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Ora vamos lá fazer uma primeira apreciação do novo Governo…

17 Junho, 2011
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Este Governo surpreendeu. No totoloto dos ministros há números em que ninguém apostava. Isso é bom ou mau? Depois de olhar para a chave final, confesso que gosto das surpresas. Mais do que das confirmações.

As duas principais surpresas surgiram no núcleo económico do Governo. Vitor Gaspar nas Finanças e Álvaro Santos Pereira na Economia. Gosto de ambas.

Todas as expectativas concentravam-se na pasta das Finanças. Falou-se de Eduardo Catroga, de Vitor Bento, de Carlos Costa… Não se falou, e devia ter-se falado, de Vitor Gaspar. Mais novo, menos experiente em cargos de gestão, tem mesmo assim um currículo impressionante, fortes credenciais liberais e ideias muito claras sobre o que é preciso fazer. Aposto que vai ser uma excelente surpresa e é a primeira prova de que este é mesmo um Governo de mudança.

Para a Economia vai outra pessoa com ideias muito claras e, o que se saúda, bem sustentadas pela sua presença no debate público. O ministério é gigantesco e Álvaro Santos Pereira não tem experiência de gestão. Aqui tenho de colocar um grande ponto de interrogação.

Estes dois ministros podem não ter o peso de alguns dos nomes com que se especulou – mas merecem o benefício da dúvida. Podem surpreender. Julgo que vão surpreender, e pela positiva.

Gosto igualmente das surpresas na Saúde e na Educação. Paulo Macedo é um grande, grande gestor, que já fez milagres quando passou pela Direcção-Geral de Impostos, que já trabalhou com gestor na área da Saúde e que sabe que as prioridades são financeiras. Não é médico, e ainda bem. Já Nuno Crato (declaração de interesses: sou seu amigo há mais de 35 anos) tem as ideias correctas sobre o que é necessário fazer na Educação e, tal como Santos Pereira, passou anos e anos a publicitar as suas ideias. É mais político do que se pensa, veremos como vai ser capaz de gerir uma das pastas mais difíceis de qualquer Governo. A sua escolha é outra prova de que este Governo é de mudança.

Temos, depois, os ministros mais políticos. Passos Coelho e Paulo Portas trouxeram os seus núcleos duros. Gosto mais de uns (como Assunção Cristas) do que de outros (como Miguel Relvas), mas compreendo que se tenha querido ter no governo ministros muito políticos. É que este também será um Governo de combate. Também por isso vou dar o benefício da dúvida a Paula Teixeira da Cruz, com quem não simpatizo especialmente, mas que é uma mulher conhecida por cortar a direito, e se há área onde é preciso ter nervos de aço e não ceder a interesses particulares, essa área é a da Justiça.

Gostei, também, que se tivesse conseguido fazer um Governo só com onze ministros, o mais pequeno desde o 25 de Abril (antes o mais pequeno fora o primeiro de Cavaco Silva, com treze ministros). É uma promessa (quase) cumprida e um bom sinal de contenção.

Fico, porém, na expectativa relativamente à escolha dos secretários de Estado. Porque eles devem ser da confiança dos respectivos ministros, mais do que dos partidos da coligação. E Porque nalguns ministérios, os mais extensos e complexos, os ministros terão de se apoiar em bons secretários de Estado, gente com qualidade de ministros. Dos três nomes já conhecidos, dois são bons (Adjunto e da Presidência) e um é popular (Cultura).

Por fim devo dizer que sinto que, com este Governo, a minha geração (nasci no mesmo ano de José Sócrates e de Marques Mendes) passa a pasta à geração seguinte. Ainda bem, pois bem podemos limpar as mãos à parede. Talvez seja também por isso que prefiro um Governo que não carrega culpas e chega com a frescura de algum idealismo a um Governo carregado de gente experiente por ter, de uma forma ou outra, participados nos erros dos últimos anos ou mesmo décadas. Sei que custa aos mais velhos acreditar nos mais novos (o que para aí tenho ouvido de comentários “instalados” até arrepia), mas sempre achei que risco assim vale a pena correr. Só espero que resulta, pois também é verdade que este governo não está autorizado a falhar.

20 comentários leave one →
  1. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    17 Junho, 2011 23:40

    Os ministros indigitados ainda não fizeram nada (absolutamente nada) e já começam a receber elogios.
    Isto trás água no bico….

