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Os esqueletos começam a sair dos armários

14 Abril, 2011
by

Forças Armadas estão sem dinheiro para pagar salários e pensões

34 comentários leave one →
  1. Luis Garcia's avatar
    Luis Garcia permalink
    14 Abril, 2011 10:39

    Dedicado ao FMI, a nós e aos nossos politicos…
    http://lmmgarcia.wordpress.com/2011/04/14/triste-figura/

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  2. campos de minas's avatar
    14 Abril, 2011 10:47

    e este esqueleto-pater familias que passos desencantou?
    http://www.bloomberg.com/apps/quote?ticker=GSPT5YR:IND

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  3. Bonaparte's avatar
    Bonaparte permalink
    14 Abril, 2011 10:53

    Privatizem a tropa. Aquilo não gera dinheiro e é um encargo escusado para o Estado.

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  4. João Lisboa's avatar
    14 Abril, 2011 10:55

    Ora, esse problema até tem fácil resolução:
    http://lishbuna.blogspot.com/2011/04/e-finalmente-concretizo-o-sonho-de.html

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  5. e-ko's avatar
    14 Abril, 2011 11:21

    é só esquelos nos armários… então, em Belém, há esqueletos de todo o tamanho, à mistura com cavacas:
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    http://economia.publico.pt/noticia/testemunha-confirma-que-oliveira-costa-vendeu-a-cavaco-silva-e-a-filha-accoes-da-sln-com-prejuizo_1489635
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    deste esqueleto, não fala, sr. jmf!… mas andamos todos a pagar por ele!…

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  6. Larápio's avatar
    Larápio permalink
    14 Abril, 2011 11:24

    Tribunal de Setúbal faz criação de chocos para ter tinta de borla para imprimir
    http://biscoitointerrompido.blogspot.com/2011/04/tribunal-de-setubal-faz-criacao-de.html

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  7. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    14 Abril, 2011 11:43

