os homens às direitas
Ao longo dos anos, um por um, os fundadores e primeiros dirigentes do CDS, da segunda metade da década de 70, foram-se encostando ao Partido Socialista, tendo muitos deles assumido funções de responsabilidade neste último partido. A primeira leva entrou para a Assembleia da República com o «social-cristão» António Guterres, um homem tão piedoso que, quando não estava a arruinar o país e a fazer contas de cabeça sobre o PIB, destinava todo o seu tempo à oração. Nessa altura entraram, que me lembre, Rui Pena, Luís Beiroco, Maria do Rosário Carneiro e mais algumas figuras de menor expressão cujos nomes já não recordo. Depois, com a chegada ao poder do «socialista moderno» José Sócrates, foi a vez do patriarca, o sempre «rigorosamente ao centro» Diogo Freitas do Amaral. E logo a ministro, caramba! Agora, ao fim de um longo e produtivo namoro, chegou a vez de Basílio Horta, o «homem às direitas» de uma qualquer eleição presidencial do passado. Esta longa marcha desta gente rumo ao «socialismo», diz muito da genética fundadora da nossa direita de Abril: sempre foi de esquerda. E diz também do equívoco que foi essa desagradável coisa da «democracia-cristã», misto de progressismo católico imbuído em pseudo-sentimentalismo social pós-marxista. Uma droga pestilenta que parece já extinta da face da terra. Graças a Deus.

Graças a Deus.
E ainda há mais 2 ou 3 dos grandes e inúmeros do pequenos que ainda podia ir para o PS. Ficávamos todos a ganhar.
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Fiquei confuso. Ao ler o post fiquei sem saber se estava no Blasfémias, se a ouvir o Louçã ou Jerónimo a falar. Agitprop pura e dura misturada com dor intensa de cotovelo.
Este Basilio Horta nunca enganou ninguém; a imagem da incompetência e o péssimo trabalho que efectuou no AICEP, vão com certeza deixar marcas profundas.
O autor, deveria experimentar levantar o fundo das calças da cadeira e ir falar com os empresários que criam riqueza neste país.
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«Fiquei confuso.»
Pois ficou. Um banho de água fria pode ser que lhe faça bem.
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A partir do momento em que o PS encostou o Marxismo Leninismo, em 1986 ainda estavam a discutir tal velharia- deixou de haver diferenças excepto as inventadas pelas tribos para arregimentar apoiantes. O caminho para a bancarrota de Portugal realizada pelo PS foi feito de mãos dadas com o PSD nos passos finais.
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Passos e Portas ainda vão parar ao PS um dia destes. Aí finalmente teremos a União Nacional Soci@lista Corporativista, algo que já existe nos jornais feitos por uma monocultura.
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“Carneiro amigo, andamos todos ao mesmo!”
Palavras sábias do estudante Vasco Leitão, “A Canção de Lisboa”.
Em termos de teoria económica, nada de essencial separa o Estado Novo do regime actual. Só a moderação do EN o torna diferente. Pacheco Pereira tem no seu arquivo os panfletos do nacional-sindicalismo dos anos 30, aquilo é que era socialismo a sério. Nada separa, doutrinariamente, os diferentes partidos actuais. Todos querem um Estado forte e interventivo, controlador da vida da gente, dedicado à engenharia social e que confisque o que puder do resultado do trabalhinho da gente parva o suficiente para trabalhar.
O Estado Novo era nacionalista, é talvez a maior diferença doutrinária com a malta actual.
Portanto, podem andar todos de um lado para o outro à procura do que faz falta. E não lhes chamem nomes porque eles também precisam de ganhar a vida. E sobretudo não se elegem a si-mesmos!
Viva a República!
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O PS apresenta como cabeças de lista quase só ministros e secretarios de estado, ou o Assis que faz parte da nomenclatura. Em vez de encherem as manchetes com o Nobre valia mais que falassem sobre isto: Socrates só consegue arregimentar pessoas do circulo intimo. Ninguem quer dar a cara por tal energumeno. E se para mal dos nossos pecados ganhar as eleições, coisa que não me surpreenderia num país de atrasados mentais, o governo será igual ao actual. Talvez a alteração seja o Basilio Horta para a Economia, porque o Vieira da Silva quer substituir o Ferro Rodrigues na OCDE.
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Obviamente que é a senilidade que faz os homens de direita virarem à esquerda à medida que envelhecem.