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  2. tric's avatar
    17 Junho, 2011 23:48

    este Governo é um Governo de cultura judaica…vai ser uma autentica judearia para os portugueses…enfim, Judeus a comemorarem a conquista da cultura de um país Cristão…Republica Judaica Portuguesa

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  3. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    17 Junho, 2011 23:57

    Sim, contrasta com aqueles que se fartaram de fazer 0erda e só recebiam elogios (de certas pessoas)

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  4. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    18 Junho, 2011 00:04

    Para quem não frequenta blogs perigosos …
    .
    O regabofe vai ser grande e começa bem
    por Sérgio Lavos/arrastão

    – Álvaro Santos Pereira (ideólogo do austeritarismo e profeta do Apocalipse nas horas vagas): Ministro da Economia.
    – Vítor Gaspar (um desconhecido com “reconhecidas competências técnicas” que bem sabemos quais são): Ministro das Finanças.
    – Assunção Cristas (a beta inteligente do PP) – Ministra dos Pinheiros, da Portucale e do Ordenamento Territorial, da Lavoura e afins.
    – José Pedro Aguiar-Branco (o escolhido das hostes básicas) – Ministro de qualquer coisa, neste caso da Defesa Nacional.
    – Miguel Relvas (o Silva Pereira para todas as estações) – Ministro dos Assuntos Parlamentares, para manter na ordem os deputados.
    – Miguel Macedo (o premiado da lotaria do Parlamento) – Ministro da Administração Interna, e poderia ser de qualquer outra coisa, mas saiu na rifa isto.
    – Paula Teixeira da Cruz (a outra representante das metade maioritária da população humana) – Ministra da Justiça.
    – Pedro Mota Soares (o homem de mão escolhido para fazer de Bagão Félix, que deve ter decidido dedicar-se a tempo inteiro à lavoura) – Ministro da Solidariedade e da Segurança Social.
    – Paulo Macedo (administrador da Médis, empresa benemérita de reconhecidos méritos na área da Saúde) – Ministro dos hospitais e dos centros de saúde que deveriam ser privatizados e entregues a empresas como, por exemplo, a Médis.
    – Paulo Portas (o homem da providência, mestre dos desportos subaquáticos e contorcionista de longa data) – Ministro do Estado (a que este país chegou) e dos Negócios com os amigos americanos e alemães.
    – Pedro Passos Coelho (o Messias de Massamá e protector dos povos africanos em Portugal) – próconsul de Berlim para o território da Lusitânia.

    Fica de fora desta equipa fantástica Nuno Crato, que parece poder vir a ser um bom ministro da Educação e da Ciência e do Ensino Superior (apesar da acumulação de pastas não ser um bom prenúncio). E a Cultura, entregue a Francisco José Viegas, em forma de secretaria de estado, poderá também ficar em boas mãos.

    Sendo assim, é para avançar a toda a brida. O futuro é risonho e está ali, ao virar da esquina. Boa sorte a todos – que bem vamos precisar.

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  5. carlos's avatar
    carlos permalink
    18 Junho, 2011 00:49

    Também eu tenho boa impressão deste governo, são todos rapazes bem intencionados mas será que funciona?
    Eu diria que é um governo dos “deixa os poisar…”, daqui a 2 anos, no máximo, teremos uma remodelação e aí sim veremos quem aparece…
    Quanto a ser um governo de “Geração” é mau. Um governo deve ter todas as gerações activas, dos 70 aos 30 anos.

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  6. Trinta e tês's avatar
    18 Junho, 2011 00:49

    Neste momento, a pasta da educação é facílima. Basta que se eliminem conflitos inúteis (os vencimentos estão congelados e a avaliação dos profs não vale nada) e se concentrem as forças na reorganização necessária (reorgnização do ensino básico, eliminando a via única; ensino técnico; redução do número de horas lectivas; aumento da oferta na área da educação física). Depois, fazer pior do que os ministros anteriores, é quase impossível. O pior que pode acontecer ao professor Nuno Crato é, pelo contrário, alimentar muitas expectativas e frustrá-las. Aí, será um segundo roberto carneiro.
    Mas, na constituição do governo há alguns sinais preocupantes. A primeira é aquela salada russa do ministro dos assuntos parlamentar+desporto+autarquias. Que quer isto dizer? Depois, como pode o desporto ter a tutela de um ministro e a cultura não? Continuamos a não perceber, pelo menos, que a cultura pode ser uma importantíssima fonte de receita? Francisco José Viegas é um enorme risco. Numa área onde quase tudo tem funcionado em torno dos subsídios possíveis, dar a liderança a um homem da casa, com as suas amizades e redes de suporte, pode ser um tiro a sair por onde não deve. O mesmo se passa com a saúde. O sucesso de um bom técnico depende, antes de mais, da capacidade de comunicação que tenha para explicar as suas medidas. Recorde-se que muito do que Correia de Campos fez ou tentou fazer, eram directivas da Organização Mundial da Saúde (o caso das maternidades, por exemplo). Nunca soube explicar uma única medida, logo, saiu pela porta pequena.

