Saltar para o conteúdo

«Estado de direito», Rui? Onde?

19 Outubro, 2011

«O Chefe do EMGFA [Estado-Maior General das Forças Armadas] comentou ainda o recente anúncio do ministro da Defesa sobre a localização do futuro Hospital das Forças Armadas, que funde os três que existiam antes. Disse que, para a implementação dessa reforma, o poder político teria de lhe garantir poder efectivo para, por exemplo, conseguir que os médicos acatassem as ordens de transferência para o novo serviço no Lumiar» (in Público, 19/10)

14 comentários leave one →
  1. lica's avatar
    lica permalink
    19 Outubro, 2011 17:34

    e aos militares também lhes foram aos bolsos? goatava de saber onde, como e quanto!

    Gostar

  2. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    19 Outubro, 2011 17:51

    Se um general não tiver poder para dar ordens aos médicos que estão sob o seu comando, que raio de Estado é este?

    Gostar

  3. Ulisses's avatar
    Ulisses permalink
    19 Outubro, 2011 17:55

    Médico militar ou médico civil? Desde quando se dão ORDENS a médicos civis? Com estes celebram-se contratos! O que estiver a mais para lá desse contrato é letra morta, não venham cá com merdas. Ou denunciam o contrato ou celebram outro.

    Gostar

  4. Zebedeu Flautista's avatar
    Zebedeu Flautista permalink
    19 Outubro, 2011 17:56

    O Chefe do EMGFA só deve ter poder para decidir se a banda toca ou não na Embaixada dos EUA.

    Lica que eu saiba em democracia os militares são funcionários públicos como os outros logo levaram com os mesmos cortes. Ou estou enganado???

    Gostar

  5. AB's avatar
    19 Outubro, 2011 17:59

    ZF,
    Está certo!
    .
    Já os funcionários do Banco de Portugal….

    Gostar

  6. fado alexandrino's avatar
    19 Outubro, 2011 18:09

    Os nossso generais de aviário desde 1918 que não ganham uma guerra. A maioria nunca viu uma arma como é que se espera que saiba dizer “em frente marche”, eles coitados não o podem fazer mal dão um passo cambaleiam com o peso das medalhas nos peitorais.
    Este http://puesoccurrences.com/2009/10/22/the-message-films-about-africa/ era capaz de mas coitado já morreu.

    Gostar

  7. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Outubro, 2011 18:17

    Meu Caro Gabriel,
    Eu escrevi “Num Estado de Direito”, “num” – contracção da preposição em e do artigo um, sendo que não escrevi “No nosso Estado de Direito”. Ou seja, meu caro, eu considero o nosso país mais um Estado com Direito, do que um Estado de Direito. Leis, na verdade, não nos faltam. Tê-mo–las até a mais. Agora, um estado e um governo que respeitem as leis e, sobretudo, os direitos fundamentais dos cidadãos e dos indivíduos, que estão, apesar de tudo, na Constituição, e que fazem parte do património histórico e político da civilização a que pertencemos, é que temos cada vez menos.
    Abraço,

    Gostar

  8. Trinta e três's avatar
    19 Outubro, 2011 19:06

    Alguém explique ao Gabriel Silva que o exemplo que deu, prova, precisamente, que os contratos ainda são para cumprir, até por generais, logo, vivemos num estado de direito.

    Gostar

  9. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Outubro, 2011 19:09

    “gora, um estado e um governo que respeitem as leis e, sobretudo, os direitos fundamentais dos cidadãos e dos indivíduos, que estão, apesar de tudo, na Constituição”
    .
    .
    Vc. vai-me desculpar mas quantos países não adoptam estas medidas? Assim sendo, quantos não pertencem a isto aqui?
    .
    .
    “e que fazem parte do património histórico e político da civilização a que pertencemos”
    .
    .
    No plano dos princípios, em teoria tem razão. Na prática perde-a porque provavelmente a população quer mesmo que os funcionários públicos paguem também a sua quota parte da crise.
    .
    .
    É que, sempre que oiço o argumento da equidade fiscal, eu até me dá voltas ao estômago, porque estamos a falar de um país onde o funcionalismo público sempre foi beneficiado à custa dos problemas alheios.
    .
    .
    A minha solução preferida era correr com eles, em vez de baixar salários. Mas a tal Constituição…

    Gostar

  10. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    19 Outubro, 2011 19:22

    Desde quando, seja qual fôr o Estado de Direito, os militares escolhem a Unidade em que são colocados?
    Ou os praças, podendo recusar a transferência para outras unidades, é que decidem se as Unidades em que estão colocados são encerradas?
    No caso dos médicos civis, o Código do Trabalho contempla a mudança do local de trabalho.
    .
    O Chefe do EMGFA não está a pedir para que a Lei seja alterada. Está sim a pedir que a Lei possa efectivamente ser cumprida sem ser necessário negociar com corporações o que não é suposto depender de negociações.

    Gostar

  11. Trinta e três's avatar
    19 Outubro, 2011 19:23

    “Mas a tal Constituição…” E o estado de direito.

    Gostar

  12. QueGaita's avatar
    19 Outubro, 2011 19:27

    Já nem os generais mandam nos quarteis, coitados. Deem-lhes 2 baralhos para o bridge ou um tabuleiro de xadrês acompanhado dum bom conhaque e/ou whisky e temos os srs com orgasmos simultâneos

    Gostar

  13. castanheira antigo's avatar
    castanheira antigo permalink
    19 Outubro, 2011 21:34

    Portugal não é estado de direito nenhum porque os próprios governantes atropelam a lei quando lhes convém e até os próprios serviços estatais o fazem nas relações com as pessoas .
    O estado português precisa ser domesticado e colocado ao serviço das pessoas e não o contrario como se passa .
    Neste contexto , penso que há legitimidade para os portugueses se recusarem a pagar uma dívida contraída pelo socrates não em beneficio dos portugueses em geral mas sim de determinados agentes ligados á politica e certas corporações publicas ou privadas ligadas aqueles .Há pessoas que votam nos partidos que nos têm governado na esperança de verem os programas executados o que tem sido pura ilusão pois a agenda teve sempre outros interesses : energias renovaveis , magalhaes , auto estradas , aeroporto beja, capitais de cultura , rtp , tap etc etc.
    Só a separação total sem excepção da economia do estado poderá conduzir a um verdadeiro estado de direito .Antes do 25Abril os politicos nem sequer podiam ser investigados .Agora podem ser investigados mas não permitem que sejam julgados .A diferença não é substancial !

    Gostar

  14. taxpayer's avatar
    taxpayer permalink
    20 Outubro, 2011 02:03

    Mas… eu nunca percebi porque razão têm os militares os seus próprios hospitais…eu, mero contribuinte à força, fico com a ideia que os militares são privilegiados em caso de paz ao terem hospitais só para si e em caso de guerra continuam privilegiados porque tomam conta de todos os hospitais.

    Em guerra percebo. Em paz é que desconheço o argumento. Se alguém souber, agradecia explicação.

    Gostar

Indigne-se aqui.