Empreendedorismo sindical vs. sindicalismo empresarial
Na Madeira, foi em tempos constituída uma uma associação de que foram fundadores dois sindicatos de pessoal portuário, a própria Região Autónoma e uma sociedade comercial de gestão portuária. O objecto social desta extraordinária associação é “o exercício da actividade de cedência temporária de trabalhadores portuários nos portos e terminais da R.A.M.”, sem fins lucrativos (requisito obrigatório das associações). Aquela associação é, assim, uma empresa de trabalho temporário duplamente sui generis (sem fins lucrativos e com sindicatos ente os sócios).
Os sindicatos – associados da associação – celebraram, em representação dos trabalhadores sindicalizados, um contrato colectivo de trabalho com os patrões. Uma das partes do CTT era precisamente aquela estranha associação entre sindicatos e patrões. Alguns trabalhadores, considerando que a associação, sendo empregador, assinou o CCT do lado dos patrões, não gostaram, por entenderem que os sindicatos em causa agiram, ao mesmo tempo, como patrões e como representantes dos trabalhadores, sendo sabido que não se pode servir a dois senhores.
Mas o Supremo Tribunal de Justiça entendeu que não, dizendo que a associação subscreveu o CCT, mas do lado dos trabalhadores e não do dos patrões. E que, assim, não havia nenhuma ilegalidade nem violação do “princípio da independência dos sindicatos“.
Conclui-se, portanto, que uma associação de sindicatos e patrões pode representar os trabalhadores em negociações com os próprios patrões num CCT. Faltou apreciar o reverso da medalha: pode uma associação de sindicatos e patrões representar os patrões em contratos colectivos?

Ora aqui está uma boa alternativa para os sindicatos do Sr. Carvalho da Silva e do Sr. João Proença.
Empreensalizar os sindicatos e pôr na bolsa a UGT e a CGTP ~, não seria má ideia.
Assim faziam concorrência saudável às empresas de trabalho temporário, verdadeiras organizações de esclavagismo organizado e «fiscalizadas» pelo Estado!
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devem pertencer a uma das sete famílias, ou então passam a ser oito… http://psicanalises.blogspot.com/
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Hehe, mais uma demonstração do social-fascismo estrutural da sociedade portuguesa.
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Ora; o Estado Corporativo tinha as suas virtudes, não é verdade?
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Então e a CGTP não terá comprado a transportadora em insolvencia TNC ? a empresa esta parada os motoristas não recebem os camions não devem ter seguro mas eles agora estao sempre em tudo o que é manif da CGTP, um destes dias ainda vamos ver o Carvalho da Silva sindicalista empresário de transportes internacionais
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E a família Soares não conta?
Mas há mais, não há?
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