Dia da Libertação dos Impostos.
3 Junho, 2012
4 comentários
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Aqui, em Portugal, é hoje.
Assim, de facto, na Europa não vamos lá!
PS – Uma nota (sublinhada) para a consideração das flat tax…. há anos que ouço essa discussão e, no entanto, tudo continua na mesma. Pressão do sector da consultadoria? Razões ideológicas? Simplesmente tradição e habituação?
Ninguém fala do jugo da dívida soberana? Só este ano em juros de dívida 8 mil milhões, em 2016 será o dobro, só de juros. A esta usura não falam? Não se preocupam que o crescimento da dívida pode tornar insustentável o crescimento acabando por asfixiá-lo? Ou estarão a pensar na emigração em massa??
Outra questão que ninguém empolga( sobretudo a comunicação social) a necessidade do fim das offshores, o fim do sigilo bancário; dezanove das grandes empresas cotadas na bolsa portuguesa registaram-se na Holanda para fujirem aos impostos sobre os dividendos e as mais -valias, esta fuga de capitais correponde a uma dívida à democracia.
Estes libertam-se dos impostos, ao povinho carregam-no, e ainda querem aliviar aqueles pagando menos a estes, é a iluminação plena.
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Pois não pá, assim não vamos lá:
Borges ganhou 225 mil € livres de impostos, http://bit.ly/LaYpfs
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Não vale a pena desmoralizar. Passos já começou a campanha eleitoral. Ontem na Católica http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=559275&tm=6&layout=122&visual=61. Só pode ser ‘isso’…
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Esta coisa do dia da libertação dos impostos está castiça. Foi mesmo uma boa malha que de ano para ano é mais badalada.
Mas falta alguém explicar que nesses impostos estão incluídas “muitas compras” que são escondidas pelos brincalhões que inventaram este dia. Por exemplo, se um cidadão passar de carro numa autoestrada está a comprar a utilização ao concessionário. É portanto, uma compra. Da mesma maneira, se um cidadão utilizar outra via, não paga diretamente a concessionário, terá de a pagar a alguém porque alguém a construiu. Esse pagamento é obviamente feito através de impostos. Para um ultraliberal, o primeiro caso é normal. Já o imposto para termos a tal estrada onde percorremos mais de 90% dos quilómetros que fazemos durante a nossa vida (para alguns cidadãos, certamente 100%) é uma injustiça.
De forma que… estamos assim!
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