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o sucesso do estado social português

1 Junho, 2012
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Nos últimos vinte anos, os governos portugueses derreteram muitos milhares de milhões de contos e de euros em programas sociais de desenvolvimento da economia e de apoio e fomento ao emprego, enquanto mantinham e desenvolviam legislação trabalhista das mais proteccionistas da Europa. Estão aqui os resultados.

23 comentários leave one →
  1. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    1 Junho, 2012 18:41

    este camarada http://economico.sapo.pt/noticias/diminuir-salarios-nao-e-uma-politica-e-uma-urgencia_145784.html
    tem uma solução: sermos a equipa B da China.

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  2. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    1 Junho, 2012 18:45

    Diz o Goldman:
    “Este ajustamento não está a destruir a economia?
    – Pelo contrário, está a limpar a economia, está a prepará-la para uma fase de crescimento.”

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  3. Delfim's avatar
    Delfim permalink
    1 Junho, 2012 19:32

    Graças a Deus que os PEC´s e a Troyka Vitorcoelhiana se encarregaram de corrigir esta injustiça dando á banca aquilo que antes se destinava aos parasitas.ciganos,Kosovares e outros que tais Bem Hajam

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  4. António Parente's avatar
    1 Junho, 2012 19:48

    Só falta provar que as causas dos nossos problemas têm origem na “legislação trabalhista das mais proteccionistas da Europa” e nos “muitos milhares de milhões de contos e de euros em programas sociais de desenvolvimento da economia e de apoio e fomento ao emprego”. O resto do post parece-me bem.

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  5. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    1 Junho, 2012 19:56

    Ainda bem que o rui a. se queixa agora dos “milhares de milhões de contos e de euros em programas sociais de desenvolvimento da economia e de apoio e fomento ao emprego e que não foram aproveitados pelos nossos empresários. Que, aliás, nunca ao longo desse tempo de queixaram desses “impulsos” na economia.
    Já não vem a tempo de resolver o problema, mas fica como registo.
    A solução, roa-se de inveja, rui a., vem daquela nulidade política que quer agora dar novo “impulso” no “fomento ao emprego” reduzindo os salários, que não o dele.
    Pelo que li por aí, (Marc Roche: “O FMI disse-me que se livraram dele [António Borges] porque não estava à altura do trabalho e agora chego a Lisboa e descubro que está à frente do processo de privatização. Há perguntas que têm de ser feitas”), parece que lhe pagam injustamente acima do ordenado mínimo, mas há casos em que finalmente esse mínimo deveria descer.
    Se os empresários não aproveitaram as prebendas desse tempo que recorda, pode ser que agora aproveitem as
    novas ofertas que a negatividade política referida agora quer oferecer.
    Entretanto, não modernizem as empresas, não melhorem a sua gestão e deixem que a indigência e as “negatividades” do regime continuem em roda livre a poluir o regime.

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  6. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    1 Junho, 2012 19:56

    Só falta é explicar por que não deram resultado essas políticas. E, já agora, esses milhões sacados aos bolsos dos contribuintes…

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  7. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    1 Junho, 2012 20:01

    Têm aqui uma boa explicação para as vossas dúvidas:

    http://contra-a-corrente.blogspot.com.br/2012/01/esquerda-e-direita-um-dois-tres.html

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  8. Trinta e três's avatar
    1 Junho, 2012 21:11

    Se entende que alcatrão, agricultura com jantes de liga leve, formação da treta, PPP, definem “estado social”, então tem razão.

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  9. FR's avatar
    1 Junho, 2012 21:26

    há muito ladrão e parasita a rir enquanto se debate este triste tema…
    acreditem que ninguém irá para a cadeia. Entretanto…é assim.

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  10. A. P.'s avatar
    A. P. permalink
    1 Junho, 2012 21:39

    Rui A.

    As únicas políticas de fomento do emprego que foram levadas por diante e deram resultado foram no sector da saúde e na educação. Durante muito tempo não existiu desemprego médico em Portugal. Bastava tirar o curso de medicina para se ter emprego garantido num hospital ou num centro de saúde. Na educação aconteceu a mesma coisa: há 20 anos um licenciado desempregado tinha como alternativa dar aulas. Pode ter existido uma política conjuntural de fomento do emprego no sector das obras públicas mas era natural que se esgotasse como se esgotou, tal como sucedeu na saúde e na educação. O resto não conta, na minha opinião.

    Quanto à rigidez das leis laborais esse é um dos grandes mitos da economia portuguesa. Faz-me lembrar o pós 25 de Abril quando apareciam escritores a queixarem-se da produção literária que a PIDE não tinha permitido que visse a luz do dia. Esperava-se uma avalanche de criatividade e de livros a saltarem das gavetas mas afinal não aconteceu nada de especial.

