Qual a melhor forma de cortar no subsídio de desemprego?
Esta semana o Movimento Mais Sociedade fez uma boa proposta: penalizar quem passa mais tempo a receber subsídio de desemprego com uma redução da pensão de reforma. Sabendo-se como se sabe que quer o subsídio de desemprego quer as pensões de reforma vão ter que baixar, esta solução permite fazê-lo atendendo a alguns princípios que devem nortear a Segurança Social:
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1. Responsabilidade individual: as pessoas são responsabilizadas pelas suas opções e pela sua dedicação ao trabalho. Aqueles que fazem escolhas que lhes permitem manter-se empregados durnte mais tempo. Aqueles que foram para sociologia ou para antropologia porque a matemática dava muito trabalho são penalizados por isso.
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2. Previsibilidade: têm que existir regras claras, que não dependam das circunstâncias nem do peso político dos grupos etários, que permitam saber a priori como serão geridos os recursos em situações de escassez.
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3. Realismo: a proposta reflecte o facto de que os recursos são escassos e de que não chegarão para tudo.
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4. Adaptabilidade: a proposta permite gerir recursos sem cortes bruscos no curto prazo. As pessoas têm tempo de adaptar a sua actual situação às novas regras. A gestão de recurso depende das opções individuais de cada um e não do corte cego feito por políticos.
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Dito isto, alguém ouviu estes pontos serem discutidos ao longo da semana? Eu não. Só ouvi as parvoíces que os abrantes foram dizendo sobre o tema e que a comunicação social não teve qualquer problema em amplificar.

Os abrantes deste mundo só sabem deitar tudo abaixo e nada de novo propõem. Ou seja, querem continuar com a receita que nos levou ao desastre. É interessante ver como a esquerda portuguesa é infinitamente mais conservadora e autocrata do que a direita.
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tal como o país a blogosfera politica afunda-se a passos largos.
caa parece o desaparcido drácula do fisco. com gajos destes ‘tâmos fudidos’
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E mais deveria se fazer em relação ao sistema de pensão: instituir um sistema em que a reforma é calculado em função do que a pessoa descontou de facto. É necessário montar um sistema de 3 pilares: um que garante uma reforma miníma (tipo 80 ou 90% do salário minímo) em que toda a gente é obrigada a descontar (quem não descontar o suficiente para isso terá de ter ainda menos que os 80%). Depois haveria os dois outros pilares, um pilar médio e de luxo, em que quem tiver capacidade, ou quiser descontar mais, poderia alimentar um ou outro desses fundos para ter uma reforma mais chorruda, que mais uma vez seria calculada em função do dinheiro que a pessoa terá conseguido acumulada. Obviamente se há pensões minímas, também há de haver pensões máximas (tipo 5 salários minímos).
Ao fundo seria um sistema de poupança pessoal. E claro quem menos cotisar, menos recebe na reforma.
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Bem visto
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Se os disparates e os comentários acéfalos fossem tributados este país não tinha défice, os bancos, os grupos económicos viveriam felizes num eterno paraíso fiscal e nós contribuintes aplaudiríamos, agradecidos, os posts deste blog
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Guillaume Tell se o dinheiro for das pessoas os Soci@listas de Esquerda e Direita não podem jogar e comprar votos.
Quanto menos responsáveis forem as pessoas melhor para os políticos que assim têm todo o poder.
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Lá anda ela atrás da côdea da boca dos desgraçadinhos…
E as opções, tudo paleio politicamente correcto- são as opções por se ficar desempregado e as de se ser gay.
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Claro!
Cada pessoa deve escolher a profissão que tiver emprego garantido toda a vida. Mesmo que aos dezoito anos não tenha a menor ideia sobre a realidade do emprego. Se por acaso não conseguir prever bem a evolução do mercado de trabalho a quarenta anos, deve ser penalizada por isso. Não se poderia também obrigar essas pessoas a pagar mais impostos?
Já agora: se toda a gente escolher as profissões com matemática e ninguém for para sociologia e antropologia, essas profissões não terão tendência a ser muito bem pagas?