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Parece que é pecado
mudar de partido.
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Ninguém muda de partido. Salvo o PCP, que tem uma filosofia político/ideológica clara de estatização dos meios de produção – e os monárquicos que querem um rei, mas no mais são iguais a todos os outros -todos os outros partidos navegam numa miscelânia político-ideológica de “tudo igual”, “não, sim, talvez… experiência”.
Claro que a única coisa que motiva a malta da política do BE ao CDS é o cargozito, o tachozito, o ser mais conhecido através da promoção política, o interessezito da empresa, desde a gente da Junta de Freguesia até ao ministrozito.
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Tudo merda, desde o Freitas ao Barbosa e outros troca-tintas e camaleões. Basílio, entretanto, foge à regra: está abaixo da dita merda, se não se importam…
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Rui A.,
É terrível quando o amor cai no ângulo cego da paixão.
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“… coisa que não me surpreenderia num país de atrasados mentais…”
Creio que Vossência se refere a mim e aos mais que habitam no Rectângulo ou nas Ilhas. Pela minha parte rejeito o qualificativo por insultuoso. Sei ler de carreirinha letra miúda, escrevu cuase sem enros e até sei multiplicar. Voto há muitos anos e sempre com bons resultados.
Deixe lá, não lhe levo a mal.
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Pine tree,
Estou-me nas tintas para as suas habilidades e não pretendo insultar quem quer que seja: limito-me a constatar a realidade. Mas já agora diga lá como classificaria na sua imensa esperteza saloia um país em que 33% da população ainda vota em que lhes destruiu as vidas e o futuro, e 40% ainda estão indecisos se hão-de votar neles ou não. O povo mais inteligente do mundo concerteza.
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” vota em quem lhes destruiu as vidas e o futuro”…
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“António Guterres, um homem tão piedoso que, quando não estava a arruinar o país e a fazer contas de cabeça sobre o PIB, destinava todo o seu tempo à oração”
Isto diz tudo sobre si. Respeite-se, a ver se consegue merecer algum.
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Como cristão católico fico chocado com o que Rui A. escreveu. Não me revejo nesta direita. Tenho esperança de que apareça por aí uma direita conservadora, liberal, social-democrata cristã, que seja uma alternativa forte à esquerda e à direita actual.
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“António Guterres, um homem tão piedoso que, quando não estava a arruinar o país e a fazer contas de cabeça sobre o PIB, destinava todo o seu tempo à oração”
No tempo que ainda lhe sobrava fazia discursos maravilhosos (como o seu discípulo Sócrates) que, se não fosse a realidade ainda estaria como primeiro-ministro ou presidente da republica.
Em suma, a realidade é uma coisa que devia ser proibida.
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Ainda a semana passada o Teixeira reafirmou a construção do TGV.
Depois apareceram os malandros dos estrangeiros e tivemos de anular esse desígnio superior.
O facto vergonhoso que o TGV ter sido anulado pelo governo horas antes dos FMI aterrarem diz bem da credibilidade do realismo deste governo.
E ainda se admiram dos olhares sobranceiros e irónicos que o BCE, o FMI e os da UE nos mandam.
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Como é que se pode defender umas ideias ditas de direita que servem às mil maravilhas o País e a religião que professam e,depois,sem respeito pelos que os acreditaram,entram noutro clube de ideias e defesas tão diferentes como o aborto,o casamento fora dos ditames da Igreja etc,etc?.Eu respeito mais as ideias que as regalias e quando as quero luto por elas dentro do que acredito.Lá nisso tiro o chapéu aos do ps.
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“Mas já agora diga lá como classificaria na sua imensa esperteza saloia um país em que 33% da população …”
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A C, é o mesmo que na Venezuela, não faz confusão que Chavez ganhe sempre? É a síndrome dos países pobres, votam à esquerda por que é onde acham que estão os ganhos imediatos. Ao menos com o PS ainda têm computadores grátis e subsídios de desemprego, com os outros não se sabe. A dívida a 100% do PIB ou um défice de 9% não lhes diz nada.
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A campanha de Sócrates vai ser nesse sentido, atemorizar as pessoas com o FMI e que a culpa foi do PSD. Mas o PS nunca ganhará, porque os 5% de indecisos, aqueles que determinam quem ganha ou perde, são pessoas não partidárias e não têm nenhum motivo para votar PS, bem pelo contrário.
