxas de juro de 3,5% do FMI enquanto nós vamos levar com mais de 5%. Mas a Islândia desvalorizou a moeda em 45/50%, ora assim é mais fácil recuperar a economia interna. Nós não podemos fazer isso, e sabemos isso desde a primeira hora em que entrámos no euro, e sabemos desde a primeira hora que os limites de défice de 3% da UE eram para cumprir precisamente por causa disso. No entanto até tivemos um presidente da Republica que dizia que havia vida para lá do défice. Temos o que merecemos agora, irresponsabilidade colectiva que a culpa não é apenas do Socrates ou dos antecessores, é de todo o país que se deslumbrou com obras e infinita despesa pública. Mas repito, como pode haver nas nossas faculdades professores de economia que acham que não, que devemos continuar a gastar ainda mais dinheiro para sair da crise. Como é possível ? Que ensino temos nós ?
O Dito-Cujo cada vez se parece mais na sua carreira política como
um filho estroina da classe média em contínua acção de extorsão ao vovô (País)
e que na altura de pedr mais dinheiro , no pec 4 , finalmente exclamou por fim: ACABOU!
“Governador do Banco de Portugal explicou, foi possivel desvalorizar os salários reais pela via da desvalorização da moeda. (Uma ideia, aliás, implementada com a ajuda do Krugman.)
Desta vez não há essas muletas, logo o ajustamento terá que ser mais doloroso.”
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Lá voltamos ao mesmo. A desvalorização de salários e poupança é menos doloroso? Desde quando?
“Mas a Islândia desvalorizou a moeda em 45/50%, ora assim é mais fácil recuperar a economia interna.”
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Depende do que se entende por recuperar. O futuro daquele país está hipotecado, mesmo que não paguem as dívidas. Começa logo por uma queda brutal no poder de compra, como Vc. bem refere. Mas depois, aquele país não pode reorientar a sua economia porque não tem acesso a capitais, que lhe permita aumentar o nível de vida. Vão voltar a viver da pesca, como dizem muitos por lá? Mas alguém acredita que aquela juventude, que tanto estudou em determinadas áreas (como por exemplo, Finanças, no qual acreditarão eles que se especializaram, como uma qualquer Singapura ou até mesmo Hing-Kong da Escandinávia?) vão voltar a viver de sectores tradicionais como a pesca ou o têxtil? E sem o acesso a capitais externos?
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Esta esquerdinha que acha que os islandeses estão a ser muito inteligentes, em breve, vai ver como aquele país está desgraçado. E como não tem futuro, porque decidiu penalizar os seus investidores (e com alguma razão, diga-se de passagem) e agora não vai poder reespecializar a sua economia.
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Uma coisa é certa. A emigração islandesa está de volta e a juventude está a fugir, para já, pelo resto do norte da europa, mas em breve por todo o mundo. Enfim, uma tristeza o que lá se passa.
“Lá voltamos ao mesmo. A desvalorização de salários e poupança é menos doloroso? Desde quando?”
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É menos doloroso porque a ilusão monetária esconde a perda de poder de compra e permite que em termos psicológicos, os agentes económicos sintam uma confiança maior no futuro. Neste caso, a confiança é mais baixa, logo até aqueles efeitos psicológicos de limpar gorduras para tornar possível um maior crescimento económico futuro se esfumem.
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Aliás, eu noto mesmo que existe uma enorme crise de auto-confiança em Portugal. A confiança falsa do governo deu lugar a um desànimo quase completo. E isso é bastante mau para um país, já que sem ànimo, mesmo que baseado num cenário duro e realista, não é possível levantar um país. O país está bipolar. De um lado, um governo completamente a viver num mundo-faz-de-conta e do outro, um país desanimado, sem confiança no futuro, que não vê saída para a situação em que Portugal caiu. Isto é mesmo desolador.
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Nunca vi um povo tão pessimista, tão desanimado e tão sem alma como o português, nos dias de hoje. Nunca pensei que em situação de paz e sem ser afectado por um cataclismo natural, um povo estivesse tão desanimado como hoje está Portugal.
