Saltar para o conteúdo

Criacionismo Económico

24 Junho, 2011
by

.

Ontem ouvi na TSF uma entrevista da Maria João Rodrigues, antiga ministra do trabalho de Guterres. A entrevista foi serena. Maria João Rodrigues tem um discurso fluido e está alguns pontos acima da maior parte dos seus colegas de partido na consciência da crise em que mergulhámos. Como qualquer socialista, não deixou de apontar culpas à Alemanha pela crise grega e portuguesa e todo o discurso está inebriado desta desculpabilização permanente dos estados sobregastadores, mas Maria João Rodrigues consegue afastar-se da superficialidade da discurso enfastiante dos apoiantes do último governo.

.

O que não deixou de me impressionar é a convicção de Maria João Rodrigues de que é preciso encontrar mais fontes de financiamento do estado. A busca incessante por mais dinheiro em oposição a menos custos está bem impregnada no ADN socialista e não há volta a dar. E onde estão as novas fontes de financiamento da máquina do estado? Argumenta ela que as pessoas e as empresas já estão sobrecarregadas de impostos e para evitar uma pressão ainda maior, sugere a criação de impostos verdes e impostos sobre transações financeiras. Ou seja, para a socióloga, impostos ‘esquisitos’ não são pagos por ninguém. As ‘pessoas’ e as ‘empresas’ salvam-se e o dinheiro aparece do nada. Às vezes pergunto-me que tipo de economia se ensina nos cursos de sociologia. Economia Criacionista, talvez?

44 comentários leave one →
  1. tina's avatar
    tina permalink
    24 Junho, 2011 10:10

    Impostos é a doença da Europa. Não há nada a fazer a não ser esperar pela continuação do declínio da Europa em relação aos USA e aos países emergentes, para então tratarem da doença. Tal como foi preciso esperar pela bancarrota da Grécia e Portugal para então se fazer alguma coisa.

    Gostar

  2. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    24 Junho, 2011 10:22

    “…declínio da Europa em relação aos USA …”
    .
    E vice-versa. Eles vão a par.

    Gostar

  3. Beijokense's avatar
    24 Junho, 2011 10:28

    Então a senhora tem um Doctorat en Science Economique na Sorbonne e fez provas de Agregação em Economia e a culpa é do grau de sociologia???

    Gostar

  4. Rxc's avatar
    Rxc permalink
    24 Junho, 2011 12:07

    Fiat money all the way, baby!

    Gostar

  5. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    24 Junho, 2011 12:15

    Agora começaram a debater algumas coisas interessantes. Vou deixar um link:
    .

    Click to access Gilberto_Libanio.pdf

    .
    .
    E vão compreender porque eu defendo uma industrialização do país.
    .
    .
    Tiro o chapéu ao CCZ, que é o único que fala no Paradoxo de Kaldor, pese embora eu discorde de algumas interpretações que ele faz da coisa.

    Gostar

  6. ccz's avatar
    24 Junho, 2011 13:06

    Caro Anti-comuna,

    Obrigado pelo pdf.
    .
    Vou estudá-lo com atenção. No entanto, pelo abstracts fico com pena que o artigo não aborde a 3ª lei de Kaldor. Essa pareceu-me a mais interessante.
    .
    Já agora dê-me uma ajuda, talvez eu possa aprender consigo, mais uma vez. Onde discorda de interpretações que faço?
    .

    Gostar

  7. Gonçalo's avatar
    24 Junho, 2011 13:17

    Problemas socialistas. O dinheiro cai do céu…
    http://notaslivres.blogspot.com/2011/06/produtividade-nacional-ou-individual.html

    Gostar

  8. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    24 Junho, 2011 14:02

    Caro CCZ, comigo aprende pouco. Eu é que vou aprendendo consigo.
    .
    .
    “Já agora dê-me uma ajuda, talvez eu possa aprender consigo, mais uma vez. Onde discorda de interpretações que faço?”
    .
    .
    Na sua interpretação do problema dos custos unitários de trabalho. Eu entendo que se preocupe que não se deve dar demasiada importância aos custos e deve-se dar mais ao produto. Mas se analisar o que muitos economistas dizem, eles no fundo estão a dizer o mesmo que Vc. pese embora eles não o sustentem lá muito bem. Isto é, sempre que a produtividade sobe acima dos custos, mesmo que estes subam (salários nominais mais altos, por exemplo), os custos unitários de trabalho descem. Portanto, o que eles dizem é quase o mesmo que Vc. A maioria deles.
    .
    .
    No entanto, se Vc. reparar, o próprio Kaldor chama á atenção para os custos, indirectamente, quando ele foca os ganhos de escala promovidos pelas exportações. Ou seja, é possível baixar os custos unitários de trabalho, tanto pela via dos custos como do valor. (E aqui não tenho bem a certeza de quem cria valor. Penso que são as organizações, mas compreendo muito bem o seu ponto de vista.)
    .
    .
    Mas o que importa mesmo também é ter em atenção que estamos sob a presença de duas vairáveis e que é a sua relação que nos dá a subida ou queda dos custos de trabalho. Portanto, os salários podem subir e os CUT cairem, como os salários podem cair e os CUT subirem.
    .
    .
    Já agora, também lhe chamo á atenção para um vector que eu francamente também desconheço um pouco. A relação entres os custos unitários de capital e os custos unitários de trabalho. Li aqui há dias, por alto, um paper interessante, sobre o caso português, que desmentia um bocado a ideia que perdemos competitividade pela via dos custos unitários de trabalho mas pela via dos custos do capital. Mas como percebi um bocadinho mal a coisa e só li por alto, deixo aqui uma pista para si.
    .
    .
    O que eu queria mesmo que tivesse em conta, que quando a generalidade da malta fala em CUT, não está a pensar baixar os salários. Mas em aumentar a produtividade. Mas como é uma forma de comparação com outros países, é esse indicador o mais utilizado. Por exemplo, quando me refiro a baixar os CUT (é raro, mas pode acontecer) estou a pensar em aumentar a produtividade (e o valor acrescentado também) e não baixar os salários. E pode-lhe parecer que eu estou a dizer uma coisa diferente de si, mas na prática é o mesmo.
    .
    .
    Abraço.