    No meio da desgraça geral que se vive em Portugal, há muitos sinais que Portugal pode sair da crise melhor e mais rápido do que se pensa. É verdade que o país está pessimista e que, qualquer elogio ao tecido produtivo, é logo taxado de socretino. (O Lucklucky que não me leia, sff. senão ainda lhe dá uma apoplexia à moda do Eça. ehehehheh ) Mas também é verdade que o nosso tecido produtivo está a em melhor forma que o resto do país. Por isso, volto a repetir mil vezes, um milhão ou 1 trilião de vezes: o Estado é que está falido, não a economia portuguesa. Pode é a falência do Estado arrastar o resto do país, mas o nosso tecido produtivo está no ponto rebuçado. leia-se, precisa que lhe dêm espaço para voar.
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    Veja-se esta importante noticia:
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    “As trocas comerciais entre o Brasil e Portugal subiram 43,39% no primeiro trimestre deste ano, atingindo os 632,88 milhões de dólares (436,63 milhões de euros), com os brasileiros a comprar mais produtos portugueses.
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    O aumento do intercâmbio comercial entre os dois países, face a 2010, já se tinha sentido nos primeiros meses deste ano e acelerou em Março, como mostram as contas trimestrais agora divulgadas pelo ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Externo brasileiro.
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    As exportações portuguesas para o Brasil subiram 89,13% em Março, para 97,06 milhões de dólares (66,97 milhões de euros).
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    Este valor eleva o total do trimestre para 198,181 milhões de dólares (136,78 milhões de euros), mais 44,74% do que no período homologo de 2010, segundo os dados preliminares.
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    As importações portuguesas de produtos brasileiros também subiram, tendo atingido em Março 114,074 milhões de dólares (78,71 milhões de euros), ou seja mais 12,36%.
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    Em termos trimestrais, as exportações brasileiras para Portugal subiram 42,79%, atingindo quase 434,7 milhões de dólares (299,88 milhões de euros).”
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    In http://www.oje.pt/noticias/economia/trocas-comerciais-entre-portugal-e-brasil-sobem-4339-ate-marco
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    Ou seja, Portugal está a começar a conquistar quotas de mercado o exterior, em importantes mercados como o brasileiro. O que realço é o seguinte. É verdade que Portugal tem um défice da balança corrente enorme, mas as políticas de austeridade até vão ajudar a corrigir estes desiquilibrios. Porque, quer queiramos, quer não, o consumo em Portugal tem que perder peso na composição do PIB para o investimento e para as exportações.
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    As exportações portuguesas estão a subir bem e muito. E, ao contrário de algumas visões, que nos dizem que o mercado externo representa pouco mais de 30% do PIB, na realidade, apesar da quebra no consumo interno (que se iniciou por meados de 2010) a produção industrial portuguesa está de novo a subir em termos homólogos, mostrando que as quebras no mercado doméstico estão a ser colmatadas pelas vendas ao exterior. Dirão que é pouco. Não, não é pouco. É muito. É um sinal de esperança, pois se o tecido produtivo consegue exportar assim, apesar de toda a carga negativa com que arrosta todos os dias, imagine-se se este tecido produtivo tivesse uma ambiente favorável á sua volta. O quanto não exportaria Portugal?
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    Hoje li que o José Gil nos alerta para uma mudança profunda nas mentalidades dos portugueses, nas suas esperanças e, claro está, como reflexo, no comportamento dos portugueses. Ele está um bocado pessimista, eu não estou assim tanto. E passo a explicar porquê.
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    Em Portugal, após a saída do FMI e a entrada de Portugal na então CEE, houve uma forte intervenção pública do Estado, que cresceu para limites do absurdo. Pese embora os governos do Cavaco terem aberto grande parte da economia portuguesa à economia de mercado, na verdade o Estado nunca parou de crescer. E isso gerou importantes desequilíbrios nas políticas económicas e públicas, que tiveram o seu apogeu durante o consulado guterrrista. Depois, entramos no aéreo, com uma taxa de conversão demasiado alta para as capacidades do nosso tecido produtivo, abrimos os nossos mercados a importantes competidores internacionais e enganamos a crise com despesa pública, crédito barato e endividamento. Mas a crise estrutural estava lá e os governos de Guterres podem ser mesmo apelidados como o das vacas gordas desperdiçadas.
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    Mas o Portugal profundo não ficou parado. Aguentou os choques estruturais e fez pela vida. Entretanto, também, foi aproveitando, mal, a procura interna derivada do alto consumo alavancado pelo endividamento. No entanto, o tecido produtivo foi-se adaptando, pouco a pouco, com dificuldades é certo, mas foi ganhando músculo, apesar de todas as patifarias que são feitas no Terreiro do paço e de uma opinião publicada que detesta os criadores de riqueza.
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    Hoje o tecido produtivo está em muito melhor forma do que se pensa. E estas políticas de austeridade vão mudar a mentalidade de quase todos, mas a começar pelo próprio tecido produtivo. Este, em vez de procurar apenas no mercado interno a sua sobrevivência já se apercebeu que é lá fora que está a sua salvação. E dou dois ou três pequenos exemplos, para conferir esta nova realidade empresarial. O sector dos azeites (a começar pela Nutrinveste) está agora a crescer bastante no exterior e Portugal prepara-se para dominar empresarialmente o mercado mundial do azeite. Ou seja, não é o mercado interno que está a gerar este forte crescimento dos azeites portugueses mas o mercado externo. Outro exemplo, curiosamente uma empresa também dominada pelos mesmos donos da Nutrinveste, é a Efacec, que está a crescer a taxas verdadeiramente surpreendentes, com o peso do mercado externo a triplicar em apenas 4 anos. Outro exemplo, agora mais sectorial, é caso dos vinhos, em que os produtores estão a procurar no exterior os ganhos de quotas de mercado, que no mercado interno é difícil, devido à salutar enorme concorrência no mercado interno.
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    Esta mudança nas orientações empresariais é uma profunda mudança de mentalidades que está a trazer os seus frutos e a gerar verdadeiros motores de crescimento em Portugal. É verdade que vamos ter que poupar mais, investir mais e gerir melhor os parcos recursos disponíveis. Mas também é verdade que esta mudança já se faz sentir a nivel empresarial, em que o tecido produtivo começa a criar uma dinâmica de crescimento bastante importante para o futuro mais próximo do país. E esta noticia confirma aquilo que se está a passar. Há um Portugal profundo, com um tecido produtivo cada vez mais modernos, fortemente competitivo, que está a gerar riqueza, empregos e ilhas de prosperidade em Portugal, que se poderão estender ao resto do país, caso haja uma mudança profundas nas políticas económicas e orçamentais deste país, que as apedida de estupidas, desde há pelo menos 6 anos.
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    No caso da noticia, das exportações para o Brasil,, até podemos dizer que continuam muitos produtos a serem vendidos com “baixo valor tecnológico”, que agora está na moda realçar. Mas isso é uma estupidez porque o que conta são produtos de alto valor acrescentado, não o seu conteúdo tecnológico, que isso são modas, que tiveram o seu ponto alto durante a bolha dot.com. Aliás, até o melhor fabricante nacional de motos ficou surpreendido com a aceitação dos seus produtos no Brasil, quando em menos de uma semana vendeu um contentor de motas no mercado brasileiro! Ficando assim demonstrado, que o nosso tecido produtivo está em melhor forma do que se pensa e é necessário estimular este tecido produtivo ir para esses novos mercados e mercados maduros, vender a sua produção, pois não são tão maus como é ideia geral dentro do próprio país.
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    É este tipo de noticias que me dizem que há um tecido produtivo bastante competitivo que está a criar as fundações para um potencial forte crescimento económico. É preciso é que Lisboa não destrua os seus esforços. Porque, se não estorvar, pelo menos não o estorvar, Portugal é um potencial tigre europeu que pode cerscer bem acima do que a generalidade dos analistas económicas pensam. É preciso é haver uma profunda mudança de mentalidades nos partidos políticos, nas élites corruptas de Lisboa e mudança de opinion makers, mais virados para a realidade dos factos e menos para a “tudologia”.
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    Veremos se não terei razão em o dizer, mais uma vez: Portugal pode-se tornar num tigre europeu! É preciso é uma mudança profunda na capital da corrupção portuguesa: Lisboa e suas élites parasitas!

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  8. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    14 Abril, 2011 11:50

    Esta coisa de encontrar esqueletos nos armários tem que se lhe diga. No mínimo, pressupõe que a podridão andava por aí há muito tempo, como os mais sensatos foram dizendo. Fazer de contas que a irresponsabilidade (quase) absoluta só agora começou a recorrer aos armários para esconder a putrefacção é retirar esse “mérito” a muitos actores políticos dos últimos tempos e à comunicação social que os bajulava.

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  9. campos de minas's avatar
    14 Abril, 2011 11:52

    jmf, e , um post para os gatos com o rabo de fora? bora!

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  10. O SÁTIRO's avatar
    14 Abril, 2011 12:16

    A ajuda a Portugal pode ser um poço sem fundo.
    http://mentesdespertas.blogspot.com/2011/04/bancarrota-corrupcao-ps-socrates-v.html

    Estes criminosos que mandaram centenas ou milhares de seres humanos dormir nas ruas das cidades (lisboa está cheia…) só merecem uma medalha:

    PRISÃO.

