É disto que as élites gostam!
3 Junho, 2012
Quando leio notícias como esta «Os portugueses tiveram neste ano de trabalhar 155 dias para conseguir pagar a totalidade das suas obrigações fiscais, o que faz com que o dia de hoje seja o primeiro “livre de impostos”.» só me lembro daqueles gloriosos tempos em que o país tinha um projecto, investimento público a rodos, uma agenda para o crescimento e para o emprego, uma esperança, um desígnio e as notícias eram amanhãs a cantar: Execução orçamental: Governo atinge superavit histórico de 836 milhões de euros até fevereiro.
8 comentários
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…só me lembro daqueles gloriosos tempos em que o país tinha um projecto, investimento público a rodos, uma agenda para o crescimento e para o emprego, uma esperança, um desígnio e as notícias eram amanhãs a cantar…
E porque não reconhecer o óbvio e lembrar-se que estamos sob uma carga fiscal intolerável que asfixia os cidadãos, afunda a Economia e nos hipoteca o futuro?
E recordar-se, ainda, que o dinheiro ‘sacado’ nos impostos está a ser, em grande parte, canalizado para o ‘mundo financeiro’ determinando um ‘sustentado’ (para usar uma expressão do ‘politiquês’ nacional) crescimento do endividamento?
Não seria mais simples, menos capcioso e mais ‘construtivo’?
Ou depois da flagelação (dos impostos) necessitamos de fustigarmos com uma cascata de exorcismos escondidos atrás de enviesadas memórias históricas…?
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Não é só em Portugal: o Bankia também também ia apresentar lucros no início do ano e agora está falido.
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zé aquilo é uma noticia de fevereiro 2011 lembra de socrates?
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O pessoal compreende a azia.
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O socas e o competentíssimo menistro da verruga… Estupidez histórica a dos que algum dia votaram no peiésse e no bandalho (agora) parisiense…
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Eleutério aí está uma argumentação digna de um neoliberal.
NADA de jeito
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Agora é o Papa que não concorda com os iluminados neoliberais deste blog.
ao que isto chegou “até tu Papa”.
eheheheheh
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Porque é que escreve “élites”? Será coisa de Cascais? 😉
Já escrevi aí no “Dia da Libertação dos Impostos” que o dia é castiço, mas é mais uma invenção hiperliberal.
Assim, do tipo: vamos supor que um Estado inventado dizia aos seus cidadãos “tudo o que quiserem vos é dado a troco da totalidade dos vossos rendimentos (impostos, digamos). Eram necessários 365 dias num ano comum (366 num bissexto) de pagamentos de impostos, quer dizer, não havia dia da libertação, mas os cidadãos tinham tudo aquilo de que necessitavam.
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