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  7. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    18 Junho, 2011 01:16

    Pelos nomes e caras dos futuros ministros e secretários de estado, dir-se-ia que quem concorreu nas eleições foram os blogues e os respectivos autores.
    Tenho pena do «José» não ter sido escolhido para a pasta da Justiça, que tão necessitada está da vassoura do José Manuel Coelho….

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  8. Gol(pada)'s avatar
    Gol(pada) permalink
    18 Junho, 2011 02:09

    Supremo mantém decisão de condenar Isaltino a dois anos de prisão efectiva.
    .
    Pago pra ver.
    .
    Depois tem que ir buscar o Madoff à portuguesa, vulgo “Engenhoso” Socrates a Paris.
    Depois do inglês tecnico vem a Filosofia tecnica:
    Talvez fosse bom Socrates ler o Sísifo.

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  9. trim's avatar
    trim permalink
    18 Junho, 2011 03:14

    Nuno Crato, espero e desejo, vai acabar com tenebroso “eduques” que destruiu e arruinou Portugal. Paula T da Cruz vai endireitar a Justiça, mas tem de ter força, muita força, e ser muito apoiada. http://psicanalises.blogspot.com/

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  10. HDF's avatar
    18 Junho, 2011 03:15

    O novo ministro de Estado e das finanças chama-se Vítor Gaspar.
    Uma pesquisa rápida inculca que o homem tem um currículo académico e técnico prestigiante. A pesquisa foi mesmo necessária – e nisso não há mal algum – porque o grau de notoriedade mediática da personagem era nenhum (o que até pode ser bom augúrio).
    Certo é que a política monetária da UE é dos temas que mais estudou e que os corredores de Bruxelas lhe são familiares: ingredientes necessários para os tempos que correm.

    Vítor Gaspar dar-se-á a conhecer como ministro rapidamente, dada a urgência das primeiras decisões que terá que tomar (e saber explicar), pelo que é escusado tentar antecipar qual será o seu desempenho. Travaremos conhecimento apertado com ele a muito breve prazo.

    O que há para registar neste momento é a incontornabilidade de uma evidência: Passos Coelho decidiu entregar a pasta mais sensível e relevante deste Governo a alguém cujo currículo político equivale a zero. E cuja influência e experiência políticas são igualmente nulas.

    Estou convencido de que este Governo, ao contrário do que parece óbvio, beneficiará de algum estado de graça, mas isso carecerá de um desempenho minimamente aceitável no domínio da comunicação e gestão políticas de todos os acontecimentos que se avizinham.
    Aquilo que teria sido uma aposta certamente louvável em outras circunstâncias – uma lufada de ar fresco centrada na competência estritamente técnica – pode, na conjuntura actual e na que se segue, não se revelar a melhor cartada. A estrita competência técnica e científica poderia ter ficado reservada como critério para a escolha dos Secretários de Estado do ministério, em complemento da opção por um ministro com grande peso na área financeira, vasta margem de manobra política e não menor influência. Com peso num Conselho de Ministos (bicolor) que passará a vida a exigir-lhe dinheiro (e cada vez mais, dia após dia).
    Passos Coelho ou escolheu caminho diverso, ou viu-se forçado a escolhê-lo.
    Veremos o que isto dá.
    E é bom que funcione.

    www. arruadas.blogspot.com

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  11. ramiro marques's avatar
    18 Junho, 2011 07:32

    Finalmente, uma lufada de ar fresco. A constituição do governo surpreendeu pela positiva. De saudar a não presença de gente da minha geração : que tem atualmente entre 55 e 60 anos. Foi a geração que tramou Portugal. Pô-la no governo seria insistir nos mesmos erros e em cavalos cansados.

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  12. Gonçalo's avatar
    18 Junho, 2011 08:07

    Gostei desta análise.

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  13. a.marques's avatar
    a.marques permalink
    18 Junho, 2011 08:33

    Para desassossego de muitos jornalistas/comentadores que não disfarçaram exaltadissimo mal estar. Eu desmonto já: Estavam mobilizdos para atacar pelo lado lado da velhice e desancar por exemplo no senhor dos pelinhos. Saiu-lhes o tiro pela culatra. “Claramente uma segunda escolha” foi um dos inenarráveis mimos da noite. Do mal o menos, comparando com exércitos de jornalistas de refugo para não variar. Num dos debates televisivos do serão, sempre que um dos participantes tentava desmontar as rebuscadas falácias, principalmente certas senhoras em serviço continuo, entravam em tal berreiro que não o deixavam falar. Foi febre geral, em mais uma noite de desespero com más digestões.

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  14. Piscoiso's avatar
    18 Junho, 2011 08:54

    Eu até gosto dos impressionistas…
    mas não tenho nenhuma impressão do novo governo.
    “Wait and see” diz-me ao telefone a minha tia Carliss
    de Wimbledom High Street.

