Se cair primeiro – e de preferência com carros e camiões a passar – vai fazer com que as atenções sejam desviadas para a ponte no lugar do esbulho que vem aí.
Isso está tudo muito bem pensado.
Para os governos, tragédias em grande, são verdadeiras ajudas «humanitárias»!
Boa tarde!
Encontra-se ao vosso dispor um “nanoguia” do novo acordo ortográfico. Pouco maior do que um cartão de crédito, basta imprimir, plastificar e guardar na carteira para momentos de aflição. Também estão disponíveis novos materiais de aplicação/treino das regras do hífen: “MISTÉRIOS DO HÍFEN” III e IV.
Tudo isto no sítio do costume: http://acordo-ortografico.blogspot.com
Boa hifenização para todos!
Camarada Arlindo
Aqui temos um dos paradigmas deste regime:
Pontes novas, Aeroportos e TGVs, Magalhães e PPP,
sem fazer por manter o existente,
por não haver dinheiro, ou dar menos lucros aos amigos das construtoras do regime.
Tantas auto estradas sem carros, mas com as ruas de Lisboa em estado miserável.
A falta que nos vai fazer a TTT do seu amado Líder PS (o de Paris agora)
“O mais pernicioso PM do regime”
Helena entende isto (pq. eu sou de Engª Civil, e tu que eu saiba, és de Direito). As estradas são projectadas para durar 60 anos, não mais. Depois é refazer tudo, ie. arrancar o revestimento e calcar ou substituir as diversas camadas de brita (pedra aos pedacinhos, vários tamanhos sobrepostos em camadas, mais grossos no fundo). O «horizonte de vida» de uma ponte é o dobro, mas normalmente são em betão armado, as metálicas são lindas, duram mais mas são muito cars. Uma barragem é projectada para um pouco mais, não muito. Depois obras de reparação, porque é técnicamente complicado substituir uma barragem por outra sem desviar o rio outra vez, e isso não sai barato. Betão armado também, mas usa-se aço de 1ª qualidade (no meu tempo a ref. era A40). «Intervir» antes disto (admitindo que o projecto é decente e que houveram lá engºs a fiscalizar se a coisa era feita como devia) é deitar dinheiro à rua. 😦
Algumas achegas:
1 – Após uma análise da economia portuguesa, uma empresa internacional de consultoria incluiu, no seu relatório, a seguinte frase certeira:
«Os gestores portugueses são muito bons a gerir os problemas que eles próprios criam».
2 – Em tempos, numa entrevista televisiva, António Vitorino declarou :
«Só me preocupo com os problemas à medida que eles aparecem».
3 – Um administrador de uma grande empresa portuguesa costumava dizer:
«Não contrato gestores que sejam – apenas – bons a resolver problemas. O que eu quero é quem saiba antecipar-se a eles». E resumia tudo em 3 palavras: «Gerir é prever».
Já agora um pedacinho mais de «tech info». O betão pode ser aldrabado na fabricação. Trata-se de uma mistura de «ingredientes». Como há uns mais baratos e outros mais caros, a aldrabice consistia em substituir por areia aqkilo que devia ser cimento. Depois, o problema é que o aspecto é igual. Só por processos tecnológicos algo complicados e caros (o LNEC sabe fazer, e como fazer, mas precisa de uma «amostra») é que é possível distinguir o produto autêntico da falsificação.
O aço é mais difícil de falsificar, e como acabou a Siderurgia dos Champalipalhas, agora deve ser todo importado. É uma questão de usar o aço mais caro e mais grosso, e nervurado, em vez do mais barato (há diâmetros e fabricações diferentes). Depois é preciso ver como são feitas as «amarrações» dos cabos de aço uns aos outros (os tais meus colegas a fiscalizar). Helena, o betão legítimo dura exactamente o mesmo tempo que sempre durou.
Se cair primeiro – e de preferência com carros e camiões a passar – vai fazer com que as atenções sejam desviadas para a ponte no lugar do esbulho que vem aí.
Isso está tudo muito bem pensado.
