O Portugal inviável
8 Julho, 2012
Como já é normal, bastante patético este artigo do Pedro Marques Lopes. O autor é contra o corte de salários na Função Pública, mas também é contra medidas que o substituam, é contra a redução do défice, mas quer investimento. Aposto que deseja mais tempo para ajustar, mas depois espera que alguém invista a sério num país que não tem acesso aos mercados de dívida e que está no limiar da saída do euro. Quer mais consumo, mas aposto que também é pelo equilíbrio da balança comercial. Quer mais dívida pública, mas aposto que também quer que o financiamento bancário chegue às empresas. E é isto. O Pedro Marques Lopes consegue sempre posicionar-se do lado do Portugal inviável.
22 comentários
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Não é patético . É Pateta …
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“Aposto que deseja mais tempo para ajustar, mas depois espera que alguém invista a sério num país que não tem acesso aos mercados de dívida e que está no limiar da saída do euro”
Duas notas: foi este governo que decidiu agravar as condições de investimento ao aumentar impostos.2º: o prolongamento do combate ao défice está a ser disctudo porque o actual plano e medidas são potencialmente inexequiveis.Ou seja, concordando consigo que é preferivel pagar o mais cedo que se puder, para reduzir o défice nesses termos é preciso se-lo possivel matematicamene.
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Caro rr,
.
As metas existem para serem ultrapassadas. Se não forem ultrapassadas devem ser cumpridas. Se não forem cumpridas deve-se ficar o mais próximo possível. Só fala em relaxar as metas antes do tempo quem não quer sequer ficar próximo, quanto mais cumprir.
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Mas o Pedro Marques Lopes, tirando o portismo que nem o resgata, é alguém? Por cada penedo revirado há um Pedro Marques Lopes, isto é, Nada que interesse.
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JM, duvido que a troika admita um défice de 5,5 ou 6 quando o objectivo é 4,5, porque da forma como estão as coisas, ficaremos longe de estar próximos da meta .Pelo que prepare-se porque se o governo não pedir a renegociacao, será a propria troika a propor a alteração.Vai uma aposta?
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rr,
.
O que a troika diz é mais ou menos irrelevante. Nós não temos que baixar o défice para agradar à troika. Nós temos que baixar o défice porque ter défices baixos é melhor para nós do que ter défice altos. Para a troika isto é mais um paiseco irrelevante que eles não se importam de abandonar à sua sorte. Nós é que vivemos cá e temos interesse em baixar o défice.
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Acha que se pedro lopes tivesse opiniões não socialistas estava a toda a hora nas tvs?
Claro que não .É o efeito de Pavlov.
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Sacrificio e Inimputabilidade II
Canto VI – Lusíadas (estrofes 96-98)(*)
Não cos manjares novos e esquisitos,
Não cos passeios moles e ouciosos,
Não cos vários deleites e infinitos,
Que afeminam os peitos generosos;
Não cos nunca vencidos apetitos,
Que a Fortuna tem sempre tão mimosos,
Que não sofre a nenhum que o passo mude
Pera algũa obra heróica de virtude;
Mas com buscar, co seu forçoso braço,
As honras que ele chame próprias suas;
Vigiando e vestindo o forjado aço,
Sofrendo tempestades e ondas cruas,
Vencendo os torpes frios no regaço
Do Sul, e regiões de abrigo nuas,
Engolindo o corrupto mantimento
Temperado com um árduo sofrimento;
E com forçar o rosto, que se enfia,
A parecer seguro, ledo, inteiro,
Pera o pelouro ardente que assovia
E leva a perna ou braço ao companheiro.
Destarte o peito um calo honroso cria,
Desprezador das honras e dinheiro,
Das honras e dinheiro que a ventura
Forjou, e não virtude justa e dura.
A História repete-se. Fundos europeus, crédito fácil ou rendimentos garantidos, no lugar das especiarias e riqueza do Oriente. Créditos fáceis e efémeros, que podem conduzir ao acomodamento, à ganância, ao esquecimento dos valores essenciais e à perda da autonomia de um país, que tantos ao longo de tantos anos e com tanto esforço souberam construir.
Povo “temperado com um árduo sofrimento” , capaz de todos os sacrifícios em defesa da “virtude justa e dura” , mas “desprezador das honras e dinheiro que a ventura forjou” .
Mais sacrifícios? Todos os necessários, desde que para todos! E o exemplo deve em primeiro lugar vir de quem está no leme do poder. É incompreensível decretar empobrecimento de quem vive do trabalho para sucumbir perante a força dos lobbies de privilégios de interesses privados ou públicos que parasitam e sugam o orçamento de estado.
