Quem disse à GNR que o jipe não fazia parte duma marcha contra as injustiças?
4 Março, 2012
«Um jipe da GNR foi abalroado por um carro particular, em Santa Maria da Feira, depois dos ocupantes não cumprirem uma ordem dada pelos guardas para pararem.» Ora que disparate. Se os abalroadores tivessem gritado invasão acabava-se logo o mal entendido!
13 comentários
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Não se importa de fazer um desenho?
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Isso mesmo Piscoiso :). Fazer humor não é para quem quer…
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Um exemplo clássico de humor entre o nonsense e o surreal. Claro que o blogueiro comum não consegue alcançar a subtileza colossal da coisa. Só mentes brilhantes como a Tina ( que é feito da rapariga???) podem usufruir em pleno da complexidade nas entrelinhas. Eu também não percebi muito bem mas sei que é assim, só pode…
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Apesar de tudo, o jornalista da noticia diz em poucas linhas o imbroglio, a saber, que fosse ao tempo do salazar, o veiculo particular não seria mais potente que o jipao, que um guarda tiraria a tempo a matricula do particular, para a posterior caça ao meliante, enquanto o seu camarada puxaria de uma basuca e resolveria ainda o caso ali, pacificamente, segundo a natureza do que deve ser, e não assim .
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acho espantoso que esta senhora tire do dn uma notícia que eu nem vi e que não faça um postal sobre este assunto de bem maior gravidade e responsabilidade. ou este também muito interessante, mas que não convém às teses dos blasfemos!… não há pior cego do que o que não quer ver, ou pior desinformador do que aquele que não quer mostrar!…
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‘quem com ferros mata,
com ferros morre’
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Até acho que deviam ser todos picados.
Qual é o problema existencial que está aqui expresso?
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e mais: “Ouve-se os ministros das finanças dizerem que este é o preço para manter a inflação baixa”. “E se a frase fosse antes “o preço de manter a inflação baixa é matar pessoas”- “isto devia ser o mais importante do debate, não é só olhar para alguns números”. sou a e-ko lá mais de cima e também faço uma campanha contra as injustiças, sem jipes!…
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O DESPEDIMENTO COLETIVO DO CASINO ESTORIL, QUEM INVESTIGA ESTA FARSA PIOR QUE O FREEPORT OU SUCATEIROS. QUEM INVESTIGAR OU ENRIQUECE OU SABE-SE OS LOBOS COM CAPA DE CORDEIROS. UM NEGOCIO DA CHINA
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O que era necessário discutir, tá quieto ó meu, era porque é que a GNR continua a existir.
Porque é que não é integrada na vulgar Polícia?
Para que serve esta dupla despesa com comandos e meios?
Lembram-se de quando Marcello Caetano teve que se refugir escolheu onde?
Foi para algum quartel, para alguma esquadra, para alguma embaixada, para o ministério?
Pois agora adivinhem porquê escolher a GNR.
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Nisto concordo com o Fado.
GNR e Polícia?
Alguém sabe explicar porquê?
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Por falar em injustiças….aqui vai:
Ensinaram-me que sou militar e eu que sempre sonhei ser Polícia.
Mas no Orçamento de 2012, os militares das Forças Armadas não irão ter os
seus subsídios de férias e de natal, saqueados pelos de S. Bento e eu serei vitima
desse roubo.
Os Militares das FA, mantêm os seus cônjuges com plenos direitos no seu
subsistema de saúde, mas os nossos cônjuges há muito perderam esse direito
adquirido (regalia).
Quando falo com sinceridade, não sei com que sinceridade falo. Sou
variavelmente outro, do que um eu, que não sei se existe.
Então ensinaram-me mal, não sou Militar.
Os Funcionários Públicos não receberão os seus subsídios no ano de 2012, eu
também não.
Se calhar sou funcionário público!?
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n.º 59/2008 de 11 de Setembro
Aprova o Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas
(…)
Artigo 21.º
Trabalho nocturno
O trabalhador que tenha prestado, nos 12 meses anteriores à publicação da
presente lei, pelo menos cinquenta horas entre as 20 e as 22 horas ou cento e
cinquenta horas de trabalho nocturno depois das 22 horas mantém o direito ao
acréscimo de remuneração sempre que realizar a sua prestação entre as 20 e as
22 horas.
(…)
2
SUBSECÇÃO II
Artigo 126.º
Limites à duração do trabalho
Limites máximos dos períodos normais de trabalho
1 — O período normal de trabalho não pode exceder sete horas por dia, nem
trinta e cinco horas por semana.
2 — O trabalho a tempo completo, corresponde ao período normal de trabalho
semanal e constitui o regime regra de trabalho dos trabalhadores integrados nas
carreiras gerais, correspondendo-lhe as remunerações base mensais legalmente
previstas.