    Apesar de todos os esforços dos lacaios mediáticos, invertebrados e comprados, e seguidores bloguistas…

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  11. Blog do cinza coelho's avatar
    14 Abril, 2011 12:18

    Desde que li a noticia de que existem tribunais sem dinheiro sequer para pagar toners para as impressoras, já nada me surpreende.

    http://brigadascinzacoelho.blogspot.com/2011/04/o-jose-mario-branco-e-que-tinha-razao.html

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  12. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    14 Abril, 2011 12:19

    É sempre bom ver otimismo, anti-comuna, mas não comece a pregoar isso a todos os ventos porque corremos o risco de vermos o Estado a pôr a sua mão nos nossos sectores mais competitivos e estragar tudo. O que é curioso é que quase não se ouve falar de esses casos de sucesso, mas mais que lhes dar a devida publicidade (apoio não precisam) seria bom que a comunicação social tentasse de tirar conclusões para preceber o sucesso deles. Era bom que os portugueses parassem de serem tão imobilistas e provincianos.

    Agora sobre a falta de dinheiro para pagar as Forças Armadas: 25 de Abril 2.0! Ou 28 de Maio a vós de verem.

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  13. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    14 Abril, 2011 12:34

    Dos poucos opinion-makers que vale a pena ler sobre gestão e economia, é o CCZ. Que por vezes aparece aqui nos comentadorias do Blasfémias. Mas no entanto, tem dos melhores blogues portugueses sobre que para aqui muitas vezes escrevo. Vale a pena destacar um artigo dele, que recentemente publicou no seu blogue:
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    http://balancedscorecard.blogspot.com/2011/04/velha-academia-nao-percebe-nem-tem.html
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    E destaco isto:
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    “Fazem-me lembrar os meus professores universitários atraiçoados pela História. Na faculdade tive uma série de professores que se doutoraram, no final da década de 60, princípio da década de 70 do século passado, em fenómenos associados à operação unitária destilação.
    Uma destilação consome muita energia mas nesse tempo a energia era ao preço da chuva.
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    Após o 1º choque petrolífero todo esse know-how começou a ser posto na prateleira. É a vida!!! Tinham apostado a sua carreira numa operação unitária que se tinha tornado anti-económica.
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    Chad Syverson (aqui e aqui) fala na substituabilidade de um produto/serviço como um factor crítico para vencer os mais eficientes.
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    No nosso país, estamos atrasados nesta transição para os activos intangíveis. Enquanto a academia não a percebe, só nos últimos 4/5 anos é que as PMEs exportadoras o começaram a fazer sem base teórica. Perante o abismo do encerramento, os empresários deixam a fábrica e vão para o mercado fuçar, fuçar e fuçar (tentativa e erro, ou como refere Steve Blank “pivoting”) até que alguma coisa dê, quando alguma coisa dá, concentram-se nela. Ou seja, as nossas PMEs exportadoras na prática já lá chegaram, antes da academia!!!!!
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    Quando um dia a academia estudar estes casos de sucesso de empresas anónimas, vai observar, depois reflectir, e só depois criar o corpo teórico que alimentará um futuro exército intelectual capaz de espalhar a boa-nova.”
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    Enquanto a velha academia estrebucha para entender este “novo mundo” e esta “nova realidade económica”, continuando a pregar aos peixes um corpo teórico desactualizado, o CCZ tem mostrado um pouco das mudanças de paradigma na economia mundial e… Portuguesa. Apesar do blogue do CCZ ser dos menos lidos em Portugal, aposto (e confesso que sou um pecador também) é, talvez, o melhor pensador de Gestão em Portugal. É um elogio merecido, apesar de algumas discordâncias que temos, no entanto não o deixo de referir: é dos poucos portugueses que vale a pena ler nos dias de hoje.
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    A nossa velha escola, como ele bem refere, os formados na década de 60 e 70, estão baralhados, confundisos e incapazes de refectir sobre o mundo actual, sobre as soluções para os problemas actuais e, mesmo quando fazem o diagnóstico correcto, pensam em soluções em erradas. Estou aqui a pensar num bom bloguer tuga, o Alvaro Pereira, que depois do diagnóstico correcto apresentas as soluções erradas. (Aliás, não apenas ele, mas grande parte do mundo académico mundial e muitos opinion makers.)
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    Mas curiosamente, apesar desta velha escola continuar a enfermar dos mesmos erros de pensamento passados, buscam inspiração errada nesse passado. Por exemplo, o poior que pode acontecer a um país é gerar um default, seja ele negociado ou não. E não é inevitável um default das dívidas de alguns países, a começar por Portugal. Basta imitar as políticas do passaado… Salazaristas!
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    O Salazar quando encontrou o país na ruína não provocou um default nos nossos investdiores. Resultados? Durante mais de 30 anos Portugal passou a beneficiar de uma moeda forte e capitais baratos. O segredo do Salazar? Superavites orçamentais. Quase 50 anos depois, durante a crise bancária, financeira e económica escandinava, o mesmo foi feito; superávites orçamentais.
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    É tão triste ver tantos talentos desperdiçados por velhas ideias, apesar dos diagnósticos correctos. É triste não ver um economista, um só economista a seguir as ideias do cadilhe: se queremos evitar a bancarrota a solução é ter superávites orçamentais, não incorrer em perdas os nossos investidores, pois eles cobram essas perdas com mais juros no futuro.
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    .
    Mas volto ao inicio. Se há pensador que vale a pena ler, ele é o CCZ, que nos mostra o caminho. Mas em Portugal só se segue “estrangeiros” ou “estrangeirados”. Se o CCZ começasse a escrever em inglès, como alguns parolos académicos portugueses o fazem nos seus blogues, era até capaz até de ir à TV todos os dias, perorar sobre Portugal e os portugueses. Assim, fica-se por meia dúzia de gatos pingados. Mas ele é, absolutamente dos melhores pensadores em Portugal sobre estas questões. Pode ser que ele comece a ser ouvido à medida que os tempo lhe der razão.