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“Eu respeito mais as ideias que as regalias (…).Lá nisso tiro o chapéu aos do ps”, escreve o Eirinhas.
É preciso ter lata ou, melhor, falta de vergonha, não acham?
Qualquer pessoa com dois dedos de testa vê o que tem sido o PS no poder, em matéria de ideias e regalias… Mas o delírio destes cromos socretinos não conhece limites.
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Depois do 25 de Abril o CDS juntou toda a direita, católica, com resquícios da velha monarquia e uma classe média alta, culta, educada e honesta vincadamente anti-comunista. Dos partidos a votos o CDS seria aquele que melhor defenderia os seus valores (e interesses). Lembro que o PCP e o correspondente ao BE, mais o MFA, tinham tomado o poder. O CDS era quem verdadeiramente combatia essa esquerda totalitária que queria substituir uma ditadura socialista moderada (Estado Novo) por uma ditadura socialista radical ( tentáculo da URSS). A verdade é que os seus fundadores eram socialistas também, mas porque católicos, não alinhavam com com o PS acentuadamente marxista. O PSD tal como hoje era o ideal para os “espertalhões”. Era de esquerda, como convinha par não dar muito nas vistas, ma non troppo, para não prejudicar os negócios.
Entretanto o PS abandonou o marxismo, foi pondo o socialismo na gaveta e tornou-se o que é hoje em dia, um partido liberal que defende o grande capital, sacrificando o estado social, enquanto aponta a culpa disso a outros. O PSD manteve as suas características mudando apenas de líderes. Várias vezes. Muitas vezes.
A velha direita que “ocupou” o espaço político do CDS foi morrendo, uns mudaram-se para o novo PS e PSD que tinha tachos para distribuir e o CDS ficou vazio de gente e de ideias.
Desde que Paulo Portas voltou ao Partido depois de Ribeiro e Castro, as ideias sociais cristãs ( para concordar com os ideais cristãos não é necessário ser católico nem religioso) foram retomadas, o capitalismo social promovido como um factor de desenvolvimento essencial e o partido está a crescer exponencialmente.
É portanto natural que, visto que o PS já é um partido liberal que respeita a Igreja, esses fundadores lá se acoitem. O CDS de hoje é um partido novo, moderno, que já tem pouco a ver com o esperado ante a realidade de 75.
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Rui,
E se o Amaro da Costa fosse vivo, aposto que também já estaria encostado ao PS…
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Na realidade o PS é um partido social-cristão, herdeiro directo do antigo CDS da «democracia cristã».
Hoje o CDS é um partido de Direita, ligada ao populismo e representativo dos pequenos proprietários, agricultores e profissionais liberais.
Hoje o CDS está muito afastado da Democracia Cristã e duvido se lá milita algum cristão…
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“Hoje o CDS é um partido de Direita, ligada ao populismo e representativo dos pequenos proprietários, agricultores e profissionais liberais.”
Populismo é a sua opinião, e são estes pequenos proprietários, agricultores e empresários que empregam os restantes trabalhadores portugueses que não se filiaram em partidos e não pesam num estado inútil que nos leva todos os recursos, por causa do qual temos que pedir dinheiro emprestado.
Quem meteu 700.000 funcionários no estado, a maioria a fazer cera exceptuando honrosas excepções que trabalham às vezes por três, foram os governos do PREC (PCP e BE) e PS e PSD.
O CDS lança um desafio aos portugueses. Para isso é preciso perder hábitos de parasitismo e ganhar coragem que é, cada português ser dono do seu local de trabalho organizando-se em empresas ou cooperativas.
Mas infelizmente isto é um discurso muito à frente porque para trabalhar e arriscar o português…
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Acho sempre piada a esta da “direita portuguesa é de esquerda”. Seria bom preceber que a actuação dos partidos quando estão no Governo não é dirigida pela ideologia (ou muito pouco), mas pelo contexto. Vamos lá a ver: de 1945 a 1973, podemos dizer com bastante certeza que todos os Governos, sejam eles de direita ou de esquerda, eram economicamente keynesianos e moralemente conservadores. O que podia mudar era o grau de intensidade (despesa pública aqui ou ali, liberdade moral neste aspecto ou neste…).
Desde 1973, no mundo ocidental, vivemos um tempo de grandes confusões, porque paradoxalemente a despesa pública não pará de aumentar (ou diminui muito de devagar e em périodos relativamente curtos) e ao mesmo tempo tem-se desregulamentado bastante (sobretudo o sector bancário, e tens privatizado imenso), enquanto que moralemente andamos a tolerar todo o tipo de comportamento, ao ponto de chegarmos a um laxismo extremo duplicado à uma intolerância exaperante contra a autoridade moral. Basicamente vivemos um tempo em que o Estado (e a sociedade para a parte moral) está onde não devia estar, e não está onde devia estar. E isso é consequência dos erros da esquerda e da direita: enquanto uma punha o Estado onde não devia pôr os pés, a outra tirava-o de onde ele não se devia ter mexido. Andamos a pegar os defeitos de todas as ideologias.
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É PRECISO GUARDAR ENERGIAS PARA CORRER COM O BANDALHO DO SOCRAS. DEIXEMO-NOS DE ANÁLISES E ESQUEÇAMOS ESTES “FAITS DIVERS” DOS VIRA-CASACAS DA DIREITA. SE NÃO, TEMOS QUE NOS LEMBRAR DA ZITA SEABRA, DO DURÃO BARROSO OU, ATÉ DO FERNANDO NOBRE… ISTO ATÉ PODE IRRITAR, MAS O QUE FAZ FALTA É CORRER COM O BANDALHO!!!!
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Pequena correcção:
Guterres não era muito dado à oração.
isso foi um embuste inventado para caçar votos na direita.
além de não fazer nada, e nada saber de matemáticas e PIBs, o resto do tempo erma conspirações no sótaõ!!!
AH!, claro
tachinho seguro no célebre IPE…sem fazer nada, obviamente.
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Entretanto, continua o roubo aos portugueses sob a sigla TGV:
http://mentesdespertas.blogspot.com/2011/04/bancarrota-corrupcao-ps-socrates-vi-tgv.html
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Olá,
Penso que deviam ponderar duas coisas para justificar esse facto. Uma é que de houve um movimento para a direita de todas as forças politicas que não estão já fossilizadas. Quem não mudou pode bem ver as suas ideias serem agora defendidas por antigos partidos de esquerda.
A outra coisa é que o Paulo Portas fez do CDS o seu partido pessoal. Não há lá lugar para pensadores livres.
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Bom post!
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Desde que Mário Soares deixou de ser comunista e se encostou ao PS, este partido passou a ser conhecido como o Partido dos Trânsfugas, onde a matriz socialista foi pelo esgoto abaixo desde que o mesmo a meteu na gaveta.
Aliás, a partidocracia é toda ela, um modo eficaz de emprego para falhados e oportunistas.
Qualquer pilha-galinhas se põe em bicos de pés para conseguir um lugar nas listas.
Por tudo isso, não admira que o país esteja como está, ou seja, entregue aos credores.
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Julgar uma ideologia por uma mão cheia de portugueses que se disseram democratas-cristãos e que migraram para o PS (que defende coisas claramente contrárias à matriz ideológica da democracia-cristã), para daí retirar ilacções de fundo sobre a democracia-cristã, diz muito sobre a honestidade intelectual do autor.
Por essa ordem de razões, por ter havido comunistas que depois foram para PS e PSD, o comunismo mais não foi que uma social-democracia?
Por essa ordem de razões, meus caros amiguinhos liberais, pelo Lucas Pires ter ido para o PSD, provou também que o liberalismo é uma droga pestilenta que parece já extinta da face da terra?
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“Droga pestilenta que parece já extinta da face da terra”?
A maioria dos países europeus andam a ser governados por partidos que, além de serem droga pestilenta, estão extintos.
Julgar uma ideologia por uma mão cheia de portugueses que se disseram democratas-cristãos e que migraram para o PS (que defende coisas claramente contrárias à matriz ideológica da democracia-cristã), para daí retirar ilacções de fundo sobre a democracia-cristã, não é muito honesto intelectualmente.
Porque por essa ordem de razões, por ter havido comunistas que depois foram para PS e PSD, teremos de concluir que o comunismo e os comunistas mais não foram que uma social-democracia.
Porque por essa ordem de razões, meus caros amiguinhos liberais, pelo Lucas Pires ter ido para o PSD, o liberalismo é, também ele, uma droga pestilenta que parece já extinta da face da terra.
O fundamental deste post foi tentar dar a democracia-cristã como caduca e extinta. É algo recorrente por parte duns sectores que se continuam a achar os senhores da direita.
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