Quem deve receber compensações pela segurança alimentar?
Quem deve receber compensações pela segurança alimentar? A resposta é óbvia: todos aqueles que prestarem serviços na área de segurança alimentar. Não apenas os agricultores, portanto. Os agricultores, os laboratórios de análises, os supermercados, as empresas de qualidade, as universidades que formam todo o tipo de técnicos, as Tardes da Júlio que dá aconselhamento às donas de casa. Mas sobretudo a Jerónimo Martins e a Sonae. Estas duas empresas sasseguram a integridade de uma longa cadeia de fornecimento que vai do produtor ao consumidor passando por diversos transportadores e pelas lojas. Pensem por exemplo na quantidade de produtos que têm que ser deitados fora ao fim do dia para proteger a segurança alimentar? A Jerónimo Martins e a Sonae não deviam ser compensadas por isso? Estas duas empresas são as que mais investem em segurança alimentar no país. Se o dinheiro não for para elas não deve ir para mais ninguém.

O João Miranda vai acabar por perceber que há muito que não tínhamos um Governo com uma intervenção tão ostensiva na vida dos cidadãos e das empresas, já para não falar dos funcionários públicos e dos reformados.
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O liberalismo está na gaveta e o abuso do poder do Estado é a regra!
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Ah, eu também acho que o mercado ainda não está suficientemente monopolizado e privado de concorrência. Vamos fazer como no juro dos depósitos bancários; vamos fixar um preço máximo de compra dos produtos alimentares pelas grandes superfícies e um preço mínimo de venda ao consumidor por forma a dilatar um pouco mais as margens desse sector tão castigado da nossa economia. E, de caminho, vamos elaborar mais uma boa série de regulamentos e normas (elaborar = traduzir acriticamente doutas directivas bruxelas); a discrepância com os sistemas de produção de outras partes do mundo ainda não é suficiente e ainda há agricultores, velhos e teimosos, que não se cansaram de perder dinheiro.
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😀 😀 😀
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“Já agora”, dada a “tormenta” da “segurança alimentar” assinalada, para o Pingo e para o Continente, não quererá JMiranda propor que os consumidores paguem directamente –referido na factura– X para os ordenados e subsídios de férias dos administradores e directores desses hipers ?
JMiranda não sabe que de vez em quando alguns produtos alimentares (como aconteceu recentemente no Continente em Lisboa) são apreendidos porque insistem em colocá-los à venda ou quando chegam às bancas vêm já com sintomas de consumo impróprio para a saúde pública ? Quem é o culpado ? Que garantias teria o consumidor, que essa taxa por si alvitrada seria aplicada devidamente e diariamente ?
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Esqueci-me : respondi a mais uma sua ironia…
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“Pensem por exemplo na quantidade de produtos que têm que ser deitados fora ao fim do dia para proteger a segurança alimentar? A Jerónimo Martins e a Sonae não deviam ser compensadas por isso?”
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Isso nem se discute! Onde já se viu grandes empresas correrem riscos!
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Hoje, os 11 arguidos da caso Portucale foram absolvidos. Nada de ilegal se passou nem ninguém usufruiu com aquele devastador abate de sobreiros mais alegados depósitos (1 milhão de Euros, afirmou-se) na conta do partido que actualmente está no poder coligado com o PSD, compras de submarinos, etc.
Esta justiça assim decidiu. E os ex-arguidos pedem para que alguém –o Estado ?, o MPúblico ?– lhes peça perdão e quiçá indemnize.
Provavelmente também nada se passou de anormal e punível no caso Freeport.
Esta justiça assim decidirá.
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Não ficaria nada mal a JMiranda se colocasse um post com a pergunta : “Quanto deve receber um consumidor comprovadamente intoxicado por um produto adquirido num hipermercado ?”
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eu só não percebo como é que a população mundial chegou aos 7 biliões , 6 deles antes da higiene e segurança alimentar..e montes deles a rapar fome.
e para os casos de intoxicação , Mjorb , ele há seguros ..