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Pois é assim mesmo. E se escolheu mal por falta de cunha, arranjasse-a. São opções que se pagam.
E o PIB acusa essas más opções. Já não acusa as boas opções dos boys partidários e dos grandes gestores ou dos bancos que ficam logo livres de metade de impostos.
Mas a HM gosta muito de começar a poupar por baixo- pelos tostões das côdeas dos desgraçados que não optaram por emprego vitalício e grande riqueza.
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Eu nestes casos só me lembro da roda da vida e sei que só aprendem quando lhes toca em casa.
Chama-se a isto ser-se miserável.
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A HM também fez uma péssima opção- escolheu um curso de letras e depois ainda deu em jornalista.
Mas safa-se. Até a copiar notícias dos outros consegue que lhe paguem pipas.
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Por acaso todos os que botam estas cenas das opções têm cursos de letras, sociologias e coisas assim e, na maior parte dos casos também são funcionários públicos.
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Andar-se a discutir cortes nas reformas de pessoas que vão receber pouco mais que o salário mínimo nacional (investigue-se o perfil do desempregado de longa duração) chega a ser ordinário, quando há gente que ganha reformas por inteiro (largamente superiores) por meia dúzia de anos ao serviço de instituições como o BdP e a AdR etc
Primeiro há que moralizar o sistema, não permitindo a acumulação de reformas nas condições actuais, ou taxando violentamente segundas e terceiras (e por aí fora) reformas. E porque não criar uma taxa especial sobre as reformas mais elevadas ou apenas um tecto máximo (independente da carreira contributiva)? Parece-me óbvio que as pessoas que ao longo da vida têm remunerações mais elevadas são exactamente aquelas que acumulam mais património e que por isso têm menos necessidade do apoio do estado.
Depois então, falemos nos desempregados de longa duração. As pessoas esquecem-se que estar desempregado é uma situação dramática sobretudo para quem a vive. O discurso contra os desempregados é demagógico e populista e revela muito pouco sentido humanista. Claro que temos que ser racionais na gestão dos apoios sociais, mas há que preservar princípios fundamentais de humanismo e solidariedade. Antes de condenar pessoas à miséria, vale a pena reajustar privilégios injustificados. Se a sociedade não souber tratar dos pobres, os pobres saberão tratar dela.
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Claro que é ordinário. É um insulto. E é com insultos destes que so votos vão para os vigaristas dos xuxas.
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Este discurso revela outra coisa- revela mau carácter. Eu nunca quereria por amigo alguém capaz de andar a perseguir a côdeazinha que um desgraçado no desemprego ainda recebe.
Provoca vómitos. Se não fosse um tanto católica até dizia que gente desta merecia passar pelo mesmo ou ter filhos que vivessem apuros. Só sentindo percebiam a ofensa que fazem.
A ofensa miserável e hipócrita.
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como que será que a finlândia faz para ter um sistema sustentável?
Social Security Rates for 2011
There have been minor changes to the compulsory social security rates. The confirmed rates are as follows:
Employer Contributions
• Employer’s social security contribution: 2.12 percent.
• Employer’s pension insurance contribution: 17.1 percent on average.
Employer’s Unemployment Insurance Contributions:
• 0.80 percent if total salaries are at a maximum €1,879 500;
• 3.20 percent on salaries exceeding €1,879 500.
Accident Insurance and Group Life Insurance Contributions:
• Accident insurance: 1 percent on average;
• Group life insurance: 0.07 percent on average.
Employee Contributions
• Employee’s sickness insurance contributions* (divided into two different contributions, and contributions are payable in connection with tax payments)7:
Medical treatment contribution: 1.19 %
Daily allowance contribution: 0.82 %
Total 2.01 %
* Payable in connection with tax payments
http://www.news.totallyexpat.com/finland-2011-social-security-personal-income-tax-rates/
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Era do JM e não da HM. Tanto faz, podia ter sido assinada por ela.
Chama-se a isto ser capaz de invejar a camisa lavada a um pobre. São os mesmos que chamam inveja a imoralidade das reformas dos gestores de empresas públicas.