    Gostar

  9. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    24 Junho, 2011 14:05

    Ah! Também faltou-me isto. Uma das formas de baixar os CUT sem baixar os salários nominais está pelo aumento da eficiência. Pode ser feito por despedimentos sem baixar os salários nominais. (É que os custos de trabalho são agregados e com muitas variáveis.) Ou seja, muitos estão a pensar em despedimentos e não baixar os salários dos trabalhadores. (Sobretuudo no caso da função púbica.)
    .
    .
    Espero ter contribuido para o debate.

    Gostar

  10. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    24 Junho, 2011 14:15

    Anti-Comuna, CCZ,
    .
    Vou seguir-vos com atenção. Na minha opinião o país não se industrializa porque é mais fácil obter dinheiro ao vender quinquilharias feitas por outros, e até mais prestigiante é vendê-las do que fazê-las; e ainda mais expedito é vender dinheiro e expectativas (ditos produtos financeiros).
    .
    Fazer produtso tangíveis implica investir em máquinas e equipamentos, gerir stocks de matérias primas, produtos em curso e produtos acabados, obter savoir-faire (recuso-me a escrever know-how por carolice). Implica ter um imobilizado excessivo (no caso da indústria pesada) e que prende o industrial às políticas sempre cambiantes dos sacanas políticos. E implica ainda margens mais baixas do que as do comércio, que vende (e ainda bem que o faz) o que outros produzem. E os riscos de multas ambientais e de acidentes profissionais são muito maiores do que no comércio. Por causa de um parafuso mal afinado pode ter toda uma linha de produção a fazer refugo.
    .
    É mais fácil investir em supermercados e bancos e imobiliárias e cafés, onde os riscos físicos, mesmo existindo, são menores. E o imobilizado é de tal forma pequeno (em comparação com a indústria) que a qualquer momento se pode saldar tudo e fechar a chafarica.

    Gostar

  11. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    24 Junho, 2011 14:45

    Caro Colaço, tem toda a razão no que diz. Mas a vida é assim mesmo. Por isso importa o Estado “beneficiar” a industria e menos as actividades rent-seeking.
    .
    .
    No entanto, note bem uma coisa, comércio para ser bom comércio tem que dominar a produção. Directa ou indirectamente, pois as vantagens competitivas podem-se esfumar de um dia para o outro. E produção para ser boa produção tem que ter comércio. A integração é uma vantagem enorme e isso é o que os alemães fazem muito bem.

    Gostar

  12. honni soit qui mal y pense's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    24 Junho, 2011 15:29

    ideias de uma cabeça oca … impostos sobre a vida para quando ?

    Gostar

  13. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    24 Junho, 2011 16:01

    É a Esquerda a demonstrar o seu esplendor “intelectual” . Só servem para destruir a economia livre e entregar a que existe aos mandarins e empresas do polvo ligado ao Estado.

    Gostar

  14. Pine Tree's avatar
    Pine Tree permalink
    24 Junho, 2011 16:17

    “Fazer produtso tangíveis implica investir em máquinas e equipamentos, gerir stocks de matérias primas, produtos em curso e produtos acabados, obter savoir-faire…”
    Pois é. Implica uma mão-de-obra instruída, decerto que não nas discotecas que properam nas nossas cidades “universitárias”. Mas aí é que a porca torce o rabo. E é tão agradável dar diplomas… a troco de votos.
    Por isso, camaradas, ponham as barbas de molho.

    Gostar

  15. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    24 Junho, 2011 16:24

    “Já agora, também lhe chamo á atenção para um vector que eu francamente também desconheço um pouco. A relação entres os custos unitários de capital e os custos unitários de trabalho. Li aqui há dias, por alto, um paper interessante, sobre o caso português, que desmentia um bocado a ideia que perdemos competitividade pela via dos custos unitários de trabalho mas pela via dos custos do capital. Mas como percebi um bocadinho mal a coisa e só li por alto, deixo aqui uma pista para si.”
    .
    .
    Engraçado. Devo ter lido o paper porque o CCZ o referiu. Aqui:
    .
    http://balancedscorecard.blogspot.com/2011/06/mas-onde-e-que-descobri-o-paradoxo-de.html
    .
    .
    Agora, eu não percebi bem os autores. A rentabilidade do capital (deve ser isso a que ele refere) é uma consequência ou causa? Por isso é que não percebi bem a coisa.
    .
    .
    Se tivermos em conta o modelo Heckscher–Ohlin, aí faz todo sentido que eles refiram que a Alemanha tem um tipo de produção, que eles chamam complexo. Mas o que realmente permite uma maior rentabilidade do capital da Alemanha é a especialização, não é a rentabilidade que permite a especialização. Ou seja, ele confunde a cam a consequência.
    .
    .
    Se assim não fosse, não teria sentido que se defendesse o fim do rent seeking, já que este permite rentabilidades do capital superiores. (Ou se fossemos mais longe, defendiamos oligopólios e monopólios.) Quando se defende a abertura de mercados e aposta na livre competição é precisamente para especializarmos a nossa produção naqueles sectores que mais vantagens competitivas temos ou criamos.
    .
    .
    Por isso, caro CCZ, penso que essa relação entre custos unitários de trabalho e a rentabilidade não fazem muito sentido. (Do ponto de vista agregado. Do ponto de vista do investidor, é outra coisa.)
    .
    .
    O caso americano é em si mesmo interessante. Especializou-se nos seerviços financeiros, seguros e imobiliários, tem uma elevada produtividade, altas rentabilidades do capital mas é um país pouco competitivo. Porque são especializações que não chegam para sustentar uma economia, quando as suas barreiras proteccionistas favorecem sectores de mão-de-obra intensiva. (Hoje nem tanto, mas ainda.)