3 — Há tolerância de quinze minutos para as transacções, operações e serviços
começados e não acabados na hora estabelecida para o termo do período normal
de trabalho diário, não sendo, porém, de admitir que tal tolerância deixe de
revestir carácter excepcional, devendo o acréscimo de trabalho ser pago quando
perfizer quatro horas ou no termo de cada ano civil.
4 — O período normal de trabalho diário dos trabalhadores que prestem trabalho
exclusivamente nos dias de descanso semanal dos restantes trabalhadores do
órgão ou serviço pode ser aumentado, no máximo, em quatro horas diárias, sem
prejuízo do disposto em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho.
Não, funcionário público não sou!
Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua
atenção sobre mim, perpétuamente me ponta traições de alma a um caráter que
talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Trabalho noites, sábados, domingos, feriados, Natal, Páscoa e passagem de ano.
Não tenho horário de trabalho certo, nem tão pouco de referência. Faço muitas
horas extraordinárias sem receber mais por isso….e mantenho hoje praticamente
com o mesmo ordenado que auferia, quando em 2003 aqui cheguei, 720€.
Não, funcionário público não sou!
Em 2012, eu e os meus filhos perderemos o subsistema de saúde, e não vamos
ser colocados na ADSE (subsistema de saúde dos Funcionários Públicos), mas
sim no SNS. Sou como um quarto, com inúmeros espelhos fantásticos que
torcem para reflexões falsas numa única anterior realidade, que não está em
nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu
sinto-me vários seres.
3
Então sou Polícia como sempre sonhei?
Vou onde nenhum Homem desejaria ir. Sou o primeiro a chegar, a ver os mortos
trucidados nas estradas, os miolos e intestinos nas valetas.
Vou ao quarto onde o Pai matou o filho com um tiro de caçadeira, mesmo na
cabeça, para o libertar dos seus pecados. O cheiro é derrubante, miolos e sangue
por todo o lado.
Sou o Engenheiro, o Médico e o Doutor, que acorre ao incêndio, ao roubo, á
violência doméstica.
Sou eu que vou ás escolas, aos bairros de lata, aos bairros sociais.
Sou eu que estou á chuva e ao frio de madrugada na tua rua, para garantir que o
teu sono é seguro.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser
participasse de todos os homens, incompletamente de cada (?), por uma suma de
“não eus” sintetizados “num eu postiço”.
Não, Polícia não sou!
Os Polícias têm um horário de trabalho, tem direito à manifestação, ao
sindicalismo….e eu não tenho direito a nada disso… porque sou Militar.
Sou Militar da GNR, dizem eles!
Sou mão-de-obra barata. Pau para todo o serviço.
Sou tapa buracos!
Sou o milagreiro da multiplicação, aquele que faz omeletas sem ovos.
Ganho menos à hora do que a Senhora que faz a limpeza no Posto.
Tenho o dever da disponibilidade de 24horas.
Sou como Deus, descanso ao 7º dia, quando descanso… mas sou Humano, tenho
mulher, filhos, família e amigos.
Sou GNR e ganho menos que os seguranças do Fórum no Montijo. Eles que
quando actuam é a mim que chamam.
Sou GNR e pago a minha farda.
Quando vou na rua, as pessoas fogem de mim e baixinho (cada vez mais alto)
dizem: ” Ai vem o \”Auto-Removido\”!!!”
4
Foi Pela Lei e Pela Grei (povo) que me ensinaram. Mas o Povo já não está
comigo e a Lei pelos vistos a mim não se aplica nos seus Direitos, mas sim
apenas nos seus Deveres.
Por Lei, teria o direito a ser colocado na nova tabela remuneratória em Janeiro
de 2010.
Aguardo!
Por Lei, deveria ter sido promovido em Fevereiro de 2011.
Aguardo!
O Guarda ali do posto que levou uma facada, esse Guarda que ganha menos que
o puto que está na caixa do Modelo, saiu hoje do Hospital. O seu filho e a sua
mulher, vão agora ao SNS pedir apoio psicológico, e o Guarda daqui a uns anos
quando sentir dores na barriga outrora lacerada, levanta-se ás 5 horas da manhã e
vai para o centro de saúde, como os outros, porque o Guarda não é mais que os
outros. É apenas um Guarda, que trabalha 8h, descansa 8h e volta a trabalhar 8h.
Acumula (adia) folgas porque simplesmente não há pessoal que chegue para ele
ter direito a esse luxo.
O Guarda.
Quem é ele afinal?
Quem sou eu?
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Zé da Lota parabéns pelo seu comentário!!!!!
Res Non Verba 😉
A FORTIORI
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