É melhor jogar com 10 do que com 11…
PAULO PORTAS, no Facebook, discorre, nestes termos, sobre a sondagem da Marktest:
“A Marktest é todo um caso. O histórico dos seus erros é bárbaro. Só dois exemplos. A Marktest dava 65% a Cavaco Silva. Na verdade, o Presidente foi reeleito com 52%. A mesma Marktest deu ao CDS em 2009 a módica expressão de 5%. Por acaso o CDS teve 10.5%… Os prognósticos mais recentes seriam hilariantes se não fossem sistematicamente “convenientes” para uma certa estratégia. Há um mês a Marktest publicava uma sondagem que “dava” maioria absoluta ao PSD (49%!). Curioso: foi exactamente na véspera do líder do PSD exigir a… maioria absoluta”.
Mas, pergunta-se, porquê isto, agora? E eis a resposta, segundo PORTAS:
” Porque o PSD não tem sido poupadinho em erros. Então o que magicam os cérebros da São Caetano? À falta de mérito, avançamos com o medo… convém ao PSD “assustar” os eleitores… e nada melhor do que uma sondagenzita para na aparência favorecer o PS e na verdade “assustar” o eleitorado com uma votação ridícula no PSD… Coincidência: a Marktest aparece sempre na hora certa. Até já demonstrou não ter qualquer angústia com a sua falta de credibilidade”… (link aqui). Mas,
sem colocar em questão a experiência e os conhecimentos técnicos (e do “meio) de Paulo Portas, o facto é que esta sua interpretação da sondagem referida, sem dúvida negativa para o PSD, soa-me a excessiva e a obsessiva…com a questão que, agora e tacticamente, o preocupa sobremaneira: o voto útil anti-Sócrates! Na realidade, combater os possíveis efeitos negativos para os objectivos eleitorais do CDS-PP, decorrentes de tal “voto útil”, deverá ser a prioridade de Portas.
No entanto – julgo eu – há coisas que serão demasiadamente artificiosas ! Senão, vejamos: para Portas, os resultados de tal sondagem foram forjados pela própria direcção do PSD! Faz-me lembrar aquela estória de alguns treinadores de futebol que, depois de um mau resultado contra um adversário que jogou apenas com 10, vêm dizer que é mais fácil ganhar contra 11 do que contra 10! Com uma diferença: se Portas fosse treinador e estivesse nessa situação, seguramente diria (ainda) que a expulsão ou a lesão que penalizou o adversário, foi projectada e provocada, “deslealmente”, pelo próprio adversário!

O Paulo Portas também “já demonstrou não ter qualquer angústia com a sua falta de credibilidade”
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A teoria do Portas até faz algum sentido, ao contrário da argumentação contrária utilizada no post.
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falta escrutinar a ‘casa da coelha’
o PR é o politico com a vida mais devassada (de scrutinium ou inquérito).
e os campeões da falência do rectângulo?
zé sapatilhas obriga-nos a suportar pesada cruz
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Esta é a única ilação lógica a retirar desta sondagem. A outra é a de que teríamos uma grande quantidade de portugueses, ou burros ou masoquistas, factos nos quais eu me recuso a acreditar, a insistir e persistir no erro que nos levou a ficar sem subsídio de férias e de Natal.
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Ganha sempre a equipa grande, essa joga sempre com mais que onze…
Eça e Portugal – As autoridades
http://ricardocampus.com/2011/04/22/eca-e-portugal-%E2%80%93-as-autoridades/
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Já por aqui escrevi que Lisboa domina um sistema económico baseado rent seeking, que é parasita, corrupto e ineficiente em termos gerais. Mas não se pense que isto só acontece em Portugal. Infelizmente as sociedades ocidentais estão cada vez mais doentes e com tendência a empobrecer face ao resto do mundo, por adoptarem modelos económicos facilitistas e cada vez mais baseados em rent seeking.
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Um dos aspectos mais horríveis actuais são as políticas industriais intersectoriais.Um dos pilares de uma verdadeira política económica e industrial assenta na valorização do papel da Ciência e da Tecnologia na sociedade como um todo que depois seja uma extensão da própria actividade económica desenvolvida fortemente apoiada na C&T. Mas infelizmente, em Portugal como em grande parte do mundo ocidental, em vez de se tornar mais exigente e com benchmarks mais apertados a nível de qualificações com estrutura curricular sólida, facilita-se as exig~encias requeridas nos sistemas de ensino e qualificação profissional. Pensando não em valorizar mesmo o nível de conhecimentos e know-how da sociedade como um todo mas em apenas melhorar as estatísticas. Se pode parecer anedótico o Programa Novas Oportunidades, por “dar” diplomas, em termos gerais é mais abrangente esta nova filosofia no ocidente. Interessa é dar diplomas não certificar conhecimentos e know how.