    Gostar

  16. Hawk's avatar
    Hawk permalink
    24 Junho, 2011 16:34

    Fontes de financiamento? Desde a Idade Média que havia os impostos municipais fixados em “dias de trabalho”; uma forma de trabalhos forçados. No fundo é trabalhar mais e receber o mesmo. Quem sabe se ainda funcionaria?

    Gostar

  17. Hawk's avatar
    Hawk permalink
    24 Junho, 2011 16:39

    Claro que na Idade Média havia sempre a alternativa de uma boa guerra civil. E aí, “ai dos vencidos”…

    Gostar

  18. asCético's avatar
    asCético permalink
    24 Junho, 2011 16:48

    Impostos verdes serão aqueles que nos deixam verdes de raiva?

    Gostar

  19. PMP's avatar
    PMP permalink
    24 Junho, 2011 18:24

    O que é excelente é se discuta aqui o problema do crescimento económico e quais as politicas mais adequadas, em vez da crença neotonta que basta deixar tudo ao mercado que o mercado divino tudo solucionará.
    .
    Todo pela Industrialização e Agriculturização . Como o fazer ?

    Gostar

  20. MANI PULITE's avatar
    MANI PULITE permalink
    24 Junho, 2011 18:44

    MAIS UMA RODRIGUES DO ISCTE….MAIS UMA EX-MILITANTE DO MRPP EM BRUXELAS….

    Gostar

  21. JCA's avatar
    JCA permalink
    24 Junho, 2011 18:49

    .
    e entretanto, “não é Falência do Capitalismo e da Democracia, mas do Sistema Fiduciario Internacional”, soma e segue:
    .
    Hoje:
    -Risk Mood Turns Sour After ITALIAN Banks Unicredit And Intesa Sanpaolo Suspended Following Plunge
    http://www.zerohedge.com/article/risk-mood-turns-sour-after-italian-banks-unicredit-and-intesa-sanpaolo-suspended-following-p?
    .
    Há poucos dias:
    -SWEDISH Carmaker Saab admits it cannot pay wages
    Netherlands-owned company seeks short-term funding to overcome crisis
    http://www.guardian.co.uk/business/2011/jun/23/carmaker-saab-cannot-pay-wages
    .
    E estes a fundo sintetisam a coisa assim:
    -“Now, Greece, Portugal, Spain and many other European countries – as well as the U.S. and Japan – are facing serious debt crises. We are no longer wealthy enough to keep bailing out the bloated banks. See this, this, this, this, this and this.
    .
    The Bank for International Settlements (BIS) is often called the “central banks’ central bank”, as it coordinates transactions between central banks.
    .
    The scope and magnitude of the bank rescue packages also meant that significant risks had been transferred onto government balance sheets. This was particularly apparent in the market for CDS referencing sovereigns involved either in large individual bank rescues or in broad-based support packages for the financial sector, including the United States. While such CDS were thinly traded prior to the announced rescue packages, spreads widened suddenly on increased demand for credit protection, while corresponding financial sector spreads tightened.
    .
    In other words, by assuming huge portions of the risk from BANKS TRADING IN TOXIC DERIVATES, AND BY SPENDING TRILLIONS THAT THEY DON’T HAVE, GOUVERNMENTS HAVE PUT THEIR COUNTRIES AT RISK FROM DEFAULT.
    .
    A study of 124 banking crises by the International Monetary Fund found that propping banks which are only pretending to be solvent hurts the economy:

    .
    Existing empirical research has shown that providing assistance to banks and their borrowers can be counterproductive, resulting in increased losses to banks, which often abuse forbearance to take unproductive risks at government expense. The typical result of forbearance is a deeper hole in the net worth of banks, crippling tax burdens to finance bank bailouts, and even more severe credit supply contraction and economic decline than would have occurred in the absence of forbearance.
    .
    Cross-country analysis to date also shows that accommodative policy measures (such as substantial liquidity support, explicit government guarantee on financial institutions’ liabilities and forbearance from prudential regulations) tend to be fiscally costly and that these particular policies do not necessarily accelerate the speed of economic recovery.
    .
    All too often, central banks privilege stability over cost in the heat of the containment phase: if so, they may too liberally extend loans to an illiquid bank which is is almost certain to prove insolvent anyway. Also, closure of a nonviable bank is often delayed for too long, even when there are clear signs of insolvency (Lindgren, 2003). Since bank closures face many obstacles, there is a tendency to rely instead on blanket government guarantees which, if the government’s fiscal and political position makes them credible, can work albeit at the cost of placing the burden on the budget, typically squeezing future provision of needed public services.
    .
    http://www.washingtonsblog.com/2011/06/chinese-rating-agency-says-us-has.html

    Gostar

  22. PMP's avatar
    PMP permalink
    24 Junho, 2011 19:00

    Ouvi dizer que os Estados Unidos da América estavam a ficar sem dólares e o Japão estava a esgotar os yenes, mas não acreditei muito nisso.
    .
    O BCE também parece que está a ficar sem EUROS, estão a esgotar-se, isso é que é uma tragédia, o BCE ficar sem EUROS.