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E o João Miranda é todo CDS. Espero bem que nunca o deixem entrar como militante porque um ateu
é sempre um perigo.
Se entrar nem no CDS poderei votar.
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Estes neotontos são uma cegada. Alimentam comunas e xuxas que nem coelheiras.
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@Gillaume Tell.
O que propõe é um sistema claramente individualista, onde cada pessoa cuida do seu próprio umbigo. Ora a sociedade actual assenta sobre princípios de solidariedade em que os mais ricos descontam também pelos mais pobres. É o chamado princípio da redistribuição – é uma função fundamental do estado. Se aplicar o mesmo raciocínio ao Serviço Nacional de Saúde vai seguramente condenar pessoas à morte.
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Mas estes movimentos todos, enxameados de gente grada e graúda do PSD, estão a lançar para a opinião pública propostas com que objectivo? Será que o PSD vai pegar nelas e metê-las no seu programa? Ou vai deixá-las à margem e não assustar o povo para, amanhã, se conquistar o poder as colocar em marcha? É que muitas dessas ideias já vinham mais ou menos escondidas na famigerada revisão constitucional que o Passos dizia ser o seu grande cavalo de batalha.
Tenho para mim que esta “sociedade civil” do PSD não conhece bem o país em que vive e a sua conta bancária ao fim do mês não se recente da crise. E falam muito e bem e cada vez mais.
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Aqui está, preto no branco, a visão anti-solidariedade social destes senhores. Lembrem-se bem destas sentenças sobre a vida de tantos que tiveram a desgraça de ficar sem emprego ao fim de mais anos de trabalho do que esses opinadores têm de vida! Pode ser que um dia lhes caia em cima tanta vontade de tirar a quem tem pouco ou já nada tem… merecem o governo que têm!
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É verdade. Governo e PS, tudo o que dizem é uma mentira PEGADA!
Meus senhores, não tenho hipótese de falar com o Sr Passos Coelho, mas gostava que alguém lhe transmitisse a seguinte mensagem:
Faça favor, Sr Passos Coelho, inclua no Programa Eleitoral do PSD para as próximas eleições legislativas, o seguinte ponto:
– Instaurar um Processo Judicial a todos os membros do Governo PS, em especial ao Sr Sócrates, pelo estado em que colocaram Portugal.
O povo português exige e tem o direito de saber tudo o que esses senhores andaram a fazer a Portugal durante os últimos anos.
Este ponto é o mais importante de todos os que devem constar do programa eleitoral do PSD.
O povo português VAI VOTAR em quem quer apurar a verdade.
A proposta eleitoral de instauração desse processo pelo PSD é que lhe pode dar a vitória eleitoral expressiva que tão necessária é.
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“Ora a sociedade actual assenta sobre princípios de solidariedade em que os mais ricos descontam também pelos mais pobres.”
Não seja mentiroso. A solidariedade feita principalmente com dinheiro da dívida? Ou seja o dos filhos e netos. hahha!
É extraordinário que os mais pobres não param de crescer no vosso mundo solidário.
É a corrupção que fazem.
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Agora descobre-se os “abismos” solidários -daqueles que usaram e usam como se vê por aqui a palavra solidariedade como estrutura de poder:
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http://www.ionline.pt/conteudo/120142-camaras-governo-assume-risco-falencia
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“Governo e Associação de Municípios temem que haja câmaras a deixar de pagar a funcionários e a fornecedores”
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http://www.ionline.pt/conteudo/120143-transportes-publicos–beira-do-abismo-alerta-presidente-da-carris
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“Transportes públicos “à beira do abismo”, alerta presidente da Carris”
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A um mês de ficarem sem dinheiro falam. É o que acontece a um país gerido pela dívida solidária.
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lucklucky
Já é recorrente por aqui confundir-se solidariedade com gestão danosa do estado por certos governos. Curiosamente os grandes beneficiários dessa gestão danosa nem sequer foram os mais pobres mas sim alguns privados que tiveram a “iniciativa” de se associar ao poder.