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A ilusão monetária permite que um povo sofra mas não dolorosamente. Mas também vai ser doloroso porque o país tem vivido num conto-de-fadas hás muitos anos. Enfim. Isto já está mais para o dominio do sobrenatural e dos Karambas e dos Bambos, que de um mero analista dos fenómenos económicos e sociais.
anti-comuna, eles não tem outra hipótese, como é que um país com menos população que a Madeira e Açores juntos pode andar a pagar tamanhas falências de bancos ? E desde quando é que agora é normal serem as pessoas a pagar as falências ? Anda tudo doido ou que ? Tenho uns calotes duma empresa que faliu há muitos anos e a mim nunca ninguém me pagou nada.
anti,
concordo que a tarefa das economistas e dos karambas e bambos se confunde!
mesmo a dona de casa na lide diária(o étimo de eco-nomos), ao prever as contas futuras, comete inelutavelmente erros!
O que o Sócrates fez ao país é mesmo criminoso. Pode parecer exagerado, mas não o é assim tanto.
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Ontem estava a falar com um sobrinho meu, que me dizia mais ou menos isto: ó Tio, isto está mau e tal, mas já se vende bem para o estrangeiro, mais dia, menos dia, as linhas de crédito ao investimento voltam a abrir-se e pior parecia ter passado. Mas com a chegada do FMI, todos estes sinais esfumaram-se. Não vale a pena ser optimista, que a de Lisboa há-de haver sempre alguém que destruirá o nosso trabalho. Lá vamos nós ter que pagar as asneiras de Lisboa e dos políticos, logo agora que estavamos a levantar a cabeça.”
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E é verdade. Quando as coisas pareciam começar a melhorar, com as exportações em forte alta, encomendas cada vez maiores e até pagamentos mais céleres por parte dos clientes estrangeiros, vem aí mais um cataclismo económico, que vai pesar sobre todos os agentes económicos. Como é que se pode estar optimista, se tal como a lei de Murphy, se alguma coisa pode correr mal, ela certamente correrá? Se o tecido produtivo estava a encarreirar e agora vai levar mais uma martelada na cabeça?
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Pode parecer que não, mas o tecido produtivo português, aquele que não vive da parasitagem do Estado, anda há mais de 10 anos a tentar levantar a cabeça. E há sempre alguma coisa que surge que lhes destroi a esperança num futuro melhor. E tanto se mentiu ao país, tanto se criou uma imagem falsa da realidade e tanto optimismo falso se propagandeou, que as pessoas perderam o optimismo. E o que o Sócrates fez ao país foi tirar-lhes as résteas de esperança que ainda tinham no futuro.
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E o pior é que, agora, que se começa a saber parte da verdade, da realidade das contas estatais, das dívidas actuais e dos compromissos assumidos pelo Estado, que vão para além de uma geração, arrepia mesmo o mais optimista de todos. Há razões para conseguir ser um bocadinho optimista? Haver há, mas se os políticos de Lisboa estragam tudo, é apenas uma mera brisa passageira e não mesmo uma mudança de vento vincada.
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Vale a pena acreditar em Portugal? Eu começo a achar que é impossível. Portugal não tem saída, está entregue a pirómanos e todos lutam pelos restos do cadáver…
Trader, quanto a isto, a minha resposta é simples.
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” E desde quando é que agora é normal serem as pessoas a pagar as falências ? Anda tudo doido ou que ?”
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Que não nacionalizassem os bancos. Ou assume-se os activos e negam-se os passivos? O Estado ao nacionalizar a banca, assumiu tanto o que de bom ela tinha como o de mau. A partir daí tem a obrigação de pagar ou renegociar a dívida.
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Esta esquerda não aprendeu. Se em vez de nacionalizarem os bancos, assumissem a falência, aí tinham toda a razão. Até porque os ingleses foram feios, porcos e maus. Trataram os islandeses ainda pior do que costumam tratar os portugueses, só porque a banca islandesa tinha quase tomado conta de grandes activos históricos ingleses. Mas então os islandeses que não nacionalizassem a banca. O mesmo em Portugal. Se o Estado nacionalizou o BPN agora que se responsabilize pelos seus passivos também.
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O problema é que a esquerda gosta sempre de se armar em fina, com os mercados. E eles não perdoam, na hora da verdade. Os credores podem perder dinheiro, mas a Islándia, se quiser sair da pobreza em que se meteu, vai ter que precisar de capitais externos. Nessa altura vai pagar tudinho o que não paga agora e mais algum. Se há coisa que se aprende sempre é: os Estados podem ser caloteiros, mas de uma forma ou de outra, pagam sempre o que devem, nem que seja através de juros elevados para justificar as perdas anteriores. isto é sagradinho e é o que vai acontecer á Islándia.
“É menos doloroso porque a ilusão monetária esconde a perda de poder de compra”
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A ilusão monetária é mais destrutiva porque é impossível prever o futuro. É irracional .