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  14. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    14 Abril, 2011 12:49

    “qualquer elogio ao tecido produtivo, é logo taxado de socretino. (O Lucklucky que não me leia, sff. senão ainda lhe dá uma apoplexia à moda do Eça. ehehehheh ) ”
    .
    Parece que ainda não percebeu. Se a ideologia Soci@lista continuar no poder seja com PS ou outro qualquer- é preciso colocar uma coleira bem forte no PSD e CDS -vão sugar tudo o que podem de quem quer que seja que tenha sucesso. Empresas exportadoras são aliás as mais fáceis de sair daqui para fora.
    E aviso-o mais uma vez para ter cuidado com estatísticas e notícias de “sucessos”.
    .
    Défice Zero inscrito na Constituição é essencial para a sobrevivência futura do País.
    Só assim se evita que uma geração destrua o futuro dos filhos e netos.

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  15. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    14 Abril, 2011 12:58

    “E aviso-o mais uma vez para ter cuidado com estatísticas e notícias de “sucessos”.”
    .
    .
    Exacto. Aos números Vc. prefere a ideologia. lolololololol
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    Numa coisa concordo consigo. Seria importante fazer como na Alemanha (e esta é uma sugestão aos que ficam doentes quando o Madina carreira mostra o famigerado gráfico da dívidas externa relacionada com a natureza dos regimes políticos em Portugal): a Constituição da República Portuguesa devia ter um artigo em que se proibissem os défices orçamentais. Salvo nos casos excepcionais.
    .
    .
    De resto Luckyluck, Vc. faz-me lembrar aqueles gajos que só vêm o mundo numa dada cor ou direcção. Como os pessimistas que perderam um dos maiores rallies dos mercados accionistas dos últimos 100 anos, porque, teimosos, preferiram a ideologia aos factos. Aos tais “green shots”. lolololllololol
    .
    .
    Vc. é igual. E até é curioso que queira abafar as boas noticias por questões políticas, o mesmo comportamento que Vc. critica nos que querem abafar os famosos esqueletos no armário, não vá isso assustar ainda mais os investidores. lolololololol
    .
    .
    Dá-se! Uma no cravo, outra na ferradura! eehehheheh

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  16. M.D.'s avatar
    M.D. permalink
    14 Abril, 2011 13:01

    É a este anormal de papel passado,PPRabbit,mais ao seu partido (é mais rachado!) e ao Nobre salsicheiro,que alguém pode sequer equacionar entregar este País ou o que dele resta,em alternativa aos Só-cretinos????
    Um retardado com um verdadeiro discurso de ESTADO,com “esqueletos nos armários” e outros mimos,com 40 (podiam se 500) “perguntas” (?) que só se lembraram de fazer após a cumplicidade em 1 OE + 3 PEC,num timing exemplar – a 15 dias de um sim ou não do FMI,aproveitando a presença destes técnicos que,certamente já se questionam se não aterraram em Marte,quando os Mercados manifestam todos os dias máximos de “confiança”,quando vários Países da UE querem vetar a ajuda????

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  17. Piscoiso's avatar
    14 Abril, 2011 13:11

    Suponho que o Belmiro
    já deitou fora os armários de esqueletos
    que jmf1957 deixou no Público.

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  18. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    14 Abril, 2011 13:20

    Isto devia ser ouvido e meditado pela maior parte dos comentadeiros tugas:
    .
    http://aeiou.expresso.pt/estela-barbot-portugal-precisa-de-recuperar-credibilidade-video=f643623

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  19. Rogério's avatar
    14 Abril, 2011 13:24

    lucklucky: «Défice Zero inscrito na Constituição é essencial para a sobrevivência futura do País»

    O défice público (e o privado) não são os principais problemas. Acho que nos devemos concentrar na meta dos 3% até 2013 e apostar no crescimento. E, o crescimento passa definitivamente pelas exportações. A criação de postos de trabalho vai ser toda feita à base de trabalhos de baixo custo, vindos de Espanha, França, Itália, Holanda. Os políticos vão ter de começar a discursar para a juventude que não vai fugir do país. Vão (vamos) ter de contribuir mais para as pensões, vamos ter de aceitar mais trabalho fabril, vamos ter de aprender mais línguas, vamos ter de conviver com mais brasileiros do interior e sobretudo o peso do Estado vai ter de ser cortado.

    Senão, vamos queimar carros.

    R.

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  20. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    14 Abril, 2011 13:30

    “Dá-se! Uma no cravo, outra na ferradura! eehehheheh”
    .
    É o que você faz e foi enganado por isso.
    Mais do que uma vez.
    Pelos vistos a minha malvada ideologia não me fez ser enganado por jornais Expresso & Co.
    Não fui atrás de PEC’s. como você.
    Há meses atrás não havia urgência e eu era um pessimista dizia você.
    Excepto nos dias em que você está pessimista. Aí fica quase igual mim ….. heheheh!