É como confundir iniciativa privada com o Lehman Brothers ou com Madoff. Não chega sequer a ser um argumento. Repetir uma mentira não a torna verdade.
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“Já é recorrente por aqui confundir-se solidariedade com gestão danosa do estado por certos governos. ”
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Mas isso é o que acontece quase sempre. Não vale a pena pensar que no futuro será melhor, que as coisas vão mudar, porque não mudam. E a razão é muito simples: é muito fácil pôr e dispor do dinheiro dos outros. Além disso, fomenta a atitude de deitar dinheiro para cima dos problemas em vez de tentar resolvê-los de forma séria. O dinheiro que é bem empregue acaba por ser uma fracção muito pequena do total. Há rios e rios de dinheiro de impostos a serem desperdiçados. A única forma de melhorar as coisas é obrigar as pessoas a darem mais importância à forma como o dinheiro é distribuído e isso passa por haver menos em primeiro lugar.
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lukylucky: “se o dinheiro for das pessoas os Soci@listas de Esquerda e Direita não podem jogar e comprar votos.” É em parte por a razão que apontou que o defendou este tipo de sistema de pensão.
josé: “O que propõe é um sistema claramente individualista, onde cada pessoa cuida do seu próprio umbigo”. É verdade mas ao fundo a vida é assim. Não conheço o senhor não sei se é alguém de muito caridoso, mas se ligarmos esta sua frase com a que vem a seguir então espero que você envie bastante dinheiro para Àfrica, porque não é muito bonito “insinuar” que os mais ricos tem de ajudar os mais pobres e depois não fazer igual (cuidado, não o quero insultar, nem tenciono ser mal-educado consigo só quero lembrar que é necessário não parecer egoïsta).
“Ora a sociedade actual assenta sobre princípios de solidariedade em que os mais ricos descontam também pelos mais pobres.É o chamado princípio da redistribuição – é uma função fundamental do estado.” Não digo o contrário, mas não se esqueça que o sistema que proponho põe limites para as reformas, que vão nesse sentido de evitar o tal “individualismo excessivo” (minha expressão).
Imaginamos então que o máximo que uma pessoa possa ter seja 5 salários minímos, ou seja cerca de 2500 euros. Há um senhor que ganha 10’000 euros e que desconta para ter uma reforma de luxo (uma reforma de luxo é, imaginemos, 100% do último salário, ou 2500 euros caso se ter ganho mais que isso), para isso desconta 1ooo euros por mês. E faz-o durante 40 anos, ou que faz que tenha poupado ao total 480’000 euros (isso se não tivermos em conta juros, nem inflação para não cmplicarmos as coisas). O dito senhor terá poupado o equivalente a 16 anos de vida a receber todos os mês 2500 euros.
Ora agora imaginemos que ele só vivo 10 anos de reforma, é óbvio que parte da sua pensão seja desviada para pensões mais baixas (sim este argumento é um pouco simplista eu sei).
O que se pode eventualemente fazer para haver alguma forma de solidariedade (necessária a bem do sistema), é que em vez de dizermos que para ter uma reforma de luxo (ou mesmo média) tem de trazer todos os meses x euros, tem de contribuir (sei lá) em 10% do ordenado. Assim como há limites de pensões, quem ganhe muito dinheiro ajuda as mais pobres. Mas claro essa solidariedade só é possível, sustentável até, se os mais carenciados também serem responsabilisados à base.
“Se aplicar o mesmo raciocínio ao Serviço Nacional de Saúde vai seguramente condenar pessoas à morte.” Gostaria de falar mais em detalhes consigo sobre o assunto mas vou estar um pouco ocupado durante o dia. Mas se estiver interessado em conversar eu apareço pela noite aqui outra vez.
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Um tipo vai para o desemprego e a tralha liberal quer castigar duas vezes um pessoa. Uma boa parvoice è JM achar que o Desemprego è um problema dos licenciados.
