a história destas eleições
5 Junho, 2011
Um governo que levou o país à falência e um primeiro-ministro convencido de que ninguém era mais esperto do que ele.
Um debate na televisão que apanhou de surpresa o país, o primeiro-ministro, que o perdeu, e o líder da oposição, que o ganhou.
Um primeiro-ministro que não mais se recompôs do susto e um líder da oposição que passou a acreditar em si mesmo.
A recomposição da extrema-esquerda, onde só há espaço para um partido com poder. Daqui por poucas horas, o sisudo Ramalho Eanes reencarnará politicamente no “incorruptível” Louçã.
À direita, arriscou-se na última semana o esforço de anos. Mesmo assim, deve dar para fazer do CDS o partido-charneira da governação dos próximos quatro anos.
15 comentários
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Era preciso que o Portas
tivesse cara de charneira.
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Fazendo a ligação ao post do jmf recordo aqui o slogan do CDS de 1975:
Alternativa 76
Bons tempos!
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“Daqui por poucas horas, o sisudo Ramalho Eanes reencarnará politicamente no “incorruptível” Louçã.”
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Esta não entendi, caro rui.a.
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Bem visto e bem pensado! Mas será que a maioria dos portugueses não vai ser masoquista e votar em quem nos tem enganado e nos levou a esta situação? E depois …ainda há muitos susidiodependentes…
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Rui A.
Você é o melhor analista político do centro-direita. Escreve com clareza, apresenta argumentos sólidos e fundamenta as teses num quadro teórico rigoroso onde estão presentes os clássicos do pensamento político liberal. Obrigado pelos seus textos. E a propósito: esta noite será uma grande noite. Irei festejar na rua. O espaço público não é monopólio dos socialistas. Os liberais democratas têm o dever de o usar quando tal se justifica. Sem medo e com alegria.
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Aprende-se aqui cada coisa!
Desconhecia que havia monopólio do espaço público.
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Este post é o da euforia de quem se contenta com pouco. A verdadeira história destas eleições, revela a incapacidade/interesse dos partidos com hipóteses de “irem ao pote”, falarem do que relamente interessa aos cidadãos. Como pagamos a dívida (se é que pensam pagar); quais os setores prioritários da economia; como reactivar actividades económicas que, até agora, foram ignoradas; quem vai para a cadeia por usar fraudolentamente os dinheiros públicos (ou, como todos têm telhados de vidro, ninguém vai?). Nada disto mereceu uma linha durante a campanha. Quanto a “partidos charneira”, depende das conjunturas. Já com Durão Barroso o foi. E depois? Que maravilhas conseguimos com isso?
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«A recomposição da extrema-esquerda, onde só há espaço para um partido com poder. Daqui por poucas horas, o sisudo Ramalho Eanes reencarnará politicamente no “incorruptível” Louçã.»
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O Bloco de Esquerda é o único partido social-democrata de cariz escandinavo do país – que é onde eu me situo.
O que sobra é um partido comunista, ainda com alguns tiques soviéticos, e três partidos neoliberais, qual deles o mais extremista (e corrupto).
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É, tem cá um cariz escandinavo naquel@s matrafonas gay, que faz favor…
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ò p’ró cariz escandinavo bloquista.

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Não Há Ciência de Governar Neste País
http://ricardocampus.com/2011/06/05/eca-e-portugal-nao-ha-ciencia-de-governar-neste-pais
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Ai, fica aí, tem sede aí, nem carne nem peixe, caro Diogo, menino rico, assim assim?…
Que não tem nada de mao, de tiques de alguma parte, como os não têm os três corruptos dessa troïka liberal?!
Ó és tão linda, ó ai, meu bem.
E vai, já agora, que tiques são de soviéticos, putin, medved ou esse russo do Chelsea?
Ó és tão linda, ó ai, meu bem.
A lembrar ali Belmiro Marques, em loas ao “melhor analista político do centro-direita”, o rui a., o sea, de como o falar vai de cada um.
Ó és tão linda, ó ai, meu bem.
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Hino à vitória do PSD FC
Na democracia lusitana,
de cueiros vestidita
e desvairada gastadora,
ridícula entre as europeias
e das mais toscas,
tudo acaba aos saltinhos,
numa patética e renovada
mudança de moscas.
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É muito lamentável a abstenção. Esperava que, desta vez, as pessoas fossem mais inteligentes. É um desânimo ver as pessoas absterem~se de votar. Os jovens nem sabem o que perdem! Não sabem o que foi não ter esse direito. Não ensinam isso nas escolas. Os mais idosos são inconscientes: é como irem à missa e deixaram que o telemóvel toque em plena celebração. Eu também acho: quem não exerce este grande dever e direito que é votar,~perde a autoridade de reclamar. Quem se queixava de Sócrates para mim respondia dessa maneira: não te queixes. Escolheste. Tiveste essa liberdade.
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Já cumpri o meu dever cívico.
O abaixo assinado,
votoembranco
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