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  21. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    14 Abril, 2011 14:28

    “Pelos vistos a minha malvada ideologia não me fez ser enganado por jornais Expresso & Co.
    Não fui atrás de PEC’s. como você.”
    .
    .
    Claro que sou enganado. Mas a diferença é que eu tento ver a realidade pelos factos, Vc. pela ideologia.
    .
    .
    Mas essa sua cegueira até nem o ajuda. E demonstro-lhe. Apesar de muitas das suas ideias estarem correctas porquê que não fazem caminho em Portugal? Porque Vc. é tipo comunista mas ao contrário. Ou seja, uns só vêm a salvação do mundo num dado sentido, Vc. noutro. E, por isso, mesmo Vc. estando correcto em muitas coisas, acaba por ser pouco considerado nas ideias por precisamente se ruma espécie de comunista ás avessas. E, claro, a natureza humana é o que é e vc. perde mais do que ganha na sua ideologia fossilizada. Está formatado numa da forma de ver as coisas que o faz perder o sentido da realidade. E depois, ainda por cima, é incongruente em coisas capitais.
    .
    .
    Já lhe disse aqui algumas vezes que Vc. tem razão em muito do que pensa. Mas Vc. acaba por ser fanático nessas suas ideias, esquecendo que por trás daquilo que pensamos ser a realidade, o nosso espelho do mundo, está mesmo a realidade. Como deve saber, se há coisa que eu todos os dias sei, é que eu tenho uma visão parcelar da realidade e que estou constantemente a mudar de percepção da realidade à medida que os factos vão confirmando ou modificando o que eu penso. Infelizmente Vc. não faz assim. E não o fazendo, acaba por cair no mesmo erros dos que critica. Que é viver num mundo de ideologia criado por si. Onde o mundo é percepcionado não de acordo com uma aproximação da realidade mas parcelar, quando se encaixa na sua forma de ver o mundo.
    .
    .
    Eu vou-lhe dizer porquê que Vc. acaba por perder o sentido das coisas. Porque não consegue encaixar uma realidade que põe à prova as suas crenças. Que, depois, lhe retira credibilidade nas mensagens. Pense assim. Imagine que eu penso que a bolsa vai subir nos próximos meses. Eu a partir do momento que passo a acreditar neste cenário, já sei que vou analisar os dados que me mercado me dá todos os dias de um modo enviesado. Por isso, a minha forma de me esterilizar deste enviesamento é pôr em causa, constantemente a minha visão dos mercados e continuar a analisar os factos e saber se a minha visão da realidade anterior continua a ser válida pelos dados.
    .
    .
    Quando eu estou a dizer que há dados em Portugal que são positivos, não estou preocupado com aquilo que os políticos vão fazer em relação aos dados. Ou melhor, até certo ponto sim, mas regra geral, pouco me importa o que se os políticos se vão aproveitar ou não desses dados. O que me importa é saber, em cada momento e em cada situação, o porquê que aqueles dados são assim. Isto é, porquê que Portugal está a exportar bem ao contrário daquilo que é tido como certo. A minha obrigação, enquanto analista, é saber se os dados são reais e, sendo-os, o porquê. E não esconder os dados só porque podem ser politicamente aproveitados pelos meus adversários políticos. Isso não é sério, é de uma desonestidade que põe em causa até o esforço de muita gente que merece ser louvada e, pior que isso, a escondermos a realidade nunca seremos de corrigir os verdadeiros erros e enaltecer e motivar os bons comportamentos e as boas políticas.
    .
    .
    Vc. Luckyluck mesmo tendo razão em muitas das suas ideias, acaba por perder quando em coisas capitais, deixa-se levar pela ideologia. Eu, confesso erro muitas vezes. Mas tantas vezes erro que acabo sempre, ou quase sempre, aperceber-me do erro e tentar corrigir esse erro. É ser teimoso em determinadas situações e humilde quando elas nos dizem claramente que estamos errados. Quando eu tenho uma determinada posição no mercado e o mercado está-me a dar sinais que posso estar errado, normalmente sob a forma de perdas financeiras, eu tenho que ser o humilde o suficiente para mudar de posição ou mudar de ideias. Por saber, precisamente, que não domino a realidade mas apenas tenho uma visão parcelar da realidade.
    .
    .
    Veja as coisas desta forma. Vc. critica e bem a mentalidade socialista em Portugal. E diz que somos burros se não mudamos. E Vc. tem essa humildade em reconhecer o erro e mudar de ideias? Ou prefere viver na sua redoma ideológica, esperando que o mundo lhe dê razão, mesmo quando tarda em o fazer? O que Vc. prefere? Fazer o mesmo que critica nos demais? ;))
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    .
    Vc. se fosse humilde aceitaria este tipo de dados, mesmo que contradigam a sua visão da realidade e tentava perceber se os dados confirmam as suas ideias ou há algo mais para além daquilo que Vc. acredita como certo e correcto. Seja humilde ao ponto de não negar a realidade, sob pena de viver num mundo fechado, precisamente aquilo que Vc. considera um crime noutros agentes políticos. Capisce? eheheheheheh

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  22. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    14 Abril, 2011 14:55