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Sei que o meu caro amigo tem razão naquilo que diz ,sei tambem que no final seremos nos ,os contribuintes cansados ,vexados e deprimidos,que pagaremos a fatura . O Dr Vitor continua-me a surpreender pela sua infinita capacidade de criar novas taxas.Vale bem o dinheiro que aufere Bem Haja Cobrador-M or
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Mais boas noticias. A produção (e respectiva exportação) de veículos comerciais ligeiros (efeitos da Lusomotores) subiu 24,1%. E a produção de pesados subiu 28,7%. Que contrabalançou a produção mais fraca de automóveis ligeiros. (Embora pode não ser bem assim, devido a questões fiscais em determinados países.)
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“Este acréscimo da produção foi, essencialmente, determinado pela variação positiva da produção de veículos comerciais ligeiros que registou um aumento de 21,9 por cento. A produção de veículos pesados teve, igualmente, uma variação homóloga muito positiva de 25,7 por cento. A produção de veículos ligeiros de passageiros registou um ligeiro decréscimo de 0,3 por cento, face ao mês homólogo do ano anterior.”
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in http://www.acap.pt/marco2012-producao-automovel.html?MIT=36493
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Grão a grão, o país vai palmilhando o duro caminho de ultrapassar a sua crise e vai fazendo o seu milagre económico. E, se correr bem, a exportação de Canters vai crescer ainda mais, melhorando ainda mais as exportações portuguesas. Então a dos pesados, é mesmo agradável, pelo seu valor acrecentado ainda maior.
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A coisa vai.
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Mais uma boa noticia. Os cientistas tugas voltam a dar cartas.
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“Investigadores portugueses descobrem teste de deteção rápido e barato
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Dois investigadores portugueses descobriram um novo teste para diagnóstico da tuberculose, mais rápido e mais barato, um feito que lhes valeu a atribuição de um prémio de mérito que será entregue na sexta-feira.”
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“No estudo premiado, intitulado “Nano TB Nanodiagnostics for XDRT at a point-of-need”, utiliza-se um sistema de nanotecnologia para fazer um diagnóstico molecular e identificar a presença, ou não, do organismo e se tem padrão de resistência.
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“Utilizam-se nanoparticulas de ouro, que ficam estáveis e apresentam uma coloração vermelho rubi quando detetam a presença de DNA do microrganismo que causa a tuberculose e sequencias associadas à resistência a antibióticos”, explicou.”
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“Por serem necessárias apenas pequenas quantidades, é possível cortar no preço, salientou o investigador, especificando que, tendo em conta apenas o cálculo do custo direto (sem margem de lucro), esta técnica é 10 vezes mais barata do que as atualmente utilizadas.
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Pedro Baptista adiantou que este modelo de deteção já funciona e está em fase de validação.
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Uma vez alcançado este primeiro objetivo, poderá ser feita a transposição do laboratório para regiões onde as populações são mais afetadas pela doença e onde existem mais fracos recursos.
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“Pode ser usado descentralizadamente, em hospitais de campanha, independente de todas as tecnologias”, explicou, comparando com os testes de gravidez que se compram nas farmácias.
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O investigador afirmou existirem já algumas empresas nacionais e alguns consórcios europeus interessados na transferência de tecnologia do protótipo.”
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http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=544416&tm=2&layout=121&visual=49
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Oxalá sejam empresas tugas a comercializar este novo método, pois seria excelente para aumentar o emprego em Portugal e até as exportações.
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Fantástica questão do CCZ:
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“Que economistas sairão formados desta escola?
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http://balancedscorecard.blogspot.com/2012/04/essas-empresas-nao-prestam.html
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Meu caro, continua a não perceber a questão…
Esta nova taxa não é para dar mais dinheiro aos agricultores!
É para substituir a parte do Estado nas compensações que veterinários, laboratórios, empresas de certificação, etc, etc, recebem, sendo que a outra parte já são os agricultores que pagam…
Não percebo a insistência em criticar os agricultores pelo facto de o Estado decidir cobrar um imposto para fazer face a despesas do Estado, sinceramente, não percebo…
Esperava vêr neste blog críticas relativas à agricultura, sempre foi o sector mais estatizado da nossa economia, até aos anos 90 funcionou num sistema puramente marxista (ainda há heranças que deixariam qualquer democrata indignado, como os donos da terra terem de a voltar a comprar a “rendeiros” que pagam a sua renda ao Estado), e a partir daí tem sido o socialismo mais puro…
Preços controlados pelo Estado/UE (não determinados, de forma directa, mas controlados), um mundo de regras, certificações, licenciamentos, burocracia, com milhares de funcionários, departamentos, insititutos, muitas vezes redundantes a determinar quando, onde, como e com quê se faz tudo, com as respectivas inspecções e fiscalizações e ainda, como se não chegássem os custos astronómicos de tudo isto, a cobrarem os seus “serviços”….