    Gostar

  23. ccz's avatar
    24 Junho, 2011 19:18

    Caro Anti-comuna,
    .
    Obrigado pela “food for thought”, estou a sair agora de Famalicão. Amanhã vejo com calma o que escreveu.
    .
    Mas avanço já com o seguinte, é claro que se pode aumentar a produtividade reduzindo os custos (aumentando a eficiência) ou aumentando o valor potencial. Mas o estudo de Marn e Rosielo (http://balancedscorecard.blogspot.com/2011/03/um-pessimo-pessimo-pessimo-sinal.html) sobre o poder de alavancagem do preço vs os custos é eloquente.
    .
    Nunca conseguiremos colmatar os 40% de diferença entre a produtividade média portuguesa e a da OCDE reduzindo os custos, sobretudo os custos fixos. Conseguem-se saltos monumentais mudando o tipo de produção. Por isso cito muitas vezes o Mika Maliranta que, à la Medina Carreira, apresenta gráficos que mostram o salto, da produtividade na Finlândia há custa da destruição criativa de empresas com baixa produtividade e substituídas por empresas com produtividade superior. Sou um bocado pessimista, é muito difícil reconverter empresas e mentes, é mais fácil fechar e começar de novo.

    Gostar

  24. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    24 Junho, 2011 19:47

    Caro CCZ, estou totalmente de acordo consigo. Também acredito na destruição criativa mas os japoneses mostraram que é possível dar saltos através do que já existe.

    ou seja, temos que aproveitar tudo e tentar mudar a mentalidade. pregar o valor, como Vc. por vezes o diz.

    Gostar

  25. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    24 Junho, 2011 19:49

    Isto está infestado de Keynesianos. Safa!…

    Gostar

  26. ricardo's avatar
    ricardo permalink
    24 Junho, 2011 20:19

    Como em todo o socialista que se preza, trata-se duma mistura de ganância pelo dinheiro dos outros com contas mal feitas.

    Gostar

  27. PMP's avatar
    PMP permalink
    24 Junho, 2011 20:24

    CCZ e AC,
    Porque é que eu ouço falar desde há 25 anos de restruturação empresarial, aumento de competitividade e criação de novas empresas e novos sectores, e quase nada aconteceu ?
    .
    Ou pelo menos não aconteceu em 25 anos a uma escala minimamente suficiente ?

    Gostar

  28. João Santos's avatar
    João Santos permalink
    24 Junho, 2011 20:40

    Portugal está mal. O geral dos economistas, por cá, tem uma visão industrialista, importada, de escolas totalmente alheias à realidade portuguesa. Naquilo que será a maior obra dos portugueses, o Brasil, economia pujante situada entre as dez maiores do planeta, nem com uma lanterna se encontram portugueses ou luso-descendentes entre os capitães da indústria. Mas estes são expoentes nos transportes, na grande distribuição, na logística. O industrialismo, por cá, só em nichos muito específicos, aliás já testados, como os moldes, por exemplo.
    A vocação mercantil é que deve ser a grande mais-valia neste mundo globalizado.
    Mas isso só funciona sem pedantes, sem auto-suficientes, sem arrogantes, sem catedráticos insuportáveis com a sua infinita sapiência.
    Em suma, não pode funcionar neste país.
    Mas pode no Brasil. Emigrem, pois, os mais arrojados, os mais determinados, os mais dispostos ao risco. Os mesmos que sempre emiograram. E fiquem os os pimpões, os armados ao cagarelho, os pendurados na corte do estado, do pepedê e do peésse, mais os penduricalhos do cedeésse.
    Há séculos que o país anda entregue à bicharada.

    Gostar

  29. ccz's avatar
    24 Junho, 2011 20:41

    Caro PMP,
    .
    Apesar de tudo muita coisa tem mudado. Os media é que não visitam as PMEs, não são “beautiful enough”, não são BCBG, preferem as empresas do BES, ou … O monstro Estado é que tem crescido muito, sorvendo cada vez mais riqueza criada pela iniciativa privada. Assim, a pouca acumulação de capital é drenada para as masturbações dos políticos da ocasião no poder.
    .
    Além disso, o mundo não pára. E as mudanças que resultam numa época, com algumas empresas, podem logo a seguir ser destruídas por uma nova mudança na realidade, na paisagem competitiva onde as empresas operam.
    .
    Repare, sempre que um político, como Paulo Portas certamente se prepara para fazer, protege uma empresa (Caso dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo) está a mandar a mensagem, não é preciso mudar a sério e profundamente. O Estado resolove… e são muitos casos destes que temos tido ao longo dos anos.
    .
    Claro que eu gostava que a velocidade da mudança fosse superior… mas repare, em Inglaterra numa semana marcam-se, realizam-se eleições e muda o governo. Cá… são precisos bué de dias…

    Gostar

  30. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    24 Junho, 2011 21:23

    A Maria João ainda estudou no tempo que os Estados «faziam dinheiro», ao darem ordens às Casas da Moeda.
    O futuro dos Estados é reduzirem as suas atribuições e o respectivo financiamento.
    Reduzir a 50% o actual peso dos Estados Europeus na Economia e na Sociedade devia ser um desígnio europeu.
    Acabar com 75% da burocracia europeia e extinguir 75% dessas instituições europeias (que só servem para dar emprego a mamões) deve ser também o caminho a seguir.
    Quem quiser arranjar financiamento alternativo para o Estado que vá para a recta da Coina…