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O que se está a passar em Potugal ao nivel dos media, principalmente das tvs, não augura nada de bom. Ontem à noite tivemos o Expresso da meia-noite na SICn, onde peroraram dois apoiantes do socretismo, João Confraria e Luis Nazaré, que apesar do que se está a passar continuam a defender quem provocou este descalabro. O Confraria, diz que “o estado tem que aprender a fazer contractos”. Depois da casa assaltada trancas à porta? A ultima pergunta do Nicolau Santos sobre a CGD ao Nazaré, foi de gritos.
Depois à meia-noite tivemos a TVI24, que pese embora a qualidade dos convidados, os comentadores residentes Ana Sá Lopes do “i” e Antonio Ribeiro Ferreira do CM estão apenas um degrau acima dos atrasados mentais. Só dizem parvoices. O que é que o Ferreira fumará antes de ir praquilo?
Depois à uma da manhã tivemos na RTPn a nossa Flor, acompanhada pela Helena Garrido do Jornal de negocios, e por uma tal de S. José do publico. Ah, e mais um fulano cujo nome desconheço e que não sei o que lá estava a fazer.
Pois bem a tonica dos comentarios de tão ilustres comentadores foi apenas isto: 1º a culpa do que se está a passar em Portugal é da “Europa”???? 2º O Socrates fez tudo para evitar “isto”. 3º Dar porrada no Passos Coelho, no PSD e nas propostas que possam apresentar. A Flor defendeu até que o resgate só acontece porque o PSD chumbou o PEC4.
Como se diz na minha terra, “o baile está armado”. Este estado de coisas parece não ser suficiente para certas pessoas em Portugal reconhecerem que o rei vai nu. Temos mesmo que ir pro fundo do buraco.
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Ficamos à espera das medidas punitivas para os “empresarios” que atiram para a falencia as empresas. JM deve ter uma ideia.
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“Um tipo vai para o desemprego e a tralha liberal quer castigar duas vezes um pessoa.”
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As pessoas que conheço que estão no desemprego, podiam ter trabalho facilmente se quisessem. As pessoas que conheço que estão em baixa de doenças, são 3, e todas as baixas são fingidas. Mas eu, como trabalhadora independente, tenho de descontar 20% de tudo o que ganho em segurança social, fora o IRS. Isto sim, é uma sociedade justa em que os que trabalham e pagam pelos preguiçosos que nada fazem.
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A mamã Adelaide e a misteriosa pensão superior a 3000 euros
Divorciada nos anos 60 de Fernando Pinto de Sousa, “viveu modestamente em Cascais como empregada doméstica, tricotando botinhas e cachecóis…”.(24 H)
Admitamos que, na sequência do divórcio ficou com o chalet (r/c e 1º andar) .
Admitamos ainda, que em 1998, altura em que comprou o apartamento na Rua Braamcamp, o fez com o produto da venda da vivenda referida, feita nesse mesmo ano.
Neste mesmo ano, declarou às Finanças um rendimento anual inferior a 250 €.(CM), o que pressupõe não ter qualquer pensão de valor superior, nem da Segurança Social nem da CGA.
Entretanto morre o pai (Júlio Araújo Monteiro) que lhe deixa “uma pequena fortuna, de cujos rendimentos em parte vive hoje” (24H).
Por que neste momento, aufere do Instituto Financeiro da Segurança Social (organismo público que faz a gestão do orçamento da Segurança Social) uma pensão superior a 3.000 € (CM), seria lícito deduzir – caso não tivesse tido outro emprego a partir dos 65 anos – que , considerando a idade normal para a pensão de 65 anos, a mesma lhe teria sido concedida em 1996 (1931+ 65). Só que, por que em 1998 a dita pensão não consta dos seus rendimentos, forçoso será considerar que a partir desse mesmo ano, 1998 desempenhou um lugar que lhe acabou por garantir uma pensão de (vamos por baixo): 3.000 €.
Abstraindo a aplicação da esdrúxula forma de cálculo actual, a pensão teria sido calculada sobre os 10 melhores anos de 15 anos de contribuições, com um valor de 2% /ano e uma taxa global de pensão de 80%.