Impede ainda que quem tenha qualidade – e quem tem qualidade precisa da melhor tecnologia que é importada- possa seguir em frente.
Défice Zero é a única solução para Portugal.
“A ilusão monetária é mais destrutiva porque é impossível prever o futuro. É irracional .
Impede ainda que quem tenha qualidade – e quem tem qualidade precisa da melhor tecnologia que é importada- possa seguir em frente.”
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Claro que é destrutiva. Mas, como disse o Silva Lopes nessa entrevista, a ignorància dos sindicatos ajuda. ehehhehh
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Eu não estou a dizer que é a boa solução. Estou a dizer que é a menos dolorosa mas mais perniciosa para o poder de compra dos mais pobres.
A Teresa Ter-Minassian é uma senhora demasiado bonita e educada para desta vez vir meter ordem na mal cheirosa pocilga.
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Já não está no FMI. Reformou-se.
Mas já não há Teresas que nos valham, porque o nosso mal é estrutural: todos querem lamber o pote do mel.
E o mal só acabará quando acabar o pote do mel. Esganado. Estrangulado. Morto à fome. Está quase.
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O problema hoje é muito pior do que no tempo da Teresa.
Na altura o País ainda não estava todo corrompido pelo Soci@lismo e não se tinha habituado a viver com riqueza só possível por causa da Dívida.
A adicionar a isto, dezenas de países abandonaram a longa noite da pobreza comunista e estão no mercado a competir.
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Olhe que ao pedir a Teresa, também pode vir o Krugman, que também esteve em Portugal, por causa da primeira intervenção do FMI.
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Mas entre o barbudo do Krugman e a Teresa… Mesmo reformada… ehhehehehe
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Também estava completamente corrompido pelo Soci@lismo de Abril, não se conseguia fazer qualquer reforma, a diferença é que na altura ninguém gastava dinheiro desta forma louca como temos feito ultimamente, a dívida dívida pública em percentagem do PIB era em 1984 de 53,1%, hoje sabemos que é muito pior, embora em 84 a inflação que chegou quase aos 30% fosse uma dor de cabeça enorme, presumo que por andarmos a imprimir dinheiro a mais, que é basicamente o que a esquerda quereria fazer hoje, imprimir notas infinitamente.
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Trader, em 77 e em 83 o Estado ainda era mais pequeno e, sobretudo, como no outro dia o Governador do Banco de Portugal explicou, foi possivel desvalorizar os salários reais pela via da desvalorização da moeda. (Uma ideia, aliás, implementada com a ajuda do Krugman.)
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Desta vez não há essas muletas, logo o ajustamento terá que ser mais doloroso. E, claro, a enorme dívida estatal a par do monstro estatal, que abana todo mal se toca nalgumas gorduras.
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Embora, continuo a pensar, a economia portuguesa está em melhor forma do que aquilo que se se pensa. Se o Estado fosse reorientado no seu papel, aposto que após um choque inicial, Portugal teria condições para crescer bem. Dependeria de como fosse reformado o Estado. (Aqui o Passos Coelho tem razão no que diz.)
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Uma coisa é certa. Seria um suicidio colectivo se o Sócrates ganhasse. Aí, meus amigos, não havia confiança sequer para manter o nosso dinheirinho em Portugal.
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O JM anda carente ou quê ???
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Eu sei anti-comuna, há para aí um totós de esquerda que se emocionam pelo facto da Islândia ter conseguido umas taxas de juro de 3,5% do FMI enquanto nós vamos levar com mais de 5%. Mas a Islândia desvalorizou a moeda em 45/50%, ora assim é mais fácil recuperar a economia interna. Nós não podemos fazer isso, e sabemos isso desde a primeira hora em que entrámos no euro, e sabemos desde a primeira hora que os limites de défice de 3% da UE eram para cumprir precisamente por causa disso. No entanto até tivemos um presidente da Republica que dizia que havia vida para lá do défice. Temos o que merecemos agora, irresponsabilidade colectiva que a culpa não é apenas do Socrates ou dos antecessores, é de todo o país que se deslumbrou com obras e infinita despesa pública. Mas repito, como pode haver nas nossas faculdades professores de economia que acham que não, que devemos continuar a gastar ainda mais dinheiro para sair da crise. Como é possível ? Que ensino temos nós ?
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O Dito-Cujo cada vez se parece mais na sua carreira política como
um filho estroina da classe média em contínua acção de extorsão ao vovô (País)
e que na altura de pedr mais dinheiro , no pec 4 , finalmente exclamou por fim: ACABOU!
