Keynesianismo para liberais
Tese 1: Se os impostos baixam, o PIB aumenta
Baixar impostos sem cortar na despesa é uma variante de aumentar a despesa sem aumentar as receitas. A economia recebe uma injecção dinheiro obtido à custa de impostos futuros. É como se os agentes económicos privados recebessem uma injecção de crédito forçado que serão obrigados a pagar no futuro. Uma vez que os agentes económicos podem obter o mesmo dinheiro através de empréstimos voluntários, e não o fazem, é pouco provável que o esquema tenha algum benefício a longo prazo.
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Baixar impostos cortando em igual medida na despesa tem um efeito nulo na procura agregada e custos de ajustamento no curto prazo. Estes custos de ajustamento devem-se ao facto de a economia ter que se reestruturar para responder a alterações na procura. No longo prazo a economia pode crescer mais rapidamente porque passam mais recursos para a economia privada onde são geridos de forma mais eficiente. Mas é necessário que a baixa de impostos e o corte de despesa sejam políticas credíveis e sustentáveis. Baixar a despesa para logo a seguir a voltar a subir leva os agentes económicos a prever um futuro aumento de impostos e a não investir. Note-se que como não há alteração da procura agregada, esta opção não tem efeitos milagrosos. São necessários anos de uma política consistente para obter resultados.

“mais recursos para a economia privada onde são geridos de forma mais eficiente”. A sério? Serão o Lehman Brothers, a AIG, a GM, o BANKIA, o Hypo, etc… (a lista é longa) e outros intervencionados pelo Estado paradigmas dessa “eficiência” da gestão dos privados? Ou será antes que não são “eficientes” e quando os privados fazem merda tem de ser o Estado (esses escroques nojentos e ineficientes) – a limpar a porcaria feita pela ganância privada? Claro que no fim a fatura é paga pelo incauto cidadão sob a forma de “austeridade”! Já agora porque se deixa que empresas estatais (vide Three Gorges) certamente “ineficientes” adquiram empresas estratégicas em Portugal? Não deveriam ser impedidas de trazer a sua “ineficiência” para o nosso seio? Não será antes o preceito que enunciou uma “projecção ideológica” aprioristica e contrariada pela realidade.
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E reduzir o estado para reduzir o peso da dinâmica que explica?
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Baixar o IRC e a TSU nos sectores transacionaveis em primeiro lugar , tem um efeito quase imediato na economia porque aumenta a competitividade das empresas residentes em Portugal, melhorando a balança corrente.
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A baixa de impostos deve ser em primeiro lugar sobre as empresas e só depois desses impostos estarem muito reduzidos será conveniente baixar o IRS e o IVA.
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Num sistema de moeda externa como é este Euro , a baixa de impostos sobre as empresas é a única forma de efectuar politica macroeconomica com relevância no curto prazo.
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A vida economica e social portuguesa, é como a “manta do cigano”: quando tapa a cabeça destapa os pés, e quando tapa os pés, destapa a cabeça”. Assim vamos nós de há uns anos a esta parte.
Há trinta e tal anos os politicos “venderam-nos” o sonho europeu, mas ninguem explicou como é que lá se chegava. E quando vimos que vinha de lá dinheiro às carradas, então é que isto começou a descarrilar: para complementar o dinheiro que nos davam, eles emprestavam o que a gente pedisse. Utilizamos essa quantidade astronomica de dinheiro para desenvolver o país? não, e em vez de fazermos como a formiga, fizemos como a cigarra, porque pensàmos que a “CEE” era um poço sem fundo, que o dinheiro (deles, claro) nunca iria faltar, e o resultado está à vista.
É evidente que continuamos a meter a cabeça debaixo da areia, quando queremos por exemplo atribuir a recessão às medidas da troika, e não procuramos as causas deste descalabro onde elas estão. Com troika ou sem troika, a recessão seria sempre inevitavel. Só que com a troika vai ser de 3%, e sem a troika seria de 10 ou 12%, como foi na Argentina ou na Islandia. Mas as medidas da troika não são um fim, são um meio, e só por si não nos resolvem os nossos problemas. Portanto, a grande questão é: a partir de agora como é que vai ser, o que é que podemos fazer para sair disto num tempo em que não há dinheiro para investir, e de grande incerteza internacional?
Nota: Não há dinheiro para investir, mas há dinheiro para especular; é um bocado morbido, mas não deixo de achar uma certa graça ao que aconteceu aos gulosos que foram ao IPO do Facebook.
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Para uma política de sucesso:
Quem quiser rir a bandeiras despregadas é ler a página nº 511 do livro “Portugal na Hora da Verdade – Como Vencer a Crise Nacional” (editora Gradiva), escrito por Álvaro Santos Pereira, agora Ministro da Economia e do Emprego.
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Não vejo o que tem essa página de especial, até é de bom senso.
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o céu pode esperar…
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o joão miranda é um asno.
todas as pessoas razoaveis e inteligentes que eu conheço, em 400 possibilidades de falar, falam 4 ou 5. o joão miranda, fala nas 400.
por isso, é que o joão miranda é um asno. no texto acima, o joão miranda, faz afiermações de teoria economica, apenas hipóteses, como se fossem certezas cartezianas. é por isso que eu digo e repito que o joão miranda é um asno…
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A Goldman Sachs não dá importância ao que escreve JMiranda.
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Caro Joao Miranda,
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Um contabilista pensa em partidas dobradas. Um débito e um crédito. Um economista deve pensar no Trébito.
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O trébito é a força. A força que motiva decisões sobre investimentos.
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Quando reduz impostos e o faz atendendo ao que se pratica em paises concorrentes, ao contrario do que v.exa. diz, atrai capitais novos, novos investimentos, novas empresas, que gerarão maior receita fiscal futura.
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Rb
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Mau! Vamos querer continuar com parvoíces?
http://www.youtube.com/watch?v=vuP6KbIsNK4
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Ao contrário do mesquita alves, que afirma que o joão miranda é um asno, e explica porquê, eu acho que o João Miranda é um génio: todos os dias nos dá lições de macroeconomia.
Só estou à espera que o génio do jornalismo, Ricardo Costa, divulgue o segredo, só conhecido do génio super espião Silva Carvalho, de onde é que o João Miranda aprendeu tanto.
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São passados mais de 10 anos e a crise não ata nem desata.
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A culpa não foi a adesão da China à OMC. Foi o estouro das empresas tecnológicas, do Nasdaq em 2001. É aqui que tudo começa e que que sucede é que todas as medidas apresentadas para resolver a crise, só agravaram as coisas, até hoje. Porque? Talvez o super-espião também tenha no seu relatório.
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Depois, muitas vezes os comportamentos de quem decide, manifestam pulsões de traumas antigos.
A Alemanha do “dinheiro de emergência”, do Notgeld deixou marcas, só pode. Daí a sra Merkel, o sr Weidman, Schauble, etc.
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ENRON, emblema de sepulcro, do liberalismo americano.
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