    Mais uma noticia que pode provocar uma apoplexia ao Luckyluck. ;)) eheehehh
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    “Produção portuguesa destacada por revista internacional
    .
    Especialistas em enologia da publicação “Wine&Spirits” apreciaram uma amostra de 157 vinhos tintos portugueses de diversas regiões do país, tendo sido a região do Douro a mais reconhecida, com vinhos a conseguirem das pontuações mais elevadas.
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    O painel de provadores atribuiu 95 pontos (numa escala até 100 pontos) aos vinhos Quinta da Fronteira Grande Escolha Douro 2008 e Quinta da Fronteira Reserva Douro 2008, dois vinhos da Companhia das Quintas, da região do Douro, obtendo duas das três melhores pontuações entre os 157 vinhos tintos portugueses apreciados.
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    Também a região do Alentejo viu reconhecidos cinco vinhos, entre as quais a Herdade do Esporão e o Monte dos Perdigões. De igual modo, a Quinta das Bageiras, da Bairrada, e a Casa de Santar e Cabriz, do Dão, foram também avaliados com pontuações elevadas. O Douro foi a região que conquistou pontuações mais elevadas, nas amostras de tintos apreciadas pelos provadores.
    Quinta do Vale do Meão e o Quinta do Noval foram outros dos vinhos do Douro que melhores pontuações conseguiram. A “Wine&Spirits” é uma publicação especializada de referência para enólogos, produtores, restauração e apreciadores de todo o mundo que divulgou a lista de melhores vinhos na sua edição de Abril, onde constam os melhores vinhos portugueses.”
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    In http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1830509
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    Esta noticia é excelente. O que me preocupa é saber se depois os agentes económicos aproveitam estes prémios para criar valor. Ou seja, vender bem aos consumidores esta produção de alta qualidade. E não ser miserabilista em dizer que isto é pouco importante para os problemas do pais. Quando os agregados económicos são o somatório de todas estes produtos e serviços criados e prestados pelas empresas, produtos e serviços, expressos em valores monetários.

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  23. Outside's avatar
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    14 Abril, 2011 15:00

    Em curtas palavras AC:
    Eu só sei que nada sei, mas sei que sou ser pensante, atento e consciente e que da minha génese ao meu fim cá estou sómente para aprender pois só assim posso evoluir, sem dogmas (que não os ético/morais).

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  24. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    14 Abril, 2011 15:33

    Não fosse o rombo do BPN e de todas as falcatruas do pessoal da Coelha, certamente que haveria dinheiro com fartura.
    As Forças Armadas deviam era confiscar os bens dalgumas pessoas que roubaram a sociedade portuguesa e principalmente os contribuintes portugueses!

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  25. Guillaume Tell's avatar
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    14 Abril, 2011 16:14

    Anti-comuna: olhe que o CCZ ainda tem uma data de artigos em inglês (uma das razões que faça com que não leio mais o blogue dele).
    Sobre o Alváro Santos Pereira, não vejo qual é o seu problema com ele. Para já ele passa bastante tempo a explicar, que é a sua obrigação enquanto economista (mas que sobretudo é uma fatalidade porque quando se vê o dogmatismo que grassa em Portugal ainda bem que alguém nós dê explicações simples e abrangantes). Quanto às soluções que ele apresenta não posso me alongar mais porque não sou o seu advogado, e ainda não li o seu novo livro.
    (De toda maneira você sabe tão bem como eu que nos damos sobretudo valor ao que nós agrada, mais do que é verdade. LOL > como o meu professor qualifia a psicologia).

    Agora sobre os excedentes orçamentais, eu concordo que é necessário termos excedentes para travarmos o nosso endividamento elevado mas não veja isso como um fim. O fim é o crescimento económico. E pessoalemente eu acho que o maior problema de Portugal não é tanto o défice orçamental, o problema é o défice das transações correntes.
    Um país cada vez mais envelhecido terá sempre enormes dificuladades para conseguir excedentes orçamentais (pense em tudo o que teremos de pagar em Saúde, reformas…), ora para conseguirmos esses excedentes haverá um dia em que fundamentalemente teremos de cortar nos rendimentos de essas pessoas, ou seja se nós nos concentrarmos unicamente à tecla “Orçamento” haverá um dia em que mais de um terço dos portugueses serão obrigados a (sobre)viver na miséria. Como evitar isso?
    Muito simples: termos excedentes no comércio internacional. Porque assim passariamos a ganhar (“tirar”) recursos ao estrangeiro e teriamos assim margem de manobra para cuidarmos dos idosos. É por isso que é tão necessário que sejamos mais competitivos… enfim nós e todos os países em via de envelhecimento. Não há alternativa, a não ser que consigamos rejuvenscer drasticamente a população, mas de toda a maneira seriamos então mais (insisto bem no “mais”) a termos pelo menos excedentes orçamentais.
    Não é viável ter-se défices gémeos. Nunca se pode chegar a essa situação. NUNCA!

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  26. Rogério's avatar
    14 Abril, 2011 16:54

    Arlindo da Costa: «As Forças Armadas deviam era confiscar os bens dalgumas pessoas que roubaram a sociedade portuguesa e principalmente os contribuintes portugueses!»

    Olhe ‘migo Arlindo, da última vez não correu bem, e a taxa do confisco foi bem alta.
    Ainda hoje pagamos esse “confisco”….

    R.

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  27. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    14 Abril, 2011 16:59