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“Governador do Banco de Portugal explicou, foi possivel desvalorizar os salários reais pela via da desvalorização da moeda. (Uma ideia, aliás, implementada com a ajuda do Krugman.)
Desta vez não há essas muletas, logo o ajustamento terá que ser mais doloroso.”
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Lá voltamos ao mesmo. A desvalorização de salários e poupança é menos doloroso? Desde quando?
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“Mas a Islândia desvalorizou a moeda em 45/50%, ora assim é mais fácil recuperar a economia interna.”
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Depende do que se entende por recuperar. O futuro daquele país está hipotecado, mesmo que não paguem as dívidas. Começa logo por uma queda brutal no poder de compra, como Vc. bem refere. Mas depois, aquele país não pode reorientar a sua economia porque não tem acesso a capitais, que lhe permita aumentar o nível de vida. Vão voltar a viver da pesca, como dizem muitos por lá? Mas alguém acredita que aquela juventude, que tanto estudou em determinadas áreas (como por exemplo, Finanças, no qual acreditarão eles que se especializaram, como uma qualquer Singapura ou até mesmo Hing-Kong da Escandinávia?) vão voltar a viver de sectores tradicionais como a pesca ou o têxtil? E sem o acesso a capitais externos?
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Esta esquerdinha que acha que os islandeses estão a ser muito inteligentes, em breve, vai ver como aquele país está desgraçado. E como não tem futuro, porque decidiu penalizar os seus investidores (e com alguma razão, diga-se de passagem) e agora não vai poder reespecializar a sua economia.
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Uma coisa é certa. A emigração islandesa está de volta e a juventude está a fugir, para já, pelo resto do norte da europa, mas em breve por todo o mundo. Enfim, uma tristeza o que lá se passa.
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“Lá voltamos ao mesmo. A desvalorização de salários e poupança é menos doloroso? Desde quando?”
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É menos doloroso porque a ilusão monetária esconde a perda de poder de compra e permite que em termos psicológicos, os agentes económicos sintam uma confiança maior no futuro. Neste caso, a confiança é mais baixa, logo até aqueles efeitos psicológicos de limpar gorduras para tornar possível um maior crescimento económico futuro se esfumem.
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Aliás, eu noto mesmo que existe uma enorme crise de auto-confiança em Portugal. A confiança falsa do governo deu lugar a um desànimo quase completo. E isso é bastante mau para um país, já que sem ànimo, mesmo que baseado num cenário duro e realista, não é possível levantar um país. O país está bipolar. De um lado, um governo completamente a viver num mundo-faz-de-conta e do outro, um país desanimado, sem confiança no futuro, que não vê saída para a situação em que Portugal caiu. Isto é mesmo desolador.
.
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Nunca vi um povo tão pessimista, tão desanimado e tão sem alma como o português, nos dias de hoje. Nunca pensei que em situação de paz e sem ser afectado por um cataclismo natural, um povo estivesse tão desanimado como hoje está Portugal.
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A ilusão monetária permite que um povo sofra mas não dolorosamente. Mas também vai ser doloroso porque o país tem vivido num conto-de-fadas hás muitos anos. Enfim. Isto já está mais para o dominio do sobrenatural e dos Karambas e dos Bambos, que de um mero analista dos fenómenos económicos e sociais.
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anti-comuna, eles não tem outra hipótese, como é que um país com menos população que a Madeira e Açores juntos pode andar a pagar tamanhas falências de bancos ? E desde quando é que agora é normal serem as pessoas a pagar as falências ? Anda tudo doido ou que ? Tenho uns calotes duma empresa que faliu há muitos anos e a mim nunca ninguém me pagou nada.
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anti,
concordo que a tarefa das economistas e dos karambas e bambos se confunde!
mesmo a dona de casa na lide diária(o étimo de eco-nomos), ao prever as contas futuras, comete inelutavelmente erros!
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O que o Sócrates fez ao país é mesmo criminoso. Pode parecer exagerado, mas não o é assim tanto.
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Ontem estava a falar com um sobrinho meu, que me dizia mais ou menos isto: ó Tio, isto está mau e tal, mas já se vende bem para o estrangeiro, mais dia, menos dia, as linhas de crédito ao investimento voltam a abrir-se e pior parecia ter passado. Mas com a chegada do FMI, todos estes sinais esfumaram-se. Não vale a pena ser optimista, que a de Lisboa há-de haver sempre alguém que destruirá o nosso trabalho. Lá vamos nós ter que pagar as asneiras de Lisboa e dos políticos, logo agora que estavamos a levantar a cabeça.”