    Eu sou a favor de mudanças nas leis laborais mas não da forma como estão a ser conduzidas (aliás, quando se fala nos seus efeitos a “longo prazo” salta à vista a falta de fé na sua eficácia…). A única vantagem que vejo no que está a ser feito é chegarmos todos à conclusão que afinal a rigidez não impedia nada e que a solução estava noutro lado. Talvez aí seja possível começar a pensar em sair do buraco em que estamos metidos. Se entretanto o efeito grego não chegar a Portugal e Francisco Louçã não chegar a primeiro-ministro…

    Sobre os milhões sacados aos bolsos dos contribuintes, sou um dos que fui sacado e continuo a sê-lo de forma cada vez mais violenta…

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  11. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    1 Junho, 2012 22:11

    O texto de VPV é um pedaço demagógico, como costume. Pode ser interessante, pode abordar os assuntos introduzindo notas pertinentes, mas faz abrangências absurdas que até fazem doer.
    No fundo, ele transmite a seguinte ideia, que por vezes também circula por aqui: que erro andarmos todos 6 ou 7 décadas a melhorar a sociedade, a viver melhor, a manter um Estado Social, e agora estarmos com problemas.
    O erro é tanto maior quanto isto: onde não houve Estado Social foi e é tudo pior.
    Claro que houve exageros. Gastou-se demais, houve demagogia a mais e, principalmente, os políticos de governos sucessivos foram uns mãos largas para os amigos, como o Trinta e Três diz atrás.
    Apesar das brutais transferências de capital do trabalho para os especuladores que a Europa tem estado a concretizar de uma forma anti-democrática, seguindo caminhos inacreditáveis, uma vez que grandes responsáveis pela crise são os que estão a beneficiar, a Europa ainda se mantém mais como exemplo a seguir (corrigindo erros) do que ser seguidista de modelos abstrusos, desiguais e em que os cidadãos não passam de peões ou de escravos modernos. Se a Europa conseguir isto, continuará o modelo que ainda é.

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  12. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    1 Junho, 2012 22:51

    outras dúvidas:
    http://arrastao.org/2550132.html#comentarios

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  13. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    1 Junho, 2012 23:55

    .
    É espantoso haver quem tenha a lata de escrever «…Mário Soares, mesmo a criatura mais desprevenida pode ver na história daquela vida exemplar (e de certa maneira fascinante) a história do socialismo …».
    Sim, a vida fascinante de um pulha e o descalabro da sociedade portuguesa causado pelo socialismo.
    .

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  14. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    2 Junho, 2012 00:00

    António Parente,

    O pleno emprego na medicina que existia, ainda há muito pouco tempo, em Portugal, não se deveu a qualquer política de incentivo ao emprego nessa área, mas tão apenas e só pela protecção corporativa feita pelos médicos, através do quase encerramento das Faculdades de Medicina aos milhares de alunos que as queriam frequentar, que levava à vergonha de deixar às suas portas alunos com médias de 18 e 19 valores.
    Quanto às leis laborais, recomendo-lhe uma visita ao Brasil e o estudo do essencial da sua legislação, concretamente no que respeita ao despedimento. Sugiro, também, que analise os dados sobre o mercado de trabalho brasileiro, sobretudo nas grandes cidades e estados, como o de São Paulo, onde, garanto-lhe, a flexibilidade laboral é imensamente superior à portuguesa, sem deixar de lado a justa responsabilização das empresas pelos seus trabalhadores, quando demitidos, como é da mais elementar justiça. Depois, tire as suas conclusões.
    Cumprimentos,
    RA

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  15. JCA's avatar
    JCA permalink
    2 Junho, 2012 00:52

    .
    A ‘linguados’ lidos ou declarações ouvidas em tantos lados e de tantos lados, todas respeitadas embora com,
    .
    com explicações masoquistas ou de prefeitos confusos a dar réguadas aos Tugas culpados ou de futebolistas da esferográfica a fintarem para o campeonato da sua equipe ou de ‘grandes timoneiros da classe operária’:
    ,
    prefiro sem motivos partidários o regresso à terra bem mais fria, direta, sem adjetivos ou fantasias mas que atraca bem melhor na Verdade e à Vida real suportes sustentados para os Práticos fazerem a Solução em prejuizo dos Teóricos:
    .
    .
    = A Beginner’s Guide to the European Debt Crisis
    .
    “Though they now don’t want to admit it, the Germans encouraged this over-indebtedness, by the way—as did the French. Why? Because with this false sense of prosperity, the over-indebted nations bought German and French goods and services. German and French banks were at the forefront of lending money to the PIIGS—which essentially made the whole scheme nothing more than vendor financing on a massive scale: I lend you money so that you can buy my products.
    .
    Just like a junkie setting up an addict, or a predatory credit card company giving you teaser rates, the Germans and the French—via their banks and government institutions—gave the weaker economies all the incentive in the world to go into massive debt, and then go out and buy German and French products.”
    .
    Ler mais em:
    http://gonzalolira.blogspot.fr/2011/11/beginners-guide-to-european-debt-crisis.html
    .
    .

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  16. A. P.'s avatar
    A. P. permalink
    2 Junho, 2012 00:59

    Rui A.