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E isto de tal forma se tornou endémico, que hoje, tanto em Portugal como no resto do mundo ocidental, se dá primazia ao números de papers publicados e citados e em vez de se concentrar na quantidade e qualidade dos projectos desenvolvidos. Hoje grande parte da investigação científica limita-se a ser uma industria de papers publicados. Uma praga que a prazo poderá marcar indelevelmente o declinio ocidental face aos novos competidores fortes da Ásia.
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Em Portugal o rent seeking está cada vez mais forte e mais aprimororado sofisticado. Não se limita aos pequenos actos económicos quotidianos mas já chega à importante e basilar Ciência & Tecnologia. Por isso, gostaria de destacar o que pensa e diz um dos nossos cabeças, que tem um excelente blogue.
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“A importação do modelo norte-americano de valores Universitários só adoptou, infelizmente e em regra, a valorização dos “papers” como medida de competitividade, não conseguindo incorporar a elevada qualidade das suas pós-graduações. Ora esta valorização tende por sua vez a sofrer da perversão dos “papers” como um fim em si, levando a técnicas de publicação por recombinação de todo o tipo de novas modas, e da perversão dessas próprias modas, nascidas muitas vezes de resultados obtidos na I&D de aplicação militar (o que é oculto mas ocupa mais de 50% da I&D universitária norte-americana), com fraca relação com os problemas industriais.
O facto é que, tal como a mentalidade aristocrática, o modelo de valores norte-americanos na Universidade é um facto incontornável. Certo é que haverá sempre indivíduos excepcionais que mesmo no ambiente descrito, ou até sem passarem pela pós-graduação universitária, conseguem obter um conhecimento aplicável de elevado valor empresarial. Mas são essencialmente auto-didactas, como tal em pequeno número, um número claramente insuficiente para as necessidades de desenvolvimento tecnológico sustentado da EFACEC.”
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In http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/12/o-papel-da-i-no-grupo-efacec-e-os-seus.html
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Este texto tem cerca de 14 anos e já adivinhava o que aí vinha, promovido pelo actual governo, socialista, claro está. Além de um texto muito interessante sobre a catástrofe que se está a abater sobre Portugal, na área da Ciência & Tecnologia. Onde o objectivo último do rent seeking não é realmente transferir conhecimentos e know-how das universidades para a sociedade, em especial tecido económico, mas gerar estatísticas positivas. Em que em vez de realmente valorizar a mão-de-obra através do saber mas apenas facilitar a obtenção de “títulos honoríficos”.
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O que andam os socialistas a fazer vai-se traduzir nisto, já identificado há 14 anos por este pensador da causa da Ciência, que na prática gerará um desperdicio de dinheiros públicos:
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“Apesar da inegável inovação que o INESC constituiu na História da engenharia nacional, ele tem geralmente falhado no seu objectivo primordial inicial: a transferência de tecnologia para o tecido económico existente. E isso resulta, sem dúvida, de uma errada filosofia que consiste em pensar a tecnologia, nascida da Investigação Universitária, no seguimento das modas e tendências norte-americanas, como o primeiro objectivo para o qual há depois que procurar aplicação económica – ou seja, em pensar a Universidade e não as empresas em mercado como o motor do desenvolvimento económico…!
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Esta filosofia foi sobejamente demonstrada pela História como incapaz de criar os resultados indicados, acabando sempre, inclusive nos laboratórios Bell em que se inspirou, por gerar aparelhos pesados e improdutivos que se tornam, por força das coisas, um fim em si mesmo – acabando a competir contra as entidades económicas que pretendiam inicialmente servir, pelos Recursos Humanos, pelos subsídios, e, em certos casos, pelos próprios mercados.
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Esta filosofia só é possível por que a actividade económica não é a fonte que sustenta as suas estruturas. O INESC vive à custa do Estado – através da Universidade que lhe paga os Professores e lhe cede os alunos, e dos subsídios para I&D e “formação” profissional. Os produtos resultantes da sua tecnologia não são o seu ganha-pão. E esta irrealidade acaba por ser, pelas razões oportunamente explicadas por Michael Porter, um travão à viabilização económica da I&D empresarial.
Na EFACEC e outras empresas existe, pelo contrário, a saudável noção de que o seu objectivo final são as vendas e as margens – ou seja, o dinheiro – e que a tecnologia é um meio, por vezes, de conseguir esse fim. Esta é, sem dúvida, a única perspectiva que pode fazer da tecnologia uma fonte de riqueza. A perspectiva que parte das necessidades do mercado para o Desenvolvimento de produtos, e deste para a Investigação, e não ao contrário…”
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Mesma fonte acima referida.