    Gostar

  31. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    24 Junho, 2011 21:53

    “Porque é que eu ouço falar desde há 25 anos de restruturação empresarial, aumento de competitividade e criação de novas empresas e novos sectores, e quase nada aconteceu ?”
    .
    .
    Muita coisa mudou. Mas o que piorou foi a aposta nos bens não transacionáveis (o Guterres até achava que o melhor era quase tudo dedicar-se a obras sociais, no tal seu Mercado Social de Emprego), que não permitiu uma mudança a sério e maior.
    .
    .
    O PMP já se deu ao trabalho de comparar as exportaçoes portuguesas de há 25 anos atrás com as de hoje? A sério. Eu vejo muita gente com o discursos saudosista das pescas, texteis e tal, mas enfim, veja~se o quanto Portugal mudou.
    .
    .
    Há 25 anos atrás, o Têxtil e o Calçado, papel, cortiça e agro-alimentares eram cerca de 80% das exportações portuguesas. A generalidade delas de baixo valor acrescentado. Mão-de-obra intensiva. Hoje, estes sectores perderam importância e subiram na cadeia d evalor. No entanto, hoje as exportações são mais diversificadas, desde material electrico a máquinas e ferramentas. Alguma coisa mudou.
    .
    .
    Aliás, o serviços são um sector em Portugal que tem crescido a par da manutenção das quotas de mercado, batendo parceiros europeus. Ver isto: http://www.bportugal.pt/pt-PT/EstudosEconomicos/Publicacoes/RelatorioAnual/RelAnuaisAnteriores/Documents/2008/caixa4108_p.pdf
    .
    .
    O problema é que em Portugal nunca houve uma industrialização a sério. Tirando o Grande Porto e a Grande Lisboa, só mesmo na zona da Marinha Grande, Covilhã, Vale do Ave, Sousa e pouco mais. Por isso o país está concentrado no Litoral, porque nunca houve uma industrialização do país todo.
    .
    .
    Infelizmente a industralização quase sempre se faz por etapas. É preciso começar pela industria ligeira e ir subindo na cadeia de valor e no capital intensivo. Mas nunca os governos acrediaram mesmo que em Portugal se pode industrializar. (Eu lembro-me de uma acesa discussão com um antigo sec. de Estado da Industria e Energia, não muito depois do 25 de Abril, num debate público, que o gajo dizia que nunca o conseguiriamos fazer e era preferivel saltar logo para os serviços. Era da escola utópica.) Nem os governso acreditaram nem os nossos grupos económicos.
    .
    .
    Também tivemos o 25 de Abril e o PREC que destruiram muito know-how, quadros e até empresários. E esse capital humano acumulado foi quase todo destruido. E faz bastante a diferença.
    .
    .
    Além disso o quadro institucional foi sempre socialista, nunca acreditou no mercado e nunca fez nada para que as vantagens competitivas portuguesas brotassem naturalmente. Ora, é importante que o mercado seja livre de molde a que as vantagens comparativas se imponham naturalmente. Mas não. Há sempre os utópicos e liricos que acham que é um gajo em Lisboa que sabe que melhor investimento industrial pode ser feito em Vale da Burra. O que o Estado incentiva, é mau. E o que é bom, é massacrado pelos burrocratas do estado.
    .
    .
    O problema são os utópicos que acham sempre melhor que os agentes económicos o que dá ou não dá. É ver toda essa gente tola a dizer: vamos apostar na agricultura; antes, vamos apostar nos automóveis; na siderugia; nos serviços, etc. Ou seja, gastam tanto dinheiro mal gasto porque andam á procura das vantagens competitivas que só as descobriremos quando o mercado for mesmo livre, aberto e bem regulado.
    .
    .
    Mas em 25 anos muita coisa mudou. Felizmente alguma coisa nasceu e surgiu. É precis0 é acreditar nas pessoas, nos nossos empresári0s e deixar de favorecer sectores e empresas rentistas e ajudar todo o tipo de empresas na área dos bens transaccionáveis e na indúsria.

    Gostar

  32. PMP's avatar
    PMP permalink
    24 Junho, 2011 22:11

    AC,
    Concordo com quase tudo o que disse, especialmente a questão das etapas e o papel determinante da industria como sector que arrasta os outros, precisamente porque é o mais dificil, o que envolve mais tecnologia, o que exige mais da sociedade para ter sucesso.

    Gostar

  33. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    24 Junho, 2011 22:14

    Vou dar alguns de empresas que hoje estão fortes e há 25 anos pouca expressão tinham:
    .
    .
    http://www.altitude.com/
    .
    http://www.alert.pt/
    .
    http://www.eid.pt/en/home/
    .
    http://www.polisport.com/
    .
    http://www.bial.com/pt/
    .
    http://www.frulact.pt/
    .
    http://www.petrotec.pt/
    .
    .
    Estas são algumas empresas que há 25 anos não existiam ou tinham pouca expressão. Há bastantes PMEs que estão a crescer bem e com sustentação. Mas Roma e Pavia não se faz num dia e uma industrialização não se faz por decreto mas deixando a sociedade respirar e viver mais livremente.