    “Sobre o Alváro Santos Pereira, não vejo qual é o seu problema com ele. Para já ele passa bastante tempo a explicar, que é a sua obrigação enquanto economista (mas que sobretudo é uma fatalidade porque quando se vê o dogmatismo que grassa em Portugal ainda bem que alguém nós dê explicações simples e abrangantes). ”
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    O meu problema é este. Ele está a fazer um grande trabalho de diagnóstico da situação. E depois qual os remédios? Default! Para quê? Para andarmos mais 30 anos a pagar os juros elevados, que na prática é pagarmos aquilo que nos recusamos a pagar durante o default?
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    Lá está. Não há ninguém em Portugal que tenha um pouco de cabecinha e diga assim: não nos podemos comportar como caloteiros, até porque isso vai-nos custar os olhos da cara no futuro. Então a solução é pagar as dívidas e ter superávites orçamentais. Não tem muito que saber nas soluções, por muito duras que nos pareçam.
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    Caramba! Os finlandeses estiveram de rastos há cerca de 20 anos atrás. o que eles fizeram? Superávites orçamentais e pagaram as dívidas. É assim que se conquista a credibilidade tão necessária para cobrar juros baixos.
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    A mentalidade de caloteiro na Argentina foi um terror. Por uns tempos aliviam-se as costas mas depois pagam-se juros de tal forma elevados, sem fazer reformas estruturais, que na prática é pagar as dívidas que se recusou no passado a o fazer.
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    É por isso que me entristece estes economistas, que na hora da verdade não querem assumir a realidade. Quer dizer, são excelentes no diagnóstico mas depois nas soluções… Um bom médico não se pode limitar a ser bom a diagnosticar já que a terapéutica é em si mesmo a verdadeira cura para os nossos males.
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    Volto a repetir-me. É preciso ter algum tento na cabecinha e dizer a verdade aos portugueses. É preciso poupar e pagar as dívidas. E não ter mentailidade de caloteiro, pois isso não resolve os problemas, só os agrava. E, já agora, a mentalidade de caloteiro na Argentina continua a ser paga, basta ver que os argentinos estão sempre com os juros dos mais altos do mundo. Pudera! Quem se queimou uma vez já sabe que se pode queimar outra vez e só empresta a juros de tal forma elevados que permita recuperar perdas antigas e o risco de levar mais um jego.
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    Volto a repetir-me. O Salazar pregou algum calote aos investidores em Portugal? Não. Portanto, não é preciso reinventar a roda. É imitar os bons exemplos, mesmo de ditadores.

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  28. anti-comuna's avatar
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    14 Abril, 2011 17:02

    “Anti-comuna: olhe que o CCZ ainda tem uma data de artigos em inglês (uma das razões que faça com que não leio mais o blogue dele).”
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    Só uma nota. Os artigos em língua de cão são excertos de outros artigos. Logo, ele escreve quase sempre em português, destacando apenas artigos em inglês, quase sempre dos originais. Escrevesse ele as suas ideias em inglês e se calhar… Ou estivesse a dar aulas nalguma paróquia no estrangeiro e era o maior da cantadeira! eehehehehheh

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  29. Guillaume Tell's avatar
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    14 Abril, 2011 17:18

    Está bem, mas você sabe que as nossas dívidas são de tal modo enormes que dificilemente nos safaremos da reestruturação da dívida, portanto vale melhor termos todos os cenários em vista.

    Já agora o que você pensa dos bancos? Quero dizer da receita fiscal que poderiamos tirar deles (visto que eles se tornaram tão importantes na economia mundial que tal ir buscar onde está, para conseguirmos mais facilemente os tais excedentes orçamentais)?

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  30. Guillaume Tell's avatar
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    14 Abril, 2011 17:21

    “Escrevesse ele as suas ideias em inglês e se calhar… Ou estivesse a dar aulas nalguma paróquia no estrangeiro e era o maior da cantadeira!”
    Nunca ouvi falar de profetas bem vistos nos seus países de origem.
    (Bem… profetas da desgraça ainda são bastante respeitados em Portugal).

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  31. anti-comuna's avatar
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    14 Abril, 2011 20:20

    “Está bem, mas você sabe que as nossas dívidas são de tal modo enormes que dificilmente nos safaremos da reestruturação da dívida, portanto vale melhor termos todos os cenários em vista.”
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    Quer a minha opinião sincera? Não o sei. Eu sinceramente não sei qual o valor em dívida por parte do Estado português. Talvez nem mesmo o governo.
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    Sei é que, quem tem vontade de pagar as suas dívidas, tenta-o. E tentar implica di~e-lo abertamente e lutar por isso. Ninguém o diz. Só mesmo o Cadilhe. É isto a academia tuga na área de economia? Vou ali e já venho.
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    Não sou investidor na dívida estatal portuguesa mas se o fosse, ficava realmente preocupado com o que a sociedade civil pensa sobre este assunto. Talvez isso explique muita coisa do que se tem passado nos últimos meses. E as taxas de juro, claro.
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    “Já agora o que você pensa dos bancos? Quero dizer da receita fiscal que poderiamos tirar deles ”
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    Não percebi? Mais impostos sobre a banca? Então a banca está com uma rentabilidade abaixo do desejável, tem dificuldades em acesso a capitais externos, e vamos tachar ainda um sector que nesta altura precisa de estar enchuto para fazer face aos desafios do crescimento económico, que temos pela frente nos próximos anos? Naaa! Isso são alegorias dos comunas do BE. E olhe que eu já fui dos que mais criticou a banca portuguesa no passado. E ainda critico bastante algumas coisas, mas nesta altura do campeonato, toda a actividade económica precisa de pagar menos impostos e iriamos taxar a banca ainda mais? Não faz sentido.
    .
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    Importante declaração de interesses: sou accionista de parte da banca portuguesa, logo as minhas opiniões devem ser analisadas sob esse prisma. E descontar eventual enviesamento nas minhas opiniões expressas devido aos meus interesses particulares.

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  32. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    14 Abril, 2011 21:06

    Mas ao menos você tem a decência de reconhecer que tem interesses na banca, contrariamente a muito pesssoal que tem defendido que é normal haver bancos fálidos, salvos pelo Estado e que depois esbanjavam o dinheiro em bónus dos seus altos dirigentes.