    Medicina é um curso especial. Se pretende ter milhares de alunos numa escola de medicina então apenas lhes poderá dar uma formação livresca e chegarão ao fim do curso sem verem um doente. Não me parece bem isso porque se noutras profissões os erros podem ter consequências limitadas em medicina podem significar a morte do paciente/cliente, o que não é de todo aconselhável. O motivo que leva tantos jovens a quererem ser médicos é o prestígio social da profissão, os eventuais rendimentos elevado e o facto do Estado aparecer como um empregador seguro. Não quer dizer isto que não haja jovens que têm vocação para serem médicos e que os métodos de selecção não pudessem ser modificados. Adiante.

    Em relação às leis laborais, parece-me que é uma questão muito complexa. Uma empresa tem de ser eficiente, organizada, com capacidade de gestão, autoridade e hierarquias definidas. Tem de possuir instrumentos que lhe permitam gerir os seus trabalhadores. As leis laborais devem permitir-lhe isso. Este é um dos pontos. O outro é que as leis laborais devem também penalizar abusos de patrões com princípios e valores éticos mais flexíveis e não devem permitir que os erros de gestão numa empresa sejam sempre imputados aos trabalhadores. As leis laborais não devem ser de tal maneira flexíveis que impeçam a saída de empresas más do mercado e a sua substituição por novas empresas. Este é outro dos pontos. Finalmente, as leis laborais devem transmitir segurança nas relações entre as partes, sendo um instrumento de justiça social que todos respeitem e acatem.

    Não conheço a legislação laboral do Brasil (vou tentar conhecer). Todavia, parece-me que a análise do mercado de trabalho não pode ser desligada da análise do mercado de bens e serviços, do enquadramento regulamentar e social das empresas e do ciclo económico. Nestes aspectos, parece-me que Brasil e Portugal são muito diferentes.

    Que as leis laborais devem mudar em Portugal estamos todos de acordo. O que eu critico é a aplicação de receitas “prontas a usar” sem atender a outros factores tão ou mais importantes do que os internos ao mercado laboral.

    Cumprimentos,
    A.P.

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  17. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    2 Junho, 2012 01:18

    .
    Quem me informa, por favor, onde posso encontrar o video relarivo à últime Quadratura do Círctko.
    Fico, desde já, muito agradecido.
    .

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  18. Enojado's avatar
    Enojado permalink
    2 Junho, 2012 01:19

    Quadrilhas de ladrões jamais souberam governar; limitam-se a “governar-se”.

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  19. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    2 Junho, 2012 09:37

    os gastos faraónicos com os luxos milionários da festa do jubileu da Rainha Isabel II também são uma consequência do sucesso do estado xuxial tuga

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  20. Trinta e três's avatar
    2 Junho, 2012 09:49

    A.P.:
    O que diz sobre o ensino da medicina é correto (relação alunos/capacidade dos “hospitais escolares”), mas não explica a situação denunciada pelo Rui A. no seu comentário: alunos com notas muito elevadas mpedidos de entrar no curso, na mesma altura em que se “importavam” médicos colombianos e se considerava não haver médicos suficientes para se organizar uma medicina de maior proximidade (médicos de família). O que me parece ter acontecido foi uma tentativa de evitar o investimento no alargamento das condições necessárias à formação, através da entrada de médicos estrangeiros e/ou da iniciativa privada que não me parece muito interessada na construção dum “hospital escolar”.
    .
    Sobre as leis laborais, o Rui A. comete um “erro” comum a todos os que acreditam na infalibilidade do mercado: não há mais investimento/emprego, apenas porque as leis laborais e a fiscalidade o impedem. O Rui A. e todos os que assim pensam não querem reconhecer que, em Portugal, desde há séculos, o grosso do capital está nas mãos daqueles que mais beneficiam da sombra do estado (já o marquês de Pombal tentou combater isso…) e que se resguardam em setores protegidos da economia, com pouco risco e nula capacidade produtiva. Quem dá emprego (digno desse nome) em Portugal, são as pequenas e médias empresas com limitada capacidade de investimento e… o estado. No entanto, a situação atual confronta-nos com problemas novos: um hipotético crescimento (mesmo não sendo artificial como foi o dos anos 90) não se traduz, necessariamente, num aumento da oferta de emprego. A reconversão de setores que conseguiram alterar a sua estrutura produtiva e apresentar maior valor acrescentado (alguns têxteis, algum calçado, por exemplo), faz com que tenham menos necessidade de mão de obra do que tinham no passado. É por isso que “iluminados” que temos o azar de ter entre nós como o Borges, dizem ser necessário baixar os ordenados. Limitam-se estes “iluminados” a ver o país como uma sucessão de estímulos/respostas, como se todos nós fôssemos bonecos, como se governar fosse o mesmo que jogar SimCity.

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  21. PMP's avatar
    PMP permalink
    2 Junho, 2012 11:16

    Como um IRC e uma TSU das mas altas da U.E. e da OCDE não há programas de apoio às empresas e ao emprego que possam ter eficácia duradoura.
    .
    Teria sido muito mais simples reduzir esses impostos a metade a partir de 1992, quando foi fixada a taxa de câmbio do escudo.
    .
    Moeda forte + Impostos altos sobre as empresas = Importações altas e exportações baixas
    .
    O resto são pormenores.

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