Por que a “pequena fortuna “ não conta para a pensão; por que o I.F.S.S. não funciona como entidade bancária que, paga dividendos face a investimentos ali feitos (depósitos); por que em 1998 o seu rendimento foi de 250 €; para poder usufruir em 2008 uma pensão de 3.000 €, será por que (ainda que considerando que já descontava para a Segurança Social como empregada doméstica e perfez os 15 anos para poder ter direito a pensão), durante o período (pós 1998), nos ditos melhores 10 anos, a remuneração mensal foi tal, que deu uma média de 3.750 €/mês para efeitos do cálculo da pensão final. (3.750 x 80% = 3.000).
Ora, como uma pensão de 3.000 €, não se identifica com os “rendimentos “ provenientes da pequena fortuna do pai, a senhora tem uma pensão acrescida de outros rendimentos.
Como em nenhum dos jornais se fala em habilitações que a senhora tenha adquirido, que lhe permitisse ultrapassar o tal serviço doméstico remunerado, parece poder depreender-se que as habilitações que tinha nos anos 60 eram as mesmas que tinha quando ocupou o tal lugar que lhe rendeu os ditos 3.750 €/mês.
Pode-se saber qual foram as funções desempenhadas que lhe permitiram poder receber tal pensão?
E há mais…
A Adelaide comprou um apartamento na Rua Braamcamp, em
Lisboa, a uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens
Britânicas, apurou o Correio da Manhã. Em Novembro de 1998, nove meses
depois de José Sócrates se ter mudado para o terceiro andar do prédio
Heron Castilho, a mãe do primeiro-ministro adquiria o quarto piso,
letra E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos – cerca de
224 mil euros –, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo
um rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 euros (50 contos).
Ora vejam lá como a senhora deve ter sido poupadinha durante toda a vida.
Com um rendimento anual de 50 contos, que nem dá para comprar um
mínimo de alimentação mensal, ainda conseguiu juntar 224.000 euros
para comprar um apartamento de luxo, não em Oeiras ou Almada, na
Picheleira ou no Bairro Santos, mas no fabuloso edifício Heron, no
nº40, da rua Braamcamp, a escassos metros do Marquês de Pombal e numadas mais nobres e caras zonas de Lisboa.
Notável exemplo de vida espartana que permitiu juntar uns dinheiritos largos para comprar casa no inverno da velhice.
Vocês lembram-se daquela ideia genial do Teixeira dos Santos, que queria que pagássemos imposto se dessemos 500 euros aos filhos ?
Quem terá ajudado, com algum cacau, para que uma cidadã, que declarou
às Finanças um RENDIMENTO ANUAL de 50 contos, pudesse pagar A
PRONTO, a uma sociedade OFFSHORE, os tais 224.000 euros ?
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Em teoria qualquer mecanismo de construção de reformas (redistribuição, capitalização, plafonamento, etc) pode funcionar com o grau de redistribuição que se quiser.
O problema, que nunca é explicitado quer pelos que defendem novos sistemas, é que:
a) Não se está a criar um sistema “de novo”. Existem no sistema MUITAS pessoas, que já fizeram contribuições e a quem lhes foi indicado que isso corresponderia a uma determinada contrapartida. Eu sei que para algumas pessoas os contratos privados são sacrossantos, mas os contratos que o estado estabelece com o público… nem tanto. No entanto, a renegociação ou denunciar desses contratos vai criar injustiças, com o agravante de cair principalmente nos (devido à sua idade e meios) menos capazes de encontrar soluções alternativas.
b) Soluções que deixem para os privados a responsabilidade de gerir a sua própria reforma não funcionam de forma adequada para garantir que todos tem as condições mínimas de vida. Isto é particularmente importante num país em que uma percentagem muito importante da população tem muitos poucos recursos. Por outro lado, complementar a gestão individual com uma reforma mínima garantida (means-tested, a solução inglesa) levanta pelo menos três problemas: determinar qual deve ser esse valor, qual a fonte de financiamento dessa reforma mínima, e o facto de desencorajar as pessoas próximas desse valor mínimo a contribuir – o que num país com distribuição de rendimentos como Portugal será a maioria da população.