    Gostar

  34. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    24 Junho, 2011 22:35

    Há outras coisas que dão alento. Por exemplo, Vc. já deve ter reparado que eu estou fora do país. E quando vou a Portugal gosto de ir a supermercados, de ir a mercados e até outros estabelcimentos, ver o que há feito por tugas. E nos últimos anos surgiu muita coisa. Mas mesmo muita coisa nova. Desde bombas hidraulicas até a doces portugueses, começam a surgir coisas nas prateleiras. Há software tuga nos restaurantes e até nos hospitais.
    .
    .
    É claro que muitas destas empresas terão dificuldades em sobreviver, mas estão a começar a olhar para o mercado e menos para as máquinas. Começam estas empresas a criarem marcas próprias (já começam no branding de um modo relativamente simples mas é um começo), a pensar em canais de distribuição próprias, já enfrentam multinacionais e tudo. (Como a Delta combate a Nestlé.)
    .
    .
    Mas isto tem sido feito nos últimos anos. Há 25 anos, tirando alguma coisa da Fima, Sovena, etc. era quase tudo importado. Desde o chocolate em pó até ao ketchup. Desde os congelados até simples máquinas de engarrafar. o que se produzia em Portugal era de baixo valor acrescentado. E havia as multinacionais.
    .
    .
    Claro que isto demora tempo, mas a diversificação de produtos e empresas portuguesas, surgidas nos últimos anos, poderão lançar as bases para clusters especializados, de alta rentabilidade, valor acrescentado e fortemente exportadores. Nós não sabemos o que vai vencer no futuro, mas o facto de surgir tanta coisa nos últimos, desde sensores baseados em fibra-óptica a software de automação industrial, isto surgiu tudo nos últimos anos. Há 25 anos atrás era um sonho.
    .
    .
    É claro que há coisas que, por exemplo, as instituições públicas podem fazer. Podem ajudar as associações de empresa snos clusters, por exemplo. Pode ajudar a tranferir conhecimento das universidades para as empresas. Pode, aqui sim, apostar em políticas transversais à nossa indústria, por exemplo, gerir melhor os laboratórios de investigação científica do Estado na área da robotização e automação industrial, na mecatrónica, nas artes visuais, na conservaçao do património e natureza, etc. Pode o Estado ajudar a surgir mais escritores, tanto clássicos como até séries de televisão, mas pela via da formação e associação aos chamados clusters.
    .
    .
    O problema é que em Portugal o Estado actua demasiado onde não devia e falha onde devia. É nisto que Portugal falha bastante. Em vez de uns Estaleiros de Viana, se tivesse uma Marinha bem equipada, com tecnologias portuguesas, Portugal ganhava mais. Ou ter uma Força Area bem equipada nos mesmos moldes de intervenção. Ou até o Exército, etc.
    .
    .
    É triste que o Estado queira estar presnete onde não devia e falha onde devia. Por causa dos utópicos que querem inventar e queimar etapas. Enfim.
    .
    .
    Mas que alguma coisa surgiu em Portugal, surgiu. Quem vive em Portugal não nota as mudanças mas quem aí vai de vez em quando nota as diferenças. Para o bem ou para o mal.

    Gostar

  35. Me's avatar
    24 Junho, 2011 23:24

    acho que é a economia aprendida pelos recebedores liquidos de impostos. tanto faz que sejam sociólogos como juristas ou economistas. ou outro ista qualquer . o be está cheio deles. têm para lá uma mania que o maná cai do céu ou que as empresas são um saco sem fundo. e depois aprendem assim umas frases feitas da moda , verdes e não sei quê , e quando aparecem na tv , declamam-nas.

    Gostar

  36. JCA's avatar
    JCA permalink
    24 Junho, 2011 23:43

    .
    Ora do dia a dia a que ninguém escapa, também faz parte:
    .
    -Dangerous Fungi in Most Dishwashers
    Fifty-six percent of dishwashers tested positive for disease-causing fungi.
    http://news.discovery.com/human/dangerous-fungus-dishwasher-110621.html#mkcpgn=rssnws1
    .
    -What’s Hiding in Your Veggie Burger?
    Many Veggie Burgers, Nutrition Bars and Other Soy Foods Contain Hexane
    http://www.emagazine.com/blog/whats-hiding-in-your-veggie-burger
    .
    -Paralysed by a PORK CHOP: Father-of-two, 46, almost dies after eating undercooked meat
    http://www.dailymail.co.uk/health/article-2006919/Listeria-meningitis-Father-46-left-paralysed-eating-undercooked-pork-chops.html#ixzz1Q9KpNQ62
    .
    -Is ‘Big Food’s’ Big Money Influencing the Science of Nutrition?
    http://abcnews.go.com/US/big-food-money-accused-influencing-science/story?id=13845186
    .
    Bom saindo destas coisas tão longe “dos grandes acontecimentos, ‘lideres’ das massas e pensadores farois que da palavra não resta sequer um novo centimo criado’,
    .
    os Gregos já conseguiram a sua Grande Vitória. Estamos na fase das trombetas ‘embalarem a coisa para não haver vencidos nem vencedores’. Daqui a uns uns tempitos já em ‘História’, quando não fizer mal a ninguém, a coisa confirma-se que foi assim e fica esclarecida. Assunto arrumado
    .
    Ainda desarrumado, Nós. Por ora fogachos de Bruxelas, jogo de salão. O risco de sermos os ‘estão a ver como estes se estão a portar tão bem’ ? ”
    .
    Quando a mensagem for sucedida, o ‘mensageiro’ aplaudido é despachado. Dispensado a grande velocidade. Outros valores mais altos se alevantariam. Afinal Maquiavel até nasceu na Europa …….
    .
    Não é complicado. É preciso ter sabedoria e feitio para do injusto conseguir justo para NÓS…… Tal qual qualquer outro Estado membro da UE faz. Do injusto fazer injusto isso até um borrego ou um papagaio consegue.
    .
    Apostemos em PPC. Nada de obstaculos que neste momento nem se justificam. E quando houver divergências tentemos primeiro teimar pela positiva. Face ao passado recente é suposto ser construtivo.
    .