Para os governos, tragédias em grande, são verdadeiras ajudas «humanitárias»!
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Boa tarde!
Encontra-se ao vosso dispor um “nanoguia” do novo acordo ortográfico. Pouco maior do que um cartão de crédito, basta imprimir, plastificar e guardar na carteira para momentos de aflição. Também estão disponíveis novos materiais de aplicação/treino das regras do hífen: “MISTÉRIOS DO HÍFEN” III e IV.
Tudo isto no sítio do costume: http://acordo-ortografico.blogspot.com
Boa hifenização para todos!
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Camarada Arlindo
Aqui temos um dos paradigmas deste regime:
Pontes novas, Aeroportos e TGVs, Magalhães e PPP,
sem fazer por manter o existente,
por não haver dinheiro, ou dar menos lucros aos amigos das construtoras do regime.
Tantas auto estradas sem carros, mas com as ruas de Lisboa em estado miserável.
A falta que nos vai fazer a TTT do seu amado Líder PS (o de Paris agora)
“O mais pernicioso PM do regime”
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Helena entende isto (pq. eu sou de Engª Civil, e tu que eu saiba, és de Direito). As estradas são projectadas para durar 60 anos, não mais. Depois é refazer tudo, ie. arrancar o revestimento e calcar ou substituir as diversas camadas de brita (pedra aos pedacinhos, vários tamanhos sobrepostos em camadas, mais grossos no fundo). O «horizonte de vida» de uma ponte é o dobro, mas normalmente são em betão armado, as metálicas são lindas, duram mais mas são muito cars. Uma barragem é projectada para um pouco mais, não muito. Depois obras de reparação, porque é técnicamente complicado substituir uma barragem por outra sem desviar o rio outra vez, e isso não sai barato. Betão armado também, mas usa-se aço de 1ª qualidade (no meu tempo a ref. era A40). «Intervir» antes disto (admitindo que o projecto é decente e que houveram lá engºs a fiscalizar se a coisa era feita como devia) é deitar dinheiro à rua. 😦
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A questão é que a “coisa” talvez não tenha sido feita como devia ou então o betão baixou a sua esperança média de vida
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Mas o que é que se entende por intervir?
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No caso de uma ponte normalmente é construir outra ao lado e destruir (ou deixar cair ao rio) a outra. 😦
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Algumas achegas:
1 – Após uma análise da economia portuguesa, uma empresa internacional de consultoria incluiu, no seu relatório, a seguinte frase certeira:
«Os gestores portugueses são muito bons a gerir os problemas que eles próprios criam».
2 – Em tempos, numa entrevista televisiva, António Vitorino declarou :
«Só me preocupo com os problemas à medida que eles aparecem».
3 – Um administrador de uma grande empresa portuguesa costumava dizer:
«Não contrato gestores que sejam – apenas – bons a resolver problemas. O que eu quero é quem saiba antecipar-se a eles». E resumia tudo em 3 palavras: «Gerir é prever».
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Já agora um pedacinho mais de «tech info». O betão pode ser aldrabado na fabricação. Trata-se de uma mistura de «ingredientes». Como há uns mais baratos e outros mais caros, a aldrabice consistia em substituir por areia aqkilo que devia ser cimento. Depois, o problema é que o aspecto é igual. Só por processos tecnológicos algo complicados e caros (o LNEC sabe fazer, e como fazer, mas precisa de uma «amostra») é que é possível distinguir o produto autêntico da falsificação.
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O aço é mais difícil de falsificar, e como acabou a Siderurgia dos Champalipalhas, agora deve ser todo importado. É uma questão de usar o aço mais caro e mais grosso, e nervurado, em vez do mais barato (há diâmetros e fabricações diferentes). Depois é preciso ver como são feitas as «amarrações» dos cabos de aço uns aos outros (os tais meus colegas a fiscalizar). Helena, o betão legítimo dura exactamente o mesmo tempo que sempre durou.
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É só veres a Gulbenkian. Betão à vista, sem reboco nem pintura por cima. Parece-te pôdre ? Duvido. 🙂
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