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Sociologia, Antropologia e todas as ciências sociais têm cadeiras de matemática. Nos cursos de Letras é que não há matemática. A propósito de empregabilidade dos cursos, recomendo q consulte as estatisticas e confirme que são os formados em Gestão de Empresas e em Psicologia aqueles que estão em primeiro lugar nas listas de desempregados com formação superior.
E, claro, quem for para Matemática também terá o desemprego à espera, porque a única saída desse curso era o ensino, entretanto sobrelotado de professores.
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Eis o modelo latinórdico inventado cá na casa: estado social igual ao Mexicano com impostos iguais aos Suecos. E mesmo assim aposto que vamos ter défices.
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“Já é recorrente por aqui confundir-se solidariedade com gestão danosa do estado por certos governos. Curiosamente os grandes beneficiários dessa gestão danosa nem sequer foram os mais pobres mas sim alguns privados que tiveram a “iniciativa” de se associar ao poder.”
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Os grandes beneficiados como se mostra pelo voto são milhões. O partido estado. O partido dívida.
O seu discurso aliás mostra o fatalismo de que é normal para os solidários ter 11% de desemprego e muita pobreza.
Supostamente o vosso estado social e muito solidário com a educação publica que deu a toda a gente já deveria ter criado muita riqueza e muito emprego, ou não era suposto?
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É uma proposta de longo prazo que do ponto de vista financeiro tem como consequência baixar as pensões de reforma daqui a 40anos.
Repete aquilo que se tem vindo a fazer nos últimos 20 anos com a SS … baixar as contrapartidas dos contribuinte no contratado coercivo que têm com o estado.
Do ponto vista moral ( ou político como queiram) tem como mudança a tal maior responsabilidade individual que incute ao sistema. De resto peca por defeito.
Nada muda no curto-prazo. Os critérios e as premissas do sub.desemprego continuam iguais.
E isso deveria mudar na minha opinião.
Continuar a olhar para o subsidio de desemprego como um direito social garantido e não como um de subsidio excepcional e limitado é um erro.
Receber uma pensão de velhice não deve ser a mesma coisa que receber um subsidio que deveria ser entendido (no máximo) como um auxilio por uma situação não prevista.
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“Aqueles que foram para sociologia ou para antropologia porque a matemática dava muito trabalho são penalizados por isso.”
Este frase do JM, é digamos… prefiro nem comentar.
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primeiro, é necessário saber matemática (pelo menos estatística) para se fazer um curso de sociologia; segundo, se os alarves que nos governam (que são engenheiros, gestores, economistas…) e também os que por aqui escrevem soubessem mais sociologia todos ganharíamos. Certos idiotas deviam ser proibidos do laboratório, da fábrica e do gabinete de contabilidade. O mundo seria um sítio melhor
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Eu pensei que essa frase era da HM de tal modo é monga.
Se os gajos eram fracos em matemática, espertos foram eles em não insistir em chumbos.
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A matemática não dá trabalho. É como a Filosofia- separa QIs. E o QI é inato.
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Este blog começa a tornar-se um local insalubre.
Ao José. os meus parabéns por ter conseguido manter o sangue frio para explicar no seu comentário, porque razão um país só tem futuro se a sociedade for ser solidária e coesa.
À Zazie, os meus parabéns porque de uma forma curta e grossa disse que o pensamento deste senhor revela de uma total ausência de coluna vertebral.
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Acrescento eu também os parabéns ao José e Zazie que o dp explicou.
E já agora: não era mais fácil começar por cima, e pôr na ordem umas centenas ou milhares de ladrões de alto gabarito, em vez de tentar esfolar a arraia míuda?
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QB
Posted 30 Abril, 2011 at 14:50 | Permalink
______Quem terá ajudado, com algum cacau, para que uma cidadã, que declarou
às Finanças um RENDIMENTO ANUAL de 50 contos, pudesse pagar A
PRONTO, a uma sociedade OFFSHORE, os tais 224.000 euros ?
________________
E depois vão negar a força determinante da . . . Hereditariedade
e procurem motivos exógenos ( a tal crise . . .) para justificar O ESTADO
A QUE ISTO CHEGOU . . .