    Gostar

  37. SonicGame's avatar
    SonicGame permalink
    24 Junho, 2011 23:53

    ó jcd, isto não tem nada a ver com sociologia, eu também andei nesse curso, e posso dizer que sou mais lúcido que a senhora. Trata-se apenas de uma croma, nada mais!

    Gostar

  38. JCA's avatar
    JCA permalink
    25 Junho, 2011 06:58

    .
    Já agora vamos lá actualizar os ‘creacionismos’ nos petroleos, sois, ventos, marés etc,
    .
    comecemos pelas broncas:
    .
    -EDITORIAL: U.N. climate propaganda exposed
    Industry lobbyists behind ‘scientific’ claims in IPCC press release
    .
    “EREC speaks on behalf of the companies that make windmills, solar panels and other uneconomic forms of energy that rely upon heavy government subsidies to turn a profit. Not surprisingly, the IPCC’s primary goal has been to browbeat governments around the world into pouring taxpayer cash into this rent-seeking industry.
    .
    He checked the sources cited in the report. He discovered the IPCC’s banner claim was not the work of prestigious and disinterested scientists toiling away in a laboratory, but of hacks with a political agenda and direct financial stake in the issue.
    .
    It would be more honest for the EPA to say its rules are based on the desire of Greenpeace and the renewable-energy industry to raise taxes on competing sources of electricity. They shouldn’t be allowed to get away with this fraud.”
    .
    http://www.washingtontimes.com/news/2011/jun/17/un-climate-propaganda-exposed/
    .
    .
    -Ainda há pouco tempo o Governo perseguiu e proibiu isto em Portugal para não reduzir as importações de petroleo(exº as experiências creio na Ericeira como a CS da altura publicou). E agora como ‘é estrangeiro’ já está ao nivel da ‘alta categoria’ dalgumas das nossas elites e doutros supra-sumo académicos e por aí fora ? Isto só visto, contado ninguém acredita.
    .
    KLM plans to fly planes on reused cooking oil
    http://www.bbc.co.uk/news/business-13877623

    .
    Passemos à busca doutras alternativas além das barragens hidro-electricas, nuclear e da extracçao de gás natural do xisto que é mato nas Beiras e não só:
    .
    -Mining Helium-3 will Transform Dark Side of the Moon
    Russia, India, China, Caterpillar, Google, and Virgin race for the Moon to mine helium-3–an isotope that can transform our energy future through nuclear fusion
    http://www.energydigital.com/global_mining/mining-helium-3-will-transform-dark-side-of-the-moon
    .
    -Nobel laureate touts E-Cat cold fusion
    Dr. Brian Josephson, winner of the 1973 Nobel Prize in Physics for his work on superconductivity, has recently released a YouTube video of an interview of himself conducted by Judith Driscoll, Professor of Materials Science at Cambridge University.
    http://pesn.com/2011/06/23/9501856_Nobel_laureate_touts_E-Cat_cold_fusion/

    Gostar

  39. silva's avatar
    silva permalink
    25 Junho, 2011 10:24

    A DGERT tem por missão apoiar a concepção das políticas relativas ao emprego e formação profissional e às relações profissionais, incluindo as condições de trabalho e de segurança saúde e bem-estar no trabalho, cabendo-lhe ainda o acompanhamento e fomento da contratação colectiva e da prevenção de conflitos colectivos de trabalho e promover a acreditação das entidades formadoras.
    Tudo uma grande mentira, as provas são dadas com o despedimento colectivo de 112 pessoas do CASINO ESTORIL
    “Para Os Trabalhadores da empresa casino estoril no final se fará justiça, reconhecendo a insustentabilidade de um despedimento Colectivo oportunista promovido por uma empresa que, para além do incumprimento de diversas disposições legais, apresenta elevados lucros e que declara querer substituir os trabalhadores que despede por outros contratados em regime de outsoursing”.

    Gostar

  40. Castanheira's avatar
    Castanheira permalink
    25 Junho, 2011 11:22

    Com variantes umas vezes mais soft outras nem por isso, o holocausto, palavra de origem grega com o significado de ” tudo queimado” continua na ordem do dia com a única diferença é que habitualmente se utiliza essa expressão para designar a imolação nazi.
    Pode ser nos dias de hoje, aplicado à economia e a muitos outros sectores. Não sei ainda até onde vai o génio humano mas quanto à loucura ( insanidade ) pode ser deduzida dos links que foram postados. Não sou um “opinion maker” o que desde logo me coloca na tranquilidade de não tomar acção imediata, mas tento estar atento ao que me rodeia tal como muitos outros que ainda continuarão silenciosos. Silenciosos e atentos. Quando quase tudo for destruído, para quem sobrará o beneficio do que sobrar?

    Gostar

  41. JCA's avatar
    JCA permalink
    25 Junho, 2011 12:29

    .
    Sobre o dia a dia a que ninguém escapa,
    .
    -UMA NOVA ESPERANÇA PARA OS DIABÈTICOS QUE PARECE ESTAR A RESULTAR:
    -Low-calorie diet offers hope of cure for type 2 diabetes
    British study finds two-month extreme diet can cure type 2 diabetes and overturns assumptions about ‘lifelong’ condition
    http://www.guardian.co.uk/society/2011/jun/24/low-calorie-diet-hope-cure-diabetes
    .
    -BICHARADAS, SUJIDADE E OUTRAS QUE TAIS NAS CARPETES QUE ADORAMOS NAS NOSSAS CASAS COMO SIMBOLOS DE LUXO, CONFORTO, DECORAÇÃO e BEM ESTAR:
    -50 Random Facts About . . . Carpet
    http://facts.randomhistory.com/2009/08/03_carpet.html
    .
    -SOBRE O ‘ENDEUSADO’ FLUOR PARA PURIFICAR A AGUA, ou em DENTIFRICOS e TANTOS OUTROS PRODUTOS DE ADULTA E INFANTIL:
    -New Study: Fluoride Can Damage the Brain – Avoid Use in Children
    http://www.prnewswire.com/news-releases/new-study-fluoride-can-damage-the-brain—avoid-use-in-children-124299299.html
    .

