Sinais de Mudança?* (Onde se fala de Passos, Seguro e Assis…)
“(…) Sendo uma mera coincidência, ou não, este ano, a chegado do Verão trouxe-nos, também e em certos domínios, alguns
promissores sinais de mudança.
Sob o ponto de vista político, a composição do novo Governo e a escolha de Assunção Esteves para Presidente da Assembleia da República são, na minha perspectiva, indiciadores de que existe, efectivamente e da parte de Passos Coelho, uma vontade firme e tranquila de mudar. De resto, a conjuntura do país, o seu estado de protectorado financeiro, assistido pela UE/FMI e uma inevitável necessidade de renovação de personagens e de métodos, prenunciavam o advento de uma nova forma (e substância) de acção política.
Pressentia-se a necessidade (imperiosa) de um novo ciclo. Não sei se se cumprirá cabalmente ou não; só o tempo o dirá. No entanto, até agora, os sinais emitidos por Passos Coelho são bastante esperançosos. Sobretudo, porque são-nos servidos mesmo contra as expectativas mais previsíveis e, portanto, mais ortodoxas, da “comunidade política” habitual e
estabelecida.
Mas há outros sinais: no PS, os dois candidatos à sucessão de Sócrates (uma espinhosa missão que – pressente-se – será, sobretudo, de transição e de travessia pelo “deserto” do poder) assumiram posições que, embora pouco exploradas pela imprensa e pelos comentadores, anunciam revoluções implosivas da lógica granítica e anquilosada do funcionamento dos partidos. Seguro declarou que entende dever caminhar-se, no Parlamento, para institucionalização da liberdade de voto – ou seja, uma inversão no funcionamento não só daquele órgão de soberania, como, por decorrência, da
própria lógica dos directórios partidários (neste caso, parlamentares-partidários). Cada deputado votaria, correntemente, como entendesse, sendo – segundo o que percebi – a imposição de um sentido de voto pela direcção do grupo parlamentar, a excepção. Por outro lado, Francisco Assis, quer fazer depender a eleição do Secretário-Geral do seu partido, de uma espécie de eleições primárias, abertas à sociedade. Ou seja, na linha do rumo indiciado por Passos Coelho, desde logo, na formação das listas de candidatos do PSD às últimas legislativas, recorrendo a vários “independentes”, há aqui, na proposta de Assis, não só uma desconsideração da importância do cartão de militante, como, concomitantemente, o reconhecimento da necessidade de abertura dos partidos à sociedade. Esperemos que estes sinais não sejam como a brisa das noites de Verão: agradável,mas,infelizmente, passageira….”
* Semanário Grande Porto, 24.06.2011

Aqui está o que se temia:
MILAN – Italian banks were down sharply on the Milan stock exchange Friday after ratings agency Moody’s said it was considering downgrading their credit worthiness. http://psicanalises.blogspot.com/
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Colocar a Assunção no pedestal da AR,
foi a coisa mais bonita que este governo fez.
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“anunciam revoluções implosivas”?
http://lishbuna.blogspot.com/2011/06/e-outra-vez-teoria-do-outro-de-que-o.html
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A DGERT tem por missão apoiar a concepção das políticas relativas ao emprego e formação profissional e às relações profissionais, incluindo as condições de trabalho e de segurança saúde e bem-estar no trabalho, cabendo-lhe ainda o acompanhamento e fomento da contratação colectiva e da prevenção de conflitos colectivos de trabalho e promover a acreditação das entidades formadoras.
Tudo uma grande mentira, as provas são dadas com o despedimento colectivo de 112 pessoas do CASINO ESTORIL
“Para Os Trabalhadores da empresa casino estoril no final se fará justiça, reconhecendo a insustentabilidade de um despedimento Colectivo oportunista promovido por uma empresa que, para além do incumprimento de diversas disposições legais, apresenta elevados lucros e que declara querer substituir os trabalhadores que despede por outros contratados em regime de outsoursing”.
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Subscrevo o artigo de cima, sem dúvida. Mas a comunicação social está a querer “mostrar” Passos Coelho como um demagogo e populista. O que ele não é e nunca foi! Mas tem de se agarrar sempre à crítica fácil e, sobretudo, prematura. Depois, devia MUDAR mais qualquer coisa: os comentadores! Sempre os mesmos, “bocas de incêndio”, ressabiados. Ontem levei com Ana Gomes, depois dois governadores civis (fantástica lata), e, last but not the least, Basílio Horta. Só faltou Joana Amaral Dias, Emídio Rangel e Pacheco Pereira! Fogo! Foi demais numa só noite. Mas vá lá: dormi bem!
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A ascenção da Assunção tem inflência nula no * desenrolar futuro dos acontecimentos * . . .
Ainda é muito cedo para se avaliar quanto vale o Passos Coelho como 1º ministro.
Quase passou despercebido injustamente a proposta do governo de constitur um grupo de trabalho
para inspecionar o modo como se cumpre as directivas da UE/FMI_______ e, ponto importante.
convidar o PS para que indique o seu Presidente! Resposta adequada à peixeirada da Maria de Belém
guinchando que a Assunção era uma *primeira escolha * do seu partido. ____Percebe-se a ferroada . . .
(os sociaistas não mudam de propósitos nem de de má criação congénita, são assim,______PRONTO . . .)
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Os nossos «liberais» tugas falam em «mudança».
Mudança essa que ainda não vi e receio que nunca verei.
Todavia, uma pergunta se impõe: o Governo «mudou», mas os portugueses mudaram alguma coisa?
Gostava de saber, a começar pelos nossos nativos «liberais» tugas. Será que estes começaram a tratar da sua vidinha, a criar empresas, negócios e empregos, no lugar de serem trabalhadores por conta d’outrém ou meros amanuenses da coisa pública?
Eu bem tento saber de que massa é feita os nossos «liberais»….
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