    Eu falo-lhe de impostos sobre a banca porque deve saber que a banca (e todo o setor financeiro) tomo proporções pouco saudáveis desde há vários anos. É certo que Portugal não foi dos países que melhor tirou partido de isso (enfim… não é bem verdade porque a despesa do Estado vem bem de algum lado), ou que foi mais prejudicado pelo seu sistema bancário (e prejudicado significa várias coisas: nos EUA quase metade dos benefícios das empresas são oriundas do setor bancário, não me parece algo de muito saudável). Mas quando se sabe que les investissements de porte-feuille (não conheço o termo em português, fluxos de capital creio eu) equivalem a 900.000 bilhões de dólares (e o PIB mundial é alguma coisa como 60.000 bilhões de dólares) não me venha dizer que não há margem para se tocar nisso.

    (Que isso é complicado a fazer, que as coisas não são tão simples como parecem, que era preciso uma ação internacional, que os erros dos Estados, das famílias e das empresas são responsáveis em grande parte por essa situação… está bem mas caramba é preciso ser-se estúpido para não ir ao poço com mais água)

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  33. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    14 Abril, 2011 22:01

    Caro Guilherem, eu sei onde quero chegar. E estou totalmente de acordo consigo que o sistema financeiro tem tido comportamentos predatórios, nos últimos uma verdadeira pandemia de sanguessugas. (Já agora tenha em conta a recente polémica que envolve o líder do Deutshebank e o Simon John, quando este último critica o primeiro devido à ambição do DB em conseguir ROEs na casa dos 25 a 30%, porque implica assumir riscos demasiado elevados porque sabem os banqueiros que o Estado acabará por proteger a própria banca.)
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    No caso português também algo semelhante acontece mas de outra forma, mas que poucos querem tocar no assunto. Que é o Estado rasgar os contratos assinados com parte da banca, que dá de mão beijada rentabilidades acima do razoável para projectos garantidos pelos dinheiros públicos. (Um comentador que pega neste assunto sem nunca ir muito longe no tema é o aquele tipo da SIC, o Gomes Ferreira.)
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    Mas o que se passa actualmente em Portugal é que a banca portuguesa está descapitalizada, tem dificuldades de acesso a financiamentos externos e tem rentabilidades baixas, que não justificam a sua própria existência, em termos puramente financeiros. Isto em geral e não vou particularizar muito banco por banco, porque, como lhe disse, tenho posições accionistas em parte da banca mas fazem parte de um trade mais complexo que mera posição longa em algumas cotadas portuguesas e não quero falar muito disto, porque, como compreende, também tenho o dever de reserva. Apenas quero que se saiba que posso estar enviesado nas minhas posições e análise pessoais.
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    Então se a banca portuguesa está neste momento com dificuldades que está, penalizar mais fiscalmente a banca pode ser um erro grave, a menos que haja mesmo interesse do Estado (ou de alguns sectores políticos) em tomar posição no capital da banca portuguesa, para os controlar politicamente. (Como já o faz em grande parte do sector financeiro português, directa e indirectamente.) Ora, neste momento, a banca portuguesa precisa de se manter relativamente forte para não se tornar num nova Irlanda, logo é preferível que fiscalmente não se persiga mais o sector financeiro. Embora, eu penso, é preciso criar um quadro regulatório em Portugal que separe os vários tipos de actividade da banca. Por exemplo, separar a banca de investimento da banca de retalho.
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    É evidente que existe uma forte campanha contra a banca em Portugal, mas também por culpa própria da banca, que durante anos pensou que tinha o rei na barriga. Além disso, comportamentos predatórios da banca em relação aos dinheiros públicos começam agora a serem pagos, pelo menos em termos de imagem e, no futuro, talvez mesmo em rentabilidades e até perda do controlo da própria gestão da banca. O risco maior é mesmo o Estado rasgar compromissos assumidos, como as famosas PPPs, uma espécie de haircut que poderá penalizar bastante a nossa banca.
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    Mas há bancos em Portugal, que nas suas actividades domésticas, têm ROEs abaixo dos 4%, por exemplo. E embora tenham lucros, face ao risco, é algo que não é desejável, pois indicia que a actividade doméstica está sob forte pressão. E que legitimamente coloca questões de natureza financeira bastante interessantes. Um banco com um ROE abaixo dos 4% deve manter as portas abertas? Em termos puramente financeiros, claro que não. Aos seus accionistas é preferível desfazerem-se dessas posições accionistas e aplicar os capitais noutras actividades mais rentáveis e menos arriscadas. A menos que tenham a perspectiva de aumentos de rentabilidades futuros.
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    Ora, apesar de todas as parangonas dadas aos milhões de lucros da banca, vc. sabe também como eu que não são apenas os milhões de lucros que contam mas os capitais alocados a essa actividade que contam. E as rentabilidades são demasiado baixas e até arriscadas, o que implica que taxar mais a banca pode gerar efeitos contrários aos desejados. Por isso, penso, taxar mais a banca tuga é um risco que só mesmo quem não medita bem no assunto pode assumir. A menos, repito, que existam objectivos ocultos por trás de determinadas medidas. Não escondo que penso que o BE tem mesmo o objectivo de rebentar com a banca, para a depois a nacionalizar. Por isso, considero as posições do BE desonestas e próprias de partidos comunistas e de gente desonesta.

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  34. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    14 Abril, 2011 22:09

    Já agora uma correcção ao nome do critico do DB. É o Simon Johnson do http://baselinescenario.com/, que anda numa verdadeira caça ao banqueiro, que até escreveu um interessante livro, sobre o mau comportamento da banca mundial, em particular da banca americana. Apesar de não simpatizar com este tipo, penso que as suas ideias são interessantes e com validade, que importa reflectir, quando se fizer um novo quadro regulatório europeu. Ou português, que nisso não deviamos de estar à espera que sejam os outros a liderar este assunto.
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    Mil desculpas pelo erro no nome do tipo, pois posso indiciar outros em erro.

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