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  15. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    18 Junho, 2011 09:07

    Não está mal visto elogiar quem ainda não fez nada (absolutamente nada) pois o que vimos ao longo de mais de seis anos foi elogiar quem só fez cagadas e trampa.
    A tarefa deles vai ser muito dura e mais dura ainda para todos os portugueses. A única esperança que nos resta é que sejam minimamente sérios e competentes ao contrário do mentiroso compulsivo coveiro da nação.
    Não é difícil ser mais sério já que seriedade era coisa que não existia. Não deve ser difícil ser um pouco mais realista e competente já que anteriormente se vivia para as camaras de Tv apensar no melhor perfil e nos Armanis.
    Mais mentirosos acho que é impossível alguém ser.

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  16. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    18 Junho, 2011 09:21

    …foi o que se pôde arranjar depois do filme 5 noites, 5 negas…

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  17. Dédé's avatar
  18. nsnqsaber's avatar
    19 Junho, 2011 01:22

    Pedro Passos Coelho defendia 10 ministros, Paulo Portas 12, no final serão 11 os ministros do XIX Governo Constitucional.
    Um governo de cariz mais técnico que político, e mais reduzido que o anterior governo, de 16 passamos a ter 11 ministérios. Mais técnico poderá querer dizer que este vai ser um governo mais executivo que os anteriores.
    Dos 2 ministros de estado, a curiosidade é que nenhum deles é social-democrata, um é democrata cristão, Paulo Portas, e o outro independente, Vítor Gaspar.
    Há apenas 2 mulheres, neste governo, uma do CDS/PP, Assunção Cristas, e outra do PSD, Paula Teixeira da Cruz.
    Há uma grande fatia de independentes, são nada mais nada menos do que quatro. Além do já citado ministro de estado, fazem parte deste governo os independentes, Nuno Crato, Paulo Macedo e Álvaro Santos Pereira.
    O CDS neste governo de maioria, conta com 3 ministros, sendo que o restante é Pedro Mota Soares.
    Miguel Relvas, Miguel Macedo e José Pedro Aguiar-Branco, compõe o lote dos ministros restantes do PSD, sendo que este último foi um dos candidatos derrotados para líder do PSD, uma mostra que o partido quer se mostrar unido. Relembre que o outro candidato a líder do PSD, foi cabeça de lista do partido nas últimas europeias.
    Como curiosidade a salientar que neste novo governo, metade dos ministros tem formação em Direito e a média de idades é de 47 anos. Pedro Passos Coelho tem 46 anos e Paulo Portas 48.
    É esta a equipa em que Portugal e os portugueses vão confiar para sairmos da crise instalada.

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  19. James's avatar
    19 Junho, 2011 07:11

    Uma opinião de um amigo meu, «an indian with a PhD»…
    ” With all due respect, Tony… let’s be sure of one thing. Any given political party is nothing more than the opposite side of the same coin, as any other political party. Elections only determine which of the criminals are in office, not which are the worse criminals.

    Over here in the USA, I believe the “People” as in “We, the People” have finally woken to the fact that no politician has any intention of fixing what is wrong, or punishing those who destroyed the finances of the world, much less the USA alone. It isn’t just the far right “Tea Party” grass roots organization which has erupted the past two years, tripling the national debt to 14 million billion dollars has a tendency to anger most anyone who pays taxes. The real question is whether the political candidates who are forcing their way into the public eye will be any different than the gangs who have been in power over the past hundred years.

    And, in the end, it comes down to the voters… the old joke of “Is it ignorance or apathy? I don’t know, and I don’t care” has become a bitter taste in the mouths of millions of Americans, and mostly likely, the entire country of Portugal, Greece, and other countries where those in power have only been interested in staying in power, and to hell with the country.”

    ___When you were born, you cried while the world rejoiced. Live your life in such a way that when you die the world cries, while you rejoice.
    Cherokee Proverb

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  20. silva's avatar
    silva permalink
    19 Junho, 2011 09:46

    A DGERT tem por missão apoiar a concepção das políticas relativas ao emprego e formação profissional e às relações profissionais, incluindo as condições de trabalho e de segurança saúde e bem-estar no trabalho, cabendo-lhe ainda o acompanhamento e fomento da contratação colectiva e da prevenção de conflitos colectivos de trabalho e promover a acreditação das entidades formadoras.
    Tudo uma grande mentira, as provas são dadas com o despedimento colectivo de 112 pessoas do CASINO ESTORIL
    “Para Os Trabalhadores da empresa casino estoril no final se fará justiça, reconhecendo a insustentabilidade de um despedimento Colectivo oportunista promovido por uma empresa que, para além do incumprimento de diversas disposições legais, apresenta elevados lucros e que declara querer substituir os trabalhadores que despede por outros contratados em regime de outsoursing”.

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