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das boas intenções…

4 Maio, 2012
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“Afinal estamos ou não estamos perante um governo neo-comunista”, pergunta um leitor mais atiçado, em comentário ao meu post anterior. Na verdade, se considerarmos que o fim derradeiro do paraíso comunista é a extinção da propriedade privada, qualquer governo que retire dos bolsos dos seus cidadãos metade, ou mais de metade, dos seus rendimentos de trabalho (e isto considerando somente os tributos directos sobre o trabalho…), merece, no mínimo, o epíteto de neo-comunista utilizado pelo nosso leitor. Um governo assim está, sem dúvida, a meio caminho da terra prometida por Marx, e isto independentemente das boas intenções, mais ou menos liberais, mais ou menos socialistas, com que fundamenta a roubalheira. De resto, cheio de boas intenções está, como bem sabemos, este inferno em que vivemos há muitos anos.

7 comentários leave one →
  1. Portela 25ABRIL74's avatar
    Portela 25ABRIL74 permalink
    4 Maio, 2012 20:56

    neo-comunista? dass!
    e por acaso Rui Rui sabe desta deriva esquerdizante?
    e a internacional comunista aceita Passos a cumprimentar Jerónimo junto ao túmulo de Lenine?
    já não pensava rir tanto ao fim deste dia de chuva!

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  2. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    4 Maio, 2012 22:58

    A direita ultraliberal está a entrar em roda livre. E tem razão para isso. Não tem direção, nem tem um partido porque são muito poucos, de forma que estão a começar a colidir com a área ideológica da direita mais contida, onde haverá ainda pequenos setores social-democratas e democratas cristãos. O pior é que alguns dos apoiantes mais desbragados vêem o tea party fazer aquelas tristes figurinhas e querem repeti-las cá. Não me cabia na cabeça que rui a. caísse numa destas e a partir de um comentário concluísse que o governo CDS/PSD ainda não era bem comunista mas para lá caminha. A mim custa-me ver o desconhecimento profundo da história do século XX. E de que os EUA governado por democratas e por republicanos já tiveram mais de 70% de taxas de impostos nos escalões mais altos, quando por lá reinava alguma vergonha e sentido de justiça.

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  3. nuno dias's avatar
    nuno dias permalink
    4 Maio, 2012 23:23

    Maria Antonieta não seria própriamente neo-comunista
    Os recursos dos trabalhadores, esses sim, foram muito vilipendiados na monarquia-feudal
    Entre Maria Antonieta e Marx, enfim, imagino que haja algumas diferenças…

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  4. JCA's avatar
    JCA permalink
    4 Maio, 2012 23:35

    .
    Inédito, o piriquito que se perdeu e recitou a morada:
    .
    =Lost budgie taken home after it recites entire address
    http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/howaboutthat/9240683/Lost-budgie-taken-home-after-it-recites-entire-address.html
    .
    .
    =ScienceCasts: The Super Moon of May 2012
    .

    .

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  5. Trinta e três's avatar
    5 Maio, 2012 08:18

    O objectivo do comunismo não era acabar com a propriedade privada, mas sim com “a exploração do homem pelo homem”. Entendiam o fim da propriedade como um meio. Ora, está muito longe dos objectivos deste governo acabar com as desigualdades sociais, pelo que temos de o manter nos domínios da nossa direita, cada vez mais entalado no beco da direita estúpida.

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  6. ricardo's avatar
    ricardo permalink
    5 Maio, 2012 11:03

    Não são só 50% sobre o trabalho.
    É também sobre as rendas, sobre os lucros (IRC+IRS s/dividendos) e sobre os juros em que a taxa de juro real líquida de imposto é negativa.
    A ideia de que só os salários é que pagam impostos elevados é um mito.

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  7. PMP's avatar
    PMP permalink
    5 Maio, 2012 16:09

    Cada vez é mais óbvio que a ideologia neoliberal / neotonta não é capaz de tirar a UE de uma recessão continuada, assim como não foi a ideologia estatista/despesista anterior.
    .
    Aprendam com os grandes progressistas dos EUA , Nixon, Reagan, que apesar das influência nefastas dos neotontos mantiveram os EUA num trajecto de crescimento económico, através da redução de impostos e expansão do deficit publico sempre que necessário, usando o Banco Central para manter os juros baixos.

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