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Bem precisávamos de mais gente (bem) formada em antropologia e sociologia, com horizontes culturais mais amplos do que os aritméticos que nos têm governado. Mesmo os “matemáticos” deviam ser obrigados a ter essa formação.
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É lógico que quem esteja no desemprego tenha a sua reforma afectada. Afinal com ou sem subsídio não faz descontos para segurança social.
O problema não esta no subsídio de desemprego, apenas 46% dos desempregados obtém este tipo de ajuda. O problema mais sério está nos descontos para a segurança social que estas 500.000 pessoas deixaram de fazer.
Mas como em Pt o desporto nacional é o treino de bancada, tudo adora mandar umas bocas…
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O que esse movimento de idiotas, auto intitulado «Mais Sociedade», no lugar de penalizar quem efectiva e involuntariamente fica no desemprego, devia era apresentar propostas para moralizar os reformados de luxo que o Estado Português sustenta, a começar pelos Altos Dignatários do Estado; pelos Juízes e Magistrados, Diplomatas, Professores Universitários, Gestores Públicos, Administradores do BdP e da CGD, das Forças Armadas, Deputados, Autarcas, Governantes, Reguladores, etc. e toda uma vasta corte de priveligiados que sempre viveram à custa do estado Social, o mesmo é dizer à custa dos Contribuintes, e principalmente do trabalho dos mais humildes.
E esse tal de Carrapato no lugar de querer penalizar os desempregados, antes fosse a correr para uma Tesouraria Pública perto de si a pagar os impostos , aos quais fugiu airosamente como um chico-esperto e saloio!
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percebe-se o alcance da medida. não se percebe é porque é que é na reforma e não durante a vida activa. custaria alguma coisa a quem é desempregado “pagar” pelo que recebeu quando encontra trabalho?
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Eu acho absolutamente essencial pôr em prática imediatamente estas medidas visionárias, mas, e sobretudo isolar essa gente de sociologia, história, antropologia, história da arte, filosofia, letras, direito em enfermarias isoladas para leprosos e evitar que eles contactem a juventude para disseminar a sedição e corrupção das almas. Todos os que não sabem matemática deviam, aliás, ser açoitados em público.
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A TER EM ATENÇÃO..
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“As pessoas que conheço que estão em baixa de doenças, são 3, e todas as baixas são fingidas.”
Como boa cidadã que penso que é, que fez para acabar com essas baixas fingidas?
Penso que nada! Hipocritamente mantem-se calada e a pagar com os seus impostos, e eu também com os meus, o subsídio de doença dessas pessoas mafiosas!
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Sou um “jovem” de quase 60 anos e quando eu tinha a idade dos “á rasca”, também havia muitos jovens desempregados. Nessa época,trabalhava-mos naquilo que aparecia. Não nos dava-mos ao luxo de escolher o que queríamos. Muitos de nós emigramos para termos uma vida decente, o que era muito difícil por cá naqueles tempos.
Se os jovens e hoje fizessem o mesmo que nós fazia-mos, poupassem como nós poupáva-mos, e não esbanjassem como esbanjam,
a sua situação seria melhor.
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Eu pergunto-me – o que é feito do “taco” que me sacaram, a mim e aos meus patrões (+/- 35% s/meu salário p/Seg. Social), durante todos estes anos volvidos?… nunca estive desempregado ou de baixa.
Não vejo qualquer razão para me virem agora com tretas… tantos anos a ser “sacado” para, em fim de festa, acabar “decepado”, eu e muitos outros. Tem de haver por lá ainda muita grana! A não ser que… como é que se dizia antigamente?!… desfalque…nê?! É, é maneira chique de falar (encobrir)de ladrões, ladrõezinhos, ladrõezecos e associados…
Tudo boa rapaziada! Já o (falecido) Padre Américo dizia:- “não há rapazes maus…”
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Impressionante como tanta gente ainda julga que o dinheiro nasce nas árvores.
De onde veio esta ideia, em Portugal, de que alguém pagará a conta?
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