    Gostar

  42. JCA's avatar
    JCA permalink
    25 Junho, 2011 13:00

    .
    Sobre Vaticano, Papa, Cardeais, Academia Ponteficia e as fortes polémicas sobre as modificações da Natureza:
    .
    manipulação Genética Humana e Animal, controversias nas Biotecnologias e Alimentos geneticamente alterados. Estes dizem:
    .
    Holy Crop! Vatican Blesses GMOs, though ‘Unofficially’ ?
    http://www.ukprogressive.co.uk/holy-crop-vatican-blesses-gmos/article12764.html
    .

    Gostar

  43. JCA's avatar
    JCA permalink
    25 Junho, 2011 14:49

    .
    E vamos lá descascar essa coisa da S Social aque se não for feita assim morre na praia dumas catrogadas bem intencionadas mas ultrapassadas pelo Tempo e PPC é o bode expiatório. è que que estas coisas têm ‘muito andamento’,
    .
    .
    REFORMA SIMPLIFICADA DA TSU – TAILOR MADE:
    .
    O modelo de cobrança da TSU com cerca de 50 anos é para acabar. Vem do Tempo das Caixas de Previdência. Já não responde ao Tempo e às realidades de Hoje
    .
    Para ter efeitos importantes para o País e reacender de facto a Economia e o Emprego tem de ser assim:
    .
    os 23,75 % da SS que competem ao Empregador não saem da Tesouraria do Empregador. Os 11% da SS que são descontados ao Empregado passam a ser-lhe entregues.
    .
    Para tal, o aumento do imposto IVA dedutivel, ou doutros quaisquer não surge como a solução pelas incidências negativas que acarretaria a vários níveis, incluindo politico-partidário e rejeição pelos Empregados e Empregadores.
    .
    Nos SIVA está o valor anual de todas as facturações declaradas em sede de IVA para sobre ele se calcular a percentagem das receitas também anuais de todas as seguranças sociais portuguesas (IGFSS, ADSE, Caixas de Pensões etc).
    .
    Este calculo indicará uma TSU DE MENOS DE 1%, NÂO DEDUTIVEL, a ser cobrada em todo o Consumo dentro de Portugal acabando-se com os actuais descontos de 23,75% dos Empregadores e de 11% dos Empregados.
    .
    A colecta da TSU também é simples: mais um campo na Declaração do IVA, paga-se somado ao valor deste Imposto sendo automaticamente transferida para a Segurança Social
    Sendo as seguranças sociais portuguesas um direito civilizacional universal também o seu pagamento é um dever civilizacional de TODOS colectivamente.
    .
    .
    Ora atualmente estão ISENTOS DE FACTO muitas centenas de milhares: reformados, todos os que recebem subsidios de Desemprego ou outros, os turistas estrangeiros etc bem como os Produtores de tudo o que importamos que em muitos casos configuram mesmo outro tipo de ‘concorrência desleal’ aos similares produzimos em Portugal.
    .
    Este novo modelo de colecta de TSU resolve para sempre o problema da sustentabilidade da Segurança Social nomeadamente as Pensões e Idadede reforma.
    .
    E também toda a gente aceita este modelo contrário ao aumento de impostos que tem forte oposição e rejeição da Sociedade, Empregados e Empregadores.
    .
    Mota Soares a genetica faz-te batido nisto. Eu sei porque já trabalhei com ……
    .
    Laparotos ou morcões é que não vai lá nem com, dizem, 80 e tantos por cento.
    Surpreendente (dito em 2008) , pela S Social pode-se dar um grande empurrão para reacender Portugal.
    Estranho, alguns académicos, a elite da nata da nata do pastel de nata,
    .
    e analistas, da boca de ouro que acabam num estoiro,
    .
    que pensam tanto tant e analisam e marram tanto’ que nem 1 centimo de riqueza criam para o País. E são ‘mato’ (esta é do capim dos que nunca tinham visto capim mas tiveram de capinar na guerra colonial~.
    .
    Pois é, resumimdo e concluindo, o academismo e o suposto elitismo acaba no fim de cada mês ao nivel dos tustos tal qual o maior analfabeto ou suburbano alienado que mata a gaija para roubar 10 euros.
    .
    Chamar-se a isto Estadismo tal e tal e tal e coisa …. É o repto a PPC ficando BEM CLARO que os anteriores andaram a ‘encher pneus’. Não passaram disso. APOSTEMOS.ç
    .

    Gostar

  44. JCA's avatar
    JCA permalink
    26 Junho, 2011 02:18

    (cont 13.00H)
    .
    Não se assustem nem se enrolem como o caracol quando se toca nalguma hastezinha.
    Ninguém atacou ou tentou demioliar ninguém.
    Há Fés abertas ao Futuro e Religiosidades que pararam na Idade Media. Não é o caso.
    Daí terem que estar à altura longe das que estão paradas desde a Idade Média.
    .

    .

    Gostar

Indigne-se aqui.