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Se não for grande incómodo podem intervir um bocadinho antes?

27 Setembro, 2011

Estradas: Governo intervirá na ponte do IP3 se houver “algum problema”  

11 comentários leave one →
  1. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    27 Setembro, 2011 18:54

    Se cair primeiro – e de preferência com carros e camiões a passar – vai fazer com que as atenções sejam desviadas para a ponte no lugar do esbulho que vem aí.
    Isso está tudo muito bem pensado.
    Para os governos, tragédias em grande, são verdadeiras ajudas «humanitárias»!

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  2. António Pereira's avatar
    27 Setembro, 2011 19:00

    Boa tarde!
    Encontra-se ao vosso dispor um “nanoguia” do novo acordo ortográfico. Pouco maior do que um cartão de crédito, basta imprimir, plastificar e guardar na carteira para momentos de aflição. Também estão disponíveis novos materiais de aplicação/treino das regras do hífen: “MISTÉRIOS DO HÍFEN” III e IV.
    Tudo isto no sítio do costume: http://acordo-ortografico.blogspot.com
    Boa hifenização para todos!

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  3. Monti's avatar
    Monti permalink
    27 Setembro, 2011 19:00

    Camarada Arlindo
    Aqui temos um dos paradigmas deste regime:
    Pontes novas, Aeroportos e TGVs, Magalhães e PPP,
    sem fazer por manter o existente,
    por não haver dinheiro, ou dar menos lucros aos amigos das construtoras do regime.
    Tantas auto estradas sem carros, mas com as ruas de Lisboa em estado miserável.
    A falta que nos vai fazer a TTT do seu amado Líder PS (o de Paris agora)
    “O mais pernicioso PM do regime”

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  4. António Sobral Cid's avatar
    António Sobral Cid permalink
    27 Setembro, 2011 19:07

    Helena entende isto (pq. eu sou de Engª Civil, e tu que eu saiba, és de Direito). As estradas são projectadas para durar 60 anos, não mais. Depois é refazer tudo, ie. arrancar o revestimento e calcar ou substituir as diversas camadas de brita (pedra aos pedacinhos, vários tamanhos sobrepostos em camadas, mais grossos no fundo). O «horizonte de vida» de uma ponte é o dobro, mas normalmente são em betão armado, as metálicas são lindas, duram mais mas são muito cars. Uma barragem é projectada para um pouco mais, não muito. Depois obras de reparação, porque é técnicamente complicado substituir uma barragem por outra sem desviar o rio outra vez, e isso não sai barato. Betão armado também, mas usa-se aço de 1ª qualidade (no meu tempo a ref. era A40). «Intervir» antes disto (admitindo que o projecto é decente e que houveram lá engºs a fiscalizar se a coisa era feita como devia) é deitar dinheiro à rua. 😦

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  5. helenafmatos@sapo.pt's avatar
    helenafmatos@sapo.pt permalink
    27 Setembro, 2011 19:16

    A questão é que a “coisa” talvez não tenha sido feita como devia ou então o betão baixou a sua esperança média de vida

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  6. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    27 Setembro, 2011 19:59

    Mas o que é que se entende por intervir?

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  7. António Sobral Cid's avatar
    António Sobral Cid permalink
    27 Setembro, 2011 20:43

    No caso de uma ponte normalmente é construir outra ao lado e destruir (ou deixar cair ao rio) a outra. 😦

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  8. C. Medina Ribeiro's avatar
    28 Setembro, 2011 09:29

    Algumas achegas:
    1 – Após uma análise da economia portuguesa, uma empresa internacional de consultoria incluiu, no seu relatório, a seguinte frase certeira:
    «Os gestores portugueses são muito bons a gerir os problemas que eles próprios criam».

    2 – Em tempos, numa entrevista televisiva, António Vitorino declarou :
    «Só me preocupo com os problemas à medida que eles aparecem».

    3 – Um administrador de uma grande empresa portuguesa costumava dizer:
    «Não contrato gestores que sejam – apenas – bons a resolver problemas. O que eu quero é quem saiba antecipar-se a eles». E resumia tudo em 3 palavras: «Gerir é prever».

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  9. António Sobral Cid's avatar
    António Sobral Cid permalink
    28 Setembro, 2011 15:32

    Já agora um pedacinho mais de «tech info». O betão pode ser aldrabado na fabricação. Trata-se de uma mistura de «ingredientes». Como há uns mais baratos e outros mais caros, a aldrabice consistia em substituir por areia aqkilo que devia ser cimento. Depois, o problema é que o aspecto é igual. Só por processos tecnológicos algo complicados e caros (o LNEC sabe fazer, e como fazer, mas precisa de uma «amostra») é que é possível distinguir o produto autêntico da falsificação.

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  10. António Sobral Cid's avatar
    António Sobral Cid permalink
    28 Setembro, 2011 15:39

    O aço é mais difícil de falsificar, e como acabou a Siderurgia dos Champalipalhas, agora deve ser todo importado. É uma questão de usar o aço mais caro e mais grosso, e nervurado, em vez do mais barato (há diâmetros e fabricações diferentes). Depois é preciso ver como são feitas as «amarrações» dos cabos de aço uns aos outros (os tais meus colegas a fiscalizar). Helena, o betão legítimo dura exactamente o mesmo tempo que sempre durou.

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  11. António Sobral Cid's avatar
    António Sobral Cid permalink
    28 Setembro, 2011 15:42

    É só veres a Gulbenkian. Betão à vista, sem reboco nem pintura por cima. Parece-te pôdre ? Duvido. 🙂

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