Pior ainda, o que um agricultor ganha é determinado, não pela eficiência do seu trabalho, mas por burocratas em Bruxelas e tem em conta factores que chegam a ser insultuosos! A nacionalidade é um deles: um alemão recebe 10 vezes mais que um português por… ser Alemão!!!! O indice de produtividade por freguesia é outra pérola, não interessa se comprou terras melhores, se tem maquinaria mais eficiente, se investiu num sistema de rega mais avançado… Se é de Carnide, Bruxelas determinou que produz X…. Este índice já não se usa, a produção deixou de ser considerada, mas serviu de base para o “histórico”, sim, o rendimento do agricultor, determinado pelo Estado, depende, não do que produz, não do que cultiva, não de como o faz, mas do montante de subsídios que recebeu entre 2000 e 2003! Não é lindo?! A empresas agrícolas estão proibidas de evoluir ou de melhorar!!! Não, não é Albânia 1970, é Portugal 2012!!! E, para cúmulo, os limites máximos, um agricultor ou uma empresa agrícola, não pode ter mais de X área, não pode ganhar mais de X, ou é gradualmente penalizado até, a partir de certos montantes a actividade se tornar inviável…
Há olivais de grande dimensão no Alentejo (os tais que ninguém conhecia até aparecerem os espanhóis e os politicos os indicarem como exemplo) em que a mesma extenção está dividida em 15 a 20 empresas diferentes, apenas para evitar o rótulo de “lactifundiário” e as respectivas penalizações…
Tudo isto devia deixar um liberal de cabelos em pé…
Mas foi a forma que Portugal e a UE manterem os preços ao consumidor artificialmente baixos, o que os outros países do mundo fazem com subsidiação directa… A diferença é que em Portugal as compensações que os agricultores recebem são infinitamente mais pequenas (trocámos por dinheiro para as auto-estradas) e a burocracia é um pesadelo ainda maior…
Esperava vê-los, aqui, a revoltarem-se contra este sistema e não a atacarem a classe que é vitima dele, chegando a apelidá-la de “classe parasita”…
Se perguntarem a qualquer agricultor digno desse nome, preferiria produzir, vender em livre concorrência, com regras relativamente equivalentes e, acima de tudo, claras e transparentes…. Pensei que também era o que defendiam aqui, pelos vistos enganei-me…
Preferem continuar a comer carne sem controlo sanitário, alimentada com transgénicos, com uma injecção diária de hormonas de crescimento, do Brasil, da Argentina, dos EUA e ver os nossos agricultores ir à falência, porque, além de não poderem utilizar os mesmos métodos, têm uma carga de burocracia e custos administrativos, ambientais e puramente políticos que se torna incomportável e, em cima disso, ainda recebem menos subsídios…
Pelos vistos, o preconceito, o recalcamento, o ódio(?) aos agricultores é generalizado a todo o nosso espectro político, que, afinal, é bem mais estreito e “esquerdino” do que parece…
Cumprimentos,
JPP
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former ministro da defesa preso por corrupção
….na grécia.
por enquanto
cá não.
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O comentário de JPP é para gravar na pedra.
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Espantoso.
Que poste!
Que ganza!
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um alemão recebe 10 vezes mais que um português por… ser Alemão!!!!
Seguro?
Nao será a inversa? E portanto que um portugués recebe 10 vezes menos por ser portugués?
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Faz diferença?
Então um Português recebe menos 10 vezes que um Alemão, 5 que um Espanhol, 7 que um Francês, 9 que um Holandês and so on… Por ser Português… (assim já é compreensível)
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JPP .
É bom ler quem realmente percebe do assunto.
Bravo.
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