Por isso, seria mais justo, patrótico e visionário, clamar e lutar pela eliminação de todos os abusos que defraudam o interesse publico, para depois sim, poder exortar aos sacrificios que seja necessário fazer para construção de um futuro melhor.
(*) Estrofes do exame nacional do 12º ano de Português
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A meu ver, se a receita do Estado é 100, a despesa do Estado tem de ser 100 ou menos, de preferência. É assim que eu faço cá em casa. Mesmo com empréstimos e pagamentos de juros, tem de ser possível gerir um Estado que não dê défices ao ano. Esta deveria ser uma regra indiscutível, aceite por todos com uma evidência tão clara como “1+1 = 2”. A única coisa que é discutível é: onde e como cortar para chegarmos depressa à despesa equivalente ou inferior à receita. Aí aceita-se algum debate público, sem duvida.
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Sugestão de pergunta para referendo nacional: “O Estado deve ter uma despesa anual acima da receita anual?”
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Joao miranda, é relevante sim, porque se nao cumprimos o que eles dizem, o dinheiro que recebemos deles vai-se.
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Quando João Miranda abre um post ao domingo sobre Pedro Marques Lopes, é porque este personagem merece atenção de João Miranda.
Resolvam lá isso.
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Claro, o “Portugal viável” é aquele que o João Miranda apadrinha e o Passos Coelho executa. Nota-se, pelos dados reais, que a viabilidade económica e financeira está próxima… de desaparecer para sempre. E ainda falam do Pedro Marques Lopes, um liberal que abriu os olhos ou tem a decência de adaptar o seu discurso a realidade “factual”. Continuam a defender mais impostos, descida de salários, privatizações, desregulação, etc. que vão longe, vão ,vão.
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Caro
João Miranda, cortar nos salários para reduzir despesa, é muito fácil, mas será que resulta?
Não me parece, provavelmente estaremos perante um nova teoria económica, que está a ser experimentada em Portugal.
Se provar que isto é a solução, estou disposto a entregar 20% todos os meses durante um ano, apresentem é provas concretas desta solução.
VIVA PORTUGAL
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JM deixou de escrever sobre PPP e Rendas pornográficas.
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E o orçamento de base zero… é para quando?
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O Pedro Marques Lopes era uma figura pouco criticável quando entoava as suas loas ao Passos Coelho,ao PSD e à direita em geral pela rádio, TV e disco, digo jornais. Acreditou na coisa, digamos. Mas PML é um comentador liberal que demonstrou sempre preocupações sociais o que talvez o levasse a ponderar as suas opiniões. Ele sabe que faz parte de um grupo social, que nele está integrado e que sem ele não existiria. A sociedade é uma coisa medonha para o ultraliberalismo, onde PML nunca chegou.
Também por isso,depois de ouvir montes de vozes avisadas, e começar a ver o caminho para perdição, ponderou os seus juízos. Agora, nem é grande mérito, mas sempre é melhor tarde do que nunca.
Mesmo assim, parece-me levezinha esta apreciação do artigo de PML. O que o autor diz é isto: “O Presidente da República tinha razão: os cortes das pensões e dos salários na função pública não respeitam os princípios da proporcionalidade e da igualdade.” E di-lo mais vezes ao longo do texto.
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Este PML é um cromo, dos maiores cromos como cronistas. PML enquanto Miguel Relvas e seus comparsitas de Gaia/Porto andou a conspirar contra Manuela Ferreira Leite, era uma figura incontornável. Agora que se começa a ver em todo o seu esplendor quem é Miguel Relvas que não desdenha dos seus comparsitas Gaia/Porto, já não presta e já não se revê nele. A característica deste cromo do PML é que se quer dar bem com deus e com o diabo, quer ser liberal e ama seca da ala esquerda do PS/BE, quer menos estado mas sem mexer em nada do estado, quer economia de mercado e quer a constituição socialista. E depois anuncia ao povo que foi aluno de Jorge Miranda como se isso bastasse para lhe passar um atestado de inteligente.
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Há tipos que têm muita cara de pau!
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Mais um aninho e toda a gente percebe o que quer o PML. Os mais curiosos que lhe perguntem qual a relaçãpque tem com o Socrates. Vão ficat admirados.
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Pelos vistos não foi “aceite” o meu comentário em que dizia que o Pedro Marques Lopes representa uma direita, diferente da do João Miranda, que não se limita a confundir governação com austeridade para alguns.
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Ca granda burro esse Marques Lopes. E oportunista.
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