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E é verdade. Quando as coisas pareciam começar a melhorar, com as exportações em forte alta, encomendas cada vez maiores e até pagamentos mais céleres por parte dos clientes estrangeiros, vem aí mais um cataclismo económico, que vai pesar sobre todos os agentes económicos. Como é que se pode estar optimista, se tal como a lei de Murphy, se alguma coisa pode correr mal, ela certamente correrá? Se o tecido produtivo estava a encarreirar e agora vai levar mais uma martelada na cabeça?
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Pode parecer que não, mas o tecido produtivo português, aquele que não vive da parasitagem do Estado, anda há mais de 10 anos a tentar levantar a cabeça. E há sempre alguma coisa que surge que lhes destroi a esperança num futuro melhor. E tanto se mentiu ao país, tanto se criou uma imagem falsa da realidade e tanto optimismo falso se propagandeou, que as pessoas perderam o optimismo. E o que o Sócrates fez ao país foi tirar-lhes as résteas de esperança que ainda tinham no futuro.
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E o pior é que, agora, que se começa a saber parte da verdade, da realidade das contas estatais, das dívidas actuais e dos compromissos assumidos pelo Estado, que vão para além de uma geração, arrepia mesmo o mais optimista de todos. Há razões para conseguir ser um bocadinho optimista? Haver há, mas se os políticos de Lisboa estragam tudo, é apenas uma mera brisa passageira e não mesmo uma mudança de vento vincada.
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Vale a pena acreditar em Portugal? Eu começo a achar que é impossível. Portugal não tem saída, está entregue a pirómanos e todos lutam pelos restos do cadáver…
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Trader, quanto a isto, a minha resposta é simples.
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” E desde quando é que agora é normal serem as pessoas a pagar as falências ? Anda tudo doido ou que ?”
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Que não nacionalizassem os bancos. Ou assume-se os activos e negam-se os passivos? O Estado ao nacionalizar a banca, assumiu tanto o que de bom ela tinha como o de mau. A partir daí tem a obrigação de pagar ou renegociar a dívida.
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Esta esquerda não aprendeu. Se em vez de nacionalizarem os bancos, assumissem a falência, aí tinham toda a razão. Até porque os ingleses foram feios, porcos e maus. Trataram os islandeses ainda pior do que costumam tratar os portugueses, só porque a banca islandesa tinha quase tomado conta de grandes activos históricos ingleses. Mas então os islandeses que não nacionalizassem a banca. O mesmo em Portugal. Se o Estado nacionalizou o BPN agora que se responsabilize pelos seus passivos também.
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O problema é que a esquerda gosta sempre de se armar em fina, com os mercados. E eles não perdoam, na hora da verdade. Os credores podem perder dinheiro, mas a Islándia, se quiser sair da pobreza em que se meteu, vai ter que precisar de capitais externos. Nessa altura vai pagar tudinho o que não paga agora e mais algum. Se há coisa que se aprende sempre é: os Estados podem ser caloteiros, mas de uma forma ou de outra, pagam sempre o que devem, nem que seja através de juros elevados para justificar as perdas anteriores. isto é sagradinho e é o que vai acontecer á Islándia.
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Uma cara bonita, um corpo bem-feito, inteligência que baste.
Uma carreira de sucesso garantido neste mundo dominado por homens.
Essa é que é essa!
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Subscrevo a petição, João!
Que fosse, ao menos, por alguém giro…como nos 80’s!
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A Teresa deve ir à Mamadeira inspeccionar a colossal dívida do Alberto João Tarrão.
Aquilo é que dívida como deve ser!
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“É menos doloroso porque a ilusão monetária esconde a perda de poder de compra”
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A ilusão monetária é mais destrutiva porque é impossível prever o futuro. É irracional .
Impede ainda que quem tenha qualidade – e quem tem qualidade precisa da melhor tecnologia que é importada- possa seguir em frente.
Défice Zero é a única solução para Portugal.
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“A ilusão monetária é mais destrutiva porque é impossível prever o futuro. É irracional .
Impede ainda que quem tenha qualidade – e quem tem qualidade precisa da melhor tecnologia que é importada- possa seguir em frente.”
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Claro que é destrutiva. Mas, como disse o Silva Lopes nessa entrevista, a ignorància dos sindicatos ajuda. ehehhehh
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Eu não estou a dizer que é a boa solução. Estou a dizer que é a menos dolorosa mas mais perniciosa para o poder de compra dos mais pobres.
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