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E os maus resultados já começaram a evidenciar-se. Quando o governo alarvemente andou a propagandear que as actividades empresariais de I&D tinham duplicado, eu fiquei logo desconfiado como teria sido possível tal facto em poucos anos. Até porque a limitação de recursos humanos é em si mesmo um óbice ao crescimento exponencial na I&D. Não se formam doutorados, por exemplo, em meia dúzia de meses. Muito menos se montam laboratórios e infraestruturas de I&D em apenas um ano ou dois, tanto pela limitação de recursos humanos como até pelo enorme esforço financeiro exigido.
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Na altura ficou evidente que o que mudou foram os critérios contabilísticos de determinadas despesas empresariais, que passaram a contar como despesas de I&D que antes a legislação não o permitia. E como anedota evidente destas estratégia perdulária do governo socialista, estava que o BCP era a segunda instituição privada que mais recursos canalizava para as actividades de I&D em Portugal. Ora, um banco pode e deve fazer I&D, mas nunca pode ser a segunda maior instituição que mais canaliza recursos de I&D, até porque é coisa rara no mundo, um banco gastar tanto em I&D até pela natureza das suas actividades.
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mas o que é certo é que a mentalidade de Lisboa promove o rent seeking em toda a sua extensão. Desde o pequeno acto administrativo que cerceia a liberdade económica até à nobre e “sagrada! Ciência & Tecnologia. Todos nós estamos a pagar e vamos pagar muito mais por esta mentalidade de Lisboa, corporizada pela esquerda em Portugal.
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De acordo com a última sondagem – Eurosondagem – que continua dar 36% para o PSD e 32% para o PS, Paulo Portas parece ter razão.
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Se a sondagem desse 36% ao CDS,
Paulo Portas diria que estavam a gozar com ele.
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“Se a sondagem desse 36% ao CDS,
Paulo Portas diria que estavam a gozar com ele.”
E teria razão, estariam mesmo a gozar com ele.
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Já agora, o que me diz das canalhices do bando cavaquista? O que andam a fazer dia sim, dia não, tentando impedir um bom resultado do PSD? Pachecos, Mendes, o mouro Capucho, a sra. Leite e o que ainda virá. Quem se põe a jeito, leva.
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Nuno Castelo-Branco (supra),
diria muita coisa; de resto, o contra-vapor que existe no PSd é o respnsável pela inexistência de um discurso/narrativa (a uma só voz) que permita “teclar” em slogans de campanha. Veja, quando um Partido lutra por uma maioria absoluta, surge um grande dirigente com um discurso (muito assertivo, em teoria) apelando à necessidade de todos os partidos de poder se entenderem!
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(Correcção)
Nuno Castelo-Branco (supra),
diria muita coisa! De resto,(um exemplo) o contra-vapor que existe no PSd é o responsável pela inexistência de um discurso/narrativa (a uma só voz) que permita “teclar” insistentemente (como faz o PS) em slogans de campanha. Veja, quando um Partido luta por uma maioria absoluta, surge um grande dirigente com um discurso (muito assertivo, em teoria, mas descontextualizado do monento actual) apelando à necessidade de todos os partidos de poder se entenderem e convergirem, para que se “reforme o regime”!
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Pachecos, Mendes, Capuchos, Santanas e outros que tais são umas putas duns políticos de que Passos faz bem em se livrar. Queriam era mamar mais na teta da política mas acabou-se, foi chão que deu uvas.
Se fosse a Passos, preferia jogar com as reservas (independentes), com força e virilidade para vencer do que com esta tropa fandanga.
Se fosse a Passos, não me preocupava com barómetros e baronetes e seguia o meu caminho em direcção ao objectivo, que é derrotar aquele que nos privou do futuro subsídio de férias e subsídio de Natal, sim, porque foi Sócrates e não Passos e o FMI que o fez.
Há mais PSD para além destas históricas ratazanas do partido, que mais não são do que agentes infiltrados do PS no partido laranja.
O povo não se esquece das trapalhadas em que Sócrates andou metido e dos tiques e truques que engendrou para alcançar o poder.
O povo não se esquece que Sócrates tentou embrulhá-lo com as manigâncias dos diplomas no novas oportunidades, igual ao que tirou no Domingo.
O povo não se esqueceu que Sócrates prometeu tudo e mais alguma coisa para conseguir o que queria, deu com uma mão e tirou com as duas.
Passos não promete nada para atingir o poder, o que promete é que vai pôr as pessoas a trabalhar e é isso que as pessoas querem: trabalhar, ganhar dinheiro para pagar as cebolas.
Passos não tem, (creio eu) trapalhices a tirar-lhe o sono e só isso é suficiente para ganhar no dia 6.
Basta bastante o suficiente que jogue à DRAGÃO! Limpinho.
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Sinceramente, admiro a boa educação e paciência de PPC. Só se tornará líder do PSD, quando correr com a sucata que os anos 80 deixou a enferrujar. Nem reciclando!
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O PSD é um caso clinico.
Passos Coelho não vai ser